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Boa bobagem

30 de abril de 2010 34

A tolice mais perigosa é a bem-intencionada. O pior burro é o burro bom. Porque o altruísmo lhe justifica a estupidez, as pessoas olham para sua ingenuidade dourada, sorriem para ela e suspiram: “Ele é do bem…”

Caso desse projeto Ficha Limpa, que irá à votação daqui a dias. Em um breve resumo, trata-se de um projeto de lei que proíbe a candidatura a cargos públicos de quem tenha sido condenado pela Justiça, diminuindo a possibilidade de recursos a instâncias superiores.

Muito bonito.

E muito equivocado.

O autor desse projeto, digamos que ele pretenda resolver as questões de segurança pública e descubra que a maioria das pessoas é assaltada depois das 22h, como de fato é. O que ele vai propor? Que as pessoas sejam proibidas de sair de casa depois das 22h.

O Ficha Limpa tem a mesma lógica. Em nome da presumida garantia de honestidade dos candidatos, ele retira do eleitor a prerrogativa de votar em quem quiser; assim como, em nome da segurança pública, o hipotético projeto contra assaltos retiraria do cidadão a prerrogativa de sair à rua quando bem entendesse.

O raciocínio é o seguinte: o eleitor não tem capacidade de avaliar se o candidato merece ou não o seu voto. Não sabe, por exemplo, pesquisar na internet, informar-se pela imprensa ou perguntar ao vizinho se o candidato está sendo processado ou se foi condenado em qualquer instância. Assim, o eleitor deve ser impedido de votar em quem tem possibilidade de ser mau candidato.

Uma proposta antidemocrática, embora sua intenção seja proteger a democracia. Uma tolice trágica, porque parece honesta.

E mais:

1. Quem garante que quem não está sendo processado é honesto e bom candidato?

2. Quem garante que quem está sendo processado é desonesto e mau candidato?

3. Quem garante que o autor do processo ou o juiz que condenou o candidato sejam honestos, tenham boa intenção e não sejam inimigos pessoais do candidato?

É um projeto ingênuo, mas não apenas ingênuo: é contraditório. Porque confia demais na Justiça ao supor que basta a condenação para classificar um candidato como mau, e não confia na Justiça ao impedir o julgamento em instâncias superiores.

O Ficha Limpa quer apressar a Justiça. E eis outra bobagem consagrada em território nacional. O brasileiro acredita que a Justiça é lenta. Não é. O defeito da Justiça brasileira é ser rápida demais.

Provo: li que, em um ano, o Supremo Tribunal Federal julgou 145 mil processos. No mesmo período, quantos processos analisou a Suprema Corte Americana? Cento e quinze. Não são 15 mil. Não são 1.500. São 115. Há 11 juízes no Supremo. Portanto, cada um, em média, apreciou uns mil casos por mês. O juízes americanos apreciaram… dois.

Como já disse, o defeito da Justiça brasileira é ser rápida demais.

Lenta é a lei.

Existem leis em excesso no Brasil. Leis, algumas dispensáveis; outras danosas inclusive a quem tentam defender. Como a proposta da Ficha Limpa, tão bem-intencionada. E tão tola.

Comentários (34)

  • ronaldo diz: 30 de abril de 2010

    Tu parte do presuposto que todo brasileiro le jornal, internet, e assiste o noticiario, portanto fica sabendo os podres dos seus candidatos, sem contar a compra de votos, ou pior aqueles candidatos que são como coroneis e tomam conta de uma determinada região, comentendo assassinatos e outros crimes, só pra citar um exemplo entre tantos o massacre da motossera.
    Claro que a lei da Ficha limpa não vai resolver o problema da corupção no pais, talvez amenize um pouco, provavelmente a gent nem sinta tanto a diferença, mas já vai ajudar a tirar varios maus elementos do nosso cenario politico, que perderão muitas regalias na hora de ser julgados.
    Com relação ao que foi falado do judiciario concordo com você, são muitas leis, varias desnecessarias, mas não a da ficha limpa.

  • NEI SÃO BORJA diz: 30 de abril de 2010

    E PRESIDENTE DESTA COMISSÃO NÃO UM QUE ESTA SENDO INVESTIGADO PELA SUA
    ATUAÇÃO NO MINISTÉRIO DA REPÚBLICA, É UMA GRANDE PIADA ESTE NOSSO PAIS
    POLITICAMENTE FALANDO.

