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Gongada final

14 de julho de 2010 0

Todos prontos para a gongada derradeira, logo mais à noite no Jivago. Final barulhenta para a terceira edição do freak show da Patroa Zuzu...

++ quarta-feira, 14 de julho, prepare-se para a suntuosa

gran finale // LA GONGA 2010.

 

++ e para tamanha delcia, um novo lugar, palco prolongado, cortinas de veludo

JIVAGO LOUNGE

 

++ finalmente o show completo de

ZULEIKA E OS CONFIRMADOS

 

 

++ a performance avant garde de

CUDINHO & FABECHA

++ o vozeiro barbudo e de longo alcance de

CARLOS COSTA

++ a sensualidade agressiva de

BIA BISCATE & CARIKA CAMINHO

++ a apario antolgica de

MARGARIDA BAIRD

 

++ a elegncia cruel de

KARIN SERAFIN

++ a impetuosidade crtica de

MARCOS ESPNDOLA

++ o intelecto objetivo de

FBIO BRUGGEMANN

++ o lirismo contemporneo de

RICARDO TROMM

++ a ironia de luxo de

RENATO TURNES

 

++ a participao especial e virtuosa de

BILLY REZK

 

++ A discotech.agem moderna e de cabelo batido de

TIAGO FRANCO &

FREAKZULEIKA

 

++ Rua Dep. Leobaldo Leal,04 Centro.

Direito Autoral

13 de julho de 2010 1

Aproveitando o debate sobre direitos autorais, fica o convite para o seminário que a UFSC promove nesta terça (13/7) e quarta-feira (14/7):

O Grupo de Estudos em Direito Autoral e Informação (GEDAI/UFSC), com o objetivo participar deste processo, bem como estimular sua ampliação com vistas a uma participação da sociedade no aperfeiçoamento do texto da Lei de Direito Autoral, está realizando um Ciclo de Debates sobre o Projeto de Revisão da Lei de Direito Autoral, cuja consulta pública encerrar-se-á no dia 28 de julho de 2010.

Gostaria de convidá-lo para participar dos debates que se realizarão nos dias 13 e 14 de julho, sempre das 10h às 13h na sala 301 do CPGD/UFSC, em Florianópolis-SC, conforme programação a seguir:

DIA 13 de julho _ PAINEL VII

Utilização de obra coletiva art. 88/ reprografia - art. 88-A E Sanções, Prescrição e Disposições Finais _ artigos 110 ao 118

DIA 14 de julho _ PAINEL VIII

Título V, Dos Direitos Conexos, art. 89 a 100-B e ENCERRAMENTO.

*Lançamento de Obra Estudos de Direito de Autor./ A Revisão da Lei de Direitos Autorais. Editora Boiteux.

Informações: www.direitoautoral.ufsc.br

Live Aid e a falácia do Dia do Rock

13 de julho de 2010 1

Agora sim, há o que se comemorar neste 13 de julho. São 25 anos do Live Aid, aquele megaconcerto que mobilizou dezenas de astros e grupos em prol do fim da fome na Etiópia. E fica nisso. O lance do dia mundial do rock não me desce, por isso desconsidero. O evento por si só foi significativo, mas não tem a relevância necessária para se auto-intitular o principal marco do rock! 
Idealizado por Bob Geldof, o festival foi transmitido simultaneamente a partir de Londres (Inglaterra) e da Filadélfia (EUA), além de Tóquio (Japão) e Melbourne (Austrália) com shows de The Who (que colocou abaixo o gerador do palco), Dire Straits, Led Zeppelin, Madona, Queen, Joan Baez, David Bowie, BB King, Mick Jagger, Sting, U2, Phil Collins, Eric Clapton, Black Sabbath e Paul McCartney.




