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Posts com a tag "cinema"

Santo drama, Batman?

29 de maio de 2012 0

Sabe aquela piada do bêbado que cruza com uma freira na rua e aplica uma rasteira nela até imobilizá-la e então diz: “Esperava mais de você Batman?!” ? É um pouco disso o que está previsto para o desfecho da saga Batman, do diretor Chris Nolan. Alguém contou para outro alguém que viu o terceiro filme da série Dark Knight Rises, que só estreará em julho.  Está no Trabalho Sujo. Sim, é um baita spoiler, portanto, tenha pense bem antes de seguir.

A arte que persevera

29 de maio de 2012 0





Foto Vinil Filmes, Divulgação






O DC publica amanhã uma reportagem sobre os 20 anos do palhaço Biribinha. Aproveitei a oportunidade e redigi um grifo sobre o documentário É Bucha, de Renato Turnes e Glaucia Grígolo, sobre os 40 anos da companhia de circo teatro mais atuante no Estado.


A família Passos é a fiel depositária da tradição do circo teatro em Santa Catarina. Seu caráter hereditário ajuda a entender a longevidade da companhia, a mais antiga – se não a única nestes moldes – em atuação pelo Estado. Adriano Passos, 38 anos, o Biribinha, detém com os irmãos e os filhos o legado que persevera há quatro décadas e que ajudou a educar pelo menos quatro gerações de catarinenses que tiveram seu primeiro (em muitos casos o único) contato com o teatro pela trupe mambembe.
Eu fui um destes que se divertiu e se comoveu, na infância, com as peraltices e os melodramas do pioneiro Palhaço Biriba. A última vez deve fazer mais de duas décadas. Eu julgava que seria a definitiva, porque o circo havia acabado. Até avistar a tenda armada com seus luminosos incandescentes em um cidade do Vale do Itajaí . O Circo Biriba sempre esteve por aí e continuará, como nos deixa claro o documentário É Bucha, dirigido por Renato Turnes e Glaucia Grígolo, com produção da Vinil Filmes, que esmiúça o baú histórico da célebre companhia. Desde 2006 a dupla acompanha e investiga a companhia. Em 2009, os diretores assumiram a tutela do acervo audiovisual, documental e de imagens dos Biribas. Um relicário de inestimável valor cultural. Ali estão textos originais criados ou comprados pelo fundador Geraldo Passos, o pioneiro Biriba. Os melodramas caíram de uso por seus descendentes. Os tempos são outros, e as plateias pedem por comédia. Turnes e Gláucia mergulharam no acervo e lá encontraram pérolas que remetem aos tempos das novelas dos rádios. Textos trocados ou comprados de outros teatros circos, um inclusive de uma companhia Portuguesa.
É Bucha não é a história triste do palhaço desolado pela falta de perspectiva ou pela perda da própria graça com o mundo. É uma fábula real sobre a redenção da arte no seu estado mais perseverante, que se alimenta na esperança das novas gerações dos Passos. A era digital só provou o quanto ainda há o que ser percorrido. A tecnologia ajudou a encurtar a distância entre os Biribas e suas plateias. Em algum lugar, Biribinha e sua prole haverá de estar contando alguma piada, perpetuando jargões e maneirismos.
Há dois meses, durante o lançamento de É Bucha, na Maratona Cultural de Florianópolis, perguntei a Adriano o que é ser palhaço. “Não há explicação racional”, justificou.
- É tu estares numa sexta à noite em Balneário Camboriú se apresentando no teatro e logo depois contando piada numa casa de swing. Chega ao sábado e você está na Capital em um evento com a presença do governador. Aí fecha o domingo em um festa religiosa em Benedito Novo. É você viver mundos diferentes e ser aplaudido.

