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Posts na categoria "Copa FGF"

Veja na coluna Da Arquibancada: Badico chora após vitória do Inter-SM, Riograndense foi ousado em Erechim, morre jogador do Campeonato Amador de Santa Maria

14 de abril de 2013 3

Veja na coluna Da Arquibancada: Inter-SM e Riograndense no mesmo estádio, Usain Bol corre e dança no Rio

31 de março de 2013 4

Veja na coluna da Arquibancada: a vida vai voltando ao normal, CBF arrecada com taxas dos clubes

01 de fevereiro de 2013 0

Você lembra do Bexiga?

28 de dezembro de 2012 5

O nosso personagem vai completar 89 anos neste domingo (30/12/2012). Técnico do Inter-SM em seis oportunidades, Delmar Lemos Martins, o Bexiga, já vestiu a camisa do Grêmio, quando atuou na Baixada (primeiro estádio tricolor) ao lado de Calvete, jogou no Pelotas, e em outros clubes gaúchos, antes de ser treinador.

Quando passou a ser técnico, comandou o Riograndense, em 1968, e treinou o ainda garoto Tadeu Menezes. Bexiga atingiu o auge em 1979, quando garantiu ao Inter-SM o título da Copa Governador do Estado, após outras cinco passagens pelo clube, e formou o embrião da equipe que seria campeã do interior, dois anos mais tarde.

Por telefone, com algumas limitações impostas pela avançada idade, Bexiga demonstrou uma brilhante memória. No ano que vem, durante a Feira do Livro de Bagé, será lançado um livro sobre sua história no futebol. E foi da região da Campanha que ele contou ao Diário:

Diário de Santa Maria — Por quanto tempo o senhor morou em Santa Maria?

Bexiga — Foram 16 anos. Fiz muitos amigos e, com certeza, foi um dos melhores anos da minha vida. Os jogadores tinham uma amizade muito grande entres eles e comigo, eram obedientes ao comando do treinador. Lembro-me do Donga e do Plein, dois bons atletas de uns dos períodos em que treinei o Inter-SM.

Diário — Por que lhe foi dado o apelido de Bexiga?

Bexiga — Isso vem de quando era criança. Naquela época, na década de 30, não havia muitos produtos para acabar com certas pestes. Quando pegávamos piolho, a avó rapava nossa cabeça e colocava uma graxa na careca. Lisa, ela brilhava tanto que as pessoas diziam que parecia uma "cabeça de bexiga". Daí, o apelido ficou (risos).

Diário — O que o senhor lembra da Copa Governador do Estado de 1979, vencida pelo Inter-SM?

Bexiga — Algumas coisas, mas não  me lembro do jogo da decisão. Recordo de uma partida na cidade de Ijuí. Lá, ganhamos do São Luiz, com os gols do Donga e do Plein (a partida foi 3 a 1). Tomara que em 2013 o Inter-SM monte um time parecido com aquele e volte à Primeira Divisão. Sou um apaixonado por esse clube.

E você, torcedor, lembra do Bexiga? Comente aqui no blog!

Não pode haver vacilo

19 de outubro de 2012 4

Neste sábado, o Riograndense começa uma decisão de 180 minutos contra o Inter B. Como é do regulamento gol marcado fora de casa valer por dois nos critérios de desempate, o melhor negócio do mundo para o Periquito é não tomar gol em casa. Isso é uma lei a ser seguida sempre nesse tipo de competição. Portanto, um empate em 0 a 0 não é mal negócio.

Mas dá para acreditar em uma vitória do time esmeraldino. Motivo de preocupação durante a semana, Tiago Duarte se transformou no jogador que pode fazer a diferença contra a equipe colorada. Não se sabe como o atacante vai se comportar nos primeiros minutos, afinal, ele volta de uma tendinite e o ritmo de jogo pode ser uma carência para esse jogador.

É preciso ter  muito cuidado com o Inter B. Quatro titulares que jogam neste sábado já atuaram na equipe principal e vão dar muito trabalho ao Riograndense: Agenor, Maurides, João Paulo e Zé Mario. Não é nenhum exagero também se a direção colorada descartasse Fernandão e colocasse Loss para comandar o time no Brasileirão.

