Como este é um blog imodesto, decidi escrever a história do mundo. Bem, não todo o mundo. Apenas a história do homem sobre o mundo ou debaixo do sol, como gostava de dizer o Eclesiastes.
Não sozinho, porém.
Os leitores sábios, que são tantos, me ajudarão.
Em breve, publicarei o primeiro capítulo dessa já tão longa história, um que remonta há 100 mil anos. Se você, lindo leitor, tiver uma contribuição inteligente ou interessante, se tiver uma correção a fazer ou uma observação que valha a pena ser desenvolvida, eu o farei no capítulo seguinte.
E assim sucessivamente, do paleolítico a Barack Obama.
Talvez consiga terminar em um ou dois anos, talvez descubra o sentido da vida, talvez tão-somente me divirta, não sei, vamos ver.
Aguarde o próximo post.





FICA FOSSATI
A SILAda ta pronta, só folta o imorrivel morrer, de novo telletubies. A propósito, FICA DUDA
Quando chegares na Grécia dos sofistas, no novo testamento e na Alemanha dos pessimistas, então vou botar o meu bedelho. Mas duas coisas, por certo, merecerão o teu enfoque: a tecnologia e o pensamento. A primeira está em constante evolução, enquanto que, a segunda, permanecerá estática, sem qualquer novidade... porque tudo que tinha que ser pensado (e dito) já o foi! Sucesso!
OLÁ DAVID. INTERESSANTE ESSA TUA DE CONTAR Á HISTÓRIA DO MUNDO..PODE CRER QUE EU IREI ENRIQUECER E MUITO O TEU DIARIO SOBRE Á HISTÓRIA DA RAÇA HUMANA......ABRAÇOS GIRARDI DO PARANÁ
Cuidado! Se fuçares demais, os Illuminati vão exterminar você.
não seria melhor escrever um livro??
tu és muito pretensioso
david, ainda bem que tens grandes pretensoes, de gente despretensiosa o mundo está cheio
Ler teu blog será um prazer ainda maior do que já é! Certamente será transformado em livro! Desejo-te sucesso nessa empreitada, David! Parabéns pelo talento e pela brilhante idéia!
Mas bota pretensão nisso! Mas vambora! Acho que pode ser bem legal, apesar de tu não seres historiador, antropólogo ou coisa parecida acredito que por conta de muita pesquisa tu sempre consegue me impressionar e acressentar idéias muito boas aos mais variados temas. Vai la, boto fé que vai ser pelo menos divertido!
David, tu anda bebendo?
achei muito interessante essa ideia, gostaria de ajudar também, acabei de completar 18 mas sempre gostei de escrever.
bom, acho que deves procurar alguma coisa que sempre esteve presente em nossas vidas, e falar sobre isso ao passar das eras, penso que ficaria mais fácil até pra escrever, pois focaria em umassunto, pois escreversobre tudo e todos, creio que nem em um ano daria hsuahsuasuhasuhas
mas ta aí, essa é a minha opinião.
comecei a ver teu blog a pouco tempo, quando começou a história da Bel, e achei muito interessante, não achei pornográfico, penso que foi simplismente foi o jeito de mostrar algo que muitas pessoas escondem em suas vidas, as paixões secretas...
continue escrevendo, que agora vou sempre olhar seu blog
um grande abraço
HAHAHAHAHAHA... o pensamento é algo estático, boa! vai pro blog do pretinho básico! tópo David, vamo cair pra dentro! Aposto que tu vai explorar muito bem a "domesticação do homem" a tal sedentarização, de início.. pelo jeito caminharemos através da evolução, ou teremos pitadas de criacionismo? Vai dar pano pra manga! hehe
"Putz grila" Caro David, to nesta, como voce, creio que todos aqui também somos falso-modestos, entao vamos nesta, voce sabe que pode contar com os teus "leitorinhos", comigo entao ... Imagina, se até do Baraka (o Obama, claro) já comecaram a escrever uma biografia, depois de já ter ganho um Premio Nobel. David, eu proponho nao retrocederes tanto, poderemos nao ter tempo suficiente, que tal há uns 11mil anos, naquele momento que os nossos parentes sairam da África (só nao conta para os filhotes de Hitler), e quando chegaram na Ásia Central e sul da Europa, ficaram em dúvida se iam para a esqueda, ou para a direita (dizem que foi aí que comecaram os partidos políticos e os gaúchos do sim/nao), se dividiram e combinaram se encontrar só depois que o mundo estive globalizado e com internet. Também sugiro pularmos a parte do pecado de Adao e Eva, chato, até hoje tenho problemas e gasto com psicólogos ...
