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carismática

03 de outubro de 2010 1

Aos 34 anos, Cinthia Canziani é um dos novos rostos da RBS TV Blumenau (conheça outros profissionais estreantes na emissora na página 2 do TV+Show). Em breve, a blumenauense estreia na bancada do RBS Notícias, o telejornal que, no início da noite, resume os principais fatos do dia no Vale do Itajaí. Formada e especializada em Turismo e Hotelaria, ela, que durante sete anos trabalhou como professora universitária, chegou à tevê por acaso, através de um convite. E a paixão fica mais forte a cada dia. Por e-mail, Cinthia respondeu ao autorretrato da coluna:

Qual a sua lembrança de infância mais remota?
Família reunida ao redor da mesa, na casa de praia dos meus avós, em Itapema.

Qual a sua ideia de um domingo perfeito?
Dormir até meio-dia e almoçar em família. Depois voltar para a cama e ficar “de preguiça” com as crianças.

O que você faz para espantar a tristeza?
Choro e logo passa.

Que som acalma você?
Madeleine Peyroux e as ondas do mar.

Qual seu maior medo?
De perder aqueles que amo.

Qual o seu bem mais precioso?
Meu marido Anselmo e meus filhos, Lucas e Matheus.

Um gosto inusitado.
Comer abacate amassado com açúcar e farinha de mandioca.

Qual você considera a maior das virtudes que uma pessoa pode ter?
Integridade.

Qual a palavra mais bonita da língua portuguesa?
Doação, pelo significado.

Que presente você ganhou e nunca esqueceu?
O meu cachorro Farelo. É como um filho.

Que presente você daria para a sua cidade natal se pudesse?
Um belo e calmo mar.

O que você mais faz na internet?
Tuíto! (@cicacanziani).

Que filme você sempre quer rever?
A Vida é Bela, com Roberto Benigni.

Quem é a pessoa que você mais admira?
Meu pai, pelo caráter irretocável.

Com quem você mais se parece na sua família?
Minha mãe. Somos parecidíssimas.

Se você pudesse voltar atrás e mudar alguma coisa na sua vida, o que mudaria?
Nada. Sempre fui muito feliz!

Qual a primeira coisa que faria se um dia acordasse homem?
Tomaria conta do controle remoto.

Se você pudesse se mudar para qualquer lugar do mundo amanhã, que lugar seria?
Para Mônaco.

Que experiência artística teve mais impacto em você recentemente?
O filme sobre Chico Xavier me emocionou muito, me fez refletir e ter a certeza de que sempre podemos ser melhores. A cada dia um pouco melhor.

licença para a preguiça

01 de agosto de 2010 3

Valther Ostermann, 60 anos, nasceu em Ituporanga (só para constar), mas foi criado em Rio do Sul. Antes de se instalar em Blumenau em meados dos anos de 1980, a família passou pelo Maranhão e por Florianópolis. A figura televisiva só surgiu anos depois, através de um convite de uma tevê local. Acostumado com as finanças e a administração de empresas, Valther deixou tudo de lado para se (re)descobrir diante de um público novo. Hoje, colunista da página 3 do Santa e comentarista do Jornal do Almoço da RBS TV, se transformou em uma espécie de observador oficial do cotidiano blumenauense. Por e-mail, rapidíssimo, ele respondeu ao autorretrato da coluna. Sempre na maior simpatia.

Qual a sua lembrança de infância mais remota?
A torcida para ter que operar as amígdalas. É que quem as retirava tinha que tomar muito sorvete para ajudar na recuperação.

Maior ídolo na adolescência?
Esta é fácil: Beatles. Os caras mudaram nosso modo de vestir e cortar cabelos. Mudaram o mundo.

Onde você passou as suas férias inesquecíveis?
Férias inesquecíveis, só as das aulas, quando garoto. Todas as outras, esqueci.

Qual a sua ideia de um domingo perfeito?
Dia ensolarado e com licença para a preguiça. Dia frio e chuvoso com licença para a preguiça. Se possível, um bom livro.

O que você faz para espantar a tristeza?
Não me lembro de um dia triste. Momentos, sim. E não a espanto, um pouquinho dá para curtir.

Que som acalma você?
Ondas quebrando. Barulho de água.

O que dispara seu lado consumista?
Motos. Mas só dispara, o preço é proibitivo.

