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Aprenda com um dos mestres

29 de março de 2010 26

Morreu Armando Nogueira, um dos estetas do texto do jornalismo brasileiro. Não do tal “jornalismo esportivo”, que isso não existe. O jornalismo não pode ser esquartejado como se fosse um boi de açougue: o coxão de dentro do jornalismo, a alcatra do jornalismo, o filé. Jornalista é jornalista em todas as áreas. Armando Nogueira era um desses espécimes. Comandou o Jornal Nacional, e o fazia da economia a variedades.

Mas, é verdade, gostava mais de esporte. Quando escrevia sobre esporte, se soltava. Escrevia como um passarinho. Para homenageá-lo vou fazer com que ele próprio se homenageie. Tenho cá uma Revista Senhor de 1960 em que Armando Nogueira escreveu um perfil daquele que se tornaria um de seus personagens favoritos: Pelé. Vou reproduzir o trecho inicial da matéria de Armando para que você beba um pouco de sua arte, para que você, estudante de jornalismo, candidato a beletrista ou escrevinhador de e-mails, aprenda com quem sabia fazer:

“Tem 20 anos, entende de fotografia, chuta com os dois pés, namora (escondido da imprensa) uma garota de Santos, tem voz de barítono, pele negra acetinada, é sonso na área, enquanto a bola não vem, ganha cerca de 300 mil cruzeiros por mês, gasta 30 e manda o resto para a família, em Bauru. Nasceu em Três Corações, Minas Gerais, e tem tais afinidades com o futebol que certamente nasceria bola, se não tivesse nascido gente”.

Comentários (26)

  • Edu diz: 29 de março de 2010

    Só via o RJ e São Paulo como jornalista esportivo. Nunca vi escrever nada que prestasse a favor do futebol do Sul do Brasil. Lembro que foi um dos criadores (junto com o Milton Neves e o Juca Kifuri) do stigma do Grêmio “violento” na década de 90 pra favorecer os times paulistas que sempre perdiam pro Grêmio. Não deixará saudades na minha lembrança.

  • JOSIAS diz: 29 de março de 2010

    FICA FOSSATI.

  • Alex diz: 29 de março de 2010

    Vai tarde esse velho caduco (caduco a vida inteira)

  • eto diz: 29 de março de 2010

    “No esporte não existem vitórias nem derrotas definitivas” nunca esqueci desta frase dele, bem a calhar neste momento da dupla onde um só ganha e outro só perde, porém o torcedor sofre com a ansiedade na expectativa que a mudança ocorra logo…

  • Mauro diz: 29 de março de 2010

    Caro David,
    craque é craque. Não dá para esquartejar este adjetivo. E Armando Nogueira é um craque. Seus textos estão disponíveis a todos, a qualquer momento. O mesmo não ocorre com os jogadores. Eles se vão e ficam os vídeos, concordo. Mas nos vídeos você não tema visão do conjunto da obra. A movimentação, o olhar ante-vidente, a colocação, o deslocamento, o jogar sem a bola. Essa a vantagem de Armando sobre Pelé. Muitos ouviram falar de Pelé, mas não o viram em ação ao vivo. Não é a mesma coisa do que ler um texto pela primeira vez, um texto quase perfeito do Armando. Quando sentir saudades do seu estilo, basta ler um de seus textos. Ali está ele com toda a sua categoria. Quando sentir saudades de um craque do futebol, bem… Ia dizer vá a campo, mas só se for na Europa…
    Abraços
    Mauro

  • Daniel Barcia diz: 29 de março de 2010

    Armando também escrevia, maravilhosamente bem, em uma revista de aviação chamada Frequencia Livre. Vejo pouco falarem disso, mas até bem pouco tempo atrás ele ainda pilotava aviões no CEU (Clube Esportivo de Ultraleves). Sempre prestei mais atenção nesses textos. Agora, lendo um pouco mais seus textos sobre futebol, dá pra confirmar o estilo dele. A mesma forma que ele descrevia um gol, ele descrevia um pouso bem sucedido.