Por isso tudo, dá para prever o quanto vai ser difícil ao time de Cirio Quadros conseguir um bom resultado nessa primeira partida. Não dá para esquecer, ainda, que, no banco de reservas, os dois treinadores sabem como um pode vencer ao outro. Cirio e Loss se conhecem.

Espera-se um bom jogo no Estádio dos Eucaliptos, e um bom público também. Vitória do Periquito, por qualquer placar, sem que o time sofra gol, deixa a situação em aberto mas bem mais favorável ao Riograndense para o jogo de volta, na próxima terça-feira, em Porto Alegre.


Disputa eleitoral vai esquentar no Inter-SM

A eleição para escolher um novo presidente ao Inter-SM se aproxima. Por enquanto, ninguém assumiu, publicamente, que é candidato. Uma rápida conversa com alguns nomes que fazem parte do conselho do clube revela, porém, que haverá um candidato, ao menos, na disputa do dia 29 de outubro, a próxima sexta-feira.

A ideia de que ninguém estaria a fim de assumir o cargo de mandatário alvirrubro parece estar ultrapassada. Ainda bem, pois é num momento de dificuldades que as lideranças precisam se unir, deixando vaidades ou disputas individuais de lado, para erguer uma instituição. Duas pessoas apontaram nomes que podem ser antagônicos candidatos. Como não foi possível confirmá-los, a coluna não vai publicar os prováveis concorrentes do pleito.

Todos os homens ligados ao clube que foram contatados na tarde de sexta-feira afirmam, insistentemente, terem compromissos particulares que lhes impedem de assumir a presidência. Só uma pessoa foi otimista a ponto de confiar em mais de uma chapa inscrita para a eleição alvirrubra.

A Divisão de Acesso pode mudar em 2013

14 de outubro de 2012 0

Ainda faltam cinco meses, pelo menos, para ela começar. Entretanto, como o congresso técnico da Federação Gaúcha de Futebol (FGF) deve acontecer na primeira semana do mês que vem, já para definir a fórmula de disputa dos campeonatos estaduais em 2013, é muito provável que, nas próximas semanas, os times tenham de tomar uma decisão. Pois, a exemplo do Gauchão, a Divisão de Acesso do ano que vem, provavelmente, terá dois turnos, diminuindo a quantidade de jogos.

A ideia é deixar a Divisão de Acesso igual à primeira divisão. Na fórmula proposta e que vai ser avaliada em novembro, os 16 clubes participantes serão divididos em dois grupos de oito equipes. No primeiro turno, esses times jogariam contra os representantes da outra chave. Os quatro primeiros colocados de cada grupo avançam e disputam o mata-mata até decidir o campeão.

No segundo turno, os jogos entre as equipes são dentro da própria chave, mantendo a classificação dos quatro primeiros times e o mata-mata até o título. Os dois campeões dos turnos garantem vaga na primeira divisão, assegurando assim uma carga menor de jogos sobre as duas equipes que garantiriam o acesso à primeira divisão da temporada seguinte.

Fala-se também em uma eventual terceira vaga, decidida entre os vices de cada turno ou pelo melhor índice técnico da competição.

A nova Divisão de Acesso teria o mesmo tempo de duração da atual, sendo disputada entre março e julho. Segundo o diretor do Departamento Amador e assessor técnico do Departamento Profissional da FGF, Luciano Oliveira, as mudanças viriam para tornar semelhantes as fórmulas dos campeonatos, já que as competições no sub-20 e no sub-17 deverão ter fórmulas iguais.

É uma discussão saudável. Essa fórmula atual de disputa da Divisão de Acesso, com vários grupos e jogos na primeira, segunda e terceira fases, desgasta os elencos e afasta o torcedor dos estádios desde o início da competição. Seguir o exemplo do Gauchão na Divisão de Acesso pode ser a receita de bons confrontos e estádios com mais público. Além do mais, asseguraria clubes com mais patrocínios e taça na mão dos campeões de cada turno. Uma dinâmica bem diferente do que a atual Divisão de Acesso proporciona.