Qual a palavra mais bonita da língua portuguesa?
Não existe uma só. Vamos lá: criança.

Que livro você mais cita?
Incidente em Antares, do Érico Veríssimo.

Que filme você sempre quer rever?
Tudo Bem no Ano Que Vem, com Alan Alda. Impossível encontrar.

Que música não sai da sua cabeça?
Stand by Me, de Ben E. King.

Um gosto inusitado.
Rollmops.

Um hábito de que não abre mão.
Cantarolar.

Um hábito de que quer se livrar.
Estou me livrando: tabagismo.

Um elogio inesquecível.
“Como você está bonito, vô. Parece um moço.” Minha neta Luiza, três anos, ao me ver de terno completo pela primeira vez.

Em que situação vale a pena mentir?
Quando a mentira é inofensiva.

Em que situação você perde a elegância?
Quando sofro patrulha ideológica. Saco! E com quem maltrata velhos, crianças e animais.

Em que outra profissão consegue se imaginar?
Escritor.

* Texto publicado na Contracapa deste fim de semana.

por aqui mesmo

11 de julho de 2010 0

Mariana, 29 anos, é filha de Telomar Florêncio, o mais rebelde entre os artistas plásticos de Blumenau. Impossibilitada geneticamente de viver longe da área, ela se divide entre a fotografia (é dela o autorretrato que ilustra a página) nas horas vagas, e o design gráfico, de segunda a sexta-feira. A observação mundana e a criatividade correm nas veias, inclusive em incursões familiares. Ao lado do pai, Mariana ganhou o 1º lugar do Salão Elke Hering, em 2001, com a obra Cadeira, uma instalação em que tridimensionalidade provocava ilusão de ótica. Nesta sabatina, ela libera suas impressões e sensações sobre a vida.

Qual a sua lembrança de infância mais remota?
Quando a minha irmã Juliana nasceu. Eu tinha três anos.

Qual a sua ideia de um domingo perfeito?
Um dia de sol, com minha família e uma máquina fotográfica.

O que você faz para espantar a tristeza?
Faz tempo que não me sinto triste, mas quando isso acontece peço colo pra minha mãe, pra minha irmã.

Que som acalma você?
O solo de Dogs, do Pink Floyd.

Qual seu maior medo?
De perder as pessoas que amo.

Qual o seu bem mais precioso?
Meus filhos.

Um gosto inusitado.
Ih, tem vários! Pão com pimenta, cerveja forte, charuto, linguiça com mel, mudar o cabelo sempre.

Qual você considera a maior das virtudes que uma pessoa pode ter?
Bom humor.

Qual a palavra mais bonita da língua portuguesa?
Felicidade.

Que presente você ganhou e nunca esqueceu?
Um barquinho de madeira, que ganhei do vô da praia, deixei na frente de casa pra secar… e roubaram. Acho que vou ter que fazer análise (risos).

Que presente você daria para a sua cidade natal se pudesse?
Um espaço cultural, coisa de cinema, saca? Poderia ser no Edifício América, onde cada andar fosse dedicado a um tipo de arte, todas juntas. Fotografia, dança, artes plásticas e cênicas, cinema, tudo. Pensa…

O que você mais faz na internet?
Vejo fotos, leio blogs, procuro referências, converso, me divirto.

Quem é a pessoa que você mais admira?
Tem que ser uma pessoa só? Meu pai Telomar e minha mãe Rosane.

Com quem você mais se parece na sua família?
Cara, sempre achei que fosse adotada (risos). Sou muito diferente, tanto na personalidade quanto na aparência, mas acho que de longe assim, meu pai.

Se você pudesse voltar atrás e mudar alguma coisa na sua vida, o que mudaria?
Putz, aí tu me pegou. Difícil essa pergunta. Acho que tentaria ser menos dependente.

Qual a primeira coisa que faria se um dia acordasse homem?
Como assim homem? Acho que a primeira coisa seria gritar muito (risos).

Se você pudesse se mudar para qualquer lugar do mundo amanhã, que lugar seria?
Não queria ir pra longe, não. Poderia ficar por aqui mesmo. Gostaria de me mudar para uma casinha, perto da casa dos meus pais.

