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Um dia, um menino apagou o passado e reescreveu o futuro...

24 de dezembro de 2011 0

Um dia, um menino apagou o passado.

Nós só estamos aqui, hoje, celebrando o Natal, e novamente reunidos com quem amamos daqui a poucos dias, brindando o advento de 2012, porque esse menino – que zerou o calendário – um dia nasceu. E cresceu. Com fé suficiente para abolir todo o mal que veio antes dele.

E nos deu o mesmo dom. O talento de anular derrotas passageiras, perdas definitivas e mágoas que pareciam eternas. Porque a trajetória do Menino Jesus é a vitória da vida. A certeza da vida nova. Da vida que se renova. Da vida Depois de Cristo na qual podemos ter certeza que com humildade, perseverança e coragem, o mundo inteiro vai conspirar a nosso favor. Ainda que às vezes pareça o contrário. Ainda que às vezes dê vontade de chorar, por cansaço, por medo, por muitos motivos. Ainda que às vezes dê vontade de chorar, sem motivo nenhum.

Com Cristo não foi diferente. Ele podia dar movimento à pernas atrofiadas, apresentar as cores à retinas aposentadas, fazer respirar quem morreu na fé. Fazia milagres como se faz um carinho. Mas nunca por si; sempre pelo “sim”; pela afirmação de que compreendeu e cumpriu a sua missão.

E nos deu o mesmo dom. O talento de ajudar os outros, mesmo cansados, mesmo com medo, mesmo sem motivo nenhum. Porque um carinho pode fazer milagre. Porque as estacas do mundo são os nossos braços, e o cimento da vida, o nosso abraço.

Um dia, um menino reescreveu o futuro.

Conseguiu nos convencer que somos filhos eleitos, amados e abençoados por Deus. Um Deus que julga até pensamento, que desvenda as intenções do nosso coração, que tem domínio sobre cada dor, cada amor, cada aflição, cada doação. Que não nos acompanha para criticar ou condenar, mas porque conhece e ama seus filhos, eu, você, cada um de nós. Ainda que às vezes pareça nos abandonar. Ainda que muitas vezes a gente se afunde em “porquês”. Ainda que tantas vezes a gente se afogue buscando respostas na cartilha do “quando”, do “como” e do “onde”.

Com Cristo não foi diferente. Ele viu a mãe sofrendo, o amigo traindo, o desalento de uma manjedoura porque foi perseguido antes mesmo do primeiro suspiro. Ele também teve dúvidas, e ainda assim nos livrou de todas as nossas. Soterrou a mais inflamada inquietação com a crença de um futuro melhor, porque “para Deus tudo é possível” (Mc, 10, 27).

Um dia, um menino nos deu um presente.

Ele não tinha recursos. Nem internet ou TV a cabo, mas foi ouvido em todo o mundo. Não decorava as ruas com luzes nem a casa com Papai Noel. Ele é a luz. E é o Natal. Ele não tinha diploma, mas a sabedoria. Não tinha posses, não tinha nada. E ainda assim nos deu o maior presente.

Cristo foi diferente. Porque ele nos deu a fé. Seu exemplo de acolhida é o amálgama que nos sustenta quando o passado esconde a dor; quando o futuro revela o medo, quando o agora se revela e se esconde antes mesmo que possamos desvendá-lo. Cristo foi diferente porque nos deu este presente: a certeza de que, com fé, nosso mundo pode ser diferente. E nossa odisséia de sonhos será real, pra sempre.

Ana Lavratti e família.

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