Mais notícias do L. Potter, nosso correspondente no Primeiro Mundo: E o "loco" da fronteira se foi para a neve. Depois de 29 anos, o moço ensopou "as meia", porque desavisado é, e se encantou com a branquidão que cega e atrapalha. O local da perda de virgindidade névea foi Whistler, uma vila — ou village, para os chiques — a cerca de duas horas de Vancouver. Por lá serão as Olimpíadas de Inverno de 2010, com bobsleg e tudo (lembra de Jamaica Abaixo de Zero?). Mas um bacudo criado no oeste gaúcho, obviamente, não sabe como se preparar pra enfrentar um dia de sol em cima de uma montanha do oeste canadense. Não levou óculos escuros (a neve cega) nem tinha 100 dólares para alugar uma brincadeira tipo snowbording ou esqui. O nêgo véio achou que era fácil meter a mão no gelo e fazer um boneco de neve (tipo aqueles de filmes de Natal numa Nova York branquinha, branquinha). Roupa especial, para não se molhar? Coisa de fresco. Mas o bacudinho voltou para o chão de verdade com as cuecas molhadas (de gelo) e as meias ensopadas — bueno, isso foi resolvido com 5 dólares canadenses num par novo. De Whistler, volto com mais de 146 fotografias que traduzem um dia do qual este "loco" que vos escreve jamais esquecerá. Uma dica? Junta dinheiro, meu caro, junta dinheiro e te toca para uma cottage em qualquer cerro branquinho desse planeta. E leva óculos escuros! Beleza asiática Quem mora em São Paulo deve estar mais acostumado do que eu. Mas, em Vancouver, a impressão que se tem é de que metade da população é de origem asiática. E as mulheres da Ásia são diferentes. Não é só nos olhos que se nota isso. Elas são educadas e estendem as duas mãos para pegar qualquer objeto. Baixam levemente a cabeça para agradecer — aliás, agradecem por qualquer coisa. Elas são mais discretas no jeito de ser, mas, nas roupas, dê-lhe minissaias! Dê-lhe vestidinhos micros e pernas de fora! Elas têm um estilão diferente de se vestir. Gostam de botar peças por cima das outras e, depois, são copiadas pelas ocidentais. Se tu gosta desse tipo de mulher, procure a Yoko Ono de sua vida, meu caro! John Lennon, que poderia ter a ocidental que quisesse, escolheu uma de olhos bem puxadinhos. Bus em Vancouver Peguei ônibus durante toda a minha vida universitária — e depois dela também. Foram oito anos, em Porto Alegre, dentro de Ipiranga-PUC, Campus-Ipiranga, Petrópolis-PUC, Cefer, T1, T1-Direta, entre outros. Depois de comprar uma motinho, abandonei o transporte público. Mas Vancouver, ou melhor, North Vancouver, não me deu outra alternativa que não a 240, linha que me ajuda na cidade. Os ônibus têm suportes externos para bicicletas e, pagando 99 dólares canadenses por mês, tu te locomove a vontade, a hora em que quiser, quantas vezes quiser, usando qualquer linha (de presente, dá para andar também no Seabus e no SkyTrain). Não existe a figura do cobrador e, pagar na hora, só com moedas e no valor exato — que depende da viagem. Não existe fichinha de bus, entende? Todo dia, duas vezes, passo pela Lions Gate, ponte que liga o norte ao centro da cidade. A paisagem vale o bom montante que dei ao transporte público canadense. Mas o mais agradável, como dá para ver na foto acima, é a visão que tenho sentado no banquinho de esperar ônibus (que vai passar ali, pode acreditar, no horário prometido pela tabela). Vancouver apóia e investe em transporte público — um metrô está sendo construído pra ligar Downtown ao aeroporto. Bem diferente de nós, que queremos crescer na vida, comprar uma motinho e se livrar do cada vez mais necessário transporte coletivo.
Bacudo em Whistler
Fotos: L. Potter
Postado por David

Dexheimer morava em Porto Alegre e cursava o segundo ano de Medicina. Os dois eram jovens e descompromissados. As lembranças trouxeram a nostalgia e a nostalgia reacendeu o romance. Só havia um problema: a moça era, e continua, cinco anos depois, casada. Bem casada. Duas filhas, boa casa no bairro Bela Vista, pertinho da dos pais de Dexheimer. O marido, um executivo muito conhecido na Capital.
mescladas de preto e cinza, camisa em tom champanhe, o pulôver, o blusão e o mocassim. Desceu a escada, contornou o corrimão à esquerda e caminhou até o gabinete onde está o telefone, nos fundos da casa. Ligou para a casa de Vera e falou com os filhos. Ligou para José Antônio Azevedo, assessor de Daudt. Quis saber qual seria o programa para a noite.
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Há 70 minutos cruciais na vida do ex-deputado Antônio Dexheimer. Um hiato entre as 21h e as 22h10min da noite fria e nevoenta de 4 de junho de 1988.
Maria Alice Arcoverde, casal de Caxias do Sul que deu uma leve e, depois se verificaria, providencial trincada na rotina de Werner e Tonita.

Era a noite de 14 de junho de 1881. O homem alto e forte, Patrick Floyd Garrett, trinta e um anos, xerife do condado de Lincoln, Novo México, finalmente iria encontrar e matar seu antigo companheiro de aventuras e noitadas. William H. Bonney, vinte e um anos, conhecido como Billy the Kid — o mais temido e sanguinário desperado do Sudoeste dos Estados Unidos cuja cabeça estava a prêmio há mais de dois anos.
qualquer modo, Garrett garante ter escutado "em narrativas desconexas" muito sobre os primeiros (e, depois, mitológicos) anos de vida de Billy, relembrados pelo próprio, "ao pé das fogueiras, nas trilhas, nos campos e em muitas plazas diferentes", durante as inúmeras andanças destes dois homens pelas vastidões áridas do Novo México.





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