* Texto publicado na Contracapa deste fim de semana.

o filho do meio

13 de junho de 2010 0

Aos 28 anos, o advogado Martin Rodacki trabalha diariamente como procurador federal, função que só pelo nome já impõe uma certa formalidade. Nos finais de semana, o blumenauense troca o terno pela calça jeans e camiseta e se reúne com o irmão Luiz e os primos Otávio, Gabriel e Paulo para, juntos, darem vida a Eu & Minha Banda, nascida em luais na paradisíaca Canto Grande, em Bombinhas. O grupo, que alterna o repertório entre covers de Ben Harper, Beatles e Steve Ray e composições próprias, faz show dia 26 no Camorra, em Blumenau. Neste autorretrato, o vocalista abre seu repertório de pensamentos:

Qual a sua lembrança de infância mais remota?
Tenho a vaga lembrança de um passeio na canoa do meu avô paterno na enchente de 1984.

Maior ídolo na adolescência?
Guga Kuerten, ídolo também da fase adulta.

Onde você passou as suas férias inesquecíveis?
Na casa de praia dos meus pais em Canto Grande (em Bombinhas).

Qual a sua ideia de um domingo perfeito?
Qualquer um que seja seguido de um feriado na segunda-feira.

O que você faz para espantar a tristeza?
Toco violão e canto.

Que som acalma você?
Muitos: som do mar, solo de guitarra de um blues bem lento, violino…

O que dispara seu lado consumista?
Promoção de passagens aéreas.

Qual a palavra mais bonita da língua portuguesa?
Equilíbrio.

Que livro você mais cita?
Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez.

Que filme você sempre quer rever?
O Auto da Compadecida.

Que música não sai da sua cabeça?
Gravity, John Mayer.

Um gosto inusitado.
Música clássica.

Um hábito de que não abre mão.
Dormir com três travesseiros.

Um hábito de que quer se livrar.
Andar de carro mais que o necessário.

Um elogio inesquecível.
Vindo dos meus pais, de que sou o melhor filho do meio que eles poderiam ter.

Em que situação vale a pena mentir?
Nenhuma, mas é dificílimo nos convencermos disso.

Em que situação você perde a elegância?
Sorrir com um pedaço de alface no dente.

O que você mais faz na internet?
Download de músicas.

Que projeto de vida está determinado a realizar na próxima década?
Construir e morar numa casa isolada, no topo de um morro, no interior de Blumenau.

* Texto publicado na Contracapa deste fim de semana.

capacidade de mudar

09 de maio de 2010 0

Foi no curso de Artes da Furb que o blumenauense Fábio Hostert, 32 anos, descobriu o teatro. Pensava em artes visuais, mas desde o início se voltou para os palcos. Ingressou no Grupo Teatral Phoenix, se encantou pelo trabalho como (e com) ator e há 10 anos faz parte da Cia Carona de Teatro, a mais premiada do Vale do Itajaí. Atualmente, experimenta a posição de comandante. Divide-se entre a direção de Faca de Dois (Le)Gumes (já em cartaz) e do monólogo É Tentando Que Se Desiste, com o colega James Beck. E no dia 22 deste mês encara mais um desafio. Ao lado dos companheiros, o ator estreia no elenco de Passarópolis, uma comédia de rua – a primeira da Carona. Merda!

Qual a sua lembrança de infância mais remota?
Fazer uma paçoca de bolacha maria no café e encher de açúcar. Eu amava isso! Mas, a mais remota é meu pai enterrando o nosso cachorro Mickey. Eu devia ter uns três anos, tenho a imagem muito clara do lugar, dos movimentos. Fiquei vendo de longe.

Onde você passou as suas férias inesquecíveis?
Já passei férias maravilhosas. Agora, as inesquecíveis ainda virão.

Qual a sua ideia de um domingo perfeito?
Acordar tarde, do lado do meu amor, dar um bom dia bem carinhoso, perceber que já é muito tarde e não estar nem aí. Depois, encher a mesa de comida e passar o dia de chinelos e pouca roupa.

O que você faz para espantar a tristeza?
Procuro o que há de lindo nela, geralmente encontro. Há muita beleza nesse lugar.

Que música não sai da sua cabeça?
Bird Gerhl, de Antony and the Johnsons, e O Teu Começo, de Gregory e Pochyua na voz de Mareike.

Em que situação você perde a elegância?
Elegância em demasia faz mal (risos).

Em que outra profissão consegue se imaginar?
Difícil me imaginar fora do teatro, mas poderia ser arquiteto.

