Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts com a tag "soul"

Etta James se foi

20 de janeiro de 2012 0

Etta James se foi. Morreu hoje, aos 73 anos de vida, vencida pela leucemia. Nas últimas semana, fãs e admiradores da cantora acompanhavam com aflição os boletins médicos de Jamesetta Hawkins (nome de batismo de Etta), internada em um hospital de Riverside (Califórnia).

Era uma das cantoras mais versáteis, capaz de emprestar sua voz especial ao jazz e ao pop,  às baladas românticas e ao R&B. Sim, é a cantora de At Last. Canção composta em 1941 e interpretada por vários ídolos (como Glenn Miller Orchestra e Nat King Cole), teve com Etta James, em 1960, sua gravação definitiva.

Leonard Cohen sai das "sombras"

11 de janeiro de 2012 0

Mestre lançou nova música, Darkness, do álbum que está a caminho. Via Stereogum.

Leonard Cohen – Darkness by leonardcohen

Etta James: The Dreamer

12 de dezembro de 2011 0

Aos 73 anos, a veterana do soul e blues Etta James retorna arrebatadora com The Dreamer, um trabalho que soa tão fresco e poderoso que nem remete a uma artista já calejada por 50 anos de estrada, música e muitas badtrips. A faixa que dá nome ao trabalho é uma mágica versão bluesrock de um clássico de Bobby Bland, mas há também algumas audácias que poderão soar bizarras para alguns ingênuos puristas, que é um cover de Welcome To The Jungle. Isso mesmo, o petardo do Guns N’ Roses. Foi mau aí Axl, mas a Tia Etta mandou muito melhor!

Etta James _ The Dreamer

01. Groove Me (King Floyd cover)
02. Champagne and Wine (Otis Redding cover)
03. Dreamer (Bobbie “Blue” Bland cover)
04. Welcome To The Jungle (Guns N’ Roses cover)
05. Misty Blue (Dorothy Moore cover)
06. Boondocks (Little Big Down cover)
07. Cigarettes and Coffee (Otis Redding cover)
08. In The Evening (Ray Charles cover)
09. Too Tired (Johnny “Guitar” Watson cover)
10. That’s The Chance You’ve Got to Take (Johnny “Guitar” Watson cover)
11. Let Me Down Easy (Little Milton cover)

Novos Ares: Charly Coombes & The New Bree em Floripa

06 de dezembro de 2011 0

Cachorro Grande, que está circulando pelo país promovendo o sexto álbum Baixo Augusta, se une à matilha britânica da Charly Coombes & The New Breed no barulho desta quinta à noite no John Bull Pub, na Lagoa da Conceição. A banda gringa é liderada pelo multi-instrumentista Charly Coombes, ex-tecladista da banda Supergrass. Os caras lançaram um EP ano passado chamado Waves e que vale a pena saborear. Altas “ondas”, sacou?

Amy Winehouse Lioness: Hidden Treasures

31 de outubro de 2011 0

Amy Winehouse não viveu (e olha que ela até que resistiu) para ver lançado o esperado terceiro álbum de composições “inéditas”. Morreu em junho passado enquanto preparava o disco, que muitos acreditavam que jamais vingaria, mas Amy Winehouse Lioness: Hidden Treasures saiu da fornada e será lançado no dia 5 de novembro. O track list divulgado traz composições da cantora, muitas gravadas entre 2003 e 2009, várias versões _ como de Garota de Ipanema e Our Day Will Come (na vesão reggae que entrou no selist do show que ela trouxe a Florianópolis no início do ano) _ e três inéditas: a confessional Between The Cheats, Halftime e Like Smoke. Os produtores Mark Ronson e Salaam Remi, responsáveis pelos dois primeiros álbuns de Amy, se encarregaram de “montar” Lioness: Hiden Treasures. Cada bolachinha vendida corresponderá a uma libra que será destinada à fundação de caridade criada pelos pais da cantora.

Amy Winehouse Lioness: Hidden Treasures:

1- Our Day Will Come

2- Between the Cheats (inédita)

3- Tears Dry (Versão de Tears Dry on Their Own)

4- Wake up Alone

5- Will You Still Love Me Tomorrow

6- Valerie (versão)

7- Like Smoke (inédita)

8- The Girl from Ipanema

9- Halftime (inédita)

10- Best Friends (versão demo)

11- Body and Soul (com Tony Bennett)

12- A Song for You (versão)

Mayer Hawthorne e seu novo álbum

05 de outubro de 2011 0

Já vazou o novo disco do neo-soulman Maywer Hawthorne – aquele branquelo que abriu para a Amy Winehouse, aqui em Florianópolis. O pouco que ouvi de How Do You Do já me deixou entusiasmado – o anterior, A Strange Arrangement, continua rodando no meu CD player vez ou outra.

E há minutos atrás, ele postou novo e beligerante vídeo para a música The Walk, que é puro Sr. e Sra. Smith. Lançamento oficial do álbum será na terça-feira!


