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A extinção das avós

10 de março de 2010 38

Não existem mais avós. Avós de verdade, digo. De cabelos brancos e vestido floreado. Avós de óculos na ponta do nariz, que sabiam cozinhar, que passavam o dia produzindo bolos olorosos, que contavam histórias.

Avó de cabelo preto não é avó. Avó de calça jeans não é avó. AVÓ DE TATUAGEM NÃO É AVÓ!

Eu fui um neto feliz. Tive uma avó de verdade, que fazia schimier, figo em calda, pão de forno, que fazia ela mesma a massa do almoço de domingo e seu molho denso, uma avó que plantava flores nos canteiros e criava galinhas no quintal – vó tem que ter quintal.

Minha vó era devota do Padre Reus, minha vó sabia que formiga se combate com vinagre, minha vó nos dava Elixir Paregórico, minha vó dizia para minha irmã ter cuidado “porque a moça é como um cristal: depois que se quebra, não tem mais conserto”.

Eu tive uma avó!

Vocês, netos de agora, não.

Algumas tradições têm de ser preservadas.

Por isso é que não gostei da nova camisa do Grêmio.

E você, leitorinho e torcedor, aprovou a roupa nova?

Comentários (38)

  • Tiago Lowell diz: 10 de março de 2010

    Avo que fazia schimier foi muito boa hehehhehehe

  • Ricardo Boff diz: 10 de março de 2010

    David, não acho que a camisa do Grêmio tenha se distanciado tanto assim da tradição.
    Creio que ela está como uma dessas vovós ainda típicas, mas que se dão o luxo de frequentar bailes da terceira idade e pegar uns vovôs de vez em quando. Só um pouco mais ousadas, mas sem deixar de ser avós. Eu gostei! Abraço!!!

  • Erivelton diz: 10 de março de 2010

    Não gostei mto… será que é tão difícil pegar a camisa de 81 ou de 83 e fazer uma IGUALZINHA, bastando apenas incluir patrocinadores e logotipias atuais??

  • Filipe diz: 10 de março de 2010

    Eu gostei, e vou além, como o estatuto do Grêmio diz apenas que:
    Art. 113. As cores do GRÊMIO são o azul celeste, o branco e o preto, não podendo ser modificadas em hipótese alguma.
    Art. 114. O uniforme principal é constituído da camisa de listras verticais, do calção preto e meias brancas, e nos uniformes reservas predominarão as cores azul, preto ou branco.
    Gostaria de ver uma camisa do Grêmio no estilo da Inter de Milão, com as listras nas cores azul e preta e somente alguns detalhes em branco… acho muito bonita a camisa do time italiano.

  • Bruno diz: 10 de março de 2010

    Concordo contigo, David, não gostei da nova camiseta do Grêmio. Ela até pode ser bonita e tal, mas não é Grêmio, sabe? Eu tenho uma camisa cinza e preto que é bem bonita e moderna, mas nem por isso vou querer que ela seja o uniforme do Grêmio, é a mesma coisa com relação ao novo uniforme: não é porque uma camisa é bonita e moderna que tem que ser ela a camisa utilizada pelos jogadores em campo. Uniformes de times de futebol têm toda uma tradição por trás e ela não pode ser desfeita apenas porque o “futuro chegou” ou “quem vive de passado é museu”. Ah, e a propósito, eu tive duas verdadeiras avós. Apesar de ter vivido com elas apenas na década de 90, elas faziam massa, faziam pão no forno, faziam schimier, usavam vestidos floridos e não pintavam o cabelo… ah, que saudade das minhas avós…

  • leandro diz: 10 de março de 2010

    concordo com o Erivelton….

    será que é tão difícil e complicado fazer o SIMPLES????

  • Diego Alan de Mello diz: 10 de março de 2010

    Caro David, tenho 20 anos, e posso dizer que tenho avó de verdade, exatamente como tu descreveu. O nome dela é Odilia de Mello, que é nome de vó,cabelos brancos, sem tatuagem, que faz massa caseira e shimier, aliás hoje mesmo ela esta fazendo de goiaba.
    Com todos estes iteis posso afirmar que tenho avó de verdade.

  • felipe diz: 10 de março de 2010

    no início não gostei, mas vendo melhor agora ficou muito boa!

