O Inter-SM teve duas baixas de jovens jogadores identificados com a cidade. O meia Léo, 23 anos, e o goleiro Alisson, 22, deixaram o Estádio Presidente Vargas e acertaram com outros clubes. Enquanto tenta manter alguns nomes para a Copa Hélio Dourado, a Copinha, a diretoria ainda tem de solucionar os salários em atraso. Na sexta-feira à tarde, um grupo de atletas e funcionários aguardava por explicações na secretaria do clube.
Conforme o presidente do clube, Mauro da Silva, Léo recebeu uma proposta para jogar no Cruzeiro, de Porto Alegre, e acertou a saída do clube santa-mariense na sexta-feira. Alisson havia fechado acordo para jogar no Caxias, de Joinville (SC), durante a semana.
_ O Léo teve um excelente desempenho na Divisão de Acesso e recebeu propostas de fora. Conversamos, ele me disse que lá teria melhor visibilidade e chances de crescer. Então, achei por bem liberá-lo. Com o Alisson foi a mesma coisa. Ele disputará a segunda divisão do Campeonato Catarinense pelo Caxias _ explica o presidente, destacando que os dois rescindiram os contratos, que iriam até o final do ano.
Conforme Mauro, existem negociações em andamento e o clube deve contar com jogadores bancados por empresários para disputar a Copa Hélio Dourado, a Copinha, a partir de 5 de agosto. Para participar da Copinha, o presidente Mauro da Silva afirma que o projeto do elenco deve ser finalizado nos próximos dias. A busca por patrocinadores continua. Ele adianta que jovens atletas das categorias de base, como o meia-atacante Diego Cardoso, que estava no elenco da Divisão de Acesso, e o lateral-esquerdo Foguinho, estão cotados para integrar o elenco principal.
Outros que disputaram a Divisão de Acesso têm contrato até o final do ano e estão confirmados para a Copinha, conforme o presidente alvirrubro: os volantes Rafael Marques e Rossi e o atacante Leandro Fernandes.
Em relação aos salários em atraso, a secretaria do Estádio Presidente Vargas recebeu alguns atletas e funcionários do Inter-SM na tarde de sexta-feira. Eles aguardavam por um possível pagamento de parte dos salários atrasados. Um dos mais incomodados era o zagueiro Darzoni, que chegou a ameaçar acampar no clube até que recebesse boa parte do dinheiro.
No entanto, ele conversou por telefone com o presidente Mauro da Silva e mudou de ideia. Assim como seus colegas, Darzoni espera por uma resposta positiva sobre o assunto nos próximos dias.
_ Meu caso é de três meses de atraso. Tenho contrato de um ano com o clube, tenho de fazer cirurgia porque joguei mesmo com o tornozelo machucado e os caras não têm consideração com ninguém _desabafou Darzoni.

