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Posts com a tag "maratona cultural"

Uma avaliação da segunda Maratona Cultural de Florianópolis

25 de março de 2012 1


O grupo Clowns de Shakespeare. Crédito: Edu Cavalcanti

O que foi destaque

Organização
Num evento de grandes proporções como a Maratona Cultural, problemas como o que aconteceu sexta-feira à noite, na apresentação da Escola de Teatro Bolshoi, são inevitáveis. No geral, porém, a organização se mostrou ágil e entrosada, com poucos atrasos de horário ou deficiências para a apresentação de artistas e acomodação do público.

Atrações
Quem se apresentou, também ajudou a divulgar, seja no boca-a-boca ou pelas redes sociais. O resultado é que poucas atrações tiveram público abaixo do esperado. Os espetáculos nacionais escolhidos, como o Bolshoi, a peça de rua Sua Incelença, Ricardo III (Clowns de Shakespeare), o Benzina de Edgard Scandurra, foram excepcionais. As exposições artísticas e mostras de filmes apresentaram trabalhos relevantes a um público novo.

Renovação
O programa trouxe filmes e peças de teatro que não foram apresentadas na primeira edição da Maratona. A curadoria apostou em espetáculos diferentes e de qualidade, e em relevantes artistas de outras regiões catarinenses. O resultado foi um só: interesse do público, que lotou teatros e as sessões fechadas em geral.

O que precisa melhorar

Transporte público
Quem não tem carro penou para acompanhar várias das atrações, sobretudo ontem e sábado. É praticamente impossível criar um fluxo integrado de ônibus com a programação _ pela própria geografia da Ilha e pelas atrações descentralizadas da maratona _, mas qualquer esforço para facilitar a vida dos “usuários-maratonistas” é válido

Divulgação
Se o êxito da programação da Escadaria do Rosário foi um destaque da tarde/noite de sábado, reunindo uma multidão para atrações sofisticadas da música contemporânea, o público fraco na apresentação de Neguinho da Beija-Flor, na sexta-feira, mostra que uma faixa de público precisa ser melhor trabalhada durante a divulgação da Maratona

Politização
Quando dinheiro público e o apoio das esferas de governo são necessários, será de interesse de alguém aproveitar um evento de peso politicamente. Já que Cesar Souza Júnior, ex-secretário estadual de Turismo, Cultura e Esporte, apoiou a Maratona, o prefeito Dário Berger criticou e renegou a iniciativa _ banners da promoção tiveram que ser removidos do Parque de Coqueiros para o corte do Bolo de Aniversário de Florianópolis. Picuinhas motivadas pela eleição de outubro próximo.
E você, o que achou da Maratona Cultural?


A falta que o CIC faz

25 de março de 2012 0

O episódio da apresentação do Balé Bolshoi, sexta-feira, no Teatro Pedro Ivo evidencia o ônus e o bônus do sucesso da Maratona: a procura contrastando com a falta de espaços para atender a demanda de público. Muitos ficaram de fora. A organização da Maratona diz que distribuiu mais de 600 ingressos e que não houve uma disseminação de entradas para “autoridades” e políticos em detrimento da população. Alega que a distribuição de senhas antes do prevista (a uma hora do início do espetáculo) aconteceu porque, diante da chuva, optou-se por abrir o teatro para que o público que aguardava no lado de fora se abrigasse. Deu no que deu: uma grita braba! 

É nestas horas nos ressentimos da ausência injustificável do Teatro Ademir Rosa do Centro Integrado de Cultura. Causa e efeito do fator eleitoral, mas se não há circunstância é preciso ter coragem e responsabilidade para não ceder à “pompa” politiqueira.