  • Coelho diz: 29 de março de 2010

    O inter nunca nos deu tanta alegria como agora, é muito bom ser gremista, ops SECADOR
    HAHAHAHA

  • Machiavel diz: 29 de março de 2010

    Sei que tem muita gente que não gosta mas eu colocaria um ponto-e-vírgula em algum lugar do texto do Armando. Para mim, ponto-e-vírgula tem jeito de craque — desses que brincam com a bola na cabeça. Penso que seria uma forma de homenagear, ainda mais, o Rei do Futebol.

  • Carlos Alfredo G. Britto diz: 29 de março de 2010

    Certa vez, há uns 26 anos na TV Gaúcha, hoje a nossa RBS TV, o Armando Nogueira falava a uns poucos privilegicados futuros jornalista. Eu era um deles. Escutei com atenção aquela fala simples, direta, descomplicada sobre o telejornalismo e a TV Globo. Em uma das perguntas dirigidas ao Armando (desculpem-me em não lembrar o autor) provocamo-lhe sobre qual a maneira mais eficiente e o jeito ideal para um jornalista de verdade, de sucesso… na sua calma e serenidade característicos respondeu em apenas uma respiração: vocês têm que aprender a usar a emoção com equilíbrio em cada situação da vida, até no jornalismo, ensinou o mestre.
    Vá em paz mestre Armando, e tenha a certeza que deixarás muitos admiradores nesta vida.
    Jornalista Carlos Britto

  • Valair Ferreira diz: 29 de março de 2010

    Um belo texto pra se ler (exceto se for gremista).

    Sim, pq o Seu Armando, como falam, odiava o futebol aguerrido do Grêmio. Acreditava que futebol, era um salão de gala, e não compreendia o Vanerão dançado nos bolichos aqui do sul.

    Dessa forma estigmatizou o grêmio de 95 como time violento. E o pior, abertamente declarou que torceria pelo Ajax, na decisão do mundial, e assim deve ter procedido mesmo. Mas ele era livre pra torcer pra quem quisesse. Só não precisava taxar o Grêmio de futebol violento, só porque superava o rio-sp.

    Entendo ele. Se acostumou com futebol de Pelé e Garrincha. Eu nem sequer presenciei isso.
    Nos inúmeros vídeos que vi, do futebol romântico saudado pela imprensa carioca, eu vi outro futebol, que nunca tinha visto, ou nunca presenciei ao vivo. Futebol lento. Os jogadores paravam, pensavem, davam toques de letra. Ninguem se aproxima pra marcar.
    Até que é bonito de ver. Mas não faz parte da minha realidade.

    O futebol guerreiro, não combina mesmo com a poesia do Seu Armando.

    Enfim, menos um carioca romântico no futebol. Vá com Deus.

  • Valair Ferreira diz: 29 de março de 2010

    O Seu Armando era um belo texto pra se ler (exceto se fosse gremista como eu).

    Sim, pq o Seu Armando, como falam, odiava o futebol aguerrido do Grêmio. Acreditava que futebol, era um salão de gala, e não compreendia o Vanerão dançado nos bolichos aqui do sul.

    Dessa forma estigmatizou o grêmio de 95 como time violento. E o pior, abertamente declarou que torceria pelo Ajax, na decisão do mundial, e assim deve ter procedido mesmo. Mas ele era livre pra torcer pra quem quisesse. Só não precisava taxar o Grêmio de futebol violento, só porque superava o rio-sp.

    Entendo ele. Se acostumou com futebol de Pelé e Garrincha. Eu nem sequer presenciei isso.
    Nos inúmeros vídeos que vi, do futebol romântico saudado pela imprensa carioca, eu vi outro futebol, que nunca tinha visto, ou nunca presenciei ao vivo. Futebol lento. Os jogadores paravam, pensavem, davam toques de letra. Ninguem se aproxima pra marcar.
    Até que é bonito de ver. Mas não faz parte da minha realidade.

    O futebol guerreiro, não combina mesmo com a poesia do Seu Armando.

    Enfim, menos um carioca romântico no futebol. Vá com Deus.

