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Posts com a tag "viver"

"minha vida mudou de cor"

08 de maio de 2011 0

A publicitária blumenauense Gica Trierweiler, 26 anos, é um exemplo clássico de quem não se esperava uma gravidez tão cedo. Ela também nem sonhava com a maternidade. Mas a vida não é feita de surpresas e mudanças? Ainda bem. Há três meses, Gica embala o sono e mantém-se sempre alerta para os cuidados com a pequena Luna, nascida do casamento com Fábio Yabu, 31, criador de desenhos animados (é dele o sucesso Princesas do Mar). Para esta edição especial da Viver!, a nova mamãe contou rapidamente, por MSN, um pouco dessa experiência.

Cristiano diz:
como descobriu que estava grávida?

Gica Trierweiler diz:
então, aqui vem a parte dramática. eu tinha engravidado antes, em dezembro de 2009. infelizmente, foi uma gravidez tubária que não foi além dos 20 dias. foi uma experiência bastante traumática, ainda mais porque nós queríamos tanto tanto tanto. quando engravidei de novo, senti as mesmas coisas: cólicas, sensibilidade a odores, tonturinhas, etc.

Cristiano diz:
essa mudança rola já nos primeiros dias?

Gica Trierweiler diz:
eu senti um monte de coisas desde o comecinho. mas teve alguém que sentiu antes: o catavento, nosso cachorro.

Cristiano diz:
como assim?

Gica Trierweiler diz:
te juro: uma semana antes de eu saber, o catavento tinha virado outro cachorro. ficou quietão, carente, não largava do meu pé e não deixava ninguém chegar perto de mim. assim foi até o fim da gravidez.

Cristiano diz:
e qual era a tua relação com ela ainda na barriga?

Gica Trierweiler diz:
é muito maluco pensar que tem um humaninho dentro de você. uma pessoa que um dia vai ter nome, emprego, cachorro, terapeuta e, tomara, um filho também. a gente ficava pensando nisso: na perfeição da natureza de juntar duas celulinhas e construir outro alguém. principalmente quando ela começou a mexer.

Cristiano diz:
o nascimento deve ser uma loucura, né?

Gica Trierweiler diz:
olha: o nascimento da luna foi uma quebra de expectativa pra mim. porque eu estava creeeeente de que seria parto normal. acontece que passei duas horas em trabalho de parto e deu tudo errado: luna desencaixou, a dilatação sumiu e as contrações cessaram. corrigindo: DOZE horas em trabalho de parto. duas horas não são nada, hahahaha. então fomos de cesárea, que eu acho meio excludente.

Cristiano diz:
pq?

Gica Trierweiler diz:
você fica lá, toda passiva e imóvel enquanto fazem o corte e tiram o bebê. e a mãe é a última a ver a criança. imagina o que é ter um bebê e não poder pegar no colo? a emoção foi um atropelo. sério. fiquei falando em looping: ela é linda, ela é linda, ela é linda.

Gica Trierweiler diz:
mas o negócio pegou mesmo quando ela chegou no quarto. aí sim: peguei luna no colo e olhei bem nos olhinhos dela. aí morri de amores.

Cristiano diz:
o fabio, pai da luna, é criador de desenhos animados, e vc, a mãe, é publicitária, ambos ligadíssimos em criatividade e ao universo infantil. que ambiente vcs decidiram proporcionar pra ela?

Gica Trierweiler diz:
usando as palavras do fábio: a gente vai criar uma amelie poulain. ahahahahahahaha

Cristiano diz:
muito bom… o que ela tá fazendo agora? hora do soninho?

Gica Trierweiler diz:
um milagre: está dormindo à tarde. ela quase nunca faz isso porque dorme a noite inteira.

Cristiano diz:
vamos fazer as três últimas? bem clichezentas?

Gica Trierweiler diz:
claro! vamos lá

Cristiano diz:
primeira: uma dúvida pessoal: o que você achava quando estranhos ficavam passando a mão na tua barriga?

