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Sem "meia-verdades"

31 de janeiro de 2012 0

"Além da “farra”, chama atenção o fato de que não foi o repórter-fotográfico quem colocou a imagem no Facebook. Pelo contrário. Ele até se surpreendeu ao ver a foto no site. E eu fiquei curioso com a história ao ler o comentário do colunista Rafael Martini, doDiário Catarinense, revelando que o jornal havia tentado comprar a foto no ano passado. “O autor não quis vender a foto na época. Só que em tempos de redes sociais...”. Este “em tempos de redes sociais...”, principalmente porque o comentário foi publicado junto com a foto, me levou até o repórter-fotográfico esclarecer alguns pontos."

Blog Coluna Extra, do Alexandre Gonçalves, "cometeu" jornalismo e foi saber da própria fonte, Eduardo Valente, a história sobre foto o flagrante da "cowrrada" no Centro da Capital.

O Chupa-Vacas revelou-se

31 de janeiro de 2012 0

Eduardo Valente, Futurapress


Da série "Se eu te falar a verdade vou tá te mentindo!": O "Chupa-Vacas" existe e (que fique bem claro) não temos nada a ver com isso. Quando lançamos a edição 33 do webprograma Ponche Elétrico, no final do ano passado, jamais imaginaríamos que "avacalhação" sobre a suposta ação de um "ser" que estaria violando as mimosas da CowParade poderia ser verdade. Ok, até suspeitávamos que seria possível, mas com um PM seria "requinte" demais. A propósito, só a reportagem do Ponche ouviu a "vítima", que ressente-se pelo sumiço do amante: "nem um telefonema!"

Depois do Summer Soul, Florence Welch emplaca na capa da Q

30 de janeiro de 2012 0

Há dez anos, se você previsse que uma artista tocaria em Florianópolis e depois emplacaria a capa de uma das mais prestigiadas publicações de música do mundo ( a revista inglesa Q), seria chamado de lelé. Pois olha aí!

Uma análise aprofundada do Summer Soul Festival de Florianópolis

29 de janeiro de 2012 2

Marcos Espíndola

O Summer Soul pós "era-Amy Winehouse" em Floripa se firmou por suas próprias "pernas", ou melhor, como nas escalas em São Paulo e Rio, nas vozes e no carisma das suas apostas: Rox, Florence And The Machine e Bruno Mars. E, a revelia da edição de um ano atrás, a plateia presente ao Stage Music Park no sábado foi ciente de quem iria assistir e não apenas a reboque de uma única estrela. Lá estavam os teenagers e devotos de "trilhas de novela" seguidores do Mars, os indies da "alternativa" Florence & The Machine e, em menor volume mas não menos ardorosos, simpatizantes da britânica Rox _ que conferiu o selo "soul" à noite que teve como grande destaque a diversidade pop. A tríade precisou apenas do seu talento nato para compor um espetáculo na melhor acepção do termo. Mas vamos por partes.


Rox: Cantora inglesa fulminou qualquer dúvida da plateia ao "disparar" logo de início My Baby Shot Me Down (de Frank Sinatra). Postura e figurino reverencial à tradicional escola de divas do soul, Rox fez o que o norte-americano Mayer Hawthorne habilmente construiu no Summer Soul do ano passado e cativou o público compartilhando da fonte original do gênero que batiza o festival. Amparada por uma exímia banda, Rox abriu a noite com uma entoada que não haveria como não terminar nas graças da plateia local: ao reggae. Rocksteady inflamou a pista, que respondeu, para a surpresa da a cantora, acompanhando em coro alguns hits subsequentes: My Baby Left Me, Precious Moments e I Don't Believe.  Também é "mó" gata!