Lovefoxxx na Devassa

13 de julho de 2010 1

Enquanto o  Cansei de Ser Sexy "descansa", a descolada vocalista Lovefoxxx fará a função do som na pista na festa Devassa e da Revista Catarina nesta quinta-feira, na Madê Club, na Lagoa da Conceição. A mina tem a "manha" no agito nas picapes. Além de Lovefoxxx, a confra também convocou Alec Ventura, da banda curitibana Copacana Club e os residentes Tiago Franco e Moka. Uha!!!!

Paulo Moura - RIP

13 de julho de 2010 3

O instrumentista Paulo Moura foi um habitue da cena musical em Floripa nas décadas de 1980, 1990 e 2000 _ época em que proliferou-se por aqui os festivais de jazz e blues. Foi numa das suas visitas à Capital que ele conheceu um jovem violonista Luiz Meira. Mouro foi quem botou a pilha em Meira para tentar a vida no Rio de Janeiro. Convite feito e aceito, para lá o catarinense se mandou, trabalhando com o próprio maestro que o apresentou ao circuito _ Sá & Guarabira, Sandra de Sá, Elza Soares, Beto Guedes até engrenar com a parceria com a cantora Gal Costa. A partir dali é a história que conhecemos.

Moura morreu ontem, aos 77 anos. Ainda no ano passado lançou o último trabalho AfroBossaNova, mas o maior reconhecimento veio em 2000 com o Grammy Latino pelo álbum Pixinguinha: Paulo Moura e os Batutas. Esse era um batuta!


Garageiro, eu?

12 de julho de 2010 1

Sábado como boas e diversas "atrações atrativas" - como os paranaenses Sabonetes e o carioca Lulu Santos - dando o ar da graça na Ilha de Santa Catarina, e eis que, movido pela curiosidade, acabo parando no Indie Power, a primeira festa que tem potencial para se transformar em uma das boas do indie catarinense.

Coisa garageira mesmo. Apicultores Clandestinos, das altas paragens 47, é um dos mais intrigantes grupos a emergir na cena catarinense - e compondo, diga-se, com produtividade impressionante. O Mar de Quirino está começando a revelar sua proposta, que é sofisticada e ousada - agora, com o seu estúdio tornando-se realidade, preparemonos para a suas potencialidades.

Pude assistir apenas a primeira apresentação, a do Motel Overdose. Expectativa para ver onde vai chegar esse trio de músicos importantes da nossa cena. Foi o show de estreia. O baterista Marcio Bicaco foi categórico quando disse que estavam melhores do que no ensaio que presenciei: "ensaiamos muito". E assombraram, com uma cozinha quase em transe roqueiro, e Felipe Batata (também vocais) mostrando porque é um dos mais talentosos guitarristas destas quebradas.

Mais informações sobre o trio ainda nessa semana, na Contracapa do Caderno de Variedades do Diário Catarinense. Quanto a este que vos escreve, retoma as (agitadas) férias, mas colaborando com a frequência possível com o CV.

PS: ah, e acabamos de receber a informação de que as sete faixas primeiras gravadas pelo MO já estão disponíveis para download no TramaVirtual.

A noite em que o groove sacudiu o TAC

12 de julho de 2010 0

Foi divertido pacas. Divertido naquele melhor sentido da palavra: algo que supreende, desarma o espírito e torna o dia (no caso, a noite) melhor. Estou falando da sexta-feira de gala no Teatro Álvaro de Carvalho, na qual: a) o Sociedade Soul fez o show de lançamento de seu tão aguardado CD e b) Gerson King Combo, a lenda do funk brasileiro, pisou enfim em um palco catarinense, aos 65 anos de idade.

Gerson fez uma apresentação fast, 15 minutos. Mas foi brilhante, claro. Energia insana, Mandamentos Black como carro-chefe, ao lado de Funky Brother Soul na parada. Era aquele tipo de coisa que proporcionava, além do deleite puro do groove, pensamentos incômodos do tipo: "como é que ninguém chamou esse cara pra tocar aqui antes?" A Sociedade Soul, que não é boba nem nada, aproveitou para mandar maravilhosamente nos instrumentos.