A revelação de um mito do esporte


Engana-se quem pensa que basta praticar um esporte e ser um atleta de alto rendimento para garantir sucesso na vida particular. Nas próximas semanas, inicia-se a venda de um livro com a autobiografia do australiano Ian Thorpe, um fenômeno nas piscinas durante os Jogos Olímpicos de Sidney e de Atenas. No fantástico furo jornalístico, o Sydney Morning Herald adianta que um dos maiores heróis esportivos da Austrália assume que sofreu de depressão e que pensou em várias formas de cometer suicídio.

— Era a única maneira de poder dormir. Não conseguia dormir, particularmente entre 2002 e 2004, enquanto treinava para defender meus títulos olímpicos em Atenas. Abusava do álcool, sempre sozinho e em meio à desgraça — confessou o nadador australiano.

Ian Thorpe se aposentou em 2005, mas retomou a carreira ano passado, quando tentou vaga para a Olimpíada de Londres, mas não conseguiu classificação. Dono de uma carreira brilhante, Thorpe obteve 11 títulos mundiais, 13 recordes e várias medalhas olímpicas (cinco de ouro, três de prata e uma de bronze) entre os Jogos Olímpicos de Sidney, em 2000, e Atenas, em 2004.

Ela mostrou que é ouro

12 de outubro de 2012 0

Um mês e 11 dias depois de perder a sua única luta na Olimpíada de Londres, Maria Portela deu a volta por cima e garantiu ouro para o Brasil no Grand Prix de Judô, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. Em duas lutas, a judoca nascida em Júlio de Castilhos, mas radicada em Santa Maria, aplicou dois ippons para derrubar primeiro a libanesa Caren Chammas (foto acima), e depois a austríaca Bernadette Graf.

A façanha rendeu 200 pontos no ranking mundial à Maria Portela, que agora deve ser confirmada pela Federação Internacional de Judô como a quarta melhor do mundo em sua categoria (até 70kg). Tão sensacional quanto a foto acima, foi sentir a recuperação da atleta derrotada nos tatames ingleses.

É verdade que as adversárias vencidas por Maria não tinham a qualidade técnica das competidoras de Londres, mesmo assim, é impressionante o avanço técnico e também psicológico da judoca gaúcha.

Até arrisco dizer: Maria Portela não venceu as adversárias. Ela derrotou o próprio medo de perder, peso insuportável durante a Olimpíada. Torço para que Maria veja, a partir dessa conquista, que ela é capaz, sim, de ir ainda mais longe na carreira.


Santa Maria foi uma cidade pé-quente

Na quinta-feira, assim que encerrou a visita aos torcedores e representantes do consulado gremista, e à sede do Grupo RBS em Santa Maria, o presidente do Grêmio, Paulo Odone, decidiu repousar na cidade.

Às 21h, esteve à frente da tevê e com o ouvido atento nos 105.7 FM da Rádio Gaúcha SM para acompanhar a vitória tricolor sobre o Sport, por 3 a 1, que deixou o time na vice-liderança do Brasileirão.

Não se pode afirmar exatamente se ele pensou isso. Entretanto, Odone deve ter refletido, em algum momento, que assistir a jogos do Grêmio, por aqui, dá sorte. Logo, Santa Maria, para ele, é uma cidade pé-quente.


Riograndense

Um adversário forte pela frente, uma tendinite afastando o goleador da equipe dos treinos e o dever de formar uma base para a temporada do ano que vem. Não deve estar sendo fácil a situação de Cirio Quadros no Riograndense.

Ao mesmo tempo em que planeja um bom grupo para 2013, ele precisa dosar atitudes ao contentamento dos dirigentes, e, ainda, entender cobranças da torcida que quer ver o time seguir adiante na Copinha.


Inter-SM

A eleição presidencial no Inter-SM vive momentos de expectativa. Se um novo mandatário irá assumir o cargo máximo do clube, só o tempo vai mostrar. Primeiro foi Mauro da Silva, e, agora, Luiz Claudio Mello, que tentou uma chapa de consenso para dirigir o Inter-SM.

