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A saúde começa na lista de compras

30 de outubro de 2011 0

Há 10 meses, de forma ininterrupta depois de muitos anos de vai-e-vem, tenho corrido regularmente. Pelo menos três vezes por semana, separo uma horinha pra cuidar de mim. Claro que isso exigiu toda uma logística. Foram necessários verdadeiros algoritmos pra que eu tivesse alguma prioridade na (minha) rotina. Ocasionalmente, deixo a cama por fazer, e-mails por responder, as unhas por pintar.

O importante, agora, é não faltar ao “encontro comigo”, mesmo seguindo o mais “light” cronograma de treinos. Respeito a condição de anêmica, o hipo ou hipertireoidismo (já que em mim eles se alternam), a pressão abaixo do padrão. Voo baixo, sonhando alto… sondando longe… confiante de que me exercitar acrescenta mais ao meu futuro do que peelings e plásticas. Porque nem o mais perfeito implante, ou a mais bem sucedida lipoaspiração, seriam capazes de reverter um check-up com dados dramáticos: osteoporose, colesterol ruim, hipertensão.

A prática sistemática de exercícios é a melhor forma de prevenção às doenças crônicas. Como um ímã, atrai bons hábitos e a mais positiva atitude mental. Quem corre, comprovadamente, cuida mais da alimentação do que pessoas sedentárias. Tem um compromisso permanente com a sua energia. Não pode “se abastecer” sem critérios, como nos ensina a Fórmula-1. Tanque cheio, portanto, não é sinônimo de vantagem na pista. Na nossa casa, a restrição já começa no mercado. E a lista de substituições cresce na proporção da consciência.

O macarrão passou a ser integral. Em vez de molho branco, o sabor vem do alho, óleo e manjericão. O pão é cheio de fibras. O bolo, feito em casa, sai do forno bronzeado como açúcar mascavo. A torradinha de aperitivo cedeu espaço às frutas secas. E o doce da sobremesa… às frutas da estação. O “refrigerante” é sempre água com gás. Chocolate, só 70% “dark”. O queijo do sanduíche, quem diria, perdeu o trono pro azeite de oliva. Assim como o sal, que a salada depôs a favor do gergelim. Sacrifício? Muito pelo contrário… benefício! Nunca passamos fome ou nos curvamos a menus padronizados. Simplesmente fomos descobrindo, aos poucos, o quanto uma digestão pode ser mais fácil com uma refeição mais leve.

Todas as noites, quando cubro a minha filhinha com o lençol, a dimensão daquele corpo me paralisa. As proporções são perfeitas. A pele é pétala. As curvas, com o perdão da Pietà, são de dar inveja ao mestre Michelangelo. Sem dieta, sem restrição. Só com conhecimento e convicção. De que a saúde começa na lista de compras.

E pra ilustrar, pra variar, a minha top favorita...

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