A família Passos é a fiel depositária da tradição do circo teatro em Santa Catarina. Seu caráter hereditário ajuda a entender a longevidade da companhia, a mais antiga – se não a única nestes moldes – em atuação pelo Estado. Adriano Passos, 38 anos, o Biribinha, detém com os irmãos e os filhos o legado que persevera há quatro décadas e que ajudou a educar pelo menos quatro gerações de catarinenses que tiveram seu primeiro (em muitos casos o único) contato com o teatro pela trupe mambembe. Eu fui um destes que se divertiu e se comoveu, na infância, com as peraltices e os melodramas do pioneiro Palhaço Biriba. A última vez deve fazer mais de duas décadas. Eu julgava que seria a definitiva, porque o circo havia acabado. Até avistar a tenda armada com seus os luminosos incandescentes em um cidade do Vale do Itajaí . O Circo Biriba sempre esteve por aí e continuará, como nos deixa claro o documentário É Bucha, dirigido por Renato Turnes e Glaucia Grígolo, com produção da Vinil Filmes, que esmiúça o baú histórico da célebre companhia. Desde 2006 a dupla acompanha e investiga a companhia. Em 2009, os diretores assumiu a tutela do acervo audiovisual, documental e de imagens dos Biribas. Um relicário de inestimável valor cultural. Ali estão textos originais criados ou comprados pelo fundador Geraldo Passos, o pioneiro Biriba. Os melodramas caíram de uso por seus descendentes. Os tempos são outros, e as plateias pedem por comédia. Turnes e Gláucia mergulharam no acervo e lá encontraram pérolas que remetem aos tempos das novelas dos rádios. Textos trocados ou comprados de outros teatros circos, um inclusive de uma companhia Portuguesa.É Bucha não é a história triste do palhaço desolado pela falta de perspectiva ou pela perda da própria graça com o mundo. É uma fábula real sobre a redenção da arte no seu estado mais perseverante, que se alimenta na esperança das novas gerações dos Passos. A era digital só provou o quanto ainda há o que ser percorrido. A tecnologia ajudou a encurtar a distância entre os Biribas e suas plateias. Em algum lugar, Biribinha e sua prole haverá de estar contando alguma piada, perpetuando jargões e maneirismos. Há dois meses, durante o lançamento de É Bucha, na Maratona Cultural de Florianópolis, perguntei a Adriano o que é ser palhaço. “Não há explicação racional”, justificou.- É tu estares numa sexta à noite em Balneário Camboriú se apresentando no teatro e logo depois contando piada numa casa de swing. Chega ao sábado e você está na Capital em um evento com a presença do governador. Aí fecha o domingo em um festa religiosa em Benedito Novo. É você viver mundos diferentes e ser aplaudido.



Fica como está

23 de maio de 2012 0


Se tudo der certo na análise da Comissão Permanente de Licitação da Fundação Catarinense de Cultura (FCC) o empresário Frederico Didoné, dono do Paradigma Cinearte, seguirá com a operação da sala de cinema do Centro Integrado de Cultura (CIC), na Capital. Sim, porque só a Smart Consultoria Ltda, empresa de Didoné, enviou proposta à concorrência pública para contratar a operadora oficial daquele espaço. Atualmente, o Paradigma opera com o cinema do CIC em caráter emergencial. Se levar, será por W.O.



Los Hermanos na tela em Floripa!

21 de maio de 2012 0

Os números logo provarão que a turnê de 15 anos dos Los Hermanos será a mais bem-sucedida de uma banda brasileira desde o advento da era da música digital. Circulou pelo Brasil nos últimos dois meses, arrastando multidões e inova ao colocar pela primeira vez um grupo brazuca em link aberto com 21 cidades simultaneamente a partir das salas de cinema.
Mas o interessado terá que arcar com R$ 60 para ver, sentadinho na poltrona de uma das salas do CineEspaço do shopping Beiramar, em Floripa, o show do dia 31, que será transmitido direto do Espaço das Américas, em Sampa. É histórico pela experiência pioneira a pela banda, mas até com o benefício da meia-entrada (R$ 30) há de se considerar a tarefa de encarar um cinema lotado de fãs passionais do Los Hermanos. Lembre-se de que você vai ver um show. Os ingressos estarão disponíveis à venda a partir desta terça-feira, no site Cinelive.


Graforréia Xilarmônica abre Floripa Noise

04 de maio de 2012 1

Revitalizada Graforréia Xilarmônica está na escalação do Floripa Noise 2012. É o nome para abrir o festival no dia 16 de junho, na Célula Cultural. Histórica banda alternativa gaúcha, a Graforreia (novo single aqui) retomou no mês passado as lidas com o palco após a volta de Marcelo Birck, que passou a integrar o genial quarteto com Frank Jorge, Carlo Pianta e Alexandre “Alemão” Birck. O grupo ainda planeja para este ano um novo álbum de inéditas. Isso é apenas a entrada que anuncia a programação do Floripa Noise, que seguirá até o dia 23 de junho, com mais de 30 atrações (entre shows, mostra de cinema e artes) em seis pontos da cidade. Metade da programação será composta por espetáculos locais. Ainda na cota sonora, está confirmada a vinda das bandas argentinas Violentango e Gomez, uma noite dedicada ao metal, Os Skrotes, Cassim & Barbária, Lounge Ambervisions no Taliesyn Rock Bar e cachê para todos os artistas.