Gica Trierweiler diz:
O-DI-A-VA. O que você acharia se você estivesse andando na rua e alguém viesse passar a mão em você? (alô, três você em meia frase). mas eu ficava irritadíssima. ainda mais quando era vendedora de loja.

Cristiano diz:
segunda: como escolheram o nome dela?

Gica Trierweiler diz:
acredite se puder: luna é luna desde o segundo mês. tiramos um dia para escolher o nome e decidimos que, se fosse menina, seria luna, caso contrário, se chamaria max. gostamos de nomes diferentes e curtinhos.

Cristiano diz:
terceira: que tal um depoimento de mãe?

Gica Trierweiler diz:
quando eu engravidei, todo mundo dizia que nossas vidas estavam prestes a mudar completamente, que filho era tudo de bom, que isso e aquilo. cristio: não é nada disso. a luna apagou o fábio e a gica que existiam antes e transformou a gente em pessoas melhores. ela tem 7kg, é banguela, nem fala ainda mas fez tudo ficar ainda mais bonito. minha vida mudou de cor :}

Cristiano diz:
ahhhh. preciso ir. tô esperando a foto. BEIJOOOOOOOO!!!

Gica Trierweiler diz:
beijo!

moda e música

11 de julho de 2010 1

Um panorama visual do rock através do figurino de seus integrantes. Esta foi a proposta do repórter Vinicius Batista ao reunir alguns representantes do gênero para uma reportagem sobre o tema.

As paredes do Ahoy! Tavern Club, em Blumenau, foram usadas como cenário das fotos de Rafaela Martins publicadas na Viver! deste fim de semana.

Aqui, algumas imagens extras:

Caroline Steinhorst, 19 anos.

Andryo Dias, 26 anos.

Siddharta Gabriela Oliveira, 21 anos.

Nitay Gustavo de Souza, 21 anos.

desenho

13 de março de 2010 1

Ficou belíssima a capa da Viver! deste fim de semana sobre lomografia.

Diagramação de Aline Fialho.

Foto: Reprodução

câmera

12 de março de 2010 1

Foto: Vinicius Batista/Divulgação

Você sabe o que é lomografia? Apaixonado pelo assunto, Vinicius Batista desvenda na edição deste fim de semana da Viver! todas as características (de equipamentos a olhares) deste movimento fotógrafico surgido nos anos 90.

O repórter do Lazer reuniu algumas imagens (belíssimas) apoiado em depoimentos de alguns catarinenses adeptos. Todos em busca de uma espécie de poesia visual.

E a propósito, a foto que ilustra este post foi feita pelo próprio Vinicius. A reportagem rola amanhã no Santa.

A única loja oficial da Sociedade Lomográfica Internacional no Brasil fica no Rio de Janeiro. Conheça clicando aqui.

luxo!

20 de fevereiro de 2010 8

Reprodução
Neste sábado rola no Rock Bühne Key Club, o famoso “bar da chave” na Rua das Palmeiras, uma festa em comemoração aos 30 anos da chegada de Erich Thun a Blumenau.
Já que o dia é de festa, encontrei no arquivo do Santa um perfil do “alemão” escrito por Susan Liesenberg para a Viver! (de 24 e 25 de novembro de 2007).
Ninguém melhor para sabatinar uma das mais interessantes (e controversas) figuras da noite blumenauense.
O texto é uma delícia.