  • Claudiopoa diz: 30 de abril de 2010

    Quando se cria uma lei, quase sempre o que se quer é tentar botar no papel o “bom senso”. O que é uma coisa quase impossível de ser feita, devido a subjetividade do assunto.

    No caso do projeto da FICHA LIMPA, ela seria uma lei desnecessária, se os partido políticos tivessem o bom senso de selecionar candidatos sem rolos com a Justiça. Ao fazerem esse seleção própria poderiam aceitar candidatos com processos injustos.

    Como não fazem, tendo a concordar com a criação dessa lei, desde que se eliminasse candidatos CONDENADOS EM SEGUNDA INSTÂNCIA, pois todos sabem que os recursos a os Tribunais de Brasília são só postergatórios.

  • Matheus diz: 30 de abril de 2010

    Dessa vez, modestamente, me sinto obrigado a discordar de vc. Esta lei não tem como objetivo apenas e simplesmente impedir os candidatos processados e sim inibir que os futuros tambem sejam, ou seja, ela viza acabar com a farra da impunidade politica. Não é suficiente? Lógico que não! Em um país viciado por anos de extorção, corrupção e todas as mazelas que o poder proporciona, não se pretende terminar com uma unica lei, acho que ta claro que o objetivo final da lei é minimizar o tanto que chegou as improbidades politicas.Hoje David, temos politicos envolvidos até com o narcotrafico, e vc sabe perfeitamente o quanto o trafico pode parecer simpatico para alguns eleitores, tambem acredito que saiba, sem substimar ninguem, que a maioria dos eleitores brasileiros vivem em estado de miserabilidade e que em muitos casos sequer sabem assinar o nome, ora David, é tão antigo o expediente da compra de votos no Brasil que até um marginal que tenha um bom capital para empregar pode se eleger, e francamente?, não vejo injustiça alguma na lei, já que qualquer pessoa comum com divida junto a união, sequer pode participar de uma licitação. Por ultimo, talvez a intenção da lei seja justamente diminuir o trabalho dos srs. desembargadores do STF, que passam muito tempo procurando meios de absolver aquilo que deveria ser condenado

  • Jonas Casca diz: 30 de abril de 2010

    Como acabo de descobrir que sou um tolo, deveria me recolher à minha estupidez bem-intencionada e apenas mudar de opinião sobre o assunto. Mas isso seria paradoxal: como um verdadeiro tolo poderia tomar a atitude mais sensata? Portanto, para afirmar definitivamente a minha irremediável idiotia, aí vão alguns contra-argumentos – o melhor deles, provavelmente, patético:

    1) O que você está dizendo é que o processo eleitoral deve ser mais justo que a Justiça. Ou seja, se a Justiça errar, isso não pode afetar a processo eleitoral. Ora, mas as consequências de uma decisão judicial desfavorável a um réu, seja ela correta ou incorreta, são inerentes à existência da Justiça. Extrapolando um pouco o seu raciocínio, um réu condenado não poderia ser preso, pois quem garante que o juiz que o condenou seja honesto e bem-intencionado?

    2) O risco de uma decisão judicial injusta existe sempre. O que importa aqui são duas noções, uma de probabilidade, outra de proporcionalidade. Sobre a primeira: o que é mais provável, que um candidato honesto e competente seja alijado da disputa por uma conspiração do Ministério Público e da Justiça (note que estamos falando de ações criminais, não cíveis), ou que um bandido se candidate e, por conta de atitudes inescrupulosas, venha a ser eleito?

    3) Sobre a proporcionalidade: ainda que a conspiração judiciária fosse tão ou mais provável que a eleição de um bandido, qual seria o maior dano para a sociedade em cada uma das situações: deixar um candidato honesto de fora de uma eleição por um período, ou permitir que um patife possa engambelar um número número suficiente de eleitores para cometer suas patifarias e ser chamado de Excelência ao mesmo tempo?