  • Tiago diz: 29 de março de 2010

    Engraçada a descrição do Pelé. Era um gênio das palavras, sim. Não gostava do estilo do grêmio jogar, mas quem não gosta? Eu sou gremista e sinto um nó na garganta quando digo que o grêmio é o campeão da raça, do jogo duro, daquele que nunca precisa de elenco pra ser campeão (ao contrário do inter, que quando se desfalca de seus craques, parece que desaparece a camisa), enfim, ele não gostava do nosso jeito excêntrico de enxergar o futebol, como algo pragmático. Talvez a única coisa que faltasse no Armando fosse intuição: ele nunca percebeu que o estilo peculiar do grêmio nada mais era do que a nossa forma de fazer “futebol arte”.

    A gente, assim como ele, e como o futebol arte, só queria um pouco de atenção.

  • neumann diz: 29 de março de 2010

    Caro David.

    Nunca simpatizei com este jornalista. Detestava o Grêmio. Eu só não gostava de seu estilo, embora reconheça que ele sabia escrever. Mas sua pena de aluguel dizia coisas que, não raro, me desagradavam. Enfim, que vá em paz, e quem sabe em outras vidas ele comente futebol.
    Roberto

  • Jonas Silveira diz: 29 de março de 2010

    Era mais um que detestava meu time… Todas as pessoas são “endeusadas” ao falecer, mesmo as de vida mais conturbada. Sobre os odiosos do Grêmio, como Armando, Anselmo Góis, Juca Kfouri e Milton Neves, não tenho nada a declarar. Se é jornalista, tem o dever da imparcialidade, acho um absurdo jornalista opinar e secar ao mesmo tempo.

  • ALEXANDRE diz: 29 de março de 2010

    A INTERNET É UM ESPAÇO DEMOCRÁTICO, NÃO HÁ DÚVIDA. E ESSA É UMA BOA OPORTUNIDADE PARA AS PESSOAS VEREM O MUNDO ALÉM DO DEDÃO DO PÉ. ARMANDO NOGUEIRA ESCREVIA, COM PRAZER, SOBRE FUTEBOL. E O FUTEBOL VAI MUITO ALÉM DO GRÊMIO. AINDA BEM!
    A SABEDORIA ESTÁ EM APRECIAR AS COISAS COM IMPARCIALIDADE. AFINAL, LEMBRAMOS QUE ELE VIU PELÉ E GARRINCHA. VCS QUERIAM O QUE?

  • Tiago diz: 29 de março de 2010

    Armando gostava de Caetano Veloso. Este explica por que o Armando não gostava do grêmio, neste trecho de uma música: “É que narciso acha feio o que não é espelho”. Ele preferia perder com o time pressionando o adversário, iluminando a alma da torcida através de lances geniais, de craques como a seleção de 82. Ao contrário, detestava abertamente o futebol de força, de resultado.
    O Armando Nogueira era um gênio burro. É engraçado que, à medida que certas pessoas, por graça divina, ganham inspiração, encantamento e criatividade naquilo que escrevem, ao mesmo tempo, perdem a visão da profundidade das coisas. É como se ganhar o talento, significasse ficar cego na alma. Por exemplo, o Pablo Picasso pintava quadros horríveis, sem nenhum encantamento. Ele era diferente do Armando, do Dali, talvez do David, de mim e do futebol arte. Picasso não se interessava pela beleza aparente, pela formatação que encanta os sentidos, tal qual um drible magnífico, ele se interessava pela feiura, pelo belo, pela terra, ou sei lá o que fosse, mas que residisse no fundo da alma das pessoas, nos sentimentos escondidos, nos sofrimentos calados. Picasso seria gremista, com certeza.

    O grande problema do Armando Nogueira, repetindo, foi julgar que a sua concepção era dotada de exatidão, certeza, enquanto os Picassos da vida estavam errados, enganados. Todos deviam admirar o brilho das coisas, o brilho que o encantamento proporciona. Desdenham os opositores do jogo duro, deste pensamento simplista, pois era exatamente na profundidade do desejo do Armando, que residia o veneno que lhe matou: o egoísmo.

