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Posts com a tag "política cultural"

Ao papa o que é do povo?

29 de maio de 2012 3

As obras de restauração da Igreja da Ordem Terceira de São Francisco, no Centro da Capital, são o novo alvo do protesto do ERRO Grupo em sua ação para denunciar o que chamam de “cultura fantasiada”. Lambe-lambes foram colados aos tapumes da edificação onde questionamento a necessidade do financiamento público da reforma.

Ocupa CIC

24 de abril de 2012 0

 

Divulgação


O movimento Ocupa CIC está com uma trincheira na rede, informando passo a passo da mobilização, que começou na tarde de segunda-feira. Basta acessar o blog do projeto ou, se preferir, aderir à ação levando a sua barraca para a entrada do CIC ou participando dos debates diários e intervenções que ocorrerão no local até sexta-feira, data para o fim da ocupação simbólica do espaço.

O grupo, de mais de 50 pessoas, entre artistas, militanes e profissionais da cultura, optou por estender o ato até sexta-feira, após não serem recebidos pelo presidente da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), Joceli de Souza na tarde da segunda-feira. Joceli, alegando uma questão de logística, pediu por uma comissão de no máximo cinco pessoas. O grupo quer ser ouvido na sua integridade, o que se resolveria com a sala de cinema.

Mas até que é sensata a ideia de uma ocupação temporária. Porque se forem esperar pelo atendimento das necessárias reinvindicações cobradas pela classe artística catarinense melhor seria pedir usocapião do espaço. O grupo, que representa 131 entidades culturais do Estado, reivindica transparência nas políticas culturais do Estado e convida seus pares e a população à aderir ao movimento. O presidente da FCC, Joceli de Souza, disse que organizaria um esquema para que o grupo utilize os banheiros e parte das dependências do CIC. Pelo menos há, neste momento, atividade artística de fato no CIC.

MOVIMENTO OCUPA CIC Hoje, 23 de abril de 2012, após a tentativa de entrega da carta de reivindicações, assinada por 131 entidades representativas dos profissionais da cultura de SC, para a existência de uma política cultural no Estado, o governo mostrou mais uma vez o seu desprezo e sua falta de respeito com a arte catarinense ignorando mais de cem trabalhadores. Por isso, faça frio ou faça sol, artistas estarão reunidos no CIC em Florianópolis nessa semana para uma ocupação de cinco dias para denunciar o descaso do governo estadual com a cultura catarinense. Chegou a hora de mostrar a nossa força e resistência! Chega de passividade. Nós, trabalhadores, não aturaremos mais a política de gabinete incrustada na fundação catarinense de cultura do governo do estado e na prefeitura de Florianópolis. Tentamos o diálogo e não conseguimos, o representante do governo, o presidente da Fundação Catarinense de Cultura, Joceli de Souza, fugiu e não nos recebeu. Agora, ocupamos o CIC, aquela que é a nossa casa e há anos está desativada por uma reforma eterna, montamos as nossas barracas e ficaremos lá por cinco dias, até sábado dia 28/04. Esse espaço, o Centro Integrado de Cultura, merece o nosso respeito, merece a nossa presença e a nossa presença em prol da cultura. O acesso livre e gratuito à cultura é primordial em uma sociedade democrática, o fomento a cultura é obrigação dos poderes públicos como consta no Plano Nacional de Cultura. Nesses cinco dias de ocupação, faremos atividades culturais mostrando que a cultura catarinense existe e persiste mesmo sob as demandas arbitrárias dos políticos que tratam a cultura como moeda eleitoral e não como necessidade básica. Enquanto isso, esperaremos por uma resposta decente do governo, com o mínimo de respeito que merecem os profissionais de cultura de SC. PARTICIPEM DESSE MOMENTO DE OCUPAÇÃO CULTURAL NAS PORTAS DA FUNDAÇÃO CATARINENSE DE CULTURA!

Uma avaliação da segunda Maratona Cultural de Florianópolis

25 de março de 2012 1


O grupo Clowns de Shakespeare. Crédito: Edu Cavalcanti

O que foi destaque

Organização
Num evento de grandes proporções como a Maratona Cultural, problemas como o que aconteceu sexta-feira à noite, na apresentação da Escola de Teatro Bolshoi, são inevitáveis. No geral, porém, a organização se mostrou ágil e entrosada, com poucos atrasos de horário ou deficiências para a apresentação de artistas e acomodação do público.