  • Jorge diz: 10 de março de 2010

    não gostei do texto. além de ser meio preconceituoso com as avós modernas, tem aquele velho reducionismo que não dá mais pra aguentar.

  • eduardo hardem diz: 10 de março de 2010

    não gostei, deicham a tradição de lado p/ faser uma coisa inovadora não ligando nem um pouco p/ o passado do clube, tendo o unico objetivo de comercialização.

  • Renata Arteiro diz: 10 de março de 2010

    Ok, ok, até concordo que a camisa não agradou muito.. mas ainda sobre as avós.. tenho 19 anos e tenho uma avó exatamente como tu descreveste a tua..
    Só que no lugar de shimier, ela faz maravilhosas cucas, massas caseiras e chocotones..hehe

  • Vinicius Canova diz: 10 de março de 2010

    Até que gostei da novo camisa. Mas certamente prefiro a clássica. Às vezes, a necessidade de inovar leva os desenhistas para caminhos fora da rota normal.
    A direção deveria colocar o novo uniforme como número 02. deixando o clássico como número 1.

    Abraço!!

  • Leleco diz: 10 de março de 2010

    O uniforme atual parece um pijama de vovó…rsrsrs

  • matheus diz: 10 de março de 2010

    eu tbm tive uma vó por isso tbm não gostei da camisa.

  • Machiavel diz: 10 de março de 2010

    Não gostei! Pior que essa camisa aí só aquela do Inter que mais parece um Peru em campo! Sobre vós, falo outra hora. Mas posso antecipar que não fui o queridinho delas nem gostava de suas cucas abatumadas.

  • gustavo guedes diz: 10 de março de 2010

    Caro David,

    não vou comentar sobre a nova camiseta porque tudo que deveria ser dito já foi dito.
    Tens razão quanto à falta de avós, elas estão em extinção mesmo. Por sorte ainda tenho a minha, que é uma mistura da sua com as mais modernas.
    Ela não faz schimier, mas faz sorvete; usa vestido floreado, mas pinta o cabelo; não cria galinhas no quintal da nossa casa, mas faz um bolo de cenoura que só ela. Faz até a cobertura. Minha vó só sabe o que é uma calça jeans porque faz a bainha das minhas, quando ela vê um formigueiro vai logo botar a agua a esquentar na chaleira para matá-las sem dó nem piedade. Outro ser vivo que ela mata sem sentir o menor remorso são lesmas que comem as folhas das plantas que ela tanto cuida.
    Cara, como amo a minha avó.

    Parabéns por todo teu sucesso. Abraço.

  • Daniel Correa diz: 10 de março de 2010

    David, tu que adora dizer que a origem do DEM é uma ditadura, nao vai comentar o apoio do Lula à democracia cubana?

    E sobre os bandidos que fazem greve de fome la na ilha?

    Nadinha?

  • Gabriel Vieira diz: 10 de março de 2010

    A camisa ficou horrível. Mas pior que ela só ver o Adilson com ela. Aí é de doer.

  • Marco diz: 10 de março de 2010

    Cara, eu tive duas avós assim…. era mto bom… hehehehhe….hoje minha mãe é avó, de calça jeans e cabelo castanho…. e meu filho curte muito ela…. ela não tem quintal, mas leva ele pro shopping… por mais q mudem, avós serão sempre avós… assim como a camisa do Grêmio… na boa, eu achei bonita, e acho q não fugiu muito da tradição… deu uma modernizada, mas por mais q mude, sempre será a mais bonita….

  • gilda lopes diz: 10 de março de 2010

    Adorei o artigo sobre as avós. Eu tambem tive uma avó assim. Bárbaro.
    Não sou avó, ainda, mas as avós com que convivo não fazem massa em casa,muitas não plantam nos jardins, não fazem doce de calda, mas continuam sendo avós na essência, amam e curtem seus netos.
    Usam computador, ela tem que acompanhar os novos tempos.
    Quanto a camiseta do Grêmio tambem não achei legal.
    Que continues com teu sucesso!

  • Marisa Oliveira diz: 10 de março de 2010

    A camiseta ficou só meio estranha por causa das listras verticais…ainda bem que tenho a antiga. Não saindo fora das cores tricolores, tudo bem. E a minha avó de verdade torcia para o Cruzeiro..

