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teia criativa

27 de março de 2010 0

Quando surgiu, em 2005, o Santa Catarina Moda Contemporânea (SCMC) apontava no horizonte a possibilidade de levar estudantes de moda – de escolas e universidades – para dentro das principais empresas têxteis do Estado. O objetivo foi cumprido desde o início. E a iniciativa tomou formas variadas. Além do trabalho de criação e da fomentação da criatividade destes mesmos alunos através de workshops e palestras com nomes renomados, o SCMC busca, a cada edição, também levar conhecimento aos empresários. No sábado passado, o público conferiu em um desfile no Green Valley, em Camboriú, as criações da quinta edição (as fotos podem ser vistas aqui). O processo, como o diretor do projeto Cristiano Buerger comenta na entrevista a seguir, é uma espécie de teia que necessita e resulta da união de todos os envolvidos.

Qual é o balanço desta quinta edição?

Cristiano Buerger - O evento tem hoje uma importância muito grande para a sociedade catarinense. Existe um envolvimento de empresas de todos os níveis. Neste sentido houve um crescimento bem bacana. Esse negócio de união é o que mais nos agrada. Desta vez, por exemplo, recebemos no Green Valley um número grande de participantes, pais, alunos e imprensa. Para o próximo ano já confirmamos lá mesmo o desfile. Queremos unir DJs internacionais ligados à moda, além de arte e cultura naquele belíssimo espaço.

Neste ano uma empresa deixou o projeto que fazia em parceria com a Assevim. O que aconteceu?

Buerger - Foi um problema de relacionamento entre a universidade e a empresa. Mas a Assevim decidiu bancar os custos e manter todo o processo.

Existe um boato de que algumas empresas querem desistir do SCMC e que está complicado agregar mais participantes. Como tem funcionado essa relação?

Buerger – Isso não existe. É claro que é um projeto difícil, com um desenvolvimento complexo. Eu acho que esta foi a melhor edição. E o que vimos na passarela é resultado da qualidade do coordenador de criatividade, da qualidade de ensino das escolas, do nível de educação, de entendimento de todo o processo. Nós precisamos entender antes de qualquer crítica de que os trabalhos são feitos geralmente por alunos do 3º ou 4º períodos. Temos que dar um desconto, afinal, eles não são profissionais. Além de tudo isso, o SCMC busca desde o início focar nos empresários e gestores. Sem a abertura deles, sem que eles entendam as estratégias nada será possível. E isso é a médio prazo.

E a próxima edição?

Buerger - Já temos 20 empresas confirmadas e continuaremos com workshops e palestras com os principais nomes do setor. Já tivemos, entre outros, Michel Klein, das Casas Bahia, os (designers) Irmãos Campana e o filósofo francês Michel Maffesoli.

* Texto publicado na Viver! deste fim de semana.

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