Fotos: Guto Kuerten


Florence And The Machine: Ou por que não Florence: a Máquina!? E ninguém se deu conta de que ali havia "uma estranha naquele ninho soul". A cantora Florence Welch se mostrou tão segura e ambientada logo na sua estreia por estas bandas que, se assim desejasse, levaria o show inteiro cantando apenas a capella. E também pareceu "tão ambientada" ao clima da Ilha que lembrava uma Dona Maricota ao saracotear pelo palco em seu esvoaçante vestido verde. A banda foi saudada por uma plateia fervorosa, que tomou a frente do palco, no revezamento com o público de Bruno Mars, que ficou pelas adjacências. O palco montado exibia pianos, uma arpa e uma vigorosa formação acústica, com projeção de vitrais ao fundo para conferir um certo cenário gospel ao um show eminentemente de rock. Florence, que não faz esforço algum para escalar notas mais altas, faz a função de uma missionária e rege um culto carismático, atingindo clímax constantes por seus hits variados, a exemplo do catártico Dog Days Are Over. É capaz de causar arrepios até quando susssurra. Prova de que a "micareta indie" também pode ambicionar a Passarela do Samba Nego Quirido.


Bruno Mars: "Esse rapaz vai longe", palavras do o jornalista Renê Müller. E tudo conta a favor deste showman clássico, a começar, como também asseverou o jornalista Upiara Boschi, por ser "um Michael Jackson sem traumas!". O carismático havaiano é um popstar nato que catalisa deliberadamente as fontes onde bebe avidamente: os apupos performáticos de James Brown, a voz falseteada de Michael Jackson e até a guitarra cenográfica do Lenny Kravitz. Ele tem hits, muitos hits. Difere da métrica linear de Florence Welch, mas causa a mesma comoção que beira a histeria com seu repertório pop extremo. Lazy Song, aquela canção da coreografia no quarto que até ensaiou um flash mob de parte da plateia, tem aquela força inexplicável (e que não cabe gastar retórica: apenas aceitar!) de um Ai Se Eu Te Pego. Também se valeu de uma organizada e eletrificada escuderia de músicos e do também carismático MC Phils Meeze. Vetou do setlist o pot-pourri Nirvana (Smells Like a Teen Spirit)/Michael Jackson (Billie Jean)/White Stripes (Seven Nation Army), mas lançou mão de Roxanne, do The Police para comandar o grande baile pop. Essa lição é muito conhecida por aqui com outro sagaz "entertainer": Latino! Deem a ele (o Bruno Mars, mas eu não subestimo o Latino) dois anos, ou nem isso, para assumir posto de soberano da vez no trono ainda vago por Michael.


À Abbey Road!

29 de janeiro de 2012 0

Titia Rita Lee não sairia de cena sem fazer uma 'cena'! Né não? Olhem só o "sabão" que ela passou na PM em Aracajú.

A "evolução" de um gênero

26 de janeiro de 2012 0

Via revista Noize.

Tomboy e L'Apollonide na Sessão Marcca. Promo Encerranda!

26 de janeiro de 2012 4

Jerônimo Rubin e Rafael Favaretto levaram cada um um par de ingressos para as estreias de Tomboy, de Céline Sciamma, e L'Apollonide, de Bertrand Bonello, hoje, na Sessão Marcca de Cinema no Paradigma Cine Arte. Perguntamos "qual a fo a última vez em que o diretor Woody Allen concorreu a um Oscar até ser novamente incado por Meia Noite Em Paris?" Eles responderam e levaram: Match Point (indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Original em 2005).

Os ingressos valem para as sessões de abertura, nesta sexta-feira, às 15 e às 19h340min (Tomboy) e 17h10min e 21h30min (L'Apollonide). Seus ingressos aguardam por vocês na bilheteira do Paradigma.

Tomboy é a história de uma garota que, aos 10 anos, muda de região com a família e passa a adotar a identidade de um garoto a ponto de despertar a paixão de uma nova amiga. Uma decadente "casa de tolerância" no início do século 20, onde um mundo particular é criado por seus habitués, é o mote de L'Apollonide, filme celebrado na última edição do Festival de Cannes.

Os discos nacionais de 2011

26 de janeiro de 2012 0


A tabulação dos votos do conselho consultivo do ContraVersão (Marcos Espíndola, Renê Müller, Rubens Herbst, Emerson Gasperin, Fábio Bianchini e Dorva Rezende) mostrou uma bela coleção de discos produzidos no ano que se passou por bandas e artistas brasileiros. O melhor acabou sendo Um Futuro Inteiro, de Pedro Bonifrate (acima).
Não conheço todos, mas posso garantir: todos os quinze que ouvi são fantásticos trabalhos. Se o rock brasileiro está mal das pernas quando o assunto é o grande mercado, nas trincheiras independentes resplandece.