Atrações
Quem se apresentou, também ajudou a divulgar, seja no boca-a-boca ou pelas redes sociais. O resultado é que poucas atrações tiveram público abaixo do esperado. Os espetáculos nacionais escolhidos, como o Bolshoi, a peça de rua Sua Incelença, Ricardo III (Clowns de Shakespeare), o Benzina de Edgard Scandurra, foram excepcionais. As exposições artísticas e mostras de filmes apresentaram trabalhos relevantes a um público novo.

Renovação
O programa trouxe filmes e peças de teatro que não foram apresentadas na primeira edição da Maratona. A curadoria apostou em espetáculos diferentes e de qualidade, e em relevantes artistas de outras regiões catarinenses. O resultado foi um só: interesse do público, que lotou teatros e as sessões fechadas em geral.

O que precisa melhorar

Transporte público
Quem não tem carro penou para acompanhar várias das atrações, sobretudo ontem e sábado. É praticamente impossível criar um fluxo integrado de ônibus com a programação _ pela própria geografia da Ilha e pelas atrações descentralizadas da maratona _, mas qualquer esforço para facilitar a vida dos “usuários-maratonistas” é válido

Divulgação
Se o êxito da programação da Escadaria do Rosário foi um destaque da tarde/noite de sábado, reunindo uma multidão para atrações sofisticadas da música contemporânea, o público fraco na apresentação de Neguinho da Beija-Flor, na sexta-feira, mostra que uma faixa de público precisa ser melhor trabalhada durante a divulgação da Maratona

Politização
Quando dinheiro público e o apoio das esferas de governo são necessários, será de interesse de alguém aproveitar um evento de peso politicamente. Já que Cesar Souza Júnior, ex-secretário estadual de Turismo, Cultura e Esporte, apoiou a Maratona, o prefeito Dário Berger criticou e renegou a iniciativa _ banners da promoção tiveram que ser removidos do Parque de Coqueiros para o corte do Bolo de Aniversário de Florianópolis. Picuinhas motivadas pela eleição de outubro próximo.
E você, o que achou da Maratona Cultural?


Produtores independentes temem uma luta desigual

14 de março de 2012 0

Reproduzo abaixo a matéria que fiz para a edição de hoje do DC, e que mostra a apreensão dos produtores catarinenses com a entrada da Ponte Hercílio Luz (ou melhor, do governo do Estado) e uma possível captação de R$ 76 milhões da Lei Rouanet:

“A notícia de que um jogador de peso – e muito peso – entra em campo para captar junto às empresas os recursos da Lei Rouanet em Santa Catarina deixa os produtores independentes apreensivos.

Afinal, dizem, já é duro competir pelos incentivos com outros projetos atrativos e de importância cultural inegável. Jogar contra o governo, assim, é uma luta desigual.

– Quem ganha, será que o governo perde? São forças muito desiguais. Nós, produtores, vamos competir contra o lobby político, vai ser colocada a cavalaria na rua – alerta a produtora Eveline Orth, que trouxe para o Estado alguns dos principais espetáculos de música, dança e teatro do país e exterior.

Celso dos Santos, realizador do Florianópolis Audiovisual Mercosul (FAM), promovido anualmente em Florianópolis e referência internacional na área do audiovisual, também está apreensivo.

Ele ressalta que a questão não é impedir que a ponte seja revitalizada, mas que projetos de importância culturais não sejam preteridos pelas empresas em favor da Ponte Hercílio Luz.

– É capaz de gerar um impasse para a produção cultural independente. Trata-se de um perigo real – avalia Santos.

Há outros fundos como alternativa

Projetos que não forem contemplados pela Lei Rouanet podem buscar recursos através de outros fundos, como é o caso do Funcultural catarinense. Mas para instituições como a Camerata Florianópolis, a situação fica delicada. Com as contas de 2009 travadas junto ao Tribunal de Contas do Estado, quase encerrou seus trabalhos em 2010. O ano passado foi difícil, mas favorável. Por conta da Lei Rouanet.

– Conseguimos fazer uma temporada de apresentações no Teatro Governador Pedro Ivo. Fizemos uma boa captação em dezembro passado, através da lei, e vamos abrir a temporada no dia 21. Espero que esses recursos fiquem restrito sao apoio das empresas estatais, senão toda captação será prejudicada – afirma Maria Elita Pereira, produtora da Camerata.”