Também, nesta história estará o Gremio (vamos pular a parte da segundona) e a tua turma de guris do IAPI.
Será legal mesmo e seremos "imortais".
Abraco e maos-a-obra, pois o tempo urgi.
"E assim sucessivamente, do paleolítico a Barack Obama."
Não seria da ameba a Angelina Jolie?
Ai, que legal, David!
Estou ansiosa pela publicação dos textos. O primeiro, sobre o fim dos neanderthais está brilhante!
Espero também, duas coisas: que você se divirta muuuuuito! E que os textos virem um livro - "A História do Mundo"... que tal ?
Grande beijo, te adoro!
[...] livro que vamos escrever juntos, eu e vocês, será ainda mais pretensioso. Não contará apenas a história do mundo: descobrirá também o sentido da vida. Assim, o título será precisamente [...]
Caro David,
Quem sabe um dia tenhas tempo de ler estes apanhados que retirei de um estudo que estou escrevendo “ Eu: um ensaio a respeito de mim” composto de duas partes “Eu-objetivo” e “Eu-subjetivo” e me encantei em tua visão de somar ao estudo da história a busca de um sentido para a vida.As formigas , as abelhas, as térmites e tantos outros vivem e constituem uma sociedade complexa. Cada um com uma função para a sobrevivência da espécie. Tal qual a sociedade humana. A diferença é que essas sociedades animais se mantêm inalteradas por milhões de anos. A sociedade humana se transforma a cada minuto. Motivos secundários encontramos no poder político, no religioso, no econômico, na vaidade, no egoísmo e também no altruísmo. O motivo primeiro e catalizador da história da humanidade é a razão. A história dos animais é apenas História Natural. A história da humanidade é uma busca de sentido para ávida.
A vida é uma fábrica de respostas aos “PORQUÊS”, mas para cada um respondido ela nos brinda com um número maior de “POR QUÊ?”. Tentando descrever essa coisa chamada razão, tão discursada e tão pouco compreendida, retorno a uma velha sala de anatomia e defronto-me com a morte como material de estudo. Contraponho toda uma mitologia empírica e repleta de tabus das tradições culturais e todo o meu temor ao desconhecido ao desafio de manusear, dissecar e nominar partes de alguém que poderia ter sido eu. O temor à morte e o respeito aos vivos a desafiar-me, tendo como isca ou contraponto as avaliações acadêmicas. Superados as crendices e os tabus, chegado a uma certa familiaridade com aqueles cadáveres, material de prática e aprendizado, já uma imensidão de questionamentos. Em meio da morte cheirando a formol eram pessoas que eu dissecava? Mesmo com a composição orgânica bioquimicamente compatível e a anatomia exata para que canto imponderável escoou-se a humanidade daqueles corpos? Bem alem do nervo trigêmeo, do osso parietal, da articulação têmporo- mandibular e inúmeros acidentes anatômicos circuitava em minha cabeça: - Amou? –Foi amado? –Alguém chorou quando a força vital o abandonou? –Tinha mágoas, saudades e projetos? Perguntas jogadas ao vento do impossível, com respostas rabiscadas na fria lousa do jamais. Na dramaticidade destas perguntas flutuava, timidamente, a esperança de que deveria existir algo mais. Depois a fisiologia apresentou-me a eletro-encéfalografia. As ondas elétricas cerebrais causando ação mecânica que graficamente descrevia seus padrões de funcionamento. Misturei esse aprendizado com meus conhecimentos de eletrotécnica do tempo das válvulas eletrônicas. A ação da corrente elétrica gera ondas eletromagnéticas. Ondas eletro-magnéticas, freqüência, transmissão e recepção. Disso tudo se criaram premissas. Como premissas nunca são vãs, fatalmente chegaria uma hora em que as poria em prática. Foi na proposta de um trabalho de tema livre a ser apresentado à turma na cadeira de odonto-social que surgiu a oportunidade, a chance da primeira exposição, uma incursão de um conhecimento, conscientemente não aprendido que de alguma forma estava em algum ponto desconhecido de mim. Dentre a vasta gama de trabalhos apresentados pelos colegas, uns específicos da odontologia, outros trabalhos de conteúdo social ou político apresentei “A teoria eletromagnética da alma”. Anos sessenta, período rico em censuras, foi um choque, foi uma piada. Essa teoria dizia que após o big-bang ou outro início