    Voltando ao Pablo Picasso, como ele retrataria o Armando Nogueira? Uma criança.

    O sujeito que joga feio, o perna de pau, a torcida que canta diferente de todas as outras do país, o nosso orgulho de ganhar títulos na raça, todos nós, queríamos a mesma coisa que ele, junto de seus preferidos: carinho, admiração. Queremos ser únicos, quremos ser o melhor, queremos ser Deus, estando acima dos outros, a modo de que os outros nos olhem e nos admirem.

    O erro do Armando foi, embebecido pelo seu egoísmo, pela sua estrela, achar que existia apenas uma forma de ser único, quando na verdade, a natureza humana, diuturnamente, prova que é tão complexa quanto o universo.

  • Angelo diz: 30 de março de 2010

    Não conheci tanto assim o Armando Nogueira. Mas ele era um jornalista e um homem que acreditava nos projetos. Os jornalistas têm seus prórpios timmings e, deles, saem coisas maravilhosas mas nunca para serem unanimidade.

  • Everton diz: 30 de março de 2010

    Oi David
    nao podemos e nao devemos guardar magoas, mas oque o amigo ali em cima falou do AN e verdade, nunca elogiou um time fora do eixo rio-sp e qdo o gremio foi enfrentar o Ajax em Tokio, fazia campanha contra o time do Felipao, era um direito dele, mas ele nao deveria usar a tv pra fazer uma campanha contra o Gremio.

    abraco

  • Rafael j diz: 30 de março de 2010

    Seus textos eram realmente bem escritos, de estilo leve e fluente. No entanto, a forma se sobressaía ao conteúdo, que era de uma pobreza franciscana. Pouco ou nada do que ele pregava se aproveita, pois idealizava uma concepção de futebol que nunca venceu coisa alguma. E aquela frase que compara Pelé a uma bola, tão repetida pelos seus colegas jornalistas, é um atestado de imbecilidade. Perde-se, portanto, um grande jornalista, pois conseguiu viver de textos sobre um assunto que nunca conseguiu entender na sua essência.

  • Lourdes Ribeiro diz: 30 de março de 2010

    O jornalismo é complexo em suas vertentes. O mestre armando nogueira batia um bolão com as palavras.

  • Decimar Biagini diz: 30 de março de 2010

    ATÉ LOGO ARMANDO NOGUEIRA

    Tu foste a apurada expressão popular
    Tudo que o povo não conseguiu falar
    Foi dita por tua fina poesia exemplar

    Esmiuçavas o grito de gol e ia além
    Fizestes os gols que Pelé hoje não tem
    Traduzistes a emoção da torcida como ninguém
    Inspirastes muitos cronistas e a mim também

    Fecundo foi o verso que saiu de tua boca
    Fecundo foi o conceito que tinhas da vida
    Fecunda foi tua arte, que não foi pouca
    Fecundo foi teu jeito com a idéia tida

    Decimar Biagini
    Poeta Cruzaltense

  • Lourdes Ribeiro diz: 30 de março de 2010

    O jornalismo é complexo em suas vertentes. O mestre Armando Nogueira batia um bolão com as palavras. Saudades…

  • Tiago Lopes diz: 30 de março de 2010

    Rafael j. disse “E aquela frase que compara Pelé a uma bola, tão repetida pelos seus colegas jornalistas, é um atestado de imbecilidade.”

    Puta que o pariu, o momento mor da crônica do mestre, em que ele quebra a aparente descrição propositadamente medíocre do craque, para lhe atribuir aquilo que lhe diferenciava dos outros homens comuns: a genialidade com a bola. Se houve repetição dos seus colegas, com certeza, foi a partir desta crônica. Quando ele diz que Pelé seria uma bola, ele diz como que um golfinho, não fosse um golfinho, seria a própria água; assim como as aves seriam o próprio céu.

