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Walter Salles On The Road

13 de março de 2012 0

Saiu o trailer de On The Road, adaptação do brasileiro Walter Salles para o clássico beatnik de Jack Kerouac, que estreará este ano. O Alexandre "Trabalho Sujo" Matias comentou no Trabalho Sujo que a presença da Kristen Stewart, que vive a mulher do tresloucado Dean Moriarty (Garrett Hedlund) pode atrair a atenção da molecada fã da saga Crepúsculo para Pé na Estrada. O caminho é longo, mas veja bem, vei que rola...

On The Road estreará este ano.

Tributo a Severo Cruz

12 de março de 2012 2

Severo Cruz. Foto de Alan Pedro, 6/05/2011

Grupo de artistas e militantes da cidade articula um show em solidariedade ao veterano ator e cantor Severo Cruz (recentemente estrelou o longa A Antropóloga, de Zeca Pires), que perdeu a sua casa na Costa da Logoa em um incêndio há um mês. Pelo menos mais de 10 músicos e intérpretes, entre eles o próprio Severo, se engajaram no show que ocorrerá no Teatro Pedro Ivo, no dia 31 de março, às 20h. A ideia surgiu em uma reunião do Conselho Estadual de Cultura (CEC). Marco Vasques e Adriana Durante assumiram a produção executiva e Marcelo Muniz o comando artístico do show batizado Tributo a Severo Cruz _ Renascer das Cinzas. A entrada custará R$ 25 e a meta é levantar recursos suficientes para erguer ou comprar uma nova morada ao estimado artista.

Muito além do bem contra o mal!

12 de março de 2012 4

Artigo da repórter Jacqueline Iensen publicado na seção Contexto desta segunda-feira no Variedades. Uma necessária reflexão sobre como nos portarmos no momento de ardor político. A propósito, deu um bug no site da Maratona Cultural e a visualização da programação dos dias 24 e 25 está indisponível. Espera-se que o problema seja solucionado nesta tarde.

A hora é da plateia

Acompanhei nos últimos dias, um intenso debate pelas redes sociais sobre a Maratona Cultural que ocorre nos dias 23, 24 e 25 de março em Florianópolis. Há quem defenda, mas há quem acredite que o festival seja um projeto apenas eleitoral.

Aprendi com o tempo a não simplesmente aceitar ou combater uma opinião, mas refletir sobre ela. Nos últimos anos acompanhei de perto a choradeira do setor cultural catarinense em torno da falta de espaços para se apresentar, da falta de apoio financeiro do poder público, da falta de festivais para mostrar o seu trabalho, da falta de um circuito para fazer com a produção cultural circule pelo Estado.

Acho que neste momento é preciso fugir dessa eterna luta entre o bem e o mal pensar um pouco mais longe. Reduzir o projeto a uma iniciativa meramente eleitoreira é simplificar uma grande ação. Não para a política, mas para o público. A hora agora é de tornar a arte uma necessidade no cotidiano das pessoas. E a Maratona tem o fundamental papel de formar plateia. Ninguém valoriza aquilo que não conhece.

Nos últimos anos, grandes iniciativas como o Floripa Teatro

E é nesse sentido que destaco a importância da Maratona. Os produtores culturais precisam se apropriar desta janela que se abriu em novembro do ano passado e batalhar para que a mostra se transforme numa necessidade para a população. E isso só vai acontecer se os grupos se aproximarem das pessoas. Isto significa fazer uma trabalho pré e pós espetáculo. Digo isso porque num espetáculo que assisti no Floripa Teatro, na Lona do Rio Tavares, o ator

Monteiro Lobato escreveu: um país se faz com homens e livros. Com a permissão do ilustre, vou mais longe: um país se faz com homens, livros, música, saúde, educação.

A arte precisa fazer parte do cotidiano das pessoas, não para torná-las supostamente mais "cultas", mas para exercitar um olhar mais crítico sobre a vida.