Entre o céu e o chão: efeito entorpecente no Rosário

25 de março de 2012 2

Se o céu é o limite, do chão também não passou e o sagrado e o profano se cumprimentaram à distância de uma esquina. A segunda noite de Maratona Cultural, sábado, descia, marcando o ponto de ebulição no Centro da Cidade: o cortejo obsequioso da Procissão de Nossos Senhor dos Passos às voltas na Catedral Metropolitana e a Escadaria do Rosário tomada de um efeito entorpecente e sonoro aplicado pelo projeto Benzina de Edgard Scandurra. A decantação inflamável do ex-Ira foi uma fração do que se viu no Rosário, instituído o ponto de refino da música contemporânea na programação da Maratona. Os Skrotes e seu rock fusion atingiram a sublimação do processo de experimentação que começou com o trompetista Manolo K desconstruindo a obviedade colocando o concretismo a serviço dos pedais e ruídos: “essa febre que levanta/ a maré das minhas veias/ e transborda na garganta/ a voz rouca e vermelha“. Precisa desenhar para entender?
Scandurra abriu a sua entoada com a feroz Do Chão Não Passa. Bem que o público tentou, mas não foi desta vez.

Edgar Scandurra entra em estúdio nesta semana para gravar um novo trabalho. Deixou a cidade impressionado com a participação do público na Escadaria do Rosário. Quer voltar de preferência, pelo menos, a cada estação. Leva com ele uma impressão já corrente por aqui: de que a Escadaria é arquitetônica e estrategicamente um espaço privilegiado para ações culturais. Há muito merece se tornar um palco permanente para intervenções  ambicionado por muitos artistas. Que tal uma campanha Occupy Rosário? Muito mais simples que uma faraônica restauração de ponte.

E a volta do Mottorama: Jean e Alê estavam um tanto apreensivos e até acusaram o golpe no início da performance, reclamando em certo momento de problemas já na passagem de som _ para não perderem a prática. O show ocilou bastante denotando um desentrosamento natural dado a ausência da dupla dos palcos. Mas a liga e o punch seguem pairando o Mottorama. As chances de recuperar a boa forma nos shows pelo menos se revelam mais promissoras do que a física.

Bolachas resgata os primóridos da beatlemania na Ilha

21 de março de 2012 0

O ano é 1964, o cenário é o Centro de Florianópolis, e os atores eram os garotos da banda The Snakes, que como muitos, amavam os Beatles a ponto de serem conhecidos como os fab four ilhéus _ mas na verdade era um quinteto, como na formação original dos Beatles. A foto é um dos raros registros do documentário Bolachas, produção da Vinil Filmes e direção de Marco Martins, que estreará na Maratona Cultural de Florianópolis, domingo, às 15h, no Cinema do CIC. O filme é uma ode ao rock, da relação fraternal entre o gênero e seus entusiastas que passa por décadas, costumes e modelos (do vinil, cassete e CD à música digital). Veja o tumblr do projeto.

Bolachas traz depoimentos _ ricos e também irreverentes _ de músicos, artistas, pesquisadores e jornalistas. É um resgate da memória afetiva da Cidade sob a ótica do rock.
Na difícil tarefa de datar o desembarque do estilo na Ilha, Marco Martins partiu do primeiro registro fonográfico de uma banda na Ilha. É aí que o filme encontra os The Snakes. Os integrantes estão na ativa até hoje e lembram que a banda era “os Beatles com um jeito mané”. Foram para o Rio gravar disco como The Snakes e voltaram como Os Rubis. Foram obrigados a se refundarem por obrigação contratual, já que à época havia uma banda carioca com o mesmo nome da qual fazia parte um tal de Roberto Carlos. Nas malas trouxeram o álbum O Sabor de Avanço que, até que apresentem prova em contrário, é o primeiro disco de uma banda florianopolitana.
A foto cedida pela produção do Bolachas mostra os “quatro rapazes da Ilha” em um show sobre a marquise dos saudosos Ponto Chic e Confeitaria Chiquinho, na esquina mais efervescente do Centro da Capital. Para entender um pouco dessa relação passional e histórica entre a Ilha e a beatlemania. Paul McCartney até que demorou a aparecer por aqui.

Trailer Bolachas from vinil filmes on Vimeo.

Parte que lhe cabe

26 de fevereiro de 2012 0

O Centro Integrado de Cultura (CIC) entrará na Maratona com a sua sala de Cinema. Será um dos pontos de exibição (junto com a Fundação Cultural Badesc, Espaço Cultural Sol da Terra e o Ribeirão da Ilha) da programação cinematográfica exclusivamente direcionada à produção catarinense.

