Uma senhora casada, mãe de filhos, pode olhar com cobiça sensual para outros homens que não o seu marido?
Uma senhora casada, mãe de filhos, pode tocar-se com volúpia e ânsia enquanto toma banho de banheira, à tardinha?
Uma senhora casada, mãe de filhos, pode gastar uma hora do seu dia a admirar o próprio corpo nu no espelho grande do quarto, e, enquanto se admira, imaginar o que um grupo de homens sequiosos por sexo sem limites seria capaz de fazer com ela?
Uma senhora casada, mãe de filhos, pode sentir gana de ser desejada até por mulheres?
Não.
Claro que não.
Senhoras casadas, mães de filhos, não cometem loucuras desse quilate. Mas era assim que Jô vivia seus dias, agora. Depois da experiência em São Paulo, não tinha mais paz. Cruzara uma fronteira e sabia que não havia retorno. Mas era só o que sabia. De si, não sabia mais nada. Não sabia ao certo nem o que pensar sobre seus sentimentos, sobre o que queria ou deixava de querer. Sobre quem era. Uma devassa? Uma vadia? Era errado o que havia feito?
O que havia feito...
O que havia feito...
Jô relembrou mais uma vez o que aconteceu naquela noite paulistana. A forma como se entregou aos caprichos não de um homem, mas de dois. E mais uma mulher. Sua linda amiga Maya. Maya e seu corpo flexível, Maya e seus dedos indômitos, Maya e sua língua insaciável, Maya e sua ousadia sem limites. Como Maya era capaz de fazer as coisas que fazia? Como Jô foi capaz de deixar que ela fizesse o que quisesse? Que vergonha. E que prazer.
O prazer. Naquela noite, Jô, de repente viu-se transformada no centro de prazer daqueles três, no prato principal do banquete, no brinquedo preferido. E eles brincaram, ah, como brincaram. Às vezes ela queria protestar, gritar que parassem, que era demais, que não aguentaria tudo aquilo que faziam com ela. Mas eles fizeram, e fizeram, e fizeram de novo. E Jô aguentou. E... gostou... Admitia: gostou.
Sim, era uma vadia. Uma mulher que fazia o que ela fez, que permitia que lhe fizessem o que ela permitiu, essa mulher era uma vadia.
Ou não?
Ou será que não havia mal algum? Ou será que, como sua amiga Maya disse, ela não estava prejudicando ninguém, estava apenas dando e recebendo prazer?
E seu marido Fábio? Teria-lhe feito algum mal? Afinal, ele não sabia de nada, jamais descobriria uma fatia sequer do que aconteceu quando ela estava em viagem, disso estava certa. Logo, o que fazia com seu próprio corpo era um assunto só dela, não é? Não é???
Jô não tinha certeza. Às vezes, sentia-se suja ao lembrar as coisas que fez naquela noite. Noutras vezes, as mesmas recordações a excitavam. Às vezes Jô jurava quase às lágrimas que jamais repetiria algo parecido. Noutras vezes, punha-se tão ansiosa de voltar a experimentar aquelas sensações que chegava a ligar para a agência de viagens a fim de comprar passagem para São Paulo.
Não, Jô não sabia mais quem era. Tinha se transformado. Sentia-se outra. Inclusive fisicamente. Mudara a cor do cabelo mais uma vez. Na sua viagem solitária de carro, era castanho. Antes de ir para São Paulo, trocou para loiro. Agora, experimentava o ruivo.
Seu closet também havia sido renovado. Jô vestia roupas mais ousadas, mais provocantes, roupas que lhe expunham nacos do corpo antes só apreciados pelo marido, no recôndito do quarto.
O marido... Fábio também mudara e, Jô não se enganava, foram as aventuras dela que impeliram as transformações dele. Fábio, obviamente, não sabia de nada do que ocorrera quando ela se lançara país acima, mas algum instinto de macho ameaçado avisava-lhe que estava a perigo, que estava prestes a perder sua fêmea para outros machos. Fábio, então, se tornara dócil como jamais fora. Não possuía mais aquela segurança típica de homem experiente, que despertava a concupiscência de outras mulheres. Não. Vinte anos mais velho, Fábio agora sentia-se em desvantagem física ante sua mulher bela e desejável, sobretudo porque ela, agora, queria mais do que a vida familiar. Queria experimentar o que ele já havia experimentado. E, o principal, querendo, ela podia. Tenra e rija, sensual e discreta, Jô açulava os instintos dos homens. De quaisquer homens.
Açulou de um em especial. O mais proibido deles. Aquele que, de todos no mundo, era o mais interdito a Jô.
Lucas. O irmão de Fábio.
Postado por David





Coitado do corno, deixa o corno conhecer a Maya de dar uns pegas nela.
bhaaa David! Assim tu mata a gente.. Mais uma história da Jô.. é pra enlouquecer qualquer um!
abraço!
Quem sabe a Jô pede para Maya fazer uma vizitinha e dá um presentinho para o Fábio.Hein?
David, tu escreves melhor do que isso. Certamente consegues audiência com teus folhetins eróticos, principalmente entre leitores reprimidos que gostariam de viver num mundo como no da protagonista, repleto de pessoas bonitas, dinheiro, prazer, etc. Mas literatura não pode ser só isto. As idéias embutidas são rasas, já que não consegues convencer sobre o "dilema moral" da personagem: é evidente que ela vai acabar sempre cedendo, pois coloca a própria satisfacão a frente da humilhacão do marido.
E os filhos de JÔ caro David, que acharam-os do comportamento devasso e suspeito de sua intrépida mamãe?