Stevie Wonder é o cara

30 de setembro de 2011 0

Não, não vou falar do show de Steveland Morris, ontem, no Rock In Rio.

Me desculpem os moços e moças que descobriram, na última noite, que Stevie Wonder é um dos maiores que já pisaram na terra e ganharam a vida fazendo essa coisa estranha e sedutora chamada música.

Aqui no núcleo gestor do ContraVersão, não é de hoje que se pensa dessa forma. Sem dúvida, os grandes anos de Stevie já estão longe. Mesmo em tempos de entressafra, ele nunca deixou de ser um artista gracioso, craque em arranjos e em tratar sua audiência como deve ser tratada (acreditem, nem todos os medalhões são capazes de fazer isso).

Abaixo, um textinho que escrevi e foi publicado como Obra-Prima no Variedades do Diário Catarinense, em 28 de novembro de 2007:


“Dar espaço a um dos trabalhos de Stevie Wonder aqui na Obra-Prima somente quatro anos e meio depois de iniciada a seção _ e olha que ela é semanal _ é crime inafiançável. Enquanto corremos atrás de bons advogados para buscar a absolvição improvável, é possível recuperar algum tempo perdido com Innervisions.
Stevie Wonder é um dos cinco maiores gênios da música pop do século passado. O fato de ter lançado embaraçosos abacaxis após Hotter than July (1980), seu último grande disco, não ameaça seu status. Afinal, a seqüência de quatro obras-primas inquestionáveis que lançou entre 1972 e 1976 (Talking Book, Innervisions, Fullfillingness’ First Finale e Songs in the Key of Life) lhe dá crédito de sobra.
Nenhum artista conseguiu aliar o sincretismo, a inventividade instrumental e um seqüência fantástica de composições num intervalo semelhante. Nem mesmo Dylan, Bowie e os Beatles. Detalhe: ainda existem os predecessores Where I’m Coming From e Music of My Mind, os primeiros que realizou com total liberdade artística. Mesmo um pouco irregulares, valem cada centavo.
Innervisions, de 1973, é a cristalização da fase autoral de Stevie. A sofisticação de sua música já havia atingido o primeiro pico em Talking Book, com clássicos como Superstition e You Are the Sunshine of My Life. No entanto, os temas amorosos abrem maior espaço à crítica social em seu sucessor. O que manteve Innervisions atual foi o amplo poderio sonoro de Stevie. É funk e soul music soberba, inovadora, que usa sintetizadores Moog e Arp de modo que até hoje emulado pelas bandas de black music.
Um década antes da cristalização do rap, ele investia em narrativas sofisticadas, abordando a pobreza, o tráfico e falta de perspectivas dos guetos negros americanos (Living for the City). Mas também há o flerte com a espiritualidade oriental, destacado em Jesus Children of America e Higher Ground ( um dos grande momentos da história do funk), e momentos de pura alegria ( Don’t You Worry ‘Bout a Thing).
Wonder foi talvez o mais brilhante em um tempo de gigantes do soul e funk ( Marvin Gaye, Curtis Mayfield, Sly Stone, Isaac Hayes e George Clinton). Ilustrá-lo na capa de Innervisions como um ” cego visionário” _ aquele que tudo vê, num plano muito além do visual _ nunca deixou de ser exato, e justo. Poucos dias após o lançamento do álbum, Stevie sofreu um acidente automobilístico que quase lhe tirou a vida. Mas essa é uma outra história.

Innervisions, Stevie Wonder. 9 faixas, 1973.


Mexe aí, porque é sexta-feira. Mayer Hawthorne: A Long Time!

16 de setembro de 2011 0

Novo single do Mayer Hawthorne: A Long Time. Para chacoalhar bem nas pistinhas hoje!

Coleção Tim Maia não sai do lugar

13 de maio de 2011 2

Mistério… A explicação oficial é de que a coleção semanal Tim Maia, da Abril, está parada por problemas na produção. Não há previsão de retorno.

O último CD lançado foi o 9º volume, Dance Bem. E isso há sete semanas, ainda em março. A Abril coleções garante que todos os seis volumes restantes serão entregues – sobretudo o mais esperado de todos, o inédito Tim Maia Racional Vol. 3.

Resta aguardar, pois.



Mais neo soul - Raphael Saadiq

06 de janeiro de 2011 0

Assistir esse carinha sábado, no Summer Soul Festival aqui de Floripa, não seria nem um pouco ruim. Raphael Saadiq é outro citado entre os expoentes do novo soul norte-americano. Na verdade, nem é tão novo. Esse novo vídeo, Radio, é tirado de seu quinto trabalho,  Stone Rollin’. Ele já trabalha mais em cima desse R&B pré-soul, meio rock’n’roll, com ótimo resultado. Tem aquela pegada mais dos primórdios, mas a produção é bem luxuosa – embora faça de conta que não.

Vale a pena conhecer o trabalho dele também.