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um professor

20 de fevereiro de 2010 1

Charles Steuck/Divulgação
Pépe Sedrez comemora no próximo dia 28 a chegada aos 40 anos. As quatro décadas da vida de Romualdo Luciano, seu nome na certidão de nascimento, estão marcadas pelo teatro. Mas nem sempre foi assim. Antes de se dedicar às artes cênicas, o blumenauense selecionava candidatos em uma grande empresa da região. Saiu do RH direto para a coxia. Hoje, tantos anos depois, acumula experiências à frente da Cia Carona de Teatro (o grupo blumenauense mais premiado no país) e da escola da própria companhia instalada no Carlos Gomes. Além das aulas, dirige atualmente Rafael Koehler no monólogo Figo, com estreia dia 24, e se prepara para montar com a Carona um espetáculo na rua baseado nas comédias gregas de Aristóteles. E a vida não para.

Qual a sua lembrança de infância mais remota?
O pomar de tangerinas da casa onde nasci, em Blumenau.

Maior ídolo na adolescência?
Os Titãs.

Onde você passou as suas férias inesquecíveis?
Em Meia-Praia, Itapema.

Qual a sua ideia de um domingo perfeito?
Ensolarado, num riacho ou cachoeira, com meus familiares e amigos.

O que você faz para espantar a tristeza?
Não espanto. Deixo ela vir e, invariavelmente, choro. Depois, raciocino.

Que som acalma você?
Canto de pássaros e água corrente.

Qual a palavra mais bonita da língua portuguesa?
Saudade.

Que livro você mais cita?
Em Busca de um Teatro Pobre, de Jerzy Grotowski.

Que filme você sempre quer rever?
Casablanca.

Que música não sai da sua cabeça?
Sampa, de Caetano Veloso.

Um gosto inusitado.
Observar cada rosto numa multidão.

Um hábito de que não abre mão.
Leitura.

Um hábito de que quer se livrar.
Atraso.

Um elogio inesquecível.
Minha mãe disse recentemente que sou um homem bom.

Em que situação vale a pena mentir?
Para não magoar alguém.

Em que situação você perde a elegância?
Diante de injustiça.

Em que outra profissão consegue se imaginar?
Professor.

* Texto publicado na Contracapa deste fim de semana.

Postado por Cristiano

Comentários (1)

  • Marindia Rocha diz: 20 de fevereiro de 2010

    Eu a muitos anos atras tive a sorte de estudar o Pepe nos anos 80 no Luiz Delfino…qtas risadas… e posso dizer ele e tudo o que vc citou um pouco mais…amigo verdadeiro…sincero e para vida toda.
    Pepe merece toda a felicidade desse mundo.
    Bjus

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