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A História do mundo e o sentido da vida

25 de fevereiro de 2010 8

Decidi que o livro que vamos escrever juntos, eu e vocês, será ainda mais pretensioso. Não contará apenas a história do mundo: descobrirá também o sentido da vida. Assim, o título será precisamente esse:

“A História do Mundo e o Sentido da Vida”.

Dará certo.

Conseguiremos.

Prova? Antes mesmo de tecer o primeiro capítulo, a ideia já funcionou. Escrevi um texto sobre o neanderthal e os leitores forneceram preciosas contribuições. Por isso, resolvi aproveitar o texto escrito e publicado. Segui o princípio que sigo na cozinha, o aproveitamento de restos. Tenho apreço especial por cozinhar com sobras de refeições. O carreteiro feito com a picanha e o salsichão do churrasco do dia anterior. A massa de forno que já foi a carbonara do meio-dia.

Essas coisas.

Aproveitamento de sobras, sim senhor.

Então, tomo o texto já publicado e o refaço e o aumento e o burilo e tento dar-lhe novo lustro. Mais: valho-me dos comentários ilustrativos dos inteligentes leitores. Jorge, por exemplo, disse que o neanderthal extinguiu-se por si próprio. Talvez tenha sido assim. Talvez não. Os cientistas não têm certeza de como o neanderthal desapareceu de sob o sol. Logo, minha tese pode ser a correta. Modestamente.

Já Joubert comenta que o neanderthal só existiu na Europa. Não é verdade. Claro, o neanderthal foi encontrado na Europa. Por esse motivo ele se chama neanderthal, o vale onde foram desencavados os primeiros ossos conhecidos da espécie, no século de 19. Esse lugar, que por uma coincidência feliz significa “Vale do Homem Novo”, situa-se na fria Alemanha, onde hoje fica o estado da Renânia do Norte. O nosso amigo neanderthal viveu lá durante um dourado período que se estendeu mais ou menos de 300 mil anos Antes de Cristo a 30 mil anos Antes de Cristo. Bons tempos. Mas neanderthal não se restringiu àquela área. Espraiou-se por toda Europa, pela Ásia, pelo norte da Península Arábica e possivelmente vagou pela mãe África das savanas e dos Big Five.

Dê uma lida no primeiro capítulo do nosso livro. Repare nas semelhanças e nas diferenças entre os dois textos. O que foi aproveitado, o que foi rejeitado, o que se modificou. Constate como o aproveitamento de restos pode ser apetitoso. E corrija-me, se estiver errado.

Comentários (8)

  • Julio Ribeiro diz: 25 de fevereiro de 2010

    Estou lendo o livro Historia Filosofica do Genero Humano de Antoine Fabre D`Olivet.
    Ele conta que os Atlantis venceram os Boreais pela influencia das mulheres.
    Segundo ele, as mulheres dos Boreais eram maltratadas e entao preferiam os inimigos Atlantis. Comecaram a trair sexualmente e depois trair no sentido de conspirar para a derrota de seus maridos.

    Bom, agora veja se isso se encaixa de alguma forma no seu texto.
    Um grande abraco.
    Julio

  • vanderlei diz: 25 de fevereiro de 2010

    Olá David, quer contar a história verdadeira do mundo? Sério mesmo?
    Ela é simples, está no livro de Gênesis do Livro preto, conhece? A Bíblia, o resto é estória pra ‘boi dormir’, abraço.

  • Daniel Perottoni diz: 25 de fevereiro de 2010

    Prezado David.
    Gosto muito dos teus textos e participações no PB.
    E a bibliografia sobre esse nosso livro. Poderías nos dar algumas dicas?
    agradeço.
    sds
    Daniel

  • Giovani Zanon diz: 25 de fevereiro de 2010

    Caro Davi,

    Também busquei a indagação profunda de, como raios, nós “bobos sapiens”, mandamos para o limbo o sábio e invejado Neanderthal. Na minha indignada reflexão, pensei que o processo pelo qual passaram, talvez possa ser comparado com o nosso próprio silencioso processo de extinção do “moderno sapiens”.

    Vejamos… As “espertas sapiens”, vem tocando com maestria nas ultimas décadas, um plano estratégico de inutilização das virtudes masculinas de nossa espécie. Como sabemos, para a natureza, só se perpetua aquilo que possui UTILIDADE! Ou seja, sirva para alguma coisa, por mais imbecil que seja. Simples assim… Se mantenha necessário para a existência ou fatídicamente será aposentado.. ecosistêmicamente falando.