Maratona Eleito-Cultural

24 de fevereiro de 2012 0

A equação da segunda Maratona Cultural (de 23 a 25 de março) recoloca a matemática ao patamar da ciência “quase” exata ao fazer o mais com o mesmo, redimensionando-se diante dos riscos inerentes à corrida eleitoral. No lançamento da segunda edição do projeto, quinta-feira, o mecenas secretário de Estado do Turismo, Cultura e Esportes Cesar Souza Júnior deixou evidente que não se descolará do evento mesmo após desincompatibilizar-se do cargo, em 1º de março. A maratona está na cota do seu “legado” de 14 meses à frente da pasta e será uma das”vedetes” da sua almejada campanha a prefeito da Capital. Não é de estranhar a ausência de representantes da atual administração municipal. Ambas as instâncias agora correm em direções opostas. A próxima edição coincide com o propósito original de ocorrer durante o aniversário de Florianópolis. E será maior. Os shows nacionais passarão  passarão de três para cinco, além da vinda de 14 companhias teatrais de outras cidades do Estado, uma da Argentina (o grupo de dança de Luis Garay) e do Rio Grande do Norte (Clowns de Shakespeare). 
Para estender-se à região Norte da Ilha, a Maratona receberá novos pontos de apresentações, totalizando 30 pela cidade. Serão 222 atrações e 680 artistas envolvidos, em princípio.  O custo geral, que fechou em R$ 1,4 milhão em 2011, não deverá passar dos R$ 1,5 milhão, pois depende da liberação final da área técnica da SOL, que poderá sugerir cortes e readequações. A lupa da legislação eleitoral costuma induzir a “surtos de acuro contábil” nestas horas.

Cadê o fôlego?

26 de novembro de 2011 2

Após uma hora de atraso, o Giro Circo dá início ao espetáculo O Enlaçador de Mundos no Largo da Alfândega. Na programação oficial seria na Rua Felipe Schmidt. Quem apareceu para assistir estava desorientado. Resultado: público modesto. Enquanto isso, o secretário de Turismo, Cultura e Esportes Cesar Souza Júnior cumpria a agenda de “mecenas” na concorrida roda de samba no Mercado Público. Como na noites anterior, quando capitalizou na minioteose na Beira-Mar Norte diante de 4 mil pessoas. A Maratona Cultural é a largada da corrida eleitoral na Capital. Enquanto o povo solidário ajuda a empurrar o carrinho do solitário palhaço do Gira Circo longe dali…

A verdadeira Maratona Cultural começou neste sábado. E com o desafio de fazer a massa de quase meio milhão de habitantes circular pelos mais de 20 pontos de apresentaçao e prestigiar às mais de 670 atrações. Shows nacionais se autopromovem e atraem naturalmente. A questão é direcionar a atenção do público para a hegemônica programação local, centrada no teatro, musica, dança, artes visuais, exposições e cinema. A Maratona Cultural esparrama-se por teatros, museus, galerias e espaços de cultura alternativos. Há quem diga que é muita produção para breves 38 horas de programação. Outros sustentam que a terapia de choque de cultura poderá surtir um efeito imediato. Certamente para as pretensões eleitorais do secretário Cesar Souza Junior que corre com fôlego de soldado grego.

A propósito, aqueles gentis anônimos que deram uma mão para o clown do Gira Circo sumiram. E o enlaçador do Giro Circo vai improvisando a roda para seguir em seu mundo… Tão árduo e quixotesco quanto a realidade da cultura local.

Edital Elisabete Anderle aberto à consulta pública

25 de agosto de 2011 0

Boa iniciativa da secretaria de Turismo, Cultura e Esporte (SOL), que vai abrir consulta pública para o edital do Prêmio Elisabete Anderle. Os interessados podem enviar suas sugestões para o e-mail sugestaoelisabeteanderle@sol.sc.gov.br.

O objetivo, segundo nota da secretaria, é fazer com que o edital seja elaborado para atender da melhor maneira possível para atender as expectativas da classe cultural.

O secretário Cesar Souza Junior assinou uma portaria no último dia 11, constituindo a comissão de agentes para elaboração da minuta do regulamento do edital. Quem coordena a equipe são a presidente do Conselho Estadual de Cultura, Mary Elizabeth Benedet Garcia; a diretora do Plano Desenvolvimento Integrado do Lazer da secretaria, Elisa Wypes Santana de Liz; e o representante jurídico da SOL, Marcus Vinícius Motter Borges.

Os membros escolhidos são Roselaine Vinhas, Marta Cesar, Guilherme Zimmer, Willian Sieverdt, Francisco do Vale Pereira, Jeferson Lima, Marli Teresinha Fávero, Rodrigo Goeldner Capella, Susana Bianchini Simon e Lucas Figueiró.

Via de mão única!

12 de julho de 2010 6

O debate sobre a nova legislação de direitos autorais entrou na agenda do país nesta semana pós-Copa. O assunto é tema de um seminário que ocorre hoje em São Paulo, promovido pelo Ministério da Cultura. No Congresso tramitam propostas para readequar a nova legislação, dentre elas o o Projeto de Lei 2.850, que pede a extinção do Escritório e a criação do Centro de Arrecadação e Distribuição de Direitos Autorais (Cadda) e do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAC).