1. Um Futuro Inteiro - Bonifrate
2. II - Cassim & Barbária
3. Samba 808 - Wado
4. Pure Gold - Boss in Drama
5. Longe de Onde - Karina Buhr
6. Toque Dela - Marcelo Camelo
7. O Segundo Depois do Silêncio - Los Porongas
8. Nó na Orelha - Criolo
9. Bixiga 70 - Bixiga 70
10. Silva EP - Silva
11. Sou Supeita Estou Sujeita Não Sou Santa - Anelis Assumpção
12. Golden Jivers - Golden Jivers
13. Memórias Luso-Africanas - Gui Amabis
14. Eu Sou do Tempo em que a Gente se Telefonava - Blubell
15. O Destino Vestido de Noiva - Fabio Góes
16. Sexo - Erasmo Carlos
17. O.T. - Pornô de Bolso
18. Mono Maçã - Lê Almeida
19. Horizonte Vertical - Lô Borges
20. Amarénenhuma - Nuda

O show do século em DVD!!!

25 de janeiro de 2012 0

Dos shows mais intensos e marcantes da minha existência sem vacilar eu cito a visita do ex-vocalista da seminal banda alemã Can, o japonês Damo Suzuki, a Florianópolis. Foi em 2009, numa noite marcada por um embate titânico aquele travado no pequeno teatro do Sesc Prainha. Damo veio à Floripa a convite do 17º Festival de Música Livre, apresentar seu a sua curiosa "turnê infinita", que ele implementou desde que deixou o Kan. O "japa"  percorre o mundo encontrando com outros músicos e formando bandas para performances únicas de composição espontânea. Em Floripa ele estava acopanhado de 10 "subversivos" (Guilherme Zimmer, Gabriel Orlandi, Cassiano, Petter Gossweiler, G Serpa, Manolo K, dentre outros) que se revezeram num show arrebatador, inconsequente, primitivo, libertário.  O sexagenário cantor e seus asseclas locais criou uma profusão de sensações, do êxtase ao incômodo, a beleza no caos. Naquela ocasião, o músico e produtor Antônio Rossa comentou no seu blog Transitoriamente: "Um show que nunca termina de fato, um gerúndio artístico."
O cineasta e músico Gurcius Gewdner, que dividiu o palco e doses de conhaque barato em prosas riquíssimas com o "mendigo/músico/samurai", documentou aquele evento extremo e lançou no último dia 16 (aniversário de Damo), o DVD Damo Suzuki Network. Um presente para reger nossas impressões sobre o "futuro da música". Pedidos pelo e-mail
bulhorgia@hotmail.com

Espírito do Verão...

25 de janeiro de 2012 0

A abertura do Summer Soul Festival, terça em Sampa, confirmou o prognóstico: a segunda edição do evento sonoro capitulou para o pop, está muito mais para o "espírito do Verão" do que propriamente uma festa reverencial ao gênero que lhe deu nome e visibilidade, ano passado, com Mayer Hawthorne, Janelle Monae e Amy Winehouse. Não há o que temer. Rox, Florence & The Machine e Bruno Mars, atrações escaladas para a etapa de Floripa do festival, sábado no Stage Music Park, representam esta guinada de curso, mas mantém o status do projeto de ofertar um grande espetáculo. O que prevaleceu na primeira noite e deve se confirmar amanhã é o poderio vocal e a diversidade de influências destes artistas.

A inglesinha Florence Welch esbanja carisma e com a impressionante voz comanda banda The Machine num show que pode sagrar-se como o referencial desta edição e vocês nem ligarão para a liturgia gospel, rock, folk e indie dela. Tomara que repita o clímax com o tributo a saudosa cantora Etta James, quando mandou, a capella, Something's got a hold on me.

E o cantor Bruno Mars desembarca nesta quinta em Florianópolis, onde encontrará uma programação forte para desfrutar a Ilha até sábado, quando se apresentará no Summer Soul Festival, em Jurerê. A agenda sugerida ao astro aponta os caminhos de Jurerê, Santo Antônio de Lisboa e Centro. Ou seja: praia, gastronomia, descanso e, quem sabe, uma esticada nos clubs da região para conferir a nossa "vista privilegiada", já que o rapaz intenciona encontrar uma noiva por aqui.