    4) Sobre o “fim da prerrogativa de o eleitor votar em quem quiser”: ela não existe. Eleitores só podem votar em determinados candidatos, alfabetizados, maiores de certa idade, no gozo dos seus direitos políticos e, principalmente, que tenham sido escolhidos por seus partidos políticos a partir de critérios que só a eles interessam. Ou seja, caso não tenha reparado, você não vota em quem quiser, apenas escolhe uma das opções que lhe são oferecidas e que já passaram por uma série de filtros, muitos deles obscuros. Acrescentar um filtro a mais nesse processo – a “ficha limpa” – não muda em absolutamente nada a natureza democrática das eleições desse país.

    Aí está. Você realmente tinha razão em relação a mim. Agora que terminei de escrever essas coisas que ninguém vai ler, estou me sentindo ainda mais tolo do que antes.

  • Joao NH diz: 30 de abril de 2010

    David, amavelmente discordo de voce. e concordo com o mateus e com o Ronaldo . NINGUEM le jornal (muitos le somente novela e policia),nem ve o ja. temos um exemplo aqui no estado.
    lembra aquele politico do litoral que foi preso e mesmo asim foi eleito.? e depois a esposa dele tambem foi eleita, num momento que ele estava foragido??
    MAÕS LIMPAS NELLES

  • GELINHO diz: 30 de abril de 2010

    Caro David, eu concordaria com tua opinião se mesmo eleitos os agentes políticos perdessem as imunidades(não a de opinião) e foro privilegiado.

    Abraços.

  • Antonio Rocha diz: 30 de abril de 2010

    David, há algo importante que deve ser esclarecido: o projeto NÃO prevê impedimento de julgamento em instâncias superiores nesses casos. Aliás, não trata do julgamento dos casos, mas sim da impossibilidade de condenados concorrerem nas eleições.

    E mais, a demora na votação, muito criticada na imprensa, ocorreu justamente porque houve alteração do projeto original para que se eliminasse apenas aqueles candidatos CONDENADOS EM SEGUNDA INSTÂNCIA.

    Isso porque, como é sabido, há estados em que os julgadores estão fortemente ligados ao meio político. Ou seja, a sua preocupação sobre este aspecto já foi debatida, na tentativa de afastar a influência política nas decisões.

    De um modo geral, discordo de tua opinião.

    Esse projeto de lei é uma medida de urgência, uma vez que a maioria dos eleitores não possuem a capacidade de fazer a distinção necessária entre os candidatos honestos e os desonestos.

    Assim, se exite um forte elemento de dúvida acerca da honestidade do canditato (condenação em 2ª instância), o interesse coletivo deverá preponderar. Isto é, o canditato não deverá concorrer ao cargo público. “in dubio pro societate”.

    Se vivêssemos em outra realidade, na qual a educação e o acesso à informação estivessem mais presentes na população, não precisaria exitir esta Lei (FICHA LIMPA).

    Entretanto, diante da dura realidade atual, a criação dessa Lei se impõe.

    Por óbvio, no julgamento dessas ações, deverá ser respeitado o direito à ampla defesa e ao contraditório dos acusados. Caso contrário, ações judiciais serão utilizadas como simples instrumentos políticos, situação a ser repudiada.

  • Machiavel diz: 30 de abril de 2010

    David, desta vez, discordo de ti! Lógico que vais ser aplaudido pelo Poder Judiciário e pelo Poder Legislativo. E quando alguém começa a ser aplaudido por esses Poderes já começo a desconfiar. Alguma coisa não está fechando… Em primeiro lugar, não vais querer comparar os EUA com o Brasil. Lá, como sabes, tudo é mais rápido e eficiente. Por exemplo, eu vi, ninguém me contou: basta um pivete qualquer pular o muro de uma casa para roubar qualquer porcaria, tipo uma bicicleta, em menos de 5 minutos tem até helicóptero procurando o dito (o pivete); um gato abandonado, em meia-hora tem pessoal treinado para levá-lo (o gato) a um lugar seguro. Aqui, a polícia é avisada que um taxista está sendo assaltado e ela (a polícia) nem vai conferir… e o taxista acaba morto em Guaíba. Nossa justiça, ao contrário do que pensas, é tão lenta que demora mais de 8 anos para julgar um simples processo trabalhista. Como diria alguém do BBB, nossa Justiça é lenta, lentérrima! No caso em questão, da ficha limpa, ela poderá não resolver nada, mas também poderá. O dano causado à sociedade por reprovar, no ficha limpa, a candidatura de um eventual injustiçado (como bem analisou o Jonas Casca, aí em cima) não é tão grave assim. A sociedade não vai perder muita coisa. Agora, um bandido eleito será sempre um bandido eleito. E de bandidos eleitos, o Brasil está cheio!