- O teatro é bonito, mas no meu show ninguém fica parado - disse Gerson King Combo.

Só que não tem como, teatro é teatro, não é o melhor lugar para trocar o calor cinético com os demais dançantes. Por outro lado... o TAC tem uma boa acústica para música, e os graves estavam realmente espoletas na sexta-feira. Quem conhecia Sociedade Soul - quase todo mundo que lotou o teatro, imagino - pode asssistir à apresentação de uma banda que realmente tem uma música de texturas, que tanto desperta os músculos das pernas e quadris como é repletas de riffs, efeitos, batuques e linhas de baixo fora do comum. Tocar num teatro serve para perceber aquilo que passa batido pela maioria numa apresentação "standard".

Parabéns a Gustavo Barreto e cia., pela bela estreia em CD. E preparem-se : pelas inéditas que tocaram no TAC, e que não entraram nesse trabalho, o próximo promete ser bem enfezadaço também. Abaixo vai um vídeo da noitada, uma gentileza do repórter-fotográfico do DC Guto Kuerten.

Veja o vídeo abaixo:

Poxa, Harvey!!! RIP

12 de julho de 2010 0

Notícia consternadora que acaba de chegar. Morreu o roteirista e quadrinista Harvey Pekar, autor da cultuada série autobiográfica American Splendor. O ranzinza mais querido da história dos quadrinhos, Pekar foi um dos primeiros parceiros de Robert Crumb. Em 2003 sua vida virou o filme Anti-Herói Americano, com uma atuação sensacional de Paul Giamatti.  Vai a nota divulgada agora há pouco pela Folhapress:

"O quadrinista Harvey Pekar morreu hoje em Cleveland, nos Estados Unidos, aos 70 anos. Ele foi encontrado morto em sua residência por sua mulher, Joyce Brabner. A causa da morte não foi divulgada. Pekar lançou a cultuada série autobiográfica "American Splendor", que foi transformada em 2003 no filme "Anti - Herói Americano", no qual Paul Giamatti interpretava o quadrinista, que era conhecido por sua visão ácida e irônica sobre o "americano médio". Além do humor ácido, o quadrinista ficou conhecido por escrever sobre acontecimentos cotidianos que o rodeavam: sua vida, amigos e mulher. No Brasil, parte de sua obra pode ser lida na edição "Bob & Harv - Dois Anti-Heróis Americanos", parceria com Robert Crumb, lançado pela editora Conrad. Pekar colaborou ainda com outros quadrinistas importantes como Jim Woodring, Chester Brown, Gilbert Hernandez, Bob Fingerman e Alan Moore. Ele sofria de câncer de próstata, asma, hipertensão e depressão. Uma autópsia deve ser realizada para concluir a causa da morte." 


Via de mão única!

12 de julho de 2010 6

O debate sobre a nova legislação de direitos autorais entrou na agenda do país nesta semana pós-Copa. O assunto é tema de um seminário que ocorre hoje em São Paulo, promovido pelo Ministério da Cultura. No Congresso tramitam propostas para readequar a nova legislação, dentre elas o o Projeto de Lei 2.850, que pede a extinção do Escritório e a criação do Centro de Arrecadação e Distribuição de Direitos Autorais (Cadda) e do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAC).

A discussão é salutar, sadia e cabe sim ao Estado levantar o debate, afinal ele representa o interesse da coletividade. Assim como é imperativo discutir a questão, haja vista o ambiente em que se encontra o mercado da música e o seu futuro _ neste caso a arte e a sobrevivência do artista. Me causa estranheza é a resistência do Ecad e suas associações mantenedoras em entrar nesta discussão. Eu mesmo, em entrevista com executivos do órgão, ouvi que é do entendimento do Ecad e das associações que não há o que se discutir sobre a atual legislação, que contempla todas as demandas do setor, inclusive sobre a arrecadação e distribuição do material executado na internet. A legislação é completa, mas o órgão discute em segredo uma minuta com o Youtube, enquanto usa o seu poder de fiscalização para cobrar webrádios e blogs. Estranho, não? Muito!

