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minha história com amy

26 de julho de 2011 0


Foi através de uma pequena nota na revista Tpm que conheci Amy Winehouse. Indicação de uma daquelas colunistas da publicação que viajam o mundo e descobrem antes. E faz muito tempo.

Back to Black é um disco de paixão imediata (é o típico sentimento coletivo que transforma um álbum em clássico). Não é o meu predileto. Prefiro Frank, o primeiro da inglesa (You Sent Me Flying é a minha preferida).

Escutei tanto suas canções que cansei. Tirei do iPod. Nem mesmo as notícias em sites e tabloides sobre sua decadência física me chamavam a atenção. Cansei da repetição dos desastres. Claro que esperava um próximo trabalho.

A luz só reacendeu entre nós quando Floripa foi anunciada como uma das paradas da turnê brasileira. O show foi aquilo que todo mundo já sabe, sem muita emoção (emoção daquelas em que o artista e o público trocam energia), mas inesquecível (agora, obviamente, mais ainda). A plateia estava interessantíssima.

A morte prematura pode não ter surpreendido, mas causou uma dorzinha, quase um vazio. Porque música é emoção.

Demorei pra sair do local do show naquela noite quente de verão (a fila estava gigantesca no estacionamento). Fiquei circulando entre Alessandras Ambrosios, Cacaus Menezes e jogadores de futebol. Deixei a Pachá pelos corredores dos bastidores (e isso é outra história). Sem querer, dei de cara com o desmanche do camarim da cantora.

A cesta de frutas destinada à estrela mantinha-se intocável (claro, né?). Cansado e com fome, não resisti.

Fui pra casa comendo os pêssegos, as uvas e os morangos de Amy Winehouse.

Saborosíssimos. Tanto quanto sua história.

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