FICA TITE
Cunhada(o) é coisa de Nelson Rodrigues!
eitcha..no melhor estilo Nélson Rodrigues. Triângulo amoroso (carnal mesmo) com cunhado (a). que maravilha.
que venham os próximos capítulos...
Mas essa Jô tem orkut?
EEEEEEE a Jô voltou. uhuuuuuuuu\o/
Já estou açulado!!!!
Marcelo de POA, tu já deu pro teu cunhado???
*.*
Me considero um leitor chato, daqueles que não é muito fácil agradar, mas esse texto, caro David, considerei simplesmente genial! De minha parte, fica o desejo de uma longa carreira de dúvidas e fornicações à nossa heroína.
Tem como se fazer muita sacanagem sem se ultrapassar certos limites.
Mt bom David!!! A jô é demais!
e lá vai o fábio se ferrar novamente...
Ai que saudades da Jô! tomara que desta vez ela se comporte um pouco, uahsuahuhas...
David, David, daqui a pouco estarás colocando Nelson Rodrigues no chinelo. Parabéns.
Bjs ao desembargador.
Uhuu!
David, na boa, que mulher cretina e sem vergonha. Não falo por ela ser mãe, mas sim pela falta de respeito com o marido. Onde estam o respeito ? E os princípios do relacionamento ? Se ela não tem mais desejo por ele, então que largue-o. Trair é a pior atitude que podemos tomar. E nem vem com papo de medo de desestruturar a família. Se ela pensa nisso, então nem devia ter casado, então.
Acho repugnante uma mulher ou homem fazer isso. É trair a confiança, o carinho, o respeito do parceiro...
DAVI, SUA ULTIMA PLUBLICACAO FOI DE MUITO MAU GOSTO PELO FATO DE VOCE ESTAR EM UM JORNAL ELETRONICO NAO EM UMA REVISTA PORNO ELETRONICA CONTANDO EXPERIENCIAS SEXUAIS FICTICIAS, POR ISSO DA PROXIMA VEZ QUE O EDITOR TE DER LIVRE TEMA PARA ESCRVER PELO MENOS FACO DE FORMA QUE CRIANCAS POSSIVEIS FAS SUAS NAO SE ASSUSTEM COM SEU CONTEUDO PESADO E DE MUITO MAU GOSTO ATE POR QUE ESSAS CRIANCAS CERTAMNETE ESTAO LINKANDO ESSA MAE A SUAS PROPIAS OK!!!! MAU GOSTO TOTAL
Que saudades da Jô!!
E a ilustração? Ótima como sempre!
Aguardando o próximo capítulo.
Muito interessante....
O comeco!!!
Onde consigo ler a primeira historia pois nao consegui acompanhar tem como?
MAs essa jo e muito interessante
Abraco
heauehauhae Quanta polêmica faz esse povo, tchê! Muitos adoram falar mal, mas estão todo dia batendo cartão no blog do David. Deves rir pouco esse seu Coimbra..
A propósito, aiai essa jô... toca a ficha, mestre. Surpreenda nossas mentes poluídas de hipocrisia e desejos contidos por esse falso moralismo que vivemos. Tá 10!
boa David!!!
Ja estava na hora da Jô voltar, e para aqueles q acham q as historias de David são pouco moralistas que qualquer criança possa ler, simples, proibam seus filhos de lerem, imponham limetes,pois afinal são voces que tem a tarefa de educar. E não leia se for para depois ficar falando mal das historias, o cara escreve muito bem e tenho certeza q muitos estavam aguardando a volta de Jô.
Ai que gente hipócrita, se o problema são as crianças lerem o blog. simples, proibam... A não tem como proibi-los de ver o blog, assim como não tem como impedi-los de visitar sites de adultos, se repudiam tanto o que o David escreve, pq continuam lendo??? Vai arrumar o que fazer, bando de perturbado que levam tudo ao pé da letra, as novelas da globo mostram coisa pior e ninguem fala nada...
Não estou aprovando as atitudes de jô, apenas recrimindo quem as tomam como verdade! Bando de Mentecaptos
Ai, ai, ai, David! Justo o cunhado tinha que se interessar por ela? Brincadeira, estou curiosíssima pela continuação. Vê se descreve o Lucas com detalhes pra gente, tá? Bjs!
quem aqui nunca deu pro cunhado, amigo?
Oww.
Quando tudo está morno, as coisas acontecem, a gente acorda.
E sim, elas precisam acontecer.
Aguardo pela continuação...
Gosto é gosto... Crônica mais, digamos, ah... gosto é gosto...
Uhuu, nada como abrir o blog e dar de cara com essa ilustração!
David, não faz com que a história da Jô fique igual a anterior na qual o Rildo traía a esposa com a cunhada... Inove!
Boa David, vamos curtir a nova aventura da nossa heroína, estou ancioso pelos próximos capítulos. Abraço
O comentário da Tai disse tudo.
Se a Jo fosse casada comigo, nem ia querer saber de Sao Paulo. hauhauhauha
bah!!!!!!!!!! não faça isso david!!!!!!!!
Desse jeito, daqui uns dias isso vai acabar em incesto...
hahahahhaa, vai começar a safadeza de novo, heheheehe, dá-lhe Jô, galho na cabeça do Fábio é enfeite!! hhahahaha
Davizinho.... Essa promete.
esse Fábio nasceu para ser corno, só pode! Ao invés de tratá-la com indiferença, depois do retorno de São Paulo, fica feito um cordeirinho pronto pra receber o chifre! rsrsrsrs
Tu tem o dom de escrever as coisas mais sujas, de uma maneira que parece normal. Vou ser jornalista espero trabalhar com você ainda um dia.