Eles buscavam unir forças. No entanto, não conseguiram até agora. Os dias passam e, ao que parece, ninguém está disposto a assumir o alvirrubro.

A classificação é esmeraldina

07 de outubro de 2012 4

Foi suado, mas o suficiente para garantir a classificação. É assim que se pode definir o empate sem gols do Riograndense, a partir de agora, o único representante de Santa Maria na Copa Hélio Dourado. Premiou-se a superação e a união do grupo comandado por Cirio Quadros com a classificação.

O Periquito viveu momentos difíceis na primeira fase. Foi preciso sacudir o elenco, dispensar atletas, não baixar a cabeça no momento em que a lanterna chegou como presente de grego dado pelo rival. É bem verdade que Guarany e Riograndense administraram o resultado, pois ninguém quis se arriscar e perder o que já havia garantido, era só confirmar as posições.

A dor de cabeça esmeraldina agora é vermelha. A permanência na Copinha passa por enfrentar o melhor time da competição, o Inter de Porto Alegre. Vai ser preciso nova superação para os dois jogos contra o adversário.

Começa uma nova Copa Hélio Dourado, com jogos de ida e de volta, e a campanha da primeira fase vale para definir o mando de campo e os cruzamentos. De resto, é um time contra o outro. Se, tecnicamente, o Inter é melhor que o Riograndense, um bom caminho é tirar proveito do gol qualificado, aquele marcado na casa do adversário, que para critérios de desempate, transforma-se em dois. É segurar lá atrás, não tomar gol em casa. No jogo de volta, balançar a rede colorada é uma necessidade para abreviar o caminho às quartas de final.

O Riograndense já pode se considerar um vitorioso, pois apesar de algumas deficiências, a base tão desejada para o ano que vem está pronta, basta reforçar o elenco.


A temporada 2012 acabou para o Inter-SM

A eliminação na Copinha frustrou as expectativas do Inter-SM. A oportunidade de classificação havia na medida em que o time vencesse o Brasil-Pe. Bastou a partida começar para que todos os torcedores e profissionais de imprensa que estiveram no Estádio Presidente Vargas descobrissem o que já suspeitavam: o time Xavante foi bem superior ao do Inter-SM, tecnicamente, no primeiro tempo, e assim definiu o resultado de 2 a 0. Não houve como desmontar a vantagem no segundo tempo. A experiência, que sobrava no adversário, foi a grande carência dos garotos alvirrubros.

Não faltou vontade, garra, determinação e objetividade ao time comandado por Betinho. No entanto, não é só com essas virtudes que se ganha um jogo de futebol. Era preciso bem mais e esse mais era a qualidade técnica semelhante a do adversário.

O que fica da participação na Copa Hélio Dourado: há bons jovens atletas que podem permanecer no clube.Outra importante definição é que com mais uns cinco, quem sabe até sete jogadores, o Inter-SM pode montar um time competitivo para o ano que vem.

A lamentar a provável saída do técnico Betinho. Ele pegou um grupo de garotos e embalou na reta final da competição. Só que agora se despede, deixando a falta de continuidade do trabalho. Mas é do jogo, pois nenhum técnico que tivesse a chance que ele tem, de treinar na primeira divisão, abandonaria a oportunidade.

Riograndense fica com a vaga e encara o Inter nas oitavas

07 de outubro de 2012 7

A última vaga do grupo B da Copa Hélio Dourado ficou com o clube esmeraldino. Com o empate sem gols diante do Guarany-Cm, o Riograndense se credenciou para enfrentar o Inter, de Porto Alegre, nas oitavas de final. O primeiro jogo está marcado para acontecer no dia 17, em Santa Maria. O jogo de volta, ainda sem dia definido, será em Porto Alegre.

A classificação do Periquito coroou um grupo que permaneceu mais tempo na zopna de classificação duirante a primeira fase, na comparação com o Inter-SM. Experiência e mais entrosamento fizeram a diferença a favor do Riograndense.