Festival Isnard Azevedo, a Mostra de Cinema Infantil, o projeto Orquestra nas Comunidades (só para citar alguns) abrem a porta para um mundo mágico para milhares de crianças e de adultos. Nas lonas montadas em diversos pontos da Ilha, que descentralizam as ações nos grandes festivais locais, milhares de estudantes de diferentes idades têm contato com manifestações artísticas que depois são trabalhadas de forma didática nas salas de aulas. Não são poucos os professores que se utilizam do recurso para tornar as aulas mais atraentes, ainda mais numa época em que se disputa atenção com a internet e sua infinidade de recursos visuais, tão caros ao nosso olhar. um palhaço conversou a garotada antes e depois da apresentação. E isso fez toda a diferença. A plateia consegui ter a dimensão do que é a vida do artista, como ele se transforma e mais que ele é uma pessoa comum, de carne e osso. Ou seja, aquela visão de que artista é coisa de outro mundo desapareceu na hora. Tenho certeza que aquelas crianças passaram a ver o palhaço como um profissional e não apenas como um sujeito que pinta a cara e vai para o picadeiro. Talvez seja possível começar aí um sólido processo de educação da plateia. Mas isso só vai acontecer se artistas e comunidade se mobilizarem. Está na hora de ambos assumirem o papel de protagonista dessa história. E só nos tornamos protagonistas de nossas histórias quando nos vemos como o tal.

Tatu-Bola será o mascote do Mundial de 2014

12 de março de 2012 0

A Fifa bateu o martelo sobre o mascote do Mundial no Brasil. Será o tatu-bola, animal em extinção neste país. O anuncio será feito em outubro, porque ainda depende do registro da marca na Europa. O tatu venceu o folclórico Saci e a onça na disputa. Curiosamente o tatu lembra também o destino do ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira, que reunciou ao mandato para buscar abrigo em alguma toca desconhecida em meio a uma avalanche de denúncias.

Eu ainda acho mais apropriado que o mascote seja  Macunaíma, o "Herói Sem Caráter"....

Almodóvar no Pitangueira

12 de março de 2012 0

Cineclube Pitangueira dedicará a sessão desta terça às mulheres e, sendo assim, recorre ao cineasta contemporâneo que mais entende da "espécie": Pedro Almodóvar. O filme será Kika e a exibição é gratuita, às 20h, na Casa das Máquinas, na Lagoa da Conceição.

Passeio à Godiva

12 de março de 2012 0

Mais um vídeo da Peladada na Capital. Mítica Lady Godiva teria que aposentar seu cavalo branco. Bike não emite carbono, ciclista sim! Atentem para a manifestação de dois "transeuntes" ao final do vídeo: "menos homem! mais mulhé peladaaaa!". Crédito do vídeo é da "patroa" Ana Roman...



Paul entre duas arenas na Capital...

12 de março de 2012 19

Recife e sua fama vão além das fronteiras, como preconizou Chico Science. A capital pernambucana entrou na rota da nova turnê do beatle Paul McCartney, programada para abril e receberá dois shows. E como eu já "tenho dito", o staff de Macca segue negociando mais um show em Florianópolis, com possibilidades para uma das nossas "duas arenas" _ Scarpelli ou Ressacada. Tal qual Recife, "no meio da esperteza internacional, a cidade até que não está tão mal". Tirem os mariscos da pedra e Let it be... As datas da nova investida sulamericana de Paul serão anunciadas em breve. O beatle promoverá também na região o novo disco Kisses on the Botton.

Veja bem...

11 de março de 2012 0

O Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) divulgou um comunicado esclarecendo que não possui "estratégia de cobrança de direitos autorais voltada aos vídeos embedados". E que a tal cobrança a um blog por linkar vídeos do Youtube ocorreu por um "erro de interpretação operacional". Parece que a cobrança foi desconsiderada. Particularmente, gostei do termo pomposo para o "foi mal aí galera!". O órgão declarou ainda que desde o dia 29 de fevereiro, as cobranças de "webcasting estavam sendo reavaliadas".
Um dos maiores questionamentos desde que o caso eclodiu foi justamente sobre qual a legalidade em se cobrar por um procedimento ("embedar") que apenas direciona ao vídeo no YouTube, que já paga pelos direitos autorais sobre aquela determinada execução.

Vou de bike

11 de março de 2012 0

Fotos Charles Guerra



Pede passagem!

Carbon Free?

"A dor dos outros"

Por duas ocasiões esbarrei com o passeio ciclístico naturista do movimento Peladada, no sábado. A primeira foi na UFSC e a segunda, na Rua Hercílio Luz, no Centro, onde o pelotão parecia mais à vontade (entre despidos e desinibidos) do que horas antes diante da entusiasmada plateia do Grito Rock. Algumas constatações sobre esse protesto saudável e pertinente e que vão além do que o gênio Marcos Valle havia cantado: " É tão legal pegar um monte de gente/ Gente que a gente curta né?/ Um dia de sol, um monte de bicicleta/ E sair por ai... vamo nessa?!"
* Seria realmente legal e saudável se isso não representasse uma das atividades mais arriscadas na Ilha. E transitar pelado pode potencializar esses riscos. 