Erich on the rocks

Estrelas do rock são exageradas. Conquistam o paraíso – um lugar onde, para elas, geralmente há muito sexo, música e festa – pecando pelo excesso sem carregar o peso da culpa. Erich Thun nunca compôs uma música, escreveu uma letra ou tocou um instrumento. Mas é um rockstar. Tudo nele é muito. Tudo nele é intenso. Tudo nele é excessivo. Dono do Rock Bühne Key Club, na Rua das Palmeiras, ele reuniu gente como Mick Jagger, John Lennon e Jimi Hendrix no mesmo lugar. Sem crise de identidade ou risco de processo autoral, Erich fez de si um personagem original plagiando os ídolos.
– Eu sou um pouco de tudo o que me cerca – simplifica, entre pôsteres, luzes, quadros, cores, fotos, gritos e discos.
Mãe. Mãe faz toda a diferença. Se a ausência dela é capaz de gerar crises, a presença gera Erich. Margarethe, hoje com 82 anos, deu ao filho o primeiro empurrão para o estrelato. Um sax ou um rolo de fita para gravar músicas como presente de aniversário? Com os hormônios em transe no auge dos anos 60, o espírito leonino rugiu. Naquele 3 de agosto, optou pelo gravador e começou a tocar a trilha sonora de uma história dançante. Aos 14 anos, passaria a noite embalado por Roy Orbinson, e o resto da vida, pelo rock’n’roll.
– A única coisa que diferencia quem curte o ritmo é a idade. Jovens, velhos, todos ouvem rock. O que os une é que ele coloca qualquer um pra dançar, ele inclui. Música tem que ter catarse, tem que liberar o espírito, e isso, só ele faz – atesta.

Metralhadora

Discos eram caros, raros. A grana, mais ainda. Erich ganhou no emprego como tipógrafo o dinheiro para comprar os primeiros vinis. Tudo ia bem, não tivesse de trocar anos depois os LPs por um instrumento que sempre dá a mesma nota. No exército, de metralhadora na mão, stop com Rolling Stones!
Da Braunschweig natal para os campos de treinamento. Por um longo período, o único som eletrizante ouvido na caserna era o uivo dos mísseis. Mas Erich queria mesmo era bombar em outro lugar. Concluiu o serviço militar e marchou até as fervidas pistas de Berlim. Tirou a farda, vestiu-se de anos 70 e virou DJ.
– A música transforma as pessoas. Eu gosto de sentir a vibração na pista e vê-las incorporarem seus ídolos, mesmo que seja por minutos, mesmo que seja pelos instantes que duram uma música – amplifica o disc-jóquei dos ilustres anônimos perdidos na noite.
A cabeleira blond-power brilhou absoluta pela Europa. Na Dinamarca, tocou na inauguração da boate Key Club, que estava para os europeus assim como a Studio 54 foi para os nova-iorquinos, um desbunde exclusivo onde só entrava quem era convidado – ou tivesse a chave, no caso da boate escandinava –, esquema adotado no Key Club que ele abriria aqui nos trópicos, anos depois.
Foi num cenário tropical, aliás, que Erich decidiu vir ao Brasil. De férias em Ibiza, encantou-se pelo balançar das palmeiras das praias espanholas. Mas faltava swing naquele balanço. E a caminho de um outro mar, em 1977, ele desembarcou no Rio de Janeiro. Apaixonou-se perdidamente. Mas foram as palmeiras da Alameda Duque de Caxias, em Blumenau, estas sim, que preencheram seu coração há 27 anos.
Em 1980, de volta ao Brasil, ele ouviu falar de Blumenau. A bordo do navio, o funcionário de uma vinícola gaúcha lhe garantiu que o paraíso era aqui, promessa que mudou do vinho para a água. Nos primeiros anos, Erich e seus discos conheceram a enchente. Mas a lama, como a poeira, sempre baixa. E ele lavou a alma da desgraça ao se tornar a figura mais pop da noite blumenauense.
A melhor festa da cidade atendia por Cabaret, casa de shows-cover de Liza Minelli e dos personagens do filme Victor & Victoria, no térreo do Hotel Bavária. Filas de dobrar a esquina, algumas mesas, muita gente e Erich no som. Foram dois anos de ferveção apenas, mas histórias que até hoje arrepiam os pêlos dos mais nostálgicos.
Anos memoráveis, como foram os de 1982 a 1992, na Joy, nome do seu point definitivo na Rua das Palmeiras – mais tarde rebatizado de Rock Bühne Key Club, o Clube da Chave do Palco do Rock – de onde nunca mais saiu. Nem alguns personagens, que, na memória dele, vão ficar lá para sempre:
– Lembro das pessoas pelas músicas que curtem. Elas traduzem nossos sentimentos, revelam nossa alma, mostram quem somos. Eu conheço cada um que entra aqui pelo ritmo dos passos, pelo balanço do corpo. E não me engano nunca. São mais de 40 anos de night, meu bem.
É assim, pelo tempo de diversão, que ele conta a idade.

