O futuro do Riograndense começa a ser definido na segunda-feira, quando o clube baterá o martelo sobre participar ou não da Copa Laci Ughini, a Copinha, que começa em agosto. A decisão será tomada em uma reunião a portas fechadas entre os dirigentes do clube. E tudo passará pelas finanças. Se houver um planejamento que dê sustentação para a disputa, o Riograndense confirmará a participação.
A maioria dos dirigentes e dos torcedores tem se mostrado favorável à disputa. E eu também, pois acredito que já está mais do que na hora de o futebol de Santa Maria mudar a sua dinâmica. A prática não pode ser sazonal, de poucos meses.
Time forte só se faz com continuidade, com base. O que também acaba sendo bom para a saúde financeira do clube, pois seria evitado o que vem ocorrendo nos últimos tempos: contratar pilhas de jogadores, com o elenco partindo do zero, pouco tempo antes de cada competição e errar mais do que acertar nessas contratações.
Para disputar a Copinha, a ideia é que o respaldo financeiro do Riograndense venha, basicamente, de duas fontes: de patrocínios captados junto ao empresariado local e/ou dos próprios dirigentes, que se comprometeriam em injetar no clube um valor mensal.
Mas há uma questão importantíssima que precisa ser respondida: que tipo de investimento o Riograndense pretende fazer na Copinha? Gastar pouco e contratar apenas jogadores de baixa qualidade ou muito inexperientes, somente com a intenção de manter o clube em atividade, ou investir um pouco mais para, realmente, formar uma base para a Série B do Gauchão de 2012?
De nada adianta montar time agora e aproveitar pouco ou quase nada no ano que vem. São questões que a diretoria do Riograndense precisa responder antes de decidir pela participação. E, aí, claro, ver se há dinheiro para isso. A segunda opção tem lógica. A primeira parece mais um desperdício de dinheiro e de energia.