  • Clarice S. de Medeiros diz: 10 de março de 2010

    Prezado David
    Eu também tive uma avó como a tua.Os cabelos brancos eram disfarçados por um celofane azul. Andava pela casa sempre de salto alto e colar de pérolas e nada a impedia de ser uma excelente cozinheira( nunca mais comi uma tainha recheada com camarão como a que fazia); doceira ( a goiabada cascão com nozes até hoje aumenta a minha salivação); costureira(explicava-se o “modelito” e , dentro de algumas horas, ele estava pronto);médica( não nos dava elixir paregórico, mas tinha sempre à mão a “tintura balsâmica” uma fórmula iodada que curava tudo) enfim,se a luz faltava, trocava os fúsíveis.Não conseguiu, no entanto, dirigir automóvel. Saudosa vó Olga.

    Tornei-me avó.
    Era preciso, agora, deixar marcas para que a minha neta me lembrasse.
    Por isso, eu também faço comidas gostosas; eu faço doces saborosos; eu conserto roupas,; eu faço tricô; eu troco lâmpadas;eu pinto paredes.
    Eu dirijo meu automóvel. Eu estudo. Eu dou aulas.Eu corrijo provas.Eu cuido do jardim.
    Eu uso calças jeans.
    E pasma, EU TENHO UMA TATUAGEM.
    ELAS NÃO FORAM EXTINTAS.APENAS SE MODERNIZARAM.
    Um abraço,
    Clarice

  • Gaúcho Colorado diz: 11 de março de 2010

    kkk

    Não sei o que tudo isso tem a ver com a foto… mas, se na foto, são as VÓS… eu quero uma prá mim! Dessas da foto.

    Já passei do tempo que tu citou… tive todas as vantagens de ser um neto dos anos 70/80. Agora, já que estou vivo, vamos curtir as novas vós que aí estão.

    Abraços saudosistas. kkk

  • Gisele Bassani diz: 11 de março de 2010

    kkkkkkkkkkk
    Eu tenho uma tatuagem, então vou continuar sem
    filhos para não correr o risco de ser uma avó des-
    virtuada….. huahauhauhauhauha

    Quanto às camisetas do time citado…
    Jamais gostei de nenhuma, acho todas horrorosas,
    afinal, sou colorada.

    =D

    Beijo, David.

  • Valmir Müller diz: 11 de março de 2010

    David

    Gostei muito do texto ilustrando um passado muito maravilhoso que tínhamos com nossas avós, mas todos devemos estar sempre em constante renovação, assim como nossas amadas avós, mas SEM PERDER A IDENTIDADE!!!!!! É isso que está acontecendo com a nossa camisa tricolor!!! A quantos anos não temos uma camisa realmente IMORTAL TRICOLOR???? Fora a LINDÍSSIMA camisa da Libertadores, ta difícil acertarem a mão!!!!

    Grande Abraço,

    Valmir Müller

  • Matheus diz: 12 de março de 2010

    Entre parecer um peru e ser e vestir-se como uma banana, eu ainda fico com a primeira hipótese.

  • Gabriel diz: 12 de março de 2010

    Não é querer me gabar, mas eu tenho avós legítimas, que têm galinheiros e fazem chimia e fazem figo em calda – não só figo, mas outros doces. Além de fazerem cuca, pão de ló, e tudo mais que só as vós sabem. Elas contam histórias, sobre ‘aquele tempo’, sobre seus falecidos maridos, sobre gente do tempo antigo. Elas dão conselhos, falam e ouvem.
    Elas, assim como eu, são do interior, a razão é essa. Ainda existem avós de verdade!

  • Anelize diz: 12 de março de 2010

    Olá,
    sobre as avós eu tenho uma avó nada nada moderna pelo contrário ela é bem retrô…rsrs
    eu tenho 20 anos e minha vó 78 anos….ela não anda de elevador, nem de escada rolante, não gosta de celular, nunca teve e nem quer ter,não usa calça jeans, usa vestidos e tsaias e ternos, ela anda muito elegante e sempre no saltinho…ela lê muito e sabe muito sobre politica e qualquer outro assunto, cozinha muito bem e tudo aquilo que vó faz!!!rsrssr
    Bom essa é a minha vó…ela é um máximo não cansa nunca e é a valvulá de escape de toda minha familia!!!

