Nasci chorando, Cristo Redentor. Porto-alegrense, portanto, descendente de gerações de porto-alegrenses. Mas não me regozijei com essa semana de aniversário da minha cidade. Até, confesso, me entristeci um pouco ao pensar em Porto Alegre e constatar o estado em que se encontra.
Não porque os prédios e os monumentos sejam pichados diariamente. Não porque as ruas estejam sujas. Não porque o Arroio Dilúvio tenha de ser constantemente limpo pela prefeitura, que de seu curso pesca pneus, latas, garrafas e até sofás. Não porque os telefones públicos sejam depredados.
Nada disso.
Fiquei triste porque há pessoas que picham prédios, sujam as ruas, atiram até sofás no Arroio Dilúvio, depredam monumentos e telefones públicos.
Fiquei triste porque o Mal de Porto Alegre é muito menos a qualidade das suas autoridades e muito mais o comportamento da sua população, cada vez mais grosseira e ignorante, uma população de pedintes que ficam de campana nas sinaleiras para achacar motoristas, de motoristas que atiram lixo pelas janelas dos carros, de alunos que agridem professores nas escolas, de pais de alunos que não admitem que seus filhos sejam punidos, uma população que emporcalha a cidade e se xinga mutuamente nos balcões das lojas, nas repartições públicas, no trânsito.
Essa doença da alma portoalegrense, o sintoma dela se manifesta com toda clareza quando a massa que se reúne semanalmente a fim de assistir ao futebol. Há 10 anos, quando víamos cenas de violência patrocinadas por torcedores paulistas, nós aqui na redação do jornal nos congratulávamos: em Porto Alegre não havia daquilo. Hoje, a ignorância do torcedor, nem que seja ignorância verbal, virou tema recorrente entre os jornalistas.
O torcedor, ainda que seja um torcedor leitor, pretensamente de melhor nível cultural, quando se manifesta, em geral o faz com agressividade e intolerância. As mesmas agressividade e intolerância que ele transporta para a arquibancada, que o leva a danificar os aparelhos públicos da cidade e a fazer das ruas em que transita uma imundície.
Por isso, saúdo a proibição de bebidas alcoólicas nos estádios. Quanto menos instrumentos se der para que aflorem os sentimentos animalescos da súcia, melhor.
*Texto publicado hoje na página 51 de Zero Hora
Postado por David





Ao referir-me àquela noite em que vocês passaram e que foi motivo para vc falar no celular durante o tempo de caminhada na esteira na academia,devo admitir q vc tinha um pouco de razão para tal procedimento.Afinal, não foi uma noite qualquer. Foi a noite em que vc-cheia de preconceitos e proibições-, resolveu liberar geral,permitindo "tudo, tudo, tudo"(cfe. David).Foi noite maliciosa, sórdida até, em que ELE foi centroavante rompedor.Você se apaixonou e aderiu,de vez, ao "é proibido proibir".
Onde será que está o fio perdido nessa meada, prá gente tentar começar a consertar ? esse é o problema universal das metrópoles. Também acho que proibição e repressão não adiantam... mas como começar a educar sem, antes, dar um basta na bagunça ? ainda não vejo outra saída.
Beijo !
O deputado Miki decreta a falência da instituição governo quando cria uma lei que tutela comportamentos e não cumpre as existentes.
Ora.
Quando políticos ficam cegos à violência, a corrupção, à lei de Gerson, ao tráfico, a saúde, a educação, o transporte, ao bem-estar do cidadão, o que poderemos esperar? “Leizinhas”.
Ora, outra vez.
Se isso baixasse os índices citados acima, com certeza, nem o maior “pinguço” na face da terra beberia uma cerveja num estádio de futebol.
Ayer viendo el confronto que hay en BsAs, pensaba, porque sera que la ciudades grandes transforma sus abitantes?, porque queda tan facil insultar un progimo que ni se conoce?, porque se pierde la educacion basica que nuestras santas mamas nos enseñaron cuando chicos?, porque se vuelven animales?. Por todo eso, yo no cambio mi pueblito de 10.000 abitantes, (juntando Brasil y Uruguay). Por mas que me digan que aca no hay futuro, y bla bla bla. Porque nunca criaria mi hijo entre animales. Saludos
Pô David! Logo, tu? Mudaste de lado? ... Falando sério. A coisa tá feia e tende a piorar. Grenal sem torcida adversária é o futuro próximo. Dilúvio tratado, talvez no século que vem. Falta educação. Como pode alguém quebrar o que é seu? Mas não devemos nos sentir mal por isso, pois esse mal aflige a todas as grandes cidades. Let it be! Por que ou como é que eu vou fazer alguma coisa?
