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Histórias que Inspiram: Isadora Pamplona

24 de agosto de 2011 6

A Isadora Pamplona, jornalista e fotógrafa que vive em Londres, conhece meio mundo… talvez até mais. De Florianópolis a Moscou, no Verão tropical ou no Inverno europeu, não importa… de uma companhia ela não abre mão nas viagens e estadas: a corrida. O esporte, encarado inicialmente como aliado pro emagrecimento, acabou se tornando “compromisso” inadiável pra inquieta viajante, de 28 anos, que dá uma legítima lição a quem sempre deixa a estreia pra amanhã. “O importante é correr hoje”, diz.

Quando você começou a correr e como foi?
Comecei a correr há uns 6 ou 7 anos em Florianópolis. Eu costumava fazer caminhadas diárias de uma hora na Beira-Mar Norte, mas parecia não dar os resultados que eu esperava para emagrecer. Comecei então a correr. Para minha surpresa, além de ajudar na perda de peso e na definição do corpo, a corrida dava uma indescritível sensação de liberdade. E vicia.

Quanto você corre por semana?
Eu tento correr sete vezes por semana, uma hora por dia. Sei que não precisa tanto, mas sempre fico com medo de que chova no dia seguinte, então tento me “garantir”. E depois que vira rotina, parece que a gente nem sente mais preguiça.

Onde você gosta de correr?
Gosto de correr em locais arborizados e sem trânsito de carros, pra não precisar parar pra atravessar ruas, por exemplo. As árvores também aliviam a poluição e fazem sombra, então acho que o melhor cenário pra corrida é um parque plano e relativamente grande (pra não entediar). Correr às margens de um rio também pode ser interessante, como fiz em São Petersburgo, na Rússia.

Você tem treinador ou onde baseia seus treinos?
Nunca tive ninguém que me orientasse de forma personalizada, mas venho lendo bastante a respeito em revistas, blogs e afins. Meu interesse não é competir, então simplesmente corro tentando respeitar meus limites. Quando senti dores nos joelhos e nos quadris, procurei um ortopedista e ele recomendou que eu fizesse alongamento, então sempre me alongo antes de correr.

O que te move?
Acho que são os próprios resultados da corrida e a disposição que eu ganho para enfrentar o dia. Sem contar a tal sensação de liberdade.

Você participa de corridas de rua?
Nunca participei de nenhum grupo de corrida. Ou por falta de organização de minha parte ou porque talvez eu não me dê bem com isso, porque gosto de correr sozinha. Acho que cada um tem seu ritmo e prefiro não ter que acompanhar ninguém. Mas já cogitei integrar um grupo quando estava com a agenda muito cheia, já que à noite correr em turma é mais seguro.

Quais seus maiores empecilhos pra correr?
Chuva, vento forte, preguiça e ressaca.

Qual seu conselho pra quem tem interesse em correr mas ainda não tomou a iniciativa?
O mais importante é começar aos poucos. E quando digo aos poucos é pouco mesmo. Lembro de ter começado com pequenos trechos de dois minutos. Depois fui emendando até chegar aos sete ou oito quilômetros, que é o que faço diariamente. O segundo conselho é não ter pressa, a menos que esteja competindo. Às vezes, quando estou cansada, mantenho uma velocidade mais baixa, e nem por isso sinto que “corri menos”.

Quais seus próximos desafios?
Meu próximo desafio é conseguir manter a corrida na rotina mesmo em situações “adversas”. Quando não estamos motivados, tudo é desculpa para não correr. O fato de eu ter conseguido correr em Moscou e em São Petersburgo, mesmo estando lá por poucos dias a turismo, provou que na maioria dos casos correr só depende da nossa iniciativa. Como vou viajar aqui pela Europa no próximo inverno, temo que o frio e as mudanças na rotina me desanimem um pouco, mas prefiro não pensar nisso agora. O mais importante é correr hoje.

Quais os benefícios trazidos pela corrida pra tua rotina?
Acho que a própria rotina em si é um dos grandes benefícios. Não que a gente não enjoe de vez em quando, mas a rotina traz mais disciplina e vice-versa. Também tenho mais fôlego, mais ânimo para enfrentar o dia, mais auto-estima…

Qual momento emocionante proporcionado pela corrida você gostaria de compartilhar?
Passei mesmo por um momento bem interessante correndo. Foi uma cena simples mas ficou gravada na minha memória como um daqueles “grandes instantes” que fazem a gente pensar em várias coisas. Eu estava correndo e avistei um menino de oito ou nove anos. Ele estava caminhando, mas quando me viu, começou a correr, rindo e me encarando. No final das contas, ele me ultrapassou. Eu dei um sorriso e, antes de seguir, disse “Ok, você venceu”. Então ele ajoelhou no chão de felicidade e ficou jogando folhas secas para o alto, comemorando. Coincidentemente, e para minha alegria, essa situação depois se repetiu, com um menino de uns quatro anos tentando me vencer de patinete.

Isadora Pamplona na Colômbia: rotina saudável é mantida mundo afora

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Comentários (6)

  • sara camargo diz: 24 de agosto de 2011

    correr ao ar livre ouvindo uma musica motivadora é sensacional ! Corro no vento , na chuva , no frio, nada me impede de todos os dias seguir correndo…..

  • Alfredo Leonardo Penz diz: 26 de agosto de 2011

    Ana,
    Gostei desta “entrevista” com a Isadora. ela é muito inspiradora. Especialmente quando ela diz que corre hoje, porque não sabe o dia de amanhã. Especialmente relacionado a “weather”.
    Gostaria de correr, porém atualmente tenho um empecilho: um joelho que me impede.
    Abraços.
    Alfredo.

  • Irene Genecco diz: 27 de agosto de 2011

    Legal, Isa! Eu também adoro correr. Parece que seca toda a gordura. E a sensação de liberdade realmente é maravilhosa.
    Vicia, mesmo. Pena que o tempo não colabora, nem da natureza, nem o administrativo.
    Bj.
    Irene

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