    E nós, “bobos sapiens”, achamos que ainda servimos para quase tudo, mas logo, quando todas as lideranças políticas mundias vestirem saias, nem no imaginário popular estaremos figurando como o gênero direcionador dos rumos da humanidade. Viemos aceitando nas ultimas décadas o caminho do exílio com uma passividade notável, e o mais intrigante, parece que estamos adorando tudo isso!! Eu por exemplo, já aceitei a minha condição de coadjuvante do lar. Inclusive tenho pensado fortemente em deixar de trabalhar para me dedicar a complexa organização da vida de minha esposa mega-ultra-requisitada executiva. Oras, o que tem de mal nisso não é? Nada de mais.. apenas aceitar também, resignado, a caminhada de passos largos para a extinção.

    Finalizo apenas como meu profundo concernimento de pensar que esta tal evolução de espécies possa transformar o tão belo e vistoso corpo feminino em algo andrógino. Que lambança hein mãe natureza??? tsc.tsc.

    Abraço!

    Giovani Zanon.

  • Juliano Maoe diz: 25 de fevereiro de 2010

    Caro David, estudos indicam que as mulheres enxergam uma variedade de cores infinitamente superior aos homens, como rosa “bebe”, rosa “choque”, “salmon”, etc..Já os homens “sapiens sapiens” enxergam apenas as cores como cores que são: Azul, vermelho, amarelo, etc.. Já para os nossos amigos neanderthals, assim como para os galdérios, tudo era muito mais simples, existem duas definições de cores: preto e branco e colorido!

    Um abraço,
    Juliano”solteiro incomodativo”Maoe.

  • Tiago Pedrazzi diz: 25 de fevereiro de 2010

    Bom, achei sensacional a ideia de publicar um texto envolvendo o tema da masculinidade comparando o sapiens sapiens com o neanderthal. Muito bom.

    Para uma melhor compreensão indico assisitir o filme “Clube da luta” com Brad Pitt, é muito bom e trata das preocupações do homem moderno.

    Gostaria de colaborar com uma informação que talvez seja uma pista aos homens. Nunca houve uma mulher chefe de algum banco central. Em nenhum lugar do mundo, ora, talvez essa politicagem pesada que passa pelos bancos centrais de todo o mundo seja demasiado para as mulheres, talvez elas não gostem de se envolver tanto com esse tipo de coisa. Pilotos de Altomobilismo, não me lembro de nenhuma, Principalmente na F1, se aproximam do futebol, mas na F1 ainda estão mantendo uma distancia. Talvez esta seja outra pista.

    Mas isso não quer dizer que nunca chegem a ser “Fernandas Meireles” ou “Micheles Schumacher”, por isso devemos ter cuidado, pois quando chegarem neste patamar estaremos perdidos, pois o poder mundial estara com elas, e não serão mais as nossas ferraris que chamaram a atenção delas.

    Gosto muito de suas colunas e seus textos.

    Abraços.

  • Vitória Stürmer Bortoletti diz: 1 de março de 2010

    Caro David,

    Sou estudante do terceiro semestre de Comunicacão Social – Jornalismo e meu professore da disciplina “História das Mídias”, sugeriu como bibliografia o livro Evolucão na Comunicacão, de Giovanni Giovannini, um dos nomes mais respeitado no mundo da comunicacão.
    O livro esclarece nos seus mínimos detalhes, a historia das diversas mídias e principalmente do jornal impresso. Desde o invento da linguagem, passando por Gutenberg, realizando uma volta por diversos países e suas diferentes culturas, chegando ao que chamamos hoje de webjornais. Nas primeiras páginas o autor inicia uma viagem pré-histórica e passa pela fase dos Neanderthalenses abordando o tipo de linguagem que eles usavam: os neanderthalenses contavam com uma forma de linguagem que era expressada na decoracao das paredes das cavernas e isso ocorria algumas dezenas de milhares de anos antes do homo sapiens e de sua arte grafica. Além disso, ma época do homo sapiens, os sistemas de comunicacao oral progrediram muito mais do que 80.000 anos antes com o homem de Neanderthal, isso significa que o homo sapiens era um ser mais evolutivo que o nenderthal, nao somento por ter vivido depois, mais pelo seu modo de expressao e pela forma da linguagem utilizada.

    Fico grata por estar fazendo parte de seu blog e espero respostas!

    Gosto muito de ti e das suas colunas.

    Abracos

  • David Coimbra » Blog Archive » Neanderthal, um solteiro feliz diz: 7 de março de 2010

    [...] futebol, David Coimbra sempre apresenta um ângulo inusitado para temas corriqueiros. « A História do mundo e o sentido da vida Pela extinção da EPTC [...]

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