Ao Inter-SM, resta colher os bons frutos de uma campanha até, relativamente, boa para quem só queria avaliar jogadores. O técnico Betinho trabalhou com o que tinha, fez o que esteve ao alcance, e só não foi adiante porque a tarefa na última rodada era imensa (vencer o invicto Brasil-Pe e ainda torcer por tropeço do Riograndense). Ficam boas esperanças patra a montagem de um bom time na Divisão de Acesso do ano que vem, desde que venham reforços e só os melhores do atual grupo permaneçam no Estádio Presidente Vargas.

Confira como foram os jogos de Riograndense e Inter-SM neste sábado

Um vai, e o outro fica

05 de outubro de 2012 0

O sábado, que antecede as eleições municipais, será de muita ansiedade para as torcidas. Em especial, destaco aquelas em que o time vai estar em campo decidindo o futuro na Copa Hélio Dourado. Para quem torce pelo sucesso de Inter-SM e de Riograndense, o dia vai terminar um pouco frustrante. Só um ainda seguirá na competição, enquanto o outro só voltará a disputar um campeonato no ano que vem, provavelmente no mês de março.

Vejo boa a chance do Inter-SM em permanecer na Copinha. Se ganhar, em casa, e o rival tropeçar, a vaga será alvirrubra. O Brasil de Pelotas vai ser forte, mas nada impossível de ser ultrapassado em campo. O problema maior ao time de Betinho estará, acredito, em Camaquã. Lá, o Riograndense tem condições de supreender os donos da casa. A equipe do técnico Cirio Quadros está melhor agrupada nesta Copinha, e por isso, está com a mão na vaga. Vai enfrentar um Guarany motivado pela chance de encerrar a primeira fase como líder.

No entanto, é aí que o Periquito pode ganhar, pois não terá um adversário retrancado mesmo já garantido na sequencia da competição. A vontade era ver os dois times de Santa Maria na próxima fase. Como a tabela não permite e o destino quis só um, vejo o Riograndense, pela experiência e pelo que apresentou ao longo de toda a primeira fase, a equipe favorita para ficar com o sexto lugar do grupo B da Copa Hélio Dourado.


A liberdade ultrapassou sua própria existência

A primeira semana de outubro se encerra com dois fatos de profunda barbárie em meio ao rico sentido que a existência da liberdade de expressão proporciona. Na quinta-feira à noite, manifestantes atacaram o boneco inflável do mascote da Copa do Mundo de 2014, o Tatu-Bola, a ponto de colocarem abaixo o símbolo do Mundial no Brasil (foto da direita).

Durante a confusão, apesar de ter se identificado, o repórter fotográfico de ZH Bruno Alencastro foi agredido no ombro por um policial e teve um filtro da câmera quebrado. Seis policiais militares ficaram feridos e ao menos seis pessoas foram presas por atos de vandalismo. A justificativa para a selvageria é de que os manifestantes criticavam a privatização de locais públicos e o governo do prefeito José Fortunati. Fato acontecido e divulgado à opinião pública, agora os envolvidos se fazem de santo. A Brigada Militar, que usou da força (talvez excessiva) para conter a depredação, e os insurgentes, que entendem ser o quebra-quebra uma maneira eficaz para mudar o comportamento social.

As cenas, flagradas por câmeras de segurança, mostram que houve uma batalha campal no centro de Porto Alegre. Os manifestantes escolheram hora, alvo e local inapropriados para protestar, dando margem ao julgamento de terem utilizado a liberdade de expressão de maneira estúpida. Foi uma ação intimista, baderneira, sem nenhuma noção de consequência. Lembrei-me de uma frase que sempre ouvi de meu pai ainda quando era criança: liberdade com responsabilidade! Não foi o que aconteceu na quinta-feira à noite.

Da mesma forma, um grupo de 20 torcedores tentou intimidar o técnico do Pelotas, Beto Almeida (foto da esquerda), na última segunda-feira. Com o propósito de forçar um pedido de demissão, eles depredaram o carro do treinador em protesto à derrota por 5 a 0 para o Riograndense, um dia antes.

Beto Almeida se manifestou e disse que só deixa o clube no fim do Gauchão do ano que vem, ao término do contrato. É outro caso de enorme desrespeito ao patrimônio e ao cidadão. Não dá para chamar pessoas que agem assim de torcedores. Elas sequer merecem estar em um estádio.