  • Beto diz: 30 de abril de 2010

    Exato Jonas, e acrescentaria mais ao item 4, que o eleitor sequer tem o direito de escolher se vai ou não comparecer as urnas, hava vista que o vóto é obrigatorio, o que faz da boca de urna um perigoso aliado nas campanhas eleitorais. É aquela velha maxima, “na falta de um, vai qualquer um”, e tu ainda vem viajar com “se informar sobre o candidato”!?

  • Martin H. diz: 30 de abril de 2010

    Bah David… gosto dos teus textos, mas neste deste algumas bolas foras, na forma e no conteúdo. (se até o Vítor falha, o que sobra para nós…)
    Apontamentos:
    1. juiz “inimigo pessoal” é suspeito e, pois, não processa nem julga.
    2. em se tratando de processo penal, o princípio da presunção da inocência é tão forte que, se o sujeito é condenado, há que se dar crédito à condenação no lugar de ficar lamentando, demagogicamente, o infortúnio de “injustiçados”.
    3. paradoxal é o sujeito ter que ter “Ficha Limpa” para ser advogado, por exemplo, e prescindir de ficha limpa para ser político.
    4. dizer que todo mundo acompanha ou pode acompanhar a vida pregressa de um candidato é de uma ingenuidade ímpar, a considerar ameória do povo brasileiro. FOra que nem tudo é devidamente publicizado.
    5. já te perguntaste se a tua refutação ao projeto não é uma tolice bem-intencionada?
    Enfim, “data maxima venia”, mas teu texto é uma falácia só. Além de colocar leitores que creem nos argumentos contrários na posição de “tolos” (argumentum ad hominem), ele encerra uma petição de princípio.
    Abraço.

  • Márcio diz: 30 de abril de 2010

    Boa David! Na minha modesta condição de estudante de Ciências Sociais (que inclui Ciência Política) eu reflito e concordo contigo. O proibicionismo em geral não educa, cria valores vazios, sem conscientização. Há leis que deveriam punir e muitas vezes não punem, principalmente por suas brechas que são habilmente exploradas pelos advogados dos verdadeiros corruptos. Algumas vezes nem é preciso de advogado, basta ver o exemplo daqueles que, na iminência de serem cassados, renunciam para poderem se candidatar nas próximas eleições.

  • Fabio diz: 30 de abril de 2010

    Caro David,
    Não há absolutamente nada de errado nesse projeto. É óbvio que ele não vai resolver todos os problemas do Brasil, mas é algo positivo. Essa sua indignação, por acaso, teria alguma coisa a ver com o fato de você ter sido condenado pela justiça há alguns anos atrás?

    Abraços

  • Romeu Fidner diz: 30 de abril de 2010

    Concordo com o Jonas Casca e o Gelinho.

    Erraste nessa David. Foi feio.
    Não farei a ilação do paranóico (“pt é um dos partidos contrários à ficha limpa, tu vota no pt, logo…). Não acredito nisso. Acho que és isento e imparcial apesar de abrir espaço para Maria do rosário e outros que tais aqui no Blog.

    Mas é triste ver nosso cronista preferido derrapar tão feio.

    Perdi meu dia

    Abraços

  • JOSIAS diz: 30 de abril de 2010

    FICA FOSSATI

  • Carlos diz: 30 de abril de 2010

    Ora, você mesmo admite a desinformação quase que total da maioria da população. Como fica fácil a manipulação coletiva né? No mínimo poderia ser divulgada uma lista com os nomes dos candidatos com processos judiciais, onde constariam situação/tipificação dos mesmos.

  • Cilmar Thomé diz: 30 de abril de 2010

    David, sou um grande fã teu, então também grande é a minha decepção com uma coluna, na minha opinião, completamente equivocada.
    A comparação do risco de votar em alguém desonesto com o risco de sair à noite não funciona, porque à noite eu sofro as consequências sozinho, enquanto meu candidato serve à população inteira.
    É dever do Estado contribuir com a segurança (sentido amplo) dos cidadãos, como quando exige o uso de cinto de segurança, mesmo contra a vontade do motorista. Assim também deverá cuidar de fornecer prováveis boas opções de voto, mesmo contra a vontade do eleitor. Assim, é MAIS PROVÁVEL que alguém condenado (não apenas processado) seja imerecedor de um mandato. Há que se confiar na Justiça quanto a isso, ou acabe-se com ela de uma vez (nada democrático, não?).
    Ao Jonas Casca: comentário perfeito, que me incentivou a escrever o meu.

