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por aqui mesmo

11 de julho de 2010 0

Mariana, 29 anos, é filha de Telomar Florêncio, o mais rebelde entre os artistas plásticos de Blumenau. Impossibilitada geneticamente de viver longe da área, ela se divide entre a fotografia (é dela o autorretrato que ilustra a página) nas horas vagas, e o design gráfico, de segunda a sexta-feira. A observação mundana e a criatividade correm nas veias, inclusive em incursões familiares. Ao lado do pai, Mariana ganhou o 1º lugar do Salão Elke Hering, em 2001, com a obra Cadeira, uma instalação em que tridimensionalidade provocava ilusão de ótica. Nesta sabatina, ela libera suas impressões e sensações sobre a vida.

Qual a sua lembrança de infância mais remota?
Quando a minha irmã Juliana nasceu. Eu tinha três anos.

Qual a sua ideia de um domingo perfeito?
Um dia de sol, com minha família e uma máquina fotográfica.

O que você faz para espantar a tristeza?
Faz tempo que não me sinto triste, mas quando isso acontece peço colo pra minha mãe, pra minha irmã.

Que som acalma você?
O solo de Dogs, do Pink Floyd.

Qual seu maior medo?
De perder as pessoas que amo.

Qual o seu bem mais precioso?
Meus filhos.

Um gosto inusitado.
Ih, tem vários! Pão com pimenta, cerveja forte, charuto, linguiça com mel, mudar o cabelo sempre.

Qual você considera a maior das virtudes que uma pessoa pode ter?
Bom humor.

Qual a palavra mais bonita da língua portuguesa?
Felicidade.

Que presente você ganhou e nunca esqueceu?
Um barquinho de madeira, que ganhei do vô da praia, deixei na frente de casa pra secar… e roubaram. Acho que vou ter que fazer análise (risos).

Que presente você daria para a sua cidade natal se pudesse?
Um espaço cultural, coisa de cinema, saca? Poderia ser no Edifício América, onde cada andar fosse dedicado a um tipo de arte, todas juntas. Fotografia, dança, artes plásticas e cênicas, cinema, tudo. Pensa…

O que você mais faz na internet?
Vejo fotos, leio blogs, procuro referências, converso, me divirto.

Quem é a pessoa que você mais admira?
Tem que ser uma pessoa só? Meu pai Telomar e minha mãe Rosane.

Com quem você mais se parece na sua família?
Cara, sempre achei que fosse adotada (risos). Sou muito diferente, tanto na personalidade quanto na aparência, mas acho que de longe assim, meu pai.

Se você pudesse voltar atrás e mudar alguma coisa na sua vida, o que mudaria?
Putz, aí tu me pegou. Difícil essa pergunta. Acho que tentaria ser menos dependente.

Qual a primeira coisa que faria se um dia acordasse homem?
Como assim homem? Acho que a primeira coisa seria gritar muito (risos).

Se você pudesse se mudar para qualquer lugar do mundo amanhã, que lugar seria?
Não queria ir pra longe, não. Poderia ficar por aqui mesmo. Gostaria de me mudar para uma casinha, perto da casa dos meus pais.

* Texto publicado na Contracapa deste fim de semana.

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