Quando a bola rolar, a partir das 15h deste domingo, no Estádio dos Eucaliptos, o Riograndense estará sob o dilema: tudo, ou nada. É preciso uma vitória simples, por um gol (1 a 0 ou 2 a 1) para seguir adiante, alcançar tudo o que planejou até agora (ou quase, porque ainda faltará o título). Mas continuar o caminho à decisão exigirá que a equipe esmeraldina seja ela mesma, um time capaz de vencer sete partidas consecutivas, algo histórico.
Ao torcedor do Periquito, será importante ter paciência e não querer que as coisas sejam resolvidas em poucos minutos. Haverá o jogo inteiro para buscar o resultado. Por duas vezes, em Pelotas, o time esmeraldino esteve à frente, ponto importante do confronto de 180 minutos.
Pode acontecer de o time não alcançar nada? Pode. Será preciso pressionar o Brasil-Pe, um adversário forte, pela tradição, pelo investimento, e que tem na continuidade do trabalho de Rogério Zimmermann um diferencial. Mas até o time Xavante tem os seus limites.
Badico precisa de ajuda
O período que encerrou o 1º Turno e está antecedendo o 2º Turno vem tirando o sono do técnico Badico. Preocupado em fazer uma campanha, no mínimo, igual à que deixou a equipe fora da fase decisiva da primeira etapa da Divisão de Acesso por apenas dois pontos, o treinador alvirrubro vai reduzir o elenco, mas espera a contrapartida de, ao menos, duas contratações.
O foco do ex-centroavante é esse. Entretanto, Badico também vem sendo uma figura importante para resolver problemas que aparecem fora das quatro linhas. Neste momento, enquanto prepara o time para o 2º Turno, ele ressalta que somente a ajuda de Heriberto Marqueto, Vilmar Tambara e Mauro da Silva, todos ex-dirigentes do clube, o Inter-SM vai encontrar mais dificuldades do que soluções. Badico precisa de mais ajuda, e quer isso logo, antes que a vaga para a primeira divisão escape.
Futebol e literatura
Mais uma edição da Feira do Livro de Santa Maria termina neste domingo. Mas ainda dá tempo de você, que curte literatura e esporte, dar um passeio na Praça Saldanha Marinho e conferir dezenas de importantes títulos sobre o assunto. Se tiver oportunidade, não deixe de levar para casa o livro A Primeira Vez do Brasil — Campeão Mundial em 1958. Nele, Francisco Michielin desvenda aspectos da Copa de 58, na Suécia, a que viu a estreia de Pelé e a primeira conquista do Brasil. Muito bem composto do ponto de vista literário, tem muitas fotos, conteúdo, forma e estilo capazes de empolgar quem adora futebol.











