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licença para a preguiça

01 de agosto de 2010 3

Valther Ostermann, 60 anos, nasceu em Ituporanga (só para constar), mas foi criado em Rio do Sul. Antes de se instalar em Blumenau em meados dos anos de 1980, a família passou pelo Maranhão e por Florianópolis. A figura televisiva só surgiu anos depois, através de um convite de uma tevê local. Acostumado com as finanças e a administração de empresas, Valther deixou tudo de lado para se (re)descobrir diante de um público novo. Hoje, colunista da página 3 do Santa e comentarista do Jornal do Almoço da RBS TV, se transformou em uma espécie de observador oficial do cotidiano blumenauense. Por e-mail, rapidíssimo, ele respondeu ao autorretrato da coluna. Sempre na maior simpatia.

Qual a sua lembrança de infância mais remota?
A torcida para ter que operar as amígdalas. É que quem as retirava tinha que tomar muito sorvete para ajudar na recuperação.

Maior ídolo na adolescência?
Esta é fácil: Beatles. Os caras mudaram nosso modo de vestir e cortar cabelos. Mudaram o mundo.

Onde você passou as suas férias inesquecíveis?
Férias inesquecíveis, só as das aulas, quando garoto. Todas as outras, esqueci.

Qual a sua ideia de um domingo perfeito?
Dia ensolarado e com licença para a preguiça. Dia frio e chuvoso com licença para a preguiça. Se possível, um bom livro.

O que você faz para espantar a tristeza?
Não me lembro de um dia triste. Momentos, sim. E não a espanto, um pouquinho dá para curtir.

Que som acalma você?
Ondas quebrando. Barulho de água.

O que dispara seu lado consumista?
Motos. Mas só dispara, o preço é proibitivo.

Qual a palavra mais bonita da língua portuguesa?
Não existe uma só. Vamos lá: criança.

Que livro você mais cita?
Incidente em Antares, do Érico Veríssimo.

Que filme você sempre quer rever?
Tudo Bem no Ano Que Vem, com Alan Alda. Impossível encontrar.

Que música não sai da sua cabeça?
Stand by Me, de Ben E. King.

Um gosto inusitado.
Rollmops.

Um hábito de que não abre mão.
Cantarolar.

Um hábito de que quer se livrar.
Estou me livrando: tabagismo.

Um elogio inesquecível.
“Como você está bonito, vô. Parece um moço.” Minha neta Luiza, três anos, ao me ver de terno completo pela primeira vez.

Em que situação vale a pena mentir?
Quando a mentira é inofensiva.

Em que situação você perde a elegância?
Quando sofro patrulha ideológica. Saco! E com quem maltrata velhos, crianças e animais.

Em que outra profissão consegue se imaginar?
Escritor.

* Texto publicado na Contracapa deste fim de semana.

Comentários (3)

  • Susan Liesenberg diz: 1 de agosto de 2010

    Adorável Valthinho, como gosto de você!
    É (não foi) uma honra ter sido tua colega de trabalho e risos.
    Admiração total!

  • Valtinho diz: 1 de agosto de 2010

    Cristiano, obrigado pelo carinho. Ficou ótimo. Tanto que até eu simpatizei com o entrevistado. Mérito teu. Sou teu fã.

  • Miriam Mesquita diz: 4 de agosto de 2010

    Parabéns pela escolha do entrevistado.
    Valther é essa pessoa fácil de admirar, por seu bom humor, bom gosto, bom papo, enfim, um bom amigo. Alguém que ama e defende os animais só pode ser especial.
    Abraço ao colunista e ao colunável…rs.

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