qualquer do universo, este se tornou um caldo imensurável de ondas eletromagnéticas. Ondas infinitamente numerosas em amplitude e freqüência. O universo seguiu sua trajetória de construção. Formaram-se as galáxias, estrelas e os planetas. Na terra, no constante evoluir do universo, da combinação aleatória as moléculas ou de uma intenção primordial nelas contida formou-se a vida. Através da evolução de seres simples chegou-se a seres de maior complexidade, principalmente na área neurológica. Num dado tempo por acidente ou razões incrustadas na fé de cada um as ondas eletromagnéticas do universo entraram em sintonia com o cérebro de algum desses seres dando origem ao que denominei de proto-racionalidade. A partir daí o cérebro deixou de ser apenas o controlador do corpo físico para lentamente desenvolver a racionalidade interagindo com a matéria prima ondulatória, farta, do universo. Este primeiro ser dotado desta característica evoluiu até o que chamamos de homo sapiens. Hoje, depois de tantos anos inalterada, volto a acrescentar um dado novo a minha teoria. Tenho a ousadia de lançar a hipótese de que a racionalidade tenha sido o fruto proibido da tradição judaico-cristã. Uma suposição absurda, atrevida, ficcional mas nem por isso despida de possibilidades ante a infinitude do inexplicável. Um atavismo que pode ter chegado aos escritores da bíblia através de um mecanismo genético desconhecido. A racionalidade metafóricamente materializada em uma maçã nos roubou o paraíso. Antes disso todos viviam em comunhão com a natureza. Não se matava alem do nescessário para a alimentação. A terra só nos era boa enquanto fornecesse meios de sobrevivência. Não havia uma luta pelo poder em causa própria, este era exercido em prol dos interesses do grupo. Não havia posse desnecessária, não havia consumo e nem a exploração visando lucros supérfluos de uns sobre outros. Em síntese um comunismo primitivo. O poder não era uma simples fonte de benesses e privilégios. Simplesmente era exercido pelos mais fortes e capacitados visando a proteção e o aprimoramento genético do grupo. A racionalidade trouxe o maquiavelismo, a corrupção e as fraudes em seu bojo. Com o ganho racional o pensamento se tornou em ondas que se somaram indefinida e definitivamente retroalimentando a calda do universo. O espectro de ondas do universo até então de ondas aleatórias foi se povoando de ondas provenientes de pensamentos com significados. O espectro eletromagnético do universo é o silo que armazena, de forma ondulatória, cada pensamento que todos os seres dotados de racionalidade emitiram ou vão emitir do começo ao fim dos tempos. Quem sabe aí o inconsciente coletivo de Jung, quem sabe aí o mundo das idéias de Platão. Nessa teoria eu justificava a telepatia com uma analogia ao rádio e a TV, cérebros que trabalhavam em uma mesma freqüência. Explicava as experiências de vidas passadas e súbitos conhecimentos inexplicáveis com a captação de ondas perdidas no tempo e no espaço. Afirmava que a chamada mediunidade era o produto de cérebros que por algum fenômeno desconhecidos podiam sintonizar mais freqüências que os cérebros ditos normais. Nos anos sessenta como hodiernamente a ecologia e a preocupação com a violência já eram pautas importantes na agenda da sociedade. A respeito disso minha tola teoria dizia que, alem da ambiental, o mundo sofria de alto nível de poluição eletromagnética proveniente do rádio, da TV, dos aparelhos de micro ondas e já nem me lembro do que mais. Prosseguia afirmando que o homem era vitima da ação dessas ondas, as quais, agindo insidiosamente em seu cérebro, poderiam no nível do inconsciente produzir alterações de conduta. A base desta proposta estava no fato de que nesta época havia muitos estudos sobre sugestões subliminares que eram testadas sobretudo na área de publicidade. Por algum tempo fui alvo de chacota sem consistência de maldade e sim fruto da imaturidade do meio em que me relacionava. Hoje mais maduro vejo como é nocivo criticar e desestimular. Dizer-se não podes ou isto não é para ti pode soar como uma ordem ou bloqueio para a alguém que se dispõe a alguma coisa. Não é reservado a ninguém o direito de sepultar sonhos e possibilidades.