  • Anelize diz: 12 de março de 2010

    Gabriel és de qual interior??rsrs
    também sou do interior e atualmente moro em POA….eu moro em Tapes, conheçe?
    abraço!
    adorei suas avós eu tenho uma muito parecida , mas ela ta bem velhinha e não faz mais estas coisas, mas ela mora pra fora e tem galinheiro…rssrsr

  • Elisabete diz: 12 de março de 2010

    Eu também tive uma avó que sabia fazer de tudo e se foi á muito tempo e sinto tanto sua falta….Hoje já sou avó e não tem coisa melhor,algumas coisas sei fazer,mas o mais importante é que tenho tempo para levar meu neto para passear e se divertir,coisa que seus pais não têm mais…
    Quanto a camisa do GRÊMIO é lindíssima.

  • Erivelton diz: 12 de março de 2010

    E se fosse da Adidas? Quem sabe não ficaria assim:
    http://3.bp.blogspot.com/_1K-ZQnQXRXI/ShfKlQh0dMI/AAAAAAAABFg/0qS6OCQts8s/s1600-h/gremio_20090317_1345150645.jpg

    Na minha opinião, mesmo não sendo extremamente tradicional se comparada as tricolores históricas, ela seria muito mais tradicional do que os modelos que a Puma vem lançando…

  • William Guterres Felix diz: 14 de março de 2010

    @Erivelton
    Erivelton, discordo da sua opinião da camisa do Grêmio se fosse da Adidas. Com certeza seria muito mais conservadora do que as “modernices” da Puma. Como exemplo podemos ver a camisa feita para a copa deste ano para à Argentina. Talvez a única frescura que tivesse seria aquele “x” nas costas que é horrível esteticamente, mas faz parte da campanha da Adidas.
    Ainda sonho em um dia que a Adidas forneça o material esportivo para o Grêmio. Com a Puma não dá mais.
    Fora Puma!

  • Rodrigo Daudt diz: 14 de março de 2010

    Eu tive a mesma sorte do David: tive avós de verdade… Sendo assim, nada mais lógico: a camisa nova é horrível… Aliás, como horríveis tem sido quase todas as que a Puma fez. E os culpados quem são??? De um lado, pós-graduados executivos de “marqueting”; do outro, torcedores trouxas que a cada 6 meses vão lá e adquirem a “nova” camisa do tricolor (por pior que seja, basta ser “a nova”). O Grêmio possui uma camisa: aquela nas quais as listras azuis e pretas possuem a mesma largura, intercaladas por faixas brancas mais estreitas. O resto, é pra bobalhão comprar. E o pior: sobra bobalhão pra comprar camisas que a cada edição tornam-se mais distantes das quais vestiram nossos heróis nas suas épicas conquistas… Resta um consolo apenas. Por enquanto, graças ao deuses do futebol, meu time não ganhou nada com estes uniformes estapafúrdios (golinha de marinheiro, Vê se pode…). E se o pessoal vai lá e compra, azar o meu. Azar de todos que tiveram avós de verdade.
    Fora Puma!

  • Eduardo diz: 15 de março de 2010

    Pois eu, David, tive uma namorada (filha de italianos) na adolescencia que só gostava de coisas de meia-idade.
    Comecei a namorar com ela quando tinha uns 15. Naquela época, viajar sozinho com namorada não era permitido, então fazíamos planos de viagem. A “Maledeta” só falava em Paris, Buenos Aires e praias do nordeste. Onde estava Barcelona?, Amsterdan, Tokio e coisas do gênero? me perguntava o que faríamos quando chegássemos aos 60.

    Falavamos em beber (na verdade nem bebíamos), mas ela só gostava de “Champagne”, enquanto eu, pobre diabo, só pensava na cerveja (e skoll ou Malt 90, pois Paulaner e Guiness eram produtos de revista).

    Como consequencia daquele infeliz relacionamento, acho que resolvi não gostar de bens materiais velhos. Por isso achei bonita a nova camisa do GRÊMIO. por isso, quando bate uma saudade bem forte daquela “maledeta”, eu coloco a minha (7) Renato 1983 ou a (16) Jardel/95, mas não como mais pão com shmier, até porque só minha vó sabia fazer… ah… só ela sabia…

  • David Coimbra » Blog Archive » Faça você mesmo a camisa do Grêmio diz: 16 de março de 2010

    [...] gremistas não gostaram da camisa nova do clube. Em post da semana passada, deu para notar nos [...]