O que menos gosta em sua aparência?
Estou bem satisfeito. Talvez os pelos.

Que presente você ganhou e nunca esqueceu?
Girassóis.

O que você mais faz na internet?
O normal, Facebook, Orkut, Twitter e pesquisas sobre meus temas de trabalho e curiosidades, sou muito curioso. Gosto muito de visualizar imagens, sempre.

Que projeto de vida está determinado a realizar na próxima década?
Trabalhar menos e ganhar mais. Ah, e casar. Espero que não leve toda a década.

O que você está lendo?
Textos dramatúrgicos do movimento Teatro do Absurdo.

Se sua casa pegasse fogo, o que você salvaria?
Selma e Marisa, minhas gatas.

Se você pudesse se mudar para qualquer lugar do mundo amanhã, que lugar seria?
Buenos Aires.

Quais são seus nomes favoritos?
Ivone e Ernesto.

Qual sua melhor qualidade?
Algo entre o bom humor, sinceridade e a capacidade de mudar.

Qual sua maior curiosidade?
Agora menor, mas ainda presente, ser pai.

Qual é o seu herói de ficção favorito?
Mística, do X-Men. Ops, ela é uma vilã. Ah, o Super-Homem, claro.

Antes, durante ou depois?
Todo o tempo e com muita intensidade.

Qual é o seu lema?
Arregaçar as mangas e ir à luta.

* Texto publicado na Contracapa deste fim de semana.

a garota do blog

11 de abril de 2010 1

Luma Santos está na crise dos 20. Se é que isso é possível. A blumenauense de apenas 21 anos trancou a faculdade de Publicidade e Propaganda e está em dúvida entre Jornalismo e Cinema. Enquanto isso, trabalha com web e mídias sociais. Aliás, é através da internet que Luma realiza uma de suas atividades prediletas. Desde o início do ano, é uma das blogueiras do Papel Pop (papelpop.com/hot), site comandado por Phelipe Cruz (da revista Capricho) e um dos mais lidos do país. Por lá, a menina apaixonada por Tim Burton publica fotos de meninos famosos (geralmente cantores e atores) com comentários calorosos. Para entrar no clima, este é o primeiro autorretrato feito totalmente por e-mail e pelo Twitter. Será o futuro?

Qual a sua lembrança de infância mais remota?

Meu pai tocando violão, geralmente músicas bregas e antigas.

Qual a sua ideia de um domingo perfeito?

Um domingo frio, com sol, num parque, tocando violão.

Que som acalma você?

Fico em dúvida entre Damien Rice e Yann Tiersen.

Que filme você sempre quer rever?

Difícil… Tem que escolher um? Ok, O Fabuloso Destino de Amélie Poulain.

Um gosto inusitado.

Comer aipim cozido com açúcar e canela! Todo mundo acha estranho, eu acho uma delícia!

Em que situação vale a pena mentir?

Poxa, não é legal mentir. Mas, se não vai prejudicar outras pessoas talvez valha a pena.

Em que situação você perde a elegância?

Maus tratos aos animais.

O que menos gosta em sua aparência?

Tem dias que meu cabelo é difícil de lidar.

Que presente você ganhou e nunca esqueceu?

Duas coisas que ganhei do meu pai: o violão que era do meu avô e um cachecol de lã dele.

O que você mais faz na internet?

Leio blogs, tuíto, posto nos blogs, vejo fotos no tumblr, ouço música… Tudo na internet me inspira.

Que projeto de vida está determinado a realizar na próxima década?

Viajar para o Exterior.

Qual foi a última vez que você chorou, e por quê?

Foi quando vi Apenas o Fim. Um filme brasileiro leve e lindo.

Qual foi a última vez que você fez alguém chorar?

Putz, nem sei… Geralmente eu transbordo alegria.

Qual a expressão que você mais usa?

Acho que é “cruzis”.

Com quem você mais se parece na sua família?

Sou uma mistura da mãe e do pai. E gênio da irmã (haha).

Quem é a pessoa mais detestável para você hoje?

Ai, não sei dizer.

Qual a primeira coisa que faria se um dia acordasse homem?

Faria xixi em pé!

Se você pudesse se mudar para qualquer lugar do mundo amanhã, que lugar seria?

Ah, iria para um chalé no interior da França, rodeada de cachorros e gatos.

* Texto publicado na Contracapa deste fim de semana.