Faça o certo!

26 de abril de 2012 0

Bolachas, documentário de Marco Martins, que habilmente datou a origem do rock na Capital, mas que avança pela relação de músicos e entusiastas com o gênero mais querido da música, fará as honras para o Festival Audiovisual Catarinense, o Faça, nesta quinta, às 19h30min, no Cinema do CIC. Com o occupy CIC com certeza será um acontecimento. Depois de peregrinar por Lages e Blumenau, a primeira edição do projeto estreia na sala do Cinema do Centro de Integrado de Cultura na Capital. Vai até o dia o dia 29, com exibições diárias e gratuitas, sempre às 19h30min. Programe-se por aqui.

Trailer Bolachas from vinil filmes on Vimeo.

On The Road Na Estrada até Cannes

19 de abril de 2012 0

On The Road, adaptação do brasileiro Walter Salles para o clássico beat de Jack Kerouac, entrou na disputa pela Palma de Ouro do Festival de Cannes de 2012. O filme estreia no Brasil no dia 8 de junho, mas nada compensa a aventura que é o livro original, que você encontra na banca, livraria ou sebo mais próximo

Maratona Cultura: aponte os atalhos!

23 de março de 2012 0

Se você não exibe forma física e muito menos dispõe de fôlego e tempo para dar conta da programação coxuda da Maratona Cultural de Florinapólis (programação completa aqui!), o ContraVersão indica alguns “atalhos” para os maratonistas sedentos por cultura. Sugestões são bem-vindas nos comentários abaixo.

Partiu!

* Sexta-feira (23/04)

Das 19h às 20h: Sambou, sambou com Neguinho da Beija-Flor no Parque Coqueiros, encenação da trupe potiguar Clowns de Shakespeare no Largo da Catedral, Balé Bolshoi no Teatro Pedro Ivo e vernissage na Cor Galeria _ ambos na SC-401.

* Sábado (24/04)

Das 11h às 16h30min _ Espaço Cultural Sol da Terra (Lagoa da Conceição): abre com a Mostra de Cinema Infantil e segue pela tarde com as sessões de curtas e longas da Maratona. Destaque para Espírito de Porco, documentário premiado de Chico Faganello e Dauro Veras

11h _ Teatro Álvaro de Carvalho: Livres e Iguais, peça de formas animadas

11h _ Samba no Mercado Público

14h _ Cinema do CIC: Estréia do curta É Bucha, 40 Anos do Teatro Biriba, e Sessão Maratona Cultural

15h _ Ribeirão da Ilha: shows das bandas Somato, Ginga do mané, Musadiversa, Guinha Ramires e Cravo da Terra

16h _ Lago da Conceição: Show da Primavera nos Dentes

17h _ Escadaria do Rosário: palco direcionado à música experimental com Manolo K, Skrotes, Mottorama e o guitarrista Edgar Scandurra

21h _ Célula Cultural: “Noite de galos” com os seletores Mancha & Herax from L.I.M.B.O. e as bandas Marujo Cogumelo, Andrey e a Baba, Jean Mafra e Bonde Vertigem, Lenzi Brothers e Cassim & Barbária

22h _ Teatro da Ubro: Tudo Isso É Muito Bom Mas, Realmente, Não Há Nada Como Um Gauguin, musical tragicômico de Paulo Vasilescu

19h30min _ Museu Cruz e Souza: Sessão Curtas no Museu fechando com Novembrada, de Eduardo Paredes

Ps: Fique atento também à programação da Sessão Maldita da Cinemateca Catarinense (Travessa Ratcliff, Centro) e as exposiçoes nos museu de Arte de Santa Catarina (Masc), Victor Meirelles, galerias Flávia Tronca, Pedro Paulo Vecchietti, Memorial Meyer Filho e Fundação Badesc.

* Domingo

Das 10h às 16h30min _ Espaço Cultural Sol da Terra: Mostra de Cinema Infantil e Sessão Maratona Cultural. Destaque é o documentário Seo Chico.

