Um problema a menos para o técnico Bagé. Nesta segunda-feira, o Inter-SM teve a confirmação de que o volante Willian Feijó e o meia Deives Thiago não serão julgados pelo Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) da Federação Gaúcha de Futebol (FGF), por conta da briga no intervalo do jogo contra o Novo Hamburgo, em 7 de março. Isso graças a uma manobra do departamento jurídico do Inter-SM. O clube se valeu de um recurso chamado transação penal e garantiu que, em vez do risco de uma pena de quatro a 12 jogos de suspensão, conforme prevê o Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) para casos de agressão física, os atletas pagassem cestas básicas como punição (quatro cestas básicas de cada um). Os R$ 880, referentes a oito cestas básicas, foram depositados na manhã desta segunda-feira. À tarde, a conversão da pena foi homologada na sessão do TJD.
- A nova legislação desportiva prevê que essa transação possa ser feita antes do julgamento. Nós alegamos que foi um incidente envolvendo dois jogadores do mesmo time, que estavam exaltados naquele momento, e que não afetou em nada a equipe adversária. E a procuradoria acatou o nosso pedido - explicou o vice-presidente jurídico do Inter-SM, Arno Winter.
Segundo o presidente do Inter-SM, Marineu Ziani, todas as despesas que o clube teve neste caso, incluindo o valor das cestas básicas e o pagamento do advogado Alexandre Borba, que cuidou do processo em Porto Alegre, serão descontadas dos salários dos dois jogadores. Salários, aliás, que já serão reduzidos em 30%, que foi a punição aplicada pelo Inter-SM aos atletas como medida disciplinar. Como o clube ainda deve ao grupo colorado cerca de 60% do valor do salário referente a fevereiro (deve quitar essa parte na semana que vem), resta saber quem deve mais a quem. Se o clube está devendo a Willian Feijó e a Deives Thiago ou vice-versa.
Postado por Thaise Moreira


