Apesar de ter assumido a presidência do Riograndense depois que Julio Cesar Ausani colocou o cargo à disposição, na quarta-feira passada, Dilson Siqueira não deve permanecer no segundo semestre. É o que ele garante, apesar de revelar que recebeu pedidos de dirigentes para se lançar à eleição do próximo dia 9 de julho.
A intenção de Dilson, que já foi presidente do clube e estava como vice de Ausani, é seguir colaborando com o departamento de futebol, mas em outra função. A alegação é que questões particulares e profissionais influenciaram a decisão.
Partindo do pressuposto de que outra pessoa assumirá o comando do Riograndense no dia 9, o atual presidente considera que pelo menos quatro dirigentes preenchem o perfil para assumir a presidência: Evandro Zamberlan, Peninha, Juliano Leite e Norma Rolim. Outro nome avalizado é o de João Provensi, mas que dificilmente aceitaria, conforme Dilson, em função de compromissos profissionais. Independentemente de quem assuma, há a tendência de que haja consenso quanto ao sucessor.
Para Dilson Siqueira, o momento é de manter a união vista nos últimos dias, quando dirigentes se mobilizaram para buscar dinheiro para pagar 25% dos salários relativos a maio, que estavam em atraso. Embora nem todo mundo tenha recebido, o atual presidente diz que a verba está garantida.
A preocupação da diretoria no momento, além da eleição, é quitar a folha de pagamento de junho. Os 22 dias trabalhados na Divisão de Acesso estão em atraso, e Dilson afirma que o clube corre atrás de apoio financeiro. Este será um dos temas da reunião desta segunda-feira, às 19h, na Churrascaria Bovinu’s, que ainda servirá para definir se o Riograndense disputará ou não a Copa Hélio Dourado. A Copinha, como é chamada, começa em 5 de agosto.