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Posts com a tag "morte"

Semana termina com a perda de Nelson Jacobina

31 de maio de 2012 0




Nelson Jacobina com o parceiro Jorge Mautner



Morreu o compositor, violonista e sapiência da música nacional Nelson Jacobina, ontem, aos 58 anos, no Rio de Janeiro. Parceiro de Jorge Mautner, com o qual compôs desde Lágrimas Negras à Marcatu Atômico (eternizado por Chico Science & Nação Zumbi), Jacobina fez a última das suas raras passagens por Santa Catarina em julho 2010. Foi um show da dupla no projeto Unocultual, em Chapecó. Já debilitado pela doença que o levou (um câncer), Jacobina foi um guerreiro e promoveu com Mautner a histórica hecatombe poética e sonora. Vale a leitura da cobertura de Os Armênios.
Lágrimas negras caem, saem, doem…



Last Dance: Donna Summer R.I.P.

17 de maio de 2012 0

Parem as pistas, mudem o curso da agulha porque o final de semana obriga um retumbante barulho e um sacolejo extremado em homenagem a grande dama da disco music, Donna Summer, que morreu hoje, aos 63 anos. Na ausência física da diva, seus hits não deixarão nenhuma festa morrer neste final de semana. A Contra aponta os caminhos para o mixtape clássico:




Bert Weedon: R.I.P.

20 de abril de 2012 0

Morreu aos 91 anos, o guitarrista e professor britânico Bert Weedon, que formou uma geração de ícones do rock e de musicistas pelo mundo afora, dentre eles esse rapaz que se apresentará em Floripa na quarta-feira. Eric Clapton, Brian May (do Queen) e os beatles Paul McCartney, George Harrison e John Lennon devem ao guia Play in a Day, editado por Weedon, a sua incursão no mundo das seis cordas. Periga ter ensinado o Ringo a tocar bateria.

Ademã, Millôr Fernandes (R.I.P.)

28 de março de 2012 0

Depois de Chico Anysio, outro duro golpe no bom-humor brasileiro. Foi-se Millôr

Chico Anysio R.I.P.

23 de março de 2012 0

Que descanse em paz, abreviando a agonia de um humor que nunca mais se fará igual. Fã da direção do vento, do livre pensamento, da luz do nascimento, de ir no melhor momento. Foi Chico Anysio! Sempre serei fã! E a graça “ó”….

Marley (2012)

20 de fevereiro de 2012 0

Documentário Marley, do diretor Kevin Macdonald, passou bem pela prova de fogo no festival de Berlim, que encerrou ontem. Da crítica vieram elogiosas referências, inclusive de que se trata de uma biografia definitiva sobre o mítico cantor jamaicano que popularizou o reggae pelo mundo a partir da década de 1960. Macdonald (que dirigiu O Último Rei da Escócia) fez o que um documentário de verdade deve legitimar: mostra o ídolo em suas virtudes e o homem envolto em suas fraquezas (como as relações extraconjugais e filhos fora do casamento). Marley estreará em abril nos cinemas, ou em algum “link” mais próximo de você.

R.I.P. John Severin

16 de fevereiro de 2012 0

Uma geração (da qual eu faço parte) de leitores de quadrinhos deve muito a John Severin, principalmente os fãs da irreverente revista MAD. Severin fundou a MAD logo no pós-guerra, ilustrou títulos da Marvel, como o Incrível Hulk, Namor, mas o forte da sua produção na editora foi o western. Em 2003 assinou uma controversa obra do gênero, a série Rawhide Kid, onde um cowboy justiceiro assume a homossexualidade. Reverenciado mundialmente, Severin morreu domingo, aos 90 anos, nos Estados Unidos.


Morte e Vida no Pop

12 de fevereiro de 2012 0

Cerimônia de entrega do Grammy neste domingo marcará o retorno dos Beach Boys com o gênio e fundador Brian Wilson de volta à, que anunciou também o lançamento de um novo álbum e uma tour mundial. Seria a celebração da redenção de uma das bandas seminais do rock e do pop contemporâneo. O fim de um hiato marcado por tragédias (a morte dos irmãos Dennis e Carl Wilson) e pela derrocada pessoal e psíquica do seu mentor criativo máximo. Seria a personificação da vitória da vida sobre a morte, da vontade da arte sobre as armadilhas do sucesso. Seria, se a feta não fosse ofuscada pela morte da cantora Whitney Houston, uma história que abreviou-se em um abismo do qual Brian Wilson conseguiu escapar. Whitney foi tão genial e geniosa em seu tempo quanto o Beach Boy soberano. Artista feminina que mais vendeu na história da música, reinou praticamente sozinha durante as décadas de 1980 e 1990, fazendo de Madonna uma esforçada coadjuvante no holofote do showbizz. Precisou Whitney sair de cena (tragada pelo vício e pela vida pessoal conturbada) para que a loira fosse alçada à condição de “regente” em um trono que ainda permanecerá vago.

