Por Rogério Giaretta Jr.
Toda a vez que alguém tenta praticar atividades esportivas, encontra desafios. Bom se eles fossem apenas de capacidade física. No entanto, sobra energia e o que falta é espaço para praticar esportes. Essa semana, por exemplo, o Universitário Rugby, representante de Santa Maria na Copa RS, foi convidado a se retirar do Parque Itaimbé, onde treinava, pela guarda municipal. O caso ganhou repercussão e foi parar até nas redes sociais. Tudo porque alguns moradores das imediações do parque se sentiram incomodados pelos gritos dos atletas. Num horário inapropriado, é verdade, entre 22h30min e meia-noite.
Não vou julgar quem tem razão no caso. Acredito que ambos têm seus motivos. Os atletas, que precisam treinar, e os moradores, que trabalham e querem descansar com suas famílias à noite, sendo, inclusive, amparados pelo código de posturas do município. Ele restringe atividades que emitam ruído após as 22h.
Ainda bem que nesse caso, gestores da prefeitura e a equipe de rúgbi vão entrar num acordo para o time treinar, a partir da próxima terça-feira, no Centro Desportivo Municipal (CDM). Mas, será preciso sempre um conflito de interesses para alguém fazer alguma coisa? O que deveria ser o maior motivo de discussão é que faltam espaços públicos para praticar esporte em Santa Maria. Não há mais onde e a quem procurar para exercer um direito comum de cidadão. Só há lugar em espaços privados.
Aproveito o tema para registrar outro fato. Por mais de uma vez, uma pessoa, que nos procurou essa semana, disse ter sido convidada a colaborar para a manutenção das lâmpadas de um dos ginásios do CDM, onde ela joga futsal. A cobrança, segundo ela, é feita por alguém que usa o nome da Secretaria de Esporte. De acordo com o secretário, Luiz Fernando Nunes, ninguém está autorizado a exercer qualquer cobrança. Só quem danifica o patrimônio durante a atividade esportiva deve ressarcir o estrago. É preciso ficar bem atento para evitar surpresas. Vamos seguir acompanhando o caso.
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Após os Jogos Olímpicos de Londres, alguns atletas desembarcaram na capital gaúcha para rever amigos, visitar familiares e receber homenagens. Uma delas chamou muito a atenção na quinta-feira. A jogadora de vôlei Fernanda Garay (a partir das esq. na foto), os judocas Maria Portela (nascida em Júlio de Castilhos e radicada em Santa Maria), Mayra Aguiar e Felipe Kitadai foram recebidos pelo governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, no Palácio Piratini. Com certeza, durante a solenidade, todos ficaram bem entusiasmados que nem tiveram tempo de pensar no futuro e muito menos no passado. Porém, convido o leitor a refletir junto o que pensei quando vi a foto: quantas vezes autoridades políticas, como o governador, estiveram em quadras, piscinas ou tatames, para ver os treinos desses atletas antes da Olimpíada? Quantas vezes pessoas que poderiam ajudar no desenvolvimento do esporte, como o governador, buscaram contato com esses atletas, antes da Olimpíada, para saber o que eles precisavam para representarem bem nosso país lá fora? Fico em dúvida se um encontro desses serve mesmo para motivar nossos heróis olímpicos ou apenas para propaganda de quem quer aproveitar simplesmente um momento ao lado de vencedores.