    Há homens, que de tão importantes, tornam-se mais importantes que o seu próprio instrumento de trabalho. E isto não é pouco. Isto é reinvenção. Isto é a hecatombe. Isto é a afirmação de que a bola e o futebol jamais serão os mesmos depois de Pelé, porque Pelé conseguiu o sublime de divorciar a arte do seu jogo em algo à parte do próprio futebol.

    Ou seja, Pelé conseguiria ser mais que o próprio futebol, a ponto de se tornar como a trave, como a bola, como a rede, como o campo e a arquibancada, não mais um jogador qualquer, mas parte do próprio conceito, do próprio núcleo essencial daquilo que se chama futebol. E, com os infinitos lampejos de genialidade, ele se divorcia do próprio futebol, transformando-se num Deus.

    Todo o jogador é mero assessório do futebol, adjetivo, circunstância, periferia. Pelé fez o oposto, transformando o futebol numa fábula contada a respeito da sua vida, num capítulo da sua vida. O futebol é que é um assessório do Pelé. E teria nascido bola, não tivesse nascido gente. E teria nascido rede, não tivesse nascido gente. E teria nascido campo, não tivesse nascido gente. E teria nascido a bicicleta, um drible, um gol de placa, não tivesse nascido gente. E nem teria nascido, se não quisesse.

  • Tiago José Fernandes diz: 30 de março de 2010

    Caro David!É sempre lamentável perder pessoas inteligentes,mesmo as bairristas,como era o caso do Sr.Armando Nogueira.Havia nele o dom da expressão por palavras,aliás,o mesmo dom com o qual Pelé jogava futebol.Não é outra a razão de ele ter encontrado frases que ficarão para sempre no arquivo da memória dos amantes da boa leitura.Entretanto,como é hábito,ao passamento das pessoas,vem até nós somente o lado positivo de suas trajetórias,como se nossas vidas é a vida destes cidadãos fosse construída tão somente pelo êxito.Em meio às outras opiniões,algumas de rejeição,só quero lembrar que o Sr.Armando Nogueira foi editor-chefe do JN no período da Ditadura Militar em nosso país e neste período,as noticías nunca chegaram até nós como deveriam ter chegado.Esse fato,para mim,tira um pouco do brilhantismo da sua carreira,entretanto,a grande maioria das opiniões e homenagens que ele hoje recebe,vêm de pessoas que não viveram nesse tempo (eram muito novos para entender de repressão por realidade e democracia por sonho de mudança) e ao expressarem muito mais por emoção suas opiniões,deixam de lado,no mínimo, uma fase obscura do Sr.Armando Nogueira,que indubitavelmente,foi um grande jornalista,porém tem essa mácula,que por pretérita,todos parecem ter esquecido.Mas no Brasil é assim.O Maranhão é da Dinastia dos Sarney e não dos maranhenses que lá nasceram ou que lá vivem.Tiraram-no politicamente de lá e ele foi buscar o poder do mando por outro Estado,mas está lá no Maranhão para todos verem (se quiserem) um patrimônio para mais 4 ou 5 gerações viverem na pujança.Entretanto o Sr.José Sarney,quando morrer,receberá muitas homenagens por sua “brilhante” carreira política.

  • Rafael j diz: 30 de março de 2010

    Pelo visto, o Nogueira deixou seguidores dos mesmos devaneios inócuos e estéreis.

  • Gaúcho Colorado diz: 5 de abril de 2010

    Bom letrista, porém demagogo.

    Prá ele só eram lindos os lances de futebol de RJ/SP. De resto, via em nós, os Gaúchos, como violentos, truculentos, ‘cabeças-de-bagre’ (esse termo inventado por ele e outros do Sudeste para nos identificar e aos nossos jogadores). O futebol gaúcho nada deve a ele; talvez, a motivação para vencer mais e mais, acima de tudo e todos. Só.

    Lamento a morte de qualquer pessoa, seja quem for. Ele, inclusive. No entanto, como escritor, jornalista ou comentarista, para mim não agregou nada de importante. Só devaneios.

    Se somos bairristas, ele demonstrou como cariocas e paulistas podem ser bem mais bairristas do que somos. E deixou escola.

    Adeus.

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