Mulheres e discos

Erich só desacelera a batida quando fala da vida pessoal. Casou-se uma vez, noivou outras seis, tem três filhas – residentes na Europa –, um irmão e mantém um sítio no Garcia/Jordão onde cria seus cães, paixão que vem depois de mulheres e música, nesta ordem. Sobre o sexo feminino, um dado importante: Erich afirma que conquistou mais mulheres do que teve discos. Perdeu a conta dos discos.
Como qualquer estrela do rock, ele cultiva o ego mais do que a modéstia. É com sonoros “eu sei” que responde a elogios, a maioria feitos dele para si mesmo. Sim, excessivo, intenso, muito muito, muito tudo. Da mesma forma como ele venera o público para quem toca, como ele grita para quem se permite pecar pelo excesso sem carregar o peso da culpa, nem que seja pelos instantes que duram apenas uma música, Erich é único, é original. Erich é um luxo!

Postado por Cristiano

um professor

20 de fevereiro de 2010 1

Charles Steuck/Divulgação
Pépe Sedrez comemora no próximo dia 28 a chegada aos 40 anos. As quatro décadas da vida de Romualdo Luciano, seu nome na certidão de nascimento, estão marcadas pelo teatro. Mas nem sempre foi assim. Antes de se dedicar às artes cênicas, o blumenauense selecionava candidatos em uma grande empresa da região. Saiu do RH direto para a coxia. Hoje, tantos anos depois, acumula experiências à frente da Cia Carona de Teatro (o grupo blumenauense mais premiado no país) e da escola da própria companhia instalada no Carlos Gomes. Além das aulas, dirige atualmente Rafael Koehler no monólogo Figo, com estreia dia 24, e se prepara para montar com a Carona um espetáculo na rua baseado nas comédias gregas de Aristóteles. E a vida não para.

Qual a sua lembrança de infância mais remota?
O pomar de tangerinas da casa onde nasci, em Blumenau.

Maior ídolo na adolescência?
Os Titãs.

Onde você passou as suas férias inesquecíveis?
Em Meia-Praia, Itapema.

Qual a sua ideia de um domingo perfeito?
Ensolarado, num riacho ou cachoeira, com meus familiares e amigos.

O que você faz para espantar a tristeza?
Não espanto. Deixo ela vir e, invariavelmente, choro. Depois, raciocino.

Que som acalma você?
Canto de pássaros e água corrente.

Qual a palavra mais bonita da língua portuguesa?
Saudade.

Que livro você mais cita?
Em Busca de um Teatro Pobre, de Jerzy Grotowski.

Que filme você sempre quer rever?
Casablanca.

Que música não sai da sua cabeça?
Sampa, de Caetano Veloso.

Um gosto inusitado.
Observar cada rosto numa multidão.

Um hábito de que não abre mão.
Leitura.

Um hábito de que quer se livrar.
Atraso.

Um elogio inesquecível.
Minha mãe disse recentemente que sou um homem bom.

Em que situação vale a pena mentir?
Para não magoar alguém.

Em que situação você perde a elegância?
Diante de injustiça.

Em que outra profissão consegue se imaginar?
Professor.

* Texto publicado na Contracapa deste fim de semana.

Postado por Cristiano