Não comparece ao debate, mas aciona a sua "guarda pretoriana" para pulverizar qualquer iniciativa de discussão via imprensa. O jornalista e compositor Nelson Motta publicou hoje no Estadão um artigo onde faz a defesa do Escritório e da atual forma de controle e distribuição de direitos autorais no país. E detona a iniciativa do Minc, recorrendo ao velho argumento do dirigismo:

"É um sistema correto e efetivo, que dá a cada um a sua parte pela utilização comercial de sua criação. Nos Estados Unidos e na Europa funciona muito bem. Se aqui há falhas, falcatruas ou ineficiência, o problema é de gestão e fiscalização, e deve ser resolvido entre o ECAD e as sociedades que representam os compositores, intermediados pela Justiça. O Estado não entende nada disso, e já morde 25% de impostos sobre direitos autorais sem tocar uma nota." (leia a íntegra por aqui)."

Mas isso invalida a discussão? A meu ver de forma alguma. A sanha arrecadatória do Ecad é notória, haja vista os balancetes divulgados anualmente sempre celebrando recordes. Não se discute o direito líquido e certo dos autores em receber por suas criações. Aliás, é isso que torna urgente o atual debate, ainda mais com a internet. O problema do Ecad é o temor em ser fiscalizado, e isso é que causa espécie. Quem não deve não teme. Ou será que deve? Denúncias pululam pelos tribunais do país com relação a ação do Ecad. Segundo os cálculos do maestro Tim Rescala, que abriu uma frente de autores processados pelo órgão (por terem se dignificados a questionar as ações do Ecad), seriam 7 mil o número de ações contra o Escritório. Ele publicou um contraponto ao artigo do Nelso Motta no Blog do Arakim Monteiro. Recomendo também a leitura. Há problemas sérios pontuados pelo próprio, como as denúncias apuradas por uma CPI da Assembleia Legislativa de São Paulo. Vai um trecho:

"O ECAD comemora, ano após ano, recordes de arrecadação. Não te parece que há algo errado? Um compósito como Remo Usai, por exemplo, o Emnio Morricone brasileiro, autor da música de mais de 150 filmes, com vários sendo reexibidos regularmente na TV, passou a receber, por obra e graça do ECAD, pagamentos de R$ 0,02. Como é possível uma coisa dessas? O que um artista como ele, já com 82 anos, pode achar de um sistema autoral capaz de produzir uma aberração dessas?

E você não acha estranho que haja uma cobrança implacável de academias, bares, restaurantes, sem que haja a exigência de se comunicar que músicas foram tocadas? Ora, se é obrigatório pagar por quê não é obrigatório receber?" (leia a íntegra aqui)

Essa é muito boa!!!

12 de julho de 2010 0

Mutley Bianchini mandou esse teleguiado hoje pela manhã e boa nova a gente não deixa esfriar. André Hidalgo, a mente por trás da Casa dos Criadores, entidade do universo fashion e festivo da Pauliceia (é sócio do Clube Glória), esteve em Guaramirim recentemente e, de cara, pediu para conhecer o Curupira Rock, histórico espaço da música underground no Estado. Não causa surpresa, pois a moral do Curupira reverbera muito mais fora das divisas catarinenses do que propriamente aqui.
Ah, você deve estar se perguntando o que Hidalgo foi fazer lá no Norte? Ele é um dos organizadores do Guaramirim Moda Vanguarda - Salão de Novos, espécie de braço local da pulsante Casa dos Criadores, programado para novembro. Pois é, também não me causa surpresas. Viva Guaramirim Porra!!!