10h40min _ Museu Cruz e Sousa: Recital de piano com o duo Dietrich e De Carli

14h _ Cinema do CIC: Sessão Maratona Cultural e estreia do doc Bolachas, de Marco Martins

15h _ Beira-Mar Norte: Sound in da City, o happening mais democrático da história de Floripa

16h _ Parque de Coqueiros: as boas são os shows do projeto Mapuche e Fabio Della e os Sardines

18h_ Célula Cultura: Palco Metal, com Fortress, Brasil Papaya, Perception of the Other (espetáculo performático da Siedler Cia de Dança e banda Stormental) e Shaman (SP)

19h _ Bosque da UFSC: Peça Sonho de Uma Noite de Verão, dirigida por Marcio Cabral da Sila

19h _ Teatro da UFSC: Peça Mulheres Nunas, direção de Christiano Scheiner

20h _ Teatro do Sesc: Estudo para Certezas de Incompletude (EPCDI), performance de dança contemporânea dos grupos Cena 11 (Florianópolis) e Luis Garay (Argentina)

20h_ Lenine na Beira-Mar Norte. Eu estarei pela Célula.

A programação da Maratona Cultural de Florianópoli garante o acesso livre e gratuito de toda a população aos mais de 200 espetáculos, sendo muitos em ambientes fechados e com capacidade limitada, como em teatros, cinemas, espaços culturais. O processo para a retirada de ingressos será o mesmo da edição passada, com distribuição de senhas uma hora antes do início das apresentações. Estas senhas serão entregues apenas pelos produtores da Maratona que estarão identificados em cada local. Cada pessoa terá direito a um par de ingressos.

"Homem com a Câmera de Filmar" em exibição na Casa das Máquinas

22 de março de 2012 0

Você pode assistir Homem com a Câmera de Filmar no YouTube, logo abaixo, mas o ideal é ver na grande tela, em maior escala. Monumental experimento de Dziga Vertov, é um dos filmes esteticamente mais influentes não só para os documentários que se seguiram o próprio cinema. Bem à frente do seu tempo, estará em exibição hoje na parede externa da Casa das Máquinha da Lagoa, dentro da Mostra de Documentários do Núcleo de Antropologia Visual (Navi) da UFSC. Será seguido por outro trabalho monumental, Rien que les Heires, de Alberto Cavalcanti.

As sessões da mostra são quinzenais, sempre na quinta-feira, às 20h. Leia mais sobre os filmes a seguir:

* Homem com a Câmera de filmar, dir: Dziga Vertov, 1929, 67’

Homem com a Câmera de filmar é o mais puro exemplo da ruptura total do cinema com a literatura e a dramaturgia, uma autêntica iniciação aos segredos da linguagem cinematográfica. Dziga Vertov criou o Kino-Pravda (Cine-Verdade) e o Kino-Glaz (Cine-Olho), novos conceitos para captação da realidade, formatada dentro de uma montagem visionária que influenciaria o cinema do Pós-Guerra. As imagens são deslumbrantes e de grande impacto visual. Sem dúvida um dos filmes mais importantes de todos os tempos. A trilha sonora é composta e conduzida pela Alloy Orchestra, seguindo as instruções escritas por Dziga Vertov.

* Rien que les Heures, dir: Alberto Cavalcanti, 1926, 60’

Alberto Cavalcanti, cineasta brasileiro – pouco conhecido por aqui – antecipa as sinfonias urbanas de Vertov e Ruttmann, quando realiza, em 1926, Rien que les Heures.

Como escreve Elizabeth Sussex, “Rien que les Heures, o primeiro filme que ousou mostrar a vida comum do dia a dia de uma cidade, merece um olhar com o olho do presente. Isso nos ajuda a desvendar a carreira de Cavalcanti como um todo: o approach dramático, a consciência social contrastando as vidas de ricos e pobres. Sua reputação sofreu uma negligência inicial porque seu impacto foi roubado pelo Berlin, de Ruttmann, realizado depois mas exibido antes na Inglaterra e na América”.


Tributo a Severo Cruz

12 de março de 2012 2

Severo Cruz. Foto de Alan Pedro, 6/05/2011

Grupo de artistas e militantes da cidade articula um show em solidariedade ao veterano ator e cantor Severo Cruz (recentemente estrelou o longa A Antropóloga, de Zeca Pires), que perdeu a sua casa na Costa da Logoa em um incêndio há um mês. Pelo menos mais de 10 músicos e intérpretes, entre eles o próprio Severo, se engajaram no show que ocorrerá no Teatro Pedro Ivo, no dia 31 de março, às 20h. A ideia surgiu em uma reunião do Conselho Estadual de Cultura (CEC). Marco Vasques e Adriana Durante assumiram a produção executiva e Marcelo Muniz o comando artístico do show batizado Tributo a Severo Cruz _ Renascer das Cinzas. A entrada custará R$ 25 e a meta é levantar recursos suficientes para erguer ou comprar uma nova morada ao estimado artista.