  • Joyce diz: 16 de março de 2010

    Avó que cria galinhas e tem quintal!! Adorei!! Isso é avó. Sinto uma saudade dos tempos da casa da minha vó. Ela tinha um galinheiro desativado que era a alegria das crianças. Meu Deus como eu gostava daquele galinheiro, todas as brincadeiras do mundo cabia lá naquele quintal. Éramos os Backyardigans de antigamente. Um belo dia, meus tios resolveram reformar a casa. Limparam tudo, pintaram a casa, ficou linda.. Quando corri pro quintal..a maior tristeza de todos os meus longos 7 anos de vida..o galinheiro não existia mais…
    Estou de acordo David, tem certas coisas que não deveriam mudar nunca: as casas de vó e camisetas de time, são duas delas. Saudade das camisetas tradicionais do meu tricolor. Saudade da casa da minha vó. Saudade da minha vó.

  • Elda Bruttomesso diz: 24 de março de 2010

    Olá. Pois é! Tenho 48 anos e há um ano e pouco alcancei a graça divina de ser avó. Porém, David, que decepção: uso calça jeans (manequim 38 desde os 15 anos – 1,70m altura – 56 kg – nunca fiz dieta); sou loira natural mas, naturalmente, tenho cabelos brancos então…. tinta neles; sempre fui, desde adolescente, uma excelente cozinheira, mas somente de comida salgadas (aprendi com minha mama e minha nona – italianas puras); não crio galinhas e jamais criarei mas sei preparar pratos maravilhosos com as aves que compro limpas e depenadas. Fiz, há 12 anos, pasme……………….. uma tatuagem, pequenininha (um ideograma = amigos), que eu adoro. BEM, POR SORTE, TENHO UM QUINTAL, aonde brinco muito, nos finais de semana, com meu neto Francesco.
    Não acho que as vovós atuais se modernizaram. Acontece que nós, vovós atuais, nascemos em uma época diferente daquela das nossas nonas. Veja bem, David, toda avó, com certeza não nasceu avó. Ela foi filha, namorada, esposa, mãe e, aí sim, avó. No meu caso David a história é um pouco diferente da regra geral: casei com 19 anos e fui mãe. Separei, namorei, namorei, namorei… e depois, aos 38 anos casei e ….fui mãe. Me defino como mãe velha e mãe jovem. Hoje minha filha Giovanna, mãe do meu neto de 1 ano, tem 29 anos. Meu filho, Lorenzo, tem 9 anos. Estou aprendendo a ser avó ao mesmo tempo em que meu filho está sendo alfabetizado. Aliás, sou a terceira esposa do meu segundo marido, entendeu…. E mesmo assim caro David, me sinto avozona, e insisto para que meu neto me chame de vovó. Não faço bolo mas compro delícias e digo para ele: bolo da vovó; doce da vovó e você não imagina o momento de felicidade dele e meu quando compartilhamos os pedaços e migalhas desse bolo da vovó. Você já sabe: o importante não é “quem-fez-o-bolo”, mas sim saboreá-lo, num momento feliz e cheio de paz, com quem amamos. Agora, devo dizer que a bacalhoada que eu faço… é de deixar quaisquer netos (inclusive os de outras avós) tão deliciados que nem lembrarão o que é “bolo”.
    Bem, David, de qualquer sorte, consigo ensinar meu filho e meu neto a subir nas árvores do meu quintal, a brincar com água, de balde ou de mangueira, a fazer “bolinho de terra” – que delícia. E tenho certeza que um dia, meu neto vai dizer “a minha vó é adorável, é das antigas”.

    Afinal, David, há uma mágica em torno das avós (seja de que espécie for), e é por isso que elas se transformam, sempre, em lembranças suaves, olorosas e coloridas, remetendo a dias felizes.

    E, por fim, sou gremista e quanto a camiseta do grêmio….. sei lá, não consegui nem tempo para analisar pois quando tenha tempo estou com meus amados familiares, no meu quintal, com minha tatuagem, cabelos tingidos e jeans, celebrando a vida. Vou olhar com calma mais tarde, se der….

    Abraços

  • Rafael diz: 25 de março de 2010

    Elixir Paregórico!! Muito tomei… A gente tá velho, David! Abraço!

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