Indignado com o burburinho que rondou o Estádio Presidente Vargas nos últimos dias, o presidente do Conselho Deliberativo do Inter-SM, Régis Cassol (filho do patrono Mário Cassol), deu a sua opinião sobre o fato de alguns conselheiros estarem colocando em dúvida a validade da eleição do presidente Marineu Ziani. A história toda teve início porque o novo estatuto colorado (que foi alterado para que a eleição fosse antecipada para agosto e o mandato passasse de um ano para dois anos) não pôde ser registrado em cartório em um primeiro momento porque algumas adequações precisavam ser feitas no documento. Essas adequações, conforme o vice-presidente do departamento jurídico do clube, Valtezer Michels, foram exigidas para que o estatuto esteja de acordo com o novo Código Civil. Pelas alterações, algumas competências que antes eram do Conselho Deliberativo passaram a ser da diretoria executiva e vice-versa. Pois uma assembleia foi convocada pelo clube (com publicação de edital, conforme tem de ser), e as tais adequações foram feitas. O estatuto, inclusive, foi encaminhado novamente ao cartório nesta quarta-feira.
Pois alguns conselheiros (seriam três ou quatro, mas ninguém assume a autoria da contestação) questionaram a legalidade da eleição que apontou Marineu Ziani como presidente. O blog ouviu o presidente do Conselho, Régis Cassol, o vice-presidente do Conselho, Luiz Carlos Druzian, e o vice do departamento jurídico, Valtezer Michels. E todos foram na mesma linha, afirmando que não há risco de a eleição ser anulada.
- Está tudo certinho, tudo foi providenciado. E o que foi aprovado em assembleia é o que vale. O registro é uma formalidade. E mesmo que houvesse algum risco para a eleição, o que adiantaria ela ser anulada? O único candidato, de novo, seria o Marineu - disse Druzian.
- O que vale é a ata da assembleia assinada pelo presidente do Conselho - completou Valtezer.
Mas Régis Cassol foi mais áspero. Ele fez um desabafo sobre a situação, no que classifica como sendo algo que partiu de uma "tropa de fofoqueiros".
- Tem gente que só quer encher o saco. Essas pessoas, que são três ou quatro, tiveram a oportunidade de colocar uma chapa para concorrer na eleição, mas não fizeram isso. É uma tropa de fofoqueiros. Foi feita uma reunião para adequar o estatuto, na qual nenhum deles apareceu - disse Régis Cassol.
E o filho do patrono Mário Cassol foi mais longe ainda. Disse que não quer mais continuar à frente do Conselho Deliberativo porque não aguenta mais esse tipo de situação. Na eleição que renovará um terço dos conselheiros, no dia 14 de outubro, Régis garante que vai entregar o cargo.
- Vou sair porque não admito isso, fofoca. O Internacional precisa de gente grande, não de gente pequena. Isso é coisa de gente pequena, que não está preocupada com o Internacional, mas que só está preocupada com vaidades. Quem é colorado deveria estar preocupado em conseguir patrocinadores para formar o time - desabafou Régis Cassol.
Enfim, minha opinião vai ao encontro do que disse Régis Cassol. O Inter-SM precisa de ação, de pessoas que ajudem e que trabalhem pelo clube, de união, e não de gente disposta a desestabilizar o clube nos bastidores. Mas gostaria de ouvir a opinião dos internautas, pois essa é mais uma polêmica que paira sobre o Inter-SM.