Continuando:mas aí você responde que na sua academia de ginástica não é proibido falar no telefone e que você fala nele o tempo todo,principalmente quando está caminhando na esteira!Ora,sei disso!E sei também que você não está falando com ELE mas sim falando DELE com sua melhor amiga.Afinal,depois daquela noite,ELE não ligou mais.Sei também que você é de boa família,educada na PUC,etc.,mas que sua educação não foi suficiente para parar de encher o saco dos outros que estão malhando ao seu lado!
Parabens David
Também acho que a nossa cidade necessita ser mais educada por nos mesmo , destruir as coisas é atitude de mal educados .
Concordo com o que tufalastes na TVCOM , o educação estadual deveria ser fechada e passar para os municipios , nossa Secrretaria da Educação ta virada em politicagem por todos os lados , aquilo não tem solução , como poderemos melhorar nossos professores se são contratados por no minimo 30 anos , se falharem nunca serão demitidos , este é só um dos problemas
Fiquei 10 anos longe de POA e fui visitar meus pais em março último. Confesso que me espantei diante do que vi! Pessoas tratando outras como bicho, se xingando pelas calçadas, atendimento de péssima qualidade...Me perguntei: No que se transformou essa cidade, percebi quer aquela cidade que tinha na memória, de 10 anos atrás, deixou de existir! Quanto a proibição, quando poucos são os que tem consciência da responsabilidade de seus atos, há que se proibir para que todos possam viver melhor.
Parabéns, David, por ter a coragem de citar estes casos tão lamentáveis. Parece que, quando chega a semana de Porto Alegre, todos se esquecem dos problemas, e só querem ver as coisas belas. Mas esta cidade já é uma metrópole faz tempo, com todos os seus problemas. Cabe a cada um de nós pensar em sua parcela de responsabilidade. Acho que ainda há esperança: dia desses, vi uma mãe dar à sua filhinha, no ônibus, um saco para ela vomitar, enjoada que estava. E uma moça, juntando o dejeto de seu cão.
Com ou sem bebida, o ódio e os parnasianos sentimentos animalescos da súcia, a paranóia, a doença do provincianismo futebolístico e a rivalidade irracional vão continuar. Mas o pessoal da imprensa esportva não vai sentir a falta de um honesto aperitivo nos estádios. Afinal, onde a gente se diverte, vocês trabalham...que beleza.
Moralistas de cuecas acham que a educação resolve tudo.Não,não resolve!Ex:-não se educa um pedófilo a deixar de ser pedófilo.-Mesmo educado,um assassino,tipo esse guri de Novo Hamburgo,sempre será assassino.-O corrupto sempre será corrupto.-O mau torcedor,sempre será mau torcedor.Para amenizar a atuação danosa desse tipo de gente somente a proibição e penas severas,inclusive pena de morte, em casos pontuais.Portanto,viva a proibição das bebidas nos estádios!Só os bêbados não a querem!
A propósito do tema "é proibido proibir"> Você aí que está furiosa por eu ter revelado seus instintos mais secretos e atávicos, pergunto: é melhor proibir antes e liberar depois ou liberar antes e proibir depois? Ou, ainda, liberar antes, durante e depois?
Há um pensamento seu que jamais esqueço. "Proibir é mais fácil do que educar".
Você mudou de opinião?
David, tu não era contra qualquer tipo de pribição?? Agora não te entendi..
Tambem acho que proibir eh sempre o primeiro passo para a cassacao dos direitos das pessoas.
Analizando pelo lado das torcidas:sao meia duzia de arruaceiros que fazem toda essa baderna.
No final todos pagam,como sempre.
Educacao e punicao devem andar juntas,para que possamos ter uma sociedade civilizada.
O pior de tudo eh a certeza da impunidade.
Bah David, agora está a favor de PROIBIR, e n EDUCAR. Sou mais da teoria de quem quizer beber, ja vai para o estádio "pronto" não eh no estádio que vai ficar bebado...
