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O Tio precisa de apoio

27 de outubro de 2010 3


Luís Fernando (o segundo, à direita) foi apresentado oficialmente nesta quarta-feira nos Eucaliptos

Quando Luís Fernando ficou encarregado de comandar o time do Riograndense nas últimas partidas da Série B do Gauchão, eu fiz um post em um tom um tanto quanto cético intitulado "Com ou sem respaldo?" (http://wp.clicrbs.com.br/daarquibancada/2010/05/24/com-ou-sem-respaldo/). A questão principal era saber que proposta a diretoria do Periquito tinha para o Tio. Bom, passados cinco meses e duas vitórias surpreendentes sobre Cruzeiro-PA (1 a 0) e Brasil-Fa (2 a 0), Luís Fernando está de volta à casamata do Periquito. Agora, de maneira efetiva. Mas a dúvida persiste: que projeto o Riograndense tem para o bem-sucedido lateral-esquerdo, que passa a investir na carreira de técnico? Ou melhor: o que o pessoal do Periquito estava pensando exatamente quando optou por ele em detrimento de outros profissionais, como Bebeto Rosa e Gelson Conte, só para ficar em dois exemplos que também foram cogitados?

Para começo de conversa, Luís Fernando foi contratado sem que se tivesse nem ideia de quem seriam os outros integrantes da comissão técnica. Quem revelou isso foi o diretor de futebol Evandro Zamberlan (que, embora não admita, deve seguir no comando do departamento). Perguntado sobre como estavam as negociações para auxiliar técnico, preparador físico e treinador de goleiros, o dirigente respondeu que não existem tratativas, pelo simples fato de que ninguém ainda foi cogitado para essas funções. Por enquanto, Luís Fernando está sozinho.

Mais uma coisa: é sabido que o departamento de futebol do Riograndense está sendo reestruturado. Luciano Bolli saiu, José Luiz Quinhones disse que vai sair, e tem gente nova entrando (Antônio Palharini, o Peninha, Sérgio Silva e Antônio Carlos Silva Filho). Pois é... Isso tem de ser resolvido logo, porque o técnico precisa de um respaldo e, se possível, até de um apoio dos diretores de futebol para poder desenvolver o seu trabalho dentro de campo com os atletas com tranquilidade. Se o departamento de futebol não está organizado, aí, tudo fica mais complicado.

A contratação de Luís Fernando como técnico veio seguida de um comentário (quase um boato) do tipo "dá para apostar nele, porque a Série B do Gauchão é longa e, se der errado, dá tempo de trocar". Bom, espero que não seja essa intenção nem o pensamento da diretoria do Riograndense. Para dar certo, o Tio precisa de o mínimo de suporte dos seus dirigentes. Como qualquer técnico, experiente ou novato.

Comentários (3)

  • Periquito diz: 28 de outubro de 2010

    Se o ultimo parágrafo do teu post for verdadeiro é lamentável, ou seja estão colocando o TIO só para experimentar na primeira fase já pensando na possibilidade de fracasso para então sim trazer outro treinador com mais nome.Acho isso falta de planejamento e falta de convicção.

  • gandense até morrer diz: 28 de outubro de 2010

    a diretoria do riograndense já aprendeu a lição na última segundona.
    vestiário fraco é sinônimo de grupo rachado. não importa se o elenco é bom ou não.
    o luís fernando tem competência e uma grande experiência como jogador.
    só que ele não pode trabalhar sozinho!

  • Juca diz: 28 de outubro de 2010

    O mais engraçado é que os "pseudodiretores" se afastam quando o nome que eles querem não é priorizado. É só contrariar que já não serve mais .. Aí fica fácil mesmo, parece birra de criança, "Se não for como eu quero, não brinco mais". RIDÍCULO. Nesse momento que eles teríam que se aproximar mais, dar todo o apoio ao Luis Fernando e toda a equipe. Essas viúvas do Bebeto tem de parar com isso e ser realmente torcedores. E não apenas diretores oportunistas.

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