  • Gilvane Eduardo Ferret diz: 30 de abril de 2010

    David Coimbra “é do bem”. Nem todo projeto é destinado a virar lei. Algumas vezes serve para provocar discussão, outras para gerar fatos políticos…Pessoal do mensalão é totalmente contra o projeto. Já existiam outros projetos (devidamente engavetados) no mesmo sentido. O que deve ir a votação apareceu devido a iniciativa popular (mais de 1,5 milhão de assinaturas). Se David tivesse olhado na internet saberia disto e mencionaria na coluna. Se sabia e não mencionou, seria mal intencionado. Mas não creio, pois ele “é do bem”.
    O projeto hipotético contra assaltos aumentaria o número de invasões seguidas de assalto, fere a razoabilidade e a proporcionalidade. O “ficha limpa” relativiza a presunção de inocência. O efeito colateral é que denúncias infundadas levariam à ineligibilidade. Retire-se do projeto a parte relativa a denúncia e mantenha-se a condenação em primeira instância como critério.
    Democracia nenhuma permite ao eleitor votar em quem quizer. Isto nunca existiu. Sempre existiram condições para proposição de candidatura, ineligibilidades, suspensão e perda de direitos políticos.
    Perguntar ao vizinho é piada, a imprensa não tem a confiabilidade que ela acha que tem e a internet (que nem todos tem acesso) não tem toda informação. Sem falar no segredo de justiça, muitas vezes é necessário o número do processo.
    A primeira instância também faz parte da justiça. A condenação prova que o sujeito fez algo de errado (no caso do projeto, falta de decoro, má gestão, contas não aprovadas).
    David Coimbra prova que “é do bem”: quantos dos 145 mil processos do STF levaram 10 anos para chegar lá e quantos dos 115 da Suprema Corte levaram 2? Rapidez tem a ver com tempo e não com volume. Sem falar que a Suprema Corte não serve como última instância, só julga questões constitucionais. Lá, a decisão em primeira e segunda instância tem muito mais peso.
    Todos têm direito de opinião. Mas seu David, como jornalista “do bem” (e as redações estão cheias), acredita que sua opinião é mais importante que a notícia.

  • Carlos diz: 30 de abril de 2010

    Conseguistes o que nem o maior dos tolos conseguiria…A unanimidade contrária!!!! Você é uma piada!

  • eduardo diz: 30 de abril de 2010

    Ainda no Grenal… Faaaaaala Nostradamus, hahahahahaha

  • Guilherme diz: 30 de abril de 2010

    Parabéns, David! Primeiro jornalista que vejo fazer uma análise não demagógica da questão. Abaixo a demagogia e as “soluções” fáceis e milagrosas!

  • Raul diz: 30 de abril de 2010

    Essa é a primeira vez que vejo o projeto Ficha Limpa aparecer em um grande meio de comunicação, e como era de se esperar, apareceu sendo desqualificado. Os seus argumentos são tão superficiais e tolos David Coimbra, que não será preciso rebatê-los, afinal quase todos os outros comentários já fizeram isso sem nem precisar de muito esforço. O povo é tão bem informado que Malufs e Collors (sim! Collor!) já foram eleitos e reeleitos incontáveis vezes.

    Um projeto como esse que deveria ser amplamente divulgado aparecer somente dessa forma nos meios de comunicação só prova como a mídia e os políticos corruptos tem interesses muito parecidos. Imaginem o tamanho do dinheiro que não deve estar rolando para que esse projeto não seja aprovado…

  • Raul diz: 30 de abril de 2010

    O quê??? Censura???? Logo a RBS que tem aquela propaganda tão bonitinha sobre o “monstro adormecido da censura”… Por que não postaram meu comentário??? Não ofendi ninguém pessoalmente, só cheguei às minhas conclusões baseado nos fatos, não podem censurar a minha opinião! Bom, na verdade podem, vcs são o veículo de comunicação que mais omite opiniões e distorce acontecimentos. Vcs fazem um mal tremendo para esse país. O grupo RBS tem um alcance gigantesco e poderia fazer tanta coisa boa, mas o máximo que vcs fazem é uma campanha para mostrar como o crack é o culpado da violência e pelo mal do estado, como se os nossos governantes não fossem os responsáveis pela falta de oportunidades e pela miséria que leva as pessoa a consumirem o crack.