Continuando:você aí,que é a favor da liberação geral,imagina se não fosse proibido fumar nos hospitais,nas salas de aula, no interior dos aviões ou de falar nos telefones celulares dentro dos cinemas ou teatros? Sei, você tem um celular e é dependente dele, você necessita usá-lo a todo momento e sempre está a espera daquela ligação que nunca chega, sei disso! Mas pô, falar no celular dentro da sala de aula ou durante os exercícios na academia para diminuir os seus quilinhos é o fim, ou não?
O problema não é o álcool, são as pessoas. Se é por aí, então que se proibam pipocas nos cinemas, pois há crianças(e até adultos) que não estão nem aí pro filme e sim em fazer tiro ao alvo na cabeça dos outros.
"E assim caminha a humanidade, com passos de formiga e sem vontade..."
E mais triste ainda é a inexistência de perspectiva de que isso possa melhorar. Afinal, o que pode ser feito? Punir? Proibir? Reprimir? Nada disso resolve, eu acho. A solução passa pela educação e, antes, por uma séria política de controle de natalidade.
seguindo esse teu raciocínio, talvez seja melhor proibir as escolas, já que alguns alunos agridem os professores, proibir os carros pq as pessoas jogam lixo pela janela, e proibir a construção dos muros, já que tem um ou outro que pixa.
quem sabe aproveita e proíbe o dilúvio tbm, assim ninguém mais pode jogar sofá.
Realmente barra bebida alcoolica nos estadios seria um grande comeco. Parabens Porto Alegre.
Assim como deveria haver punições a quem atirasse papel pela janela do carro, ou furasse uma fila. Agora, proibir para evitar atitudes inconvenientes, não rola. Seria como, quem sabe, proibir as balas para evitar o arremesso dos envólucros na rua. Enfim, sem nexo.
Deixo de presente uma reportagem do jornal o Globo sobre violência: http://oglobo.globo.com/rio/mat/2008/03/29/garoto_que_rouba_em_favela_barbaramente_torturado_enfrenta_julgamento_realizado_por_nove_traficantes-426603232.asp
Têm gente aqui no blog a favor da liberação geral, ou seja, não é necessário proibir nada, nem o uso da cocaína ou da maconha, o limite de velocidade dos automóveis, não é preciso haver sinais de trânsito tipo sinaleiras ou placas proibindo dobrar à direita ou à esquerda,não é preciso proibir as bagunças nas aulas, enfim, vale tudo, até beber cachaça nos estádios de futebol. Assim, não teremos multas nem prisões, nem personalidades assassinas, tipo esse guri de NH. Brasileiros bonzinhos, esses!
Em parte até concordo lá com o Marcelo, num dos comentários, que só educar não resolve, mas também acho que não é a proibição que vai resolver. Não acho certo que eu (que gosto de tomar uma cerveja olhando o futebol, mas o faço moderadamente, não agrido ninguém com ofensas nem mesmo em discussões futebolísticas com colegas mal-intencionados) tenha de pagar pela irresponsabilidade de outros. Deve haver punição, sim, para quem busca a baderna.
Isso parece mais um sintoma da idiocracia que vivemos.
Concordo com a proibição. Muitos associam futebol com beber e fumar maconha, e o resultado disso são agressões e desestímulo de ir aos estádios para quem realmente vai ao estádio realmente para torcer pelo seu time. Deixemos o futebol para quem gosta de futebol, e não para quem gosta de baderna.
TUDO ISSO QUE VC FALO O MEU PAI FALA A MAIS DE 20 ANOS ELE MORO EM NO INTERIOR DE SAO PAULO EM SANTA CATARINA JA FOI EM MINAS NO RIO DE JANEIRO E ETC ELE SEMPRE ME DISSE QUE EU IRIA ME ASSUSTA QUANDO EU FOSSE PARA ESSES LUGARES E QUANDO EU FUI REALMENTE EU ME ASSUSTEI E QUANDO EU VOLTEI FOI UM CHOQUE
MARTINA COMO VC É IGNORANTE O PROBLEMA NAO É DAS ESCOLAS,DOS MUROS OU DO DILUVIO E SIM DE QUE OS UTILIZAM ATE ONDE VAI A IGNORANCIA DESTE POVO