Ao contrário das demais “salas”, a da CIC contará com um tempo limitado para exibições, daquilo que o atual administrador do espaço, o Paradigma Cine Arte, se propôs a disponibilizar.

Benzina no Rosário

25 de fevereiro de 2012 0

A Escadaria do Rosário, no Centro, está mantida no mapa estratégico da Maratona Cultural e seguirá com a agenda voltada para o som “experimental” durante o sábado (24/03). Lá se apresentarão o projeto Benzina, do guitarrista Edgard Scandurra, e  Mapuche, do músico Isaac Varzim. Embora não seja uma banda, Benzina é “irado”!


 

Metaleiros: uni-vos!

25 de fevereiro de 2012 0

O metal terá uma noite para chamar de sua na programação da Maratona 2012 e será um dos pontos altos do encerramento do projeto, domingo, dia 25 de março.

Dividindo a frente das atenções com a banda paulista Shaman haverá o espetáculo cênico e musical Perception of The Other, da banda Stormental e da Siedler Cia de Dança, ambas da Capital. O show vai inaugurar o novo formato semi-arena da Célula Cultural.

A mesma noite receberá também a veterana banda de rock instrumental Brasil Papaya. A vida me ensinou a não subestimar o poder do metal e se eu fosse vocês seguiria o conselho. Vai trovejar!



Primavera Mutante

24 de fevereiro de 2012 0

Os Mutantes, liderados pelo guitarrista Sérgio Dias (irmão do Arnaldo e ex-cunhado da Rita Lee), ocuparão o palco da Lagoa da Conceição, no sábado, dia 24 de março. Em 2010, a banda tocou no festival Psicodália, em Rio Negrinho. Que tenham tanta sorte quanto o ex-novo baiano e já um vovô Morais Moreira, que foi recebido por um fim de tarde deslumbrante no ano passado.


Outra veterana, a Primavera nos Dentes, que voltará definitivamente à ativa,  abrirá os trabalhos. Não poderiam retornar em melhor momento e forma!

 

Maratona Eleito-Cultural

24 de fevereiro de 2012 0

A equação da segunda Maratona Cultural (de 23 a 25 de março) recoloca a matemática ao patamar da ciência “quase” exata ao fazer o mais com o mesmo, redimensionando-se diante dos riscos inerentes à corrida eleitoral. No lançamento da segunda edição do projeto, quinta-feira, o mecenas secretário de Estado do Turismo, Cultura e Esportes Cesar Souza Júnior deixou evidente que não se descolará do evento mesmo após desincompatibilizar-se do cargo, em 1º de março. A maratona está na cota do seu “legado” de 14 meses à frente da pasta e será uma das”vedetes” da sua almejada campanha a prefeito da Capital. Não é de estranhar a ausência de representantes da atual administração municipal. Ambas as instâncias agora correm em direções opostas. A próxima edição coincide com o propósito original de ocorrer durante o aniversário de Florianópolis. E será maior. Os shows nacionais passarão  passarão de três para cinco, além da vinda de 14 companhias teatrais de outras cidades do Estado, uma da Argentina (o grupo de dança de Luis Garay) e do Rio Grande do Norte (Clowns de Shakespeare). 
Para estender-se à região Norte da Ilha, a Maratona receberá novos pontos de apresentações, totalizando 30 pela cidade. Serão 222 atrações e 680 artistas envolvidos, em princípio.  O custo geral, que fechou em R$ 1,4 milhão em 2011, não deverá passar dos R$ 1,5 milhão, pois depende da liberação final da área técnica da SOL, que poderá sugerir cortes e readequações. A lupa da legislação eleitoral costuma induzir a “surtos de acuro contábil” nestas horas.

Festa Instrumental

27 de novembro de 2011 0

 


 

Foto Pablo Corti, Divulgação

Gabriel Grossi e banda, no Ribeirão da Ilha, fim de tarde da Maratona Cultural. Palco do Floripa Instrumental, que reuniu mais de duas mil pessoas, apresentou nada menos que um dos maiores gaitistas do planeta. Urra!!!!