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04 de dezembro de 2010 0

A brusquense Carol Baumgartner ganhou destaque na imprensa nacional depois de vencer o Miss Brasil USA 2010 há duas semanas em Nova York, onde mora. O concurso é organizado desde 1991 nos Estados Unidos e já teve mais de 8 mil candidatas. Aos 21 anos, Carol estuda Jornalismo, trabalha como modelo e faz um estágio no escritório que administra os funcionários do secretariado da ONU, a Organização das Nações Unidas. A entrevista a seguir foi concedida por e-mail.

Como você foi parar no concurso?

Eu não tinha muito contato com a comunidade brasileira de Nova York até que fui ao Brazilian Day (organizado pela Rede Globo) e recebi o convite para participar. Passei então pela classificatória e garanti uma vaga na final do Miss Brasil USA.

Qual a importância de ter vencido a competição?

É uma grande conquista pra mim. Eu me comparo a todos os brasileiros que, com muita dificuldade aqui chegaram, mas através de muita garra e determinação venceram. A vida do imigrante não é fácil.

Esta vitória vai ajudar na carreira de modelo nos Estados Unidos?

Com certeza. O prêmio (um automóvel) me ajudará a fazer o pagamento dos meus estudos. E as portas que estão abrindo profissionalmente são consequências da minha vitória.

Porque decidiu sair de Brusque para trabalhar como Au Pair (babá que cuida das crianças e estuda)?

Vim para cá em 2009. Eu sempre gostei de inglês e ter uma experiência fora do Brasil é algo que acrescenta muito na vida de qualquer pessoa. Escolhi o programa Au Pair pela seguridade e seriedade. Você vive com uma família americana, aprende a cultura deles e estuda. Participei do programa durante mais um ano e foi uma experiência maravilhosa.

Como foi esta experiência de cuidar das crianças? Tem alguma história curiosa?

Foi um desafio, mas aprendi muitas coisas também. Eu cuidava de um menino de dois anos. O que me marcou foi no dia do meu aniversário. Na manhã do grande dia ele havia colocado uma carta toda rabiscada por debaixo da minha porta desejando feliz aniversário. Depois, bateu na porta do meu quarto e apareceu segurando um prato com um muffin e uma velinha rosa no meio. Ele disse happy birthday com um sorriso tão sincero e doce que foi emocionante.

Você mora em Nova York mesmo?

Sim.

Que avaliação você faz do mercado de trabalho para modelos numa das principais capitais do mundo?

O mercado é amplo para modelos e artistas. Há oportunidade para todas as idades, biotipos e nacionalidades. Isso faz de Nova York um lugar único e especial. Você não precisa viajar o mundo inteiro pra conhecer o mundo. O mundo inteiro se encontra aqui!

Aqui no Brasil você cursava Publicidade e agora está fazendo Jornalismo. Por quê?

Não havia Jornalismo em Brusque e Publicidade era o curso que abrangia mais a grade curricular em termos de comunicação.

O que deseja como jornalista?

Eu gosto de interação. Ainda não me identifiquei com uma área específica no jornalismo, pois gosto muito de trabalhar tanto atrás quanto na frente das câmeras, escrever, produzir e muito mais. Faço estágio na ONU (Organização das Nações Unidas) e estou desenvolvendo novos gostos também.

Pretende voltar a morar no Brasil?

Essa é difícil. Com certeza pretendo voltar, especialmente porque toda minha família está aí. Mas sei que minha trajetória aqui ainda não terminou e, graças a Deus, tem sido incrível. Em janeiro, pela primeira vez depois de minha vinda para cá, estarei no Brasil para promover um evento beneficente em Brusque. A iniciativa vai arrecadar alimentos e doações pra uma instituição de caridade. Estou muito feliz em poder realizar o evento e matar a saudade da minha terra.

* Publicado na Contracapa deste fim de semana.

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