* Que de nada adiantará discorrer sobre a mobilidade urbana na cidade se seguirmos ignorando um meio de transporte que, além de poder representar uma solução factível, é o modo de vida de muitos cidadãos e isso tem que ser respeitado. Preceito constitucional: direito de ir e vir ... e com o meio que assim desejar.
* Que andar de bicicleta faz "muiiiitooo" bem à saúde, veja-se pela boa forma exibida pelos "pedaleiros/peladeiros", salvo uma exótica pancinha e um jacaré inflável perdidos no meio daquele cortejo.
* Um ativista pintou no dorso nu: "Aí mídia, filma o meu... (*)!". Dez para a atitude e zero ao acentuar um monossílabo terminado em "u". Tem que pedalar mais na gramática.
* Bom dessas manifestações é que mesmo acabando e samba você não precisa se preocupar com que roupa ir...

 * Maestro Zezinho, uma nota para a trilha lado B do passeio ciclístico. Seria Selim, dos Raimundos?

O Grito dos pelados

11 de março de 2012 0

Autoramas. Foto Gabriel Vanini, Coletivo Sem Fronteiras, Divulgação

A organização (leia-se Cardume Cultural/Fora do Eixo) do Grito Rock Floripa até que pedalou forte na elaboração de um programa artisticamente intenso, interativo e socialmente inclusivo, mas esteve longe de repetir o êxito da edição passada, quando arrastou mais de cinco mil pessoas. O Grito desembarcou na UFSC na tarde de sábado, com um happening (Pic Nic) ensolarado do coletivo Sem Fronteiras em parceria com o projeto Sounds in da City e o Varal Artístico montado. A ideia era começar cedo e avançar um pouco pela noite, com os shows começando às 17h30min. Quem entendeu e atendeu à proposta se deu bem, e vale insistir nesta mudança de cultura por um lazer mais "ensolarado e saudável".

Foto André Motta, Coletivo Sem Fronteiras, Divulgação

Cheguei ao Grito antes da atração "nacional" da noite, a banda carioca Autoramas, subir ao palco. Havia perdido o show do trio instrumental Mar de Marte, cuja performance foi elogiada largamente. Mas os Autoramas pouco contribuíram para elevar a moral da plateia, insistindo em um show à Mash Up Coca-Cola. Grande decepção. Àquela altura, Mar de Marte partira para o seu segundo compromisso na Cidade, um show da Matinê do Rock, no Talyesin Rock Bar. Entendi aquilo como um sorriso da sorte e para lá me mandei. Não me arrependi de ter deixado o Autoramas na metade. Aquilo sim foi "róqueeeeee"!

Peladadas

Como os Autoramas não conseguiram acelerar o ânimo, a tal "arrancada" veio a pedaladas com o pelotão do movimento Peladadas entrou pela Praça da UFSC sob júbilo da plateia. Frisson! Em grande parte, despidos de vergonha e roupas, os ciclistas desfilaram esbravejando o lema "menos carros, mais bicicletas". Atentos à derrière in natura da manifestante  que se distanciava com o cortejo ciclístico, dois amigos suspiravam: "e mais minas peladas".

E do palco, o mestre de cerimônia/roadie e serviço de utilidade púbica do Grito Rock Vina Zimmermann, saudou a chegada da manifestação: "movimento 'coisa' linda, hein?!"

Atitude do rock não faltou ao Vina, vocalista da banda Da Caverna, atuante militante integrado ao coletivo Cardume Cultural, e "potencial" candidato a vereador. Detentor das costeletas mais pujantes da "cena roqueira" da Capital, Vina oscilava suas intervenções durante os intervalos dos shows entre audaciosas plataformas práticas (pela cadeia produtiva da música) e retóricas: "Vamos tirar esses ratos do poder! Vamos tomar essa merda! Vamos tomar essa merdaaaa!"  O Vina deveria adotar esse lema: "Movimento Coisa Linda"! Vina diverte, e a sua maneira (até ingênua demais), fala sério, estando longe de ser um bufão no jogo político. É quem assume a autoridade de gritar naquela festa do rock.
Aquela situação (Vina e os Peladeiros) me jogou de volta há daus semanas, quando eu estava no Rio de Janeiro. Encontrei um cidadão comendo pipoca e vociferando contra as "burguesas" (palavra dele) na fila do histórico Cine Odeon, ali na Cinelândia: "Quero ver ser cult na década de 1970". Não parecia fazer o menor sentido, até ontem. Viva a democracia!