Lastimável o fim de Whitney, abreviando a existência e encerrando uma agonia artística que se arrastava há quase duas décadas. Viva Brian Wilson, o espectro que teimou em sair no limbo, expurgou seus males, e redirecionou-se para o fazer. O Grammy de hoje, com ele ao lado do primo Mick Love é a vitória da vontade sobre a incerteza. Da vida sobre a morte. Do sorriso sobre o choro.

O Último Xamã...

08 de fevereiro de 2012 0

Wando e mais uma espólio de batalha!

Pode parecer paradoxal, mas o Brasil ficou menos inocente com a morte do Wando _ o Wanderley que largou o violão clássico por sacar logo na juventude o efeito enfadonho causado pelo erudito na arte da conquista. Virou o Obsceno, o último xamã que manipulava plateias com a sua chacrinha romântica desavergonhada, levando aos uivos das empregadas às tchucas descoladas a área Vip do Planeta Atlântida. Em 1988, no esplendor do sucesso do disco O Mundo Romântico de Wando, um dono de uma sex shop (atividade ainda incipiente no Brasil) lamentava sobre as dificuldades do seu negócio no programa da Silvia Poppovic:
_ A fantasia do brasileiro é admirar aquela calcinha pendurada o varal da vizinha.
A “culpa” era do Wando, que botou a lingerie no contexto do debate nacional de alcova naqueles anos de desbunde democratizante. Não é de admirar a campanha de uma marca de calcinhas em apoio pelo restabelecimento do moribundo cantor, onde o adulava como “nosso maior colecionador”. Merecia royalties. A internet escancarou o sexo, a fantasia saltou aos olhos ao clique do mouse, sex shop virou um grande negócio e o brasileiro ficou mais preguiçoso usar o raciocínio para fantasiar. Algo evidenciado com a chegada das revistas suecas no início dos anos 1980 em detrimento ao catecismo de Carlos Zéfiro. Mas o Wando resistiu a tudo isso, inclusive a pecha “trash” cunhada sobre os artistas dos anos 1980. Ele virou cult, aquele tio sacana, malandro, o “safo”.
A última vez que os catarinense puderam testemunhar todo o seu poder e forma (não física) foi no Planeta Atlântida de 2011. Era sexta-feira, chovia horrores e o Luan Santana voava sobre o palco principal feito um frango assado na sua pirotecnia ao som de Meteoro da Paixão. Eu fui ver o rotundo Wando, quer dizer, avistá-lo à distância atrás da pequena multidão socada num canto do Camarote. Sentado num banco, acompanhado de uma viola, ele evocava o frenesi da malta _ na sua maioria bronzeada, turbinada e platinada _ com Coisa Cristalina, De Volta pro Aconchego (de Elba Ramalho), que ganhou sua indelével dose de obscenidade, e Amor F. D. P. O senhor do Fogo e da Paixão mordia uma maçã e regia o coro ” iêêêê, eu só transo com você”. Calcinha ao palco e gritos, ou melhor dizer: fãs de Wando não gritam, “uivam”!!! O rito de acasalamento daquele sacerdote lascivo durou cerca de uma hora e tenho fé que foi o bastante para dar resultados noves meses depois.

A falta que você nos faz...

19 de janeiro de 2012 1

Porque morrer não é falir. Trinta anos sem Elis e na esteira da sabática data que marca a partida da Pimentinha uma série de homenagens, tributos e relançamentos rememoram o legado da cantora. A Warner retirou do baú o registro de duas apresentações da saudosa Elis no festival de Montreux, em 1979, sendo uma delas na companhia de Hermeto Pascoal. O CD chama-se Um Dia e será lançado semana que vem. Mas podem contar com o YouTube!