A discussão é salutar, sadia e cabe sim ao Estado levantar o debate, afinal ele representa o interesse da coletividade. Assim como é imperativo discutir a questão, haja vista o ambiente em que se encontra o mercado da música e o seu futuro _ neste caso a arte e a sobrevivência do artista. Me causa estranheza é a resistência do Ecad e suas associações mantenedoras em entrar nesta discussão. Eu mesmo, em entrevista com executivos do órgão, ouvi que é do entendimento do Ecad e das associações que não há o que se discutir sobre a atual legislação, que contempla todas as demandas do setor, inclusive sobre a arrecadação e distribuição do material executado na internet. A legislação é completa, mas o órgão discute em segredo uma minuta com o Youtube, enquanto usa o seu poder de fiscalização para cobrar webrádios e blogs. Estranho, não? Muito!

Não comparece ao debate, mas aciona a sua “guarda pretoriana” para pulverizar qualquer iniciativa de discussão via imprensa. O jornalista e compositor Nelson Motta publicou hoje no Estadão um artigo onde faz a defesa do Escritório e da atual forma de controle e distribuição de direitos autorais no país. E detona a iniciativa do Minc, recorrendo ao velho argumento do dirigismo:

“É um sistema correto e efetivo, que dá a cada um a sua parte pela utilização comercial de sua criação. Nos Estados Unidos e na Europa funciona muito bem. Se aqui há falhas, falcatruas ou ineficiência, o problema é de gestão e fiscalização, e deve ser resolvido entre o ECAD e as sociedades que representam os compositores, intermediados pela Justiça. O Estado não entende nada disso, e já morde 25% de impostos sobre direitos autorais sem tocar uma nota.” (leia a íntegra por aqui).”

Mas isso invalida a discussão? A meu ver de forma alguma. A sanha arrecadatória do Ecad é notória, haja vista os balancetes divulgados anualmente sempre celebrando recordes. Não se discute o direito líquido e certo dos autores em receber por suas criações. Aliás, é isso que torna urgente o atual debate, ainda mais com a internet. O problema do Ecad é o temor em ser fiscalizado, e isso é que causa espécie. Quem não deve não teme. Ou será que deve? Denúncias pululam pelos tribunais do país com relação a ação do Ecad. Segundo os cálculos do maestro Tim Rescala, que abriu uma frente de autores processados pelo órgão (por terem se dignificados a questionar as ações do Ecad), seriam 7 mil o número de ações contra o Escritório. Ele publicou um contraponto ao artigo do Nelso Motta no Blog do Arakim Monteiro. Recomendo também a leitura. Há problemas sérios pontuados pelo próprio, como as denúncias apuradas por uma CPI da Assembleia Legislativa de São Paulo. Vai um trecho:

“O ECAD comemora, ano após ano, recordes de arrecadação. Não te parece que há algo errado? Um compósito como Remo Usai, por exemplo, o Emnio Morricone brasileiro, autor da música de mais de 150 filmes, com vários sendo reexibidos regularmente na TV, passou a receber, por obra e graça do ECAD, pagamentos de R$ 0,02. Como é possível uma coisa dessas? O que um artista como ele, já com 82 anos, pode achar de um sistema autoral capaz de produzir uma aberração dessas?

E você não acha estranho que haja uma cobrança implacável de academias, bares, restaurantes, sem que haja a exigência de se comunicar que músicas foram tocadas? Ora, se é obrigatório pagar por quê não é obrigatório receber?” (leia a íntegra aqui)

Oportuna discussão

16 de junho de 2010 0

Eis uma discussão que vem em ótima hora, pouco antes de definidas as candidaturas majoritárias e proporcionais para as eleições de outubro. O ruim: as inscrições estão esgotadas. A única modificação, que não consta na programação original, é a palestra sobre o Plano Nacional de Cultura, que será proferida por MAURÍCIO DANTAS, que é responsável pelo Sistema Nacional de Políticas Culturais do MinC. Inicialmente, o escalado era Fred Maia.

Boa Traveca à casa volta!

16 de junho de 2010 0

Zuleika Zimbábue está de volta ao Blues Velvet (no Centro). Começa nesta quarta e segue até sexta com o balacobaco Zoológica. E aproveita para celebrar a sua “eleição” para superintendente da Fundação Catarinense de Cultural. A “Macaca Satã” foi a escolhida pelo público na votação popular feita pelo site Sarcástico.