  • Fernando diz: 30 de abril de 2010

    Parabéns!
    Conseguiu o que queria
    Nunca tinha lido uma coluna sua (moro em SP e entrei aqui só pra ler o blog do meu amado Imortal)
    Mas o título me pareceu interessante
    Li e me causou estupefação o conteúdo
    Ridículo seria um elogio
    Quiçá seu plano fosse apenas polemizar, tática antiga (“falem mal, mas falem de mim”)
    Nesse caso, mais uma vez te congratulo
    Mas se realmente você escreveu a sério, cabe meu clamor: escreva apenas sobre futebol
    Ou ceda o espaço para o Jonas Casca, por exemplo

    PS: que surpresa que o estudante de socialismo tenha concordado com essa visão totalmente deturpada de mundo…

  • Ricardo Souza diz: 1 de maio de 2010

    Com tantas amenidades para voce comentar, como o grenal, o clima ou alguma banalidade sem importância, não precisava pisar na bola e dar sua “péssima” opinião sobre um assunto tão relevante e que mexe com as nossas vidas, pois ao se votar em políticos corruptos, a responsabilidade do voto é do eleitor, mas quem manipula a informação que chega ao eleitor é a midia. Portanto, quem é contra a seletividade dos candidatos através do projeto ficha limpa é a favor do quanto pior melhor.

  • Ricardo Boff diz: 1 de maio de 2010

    PERGUNTA PRO DAVID….

    Queriiiiiido David, quero melhorar meu inglês e pretendo fazê-lo através da leitura de livros nessa língua. O que tu me indicas da literatura anglo-americana?

  • maria else diz: 1 de maio de 2010

    Li a matéria com certo ar de desconfiança e apesar de discordar não conseguia argumentar, por isso comecei a ler os comentários e gostei , particularmente, dos de Jonas Casca. Muito bem colocados.

  • Gaúcho de Cambará diz: 3 de maio de 2010

    Concordo com a Lei. Já que existem tantas ‘leis bobas’, por que não aprovar essa, cujo objetivo é NOBRE.

    Poderiam (DEVERIAM!) aproveitar e PROIBIR OS PRESIDIÁRIOS (ou todos que foram julgados e CONDENADOS) DE VOTAR!!! Pois votar é da cidadania e esses indivíduos NÃO SÃO CIDADÃOS, portanto fica óbvio que não podem votar. Além do que é ÓBVIO que votarão sempre em candidatos que defendam seus interesses (que devem ser os ‘melhores’ possíveis…). Seria ótimo uma mobilização para PROIBIR O VOTO DOS PRESIDIÁRIOS/CONDENADOS.

    Tá mais do que na hora de começar a fazer uma TRIAGEM nas questões de DIREITOS E DEVERES. Quem cumpre deveres, merece ter seus direitos assistidos. Quem não cumpre, arque com as consequências. SIMPLES.

  • Gaúcho de Cambará diz: 3 de maio de 2010

    Aliás, cabe aqui três PARABÉNS, de minha parte:

    1) Ao bloguista, por desencadear o debate, mesmo que tenha optado pela posição errada;

    2) Ao bloguista, por não ‘censurar’ nenhum dos comentários, sendo que, em sua maioria, são contrários ao pensamento do bloguista;

    3) A todos os leitores/comentaristas, por debaterem lucidamente e cujas posições aqui expostas apontam para um rumo promissor, ou seja, lendo os comentários, passei a ter esperanças que as pessoas ainda não estão dominadas pela mídia ‘formadora de opiniões’; em destaque, achei excelente, muito esclarescido e esclarescedor o texto do sr. Jonas Casca.

    Quem dera, pudéssemos fazer com que tais opiniões aqui expostas fossem ‘ouvidas’ por aqueles que deveriam nos defