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Primeira noite do No Ar Coquetel Molotov

25 de setembro de 2010 1

A primeira noite do Festival No Ar Coquetel Molotov começou e terminou com o calor musical Pernambucano. O violino, as letras e o jeito malandro e safado de Zé Cafofinho e Suas Correntes abriram as portas do teatro da UFPE e fizeram o público dançar. A voz grave e a performance quase teatral de Zé Cafofinho dão ainda mais vida às canções de seus discos.

Depois do calor típico de Recife, apareceu a figura bizarra de Soko, que parecia um fantasma cáuboi. "Olá, I don't kill people", foi a primeira frase, após o pedido do público pela canção I'll Kill Her, que não entrou no repertório. Sua música é extremamente intimista e pessoal. No palco, ela parece uma versão feminina diminuta e menos temperamental de Daniel Johnston, transitando entre a extrema simpatia e um breve início de irritação. O repertório escolhido não privilegiou suas canções "mais conhecidas", mas quem estava perto do palco conseguiu entrar no clima bem-humorado das canções, com participações do próprio público, cantando e batendo palmas, e de outros músicos, como as meninas do Taxi Taxi!. Talvez o teatro seja algo muito grande para as canções de Soko. Não que ela faça uma música que não mereça talvez uma atenção desse tamanho, mas acho que funcionaria melhor em um lugar menor.

A última canção de Soko, I Will Never Love You More, criou o silêncio necessário para o peso da apresentação seguinte. Miike Snow fizeram um show curto e grosso. Talvez tenha demorado mais para montar toda a aparelhagem da banda do que para o próprio show. Porém, com certeza as pessoas nas primeiras fileiras do teatro esgotaram as energias nas poucas canções dos suecos.

No final, com o teatro lotado, Otto voltava a Recife após um longo período. Com mãos para o alto, refrões cantados em coro e o cantor declarando seu amor pela cidade e por Pernambuco em cada pausa de canção, o show mostrou o que poucas cidades têm, que é a ligação com os artistas de sua terra. Mais do que uma apresentação, o show de Otto, que terminou com canções de ciranda, foi um ritual apaixonado entre músico
e público.

Comentários (1)

  • Gaspar Andrade diz: 26 de setembro de 2010

    Vinícios, parabens!!! Comentários pertinentes/inteligentes/legais!!! Fotos lindas, para a grande/aberta/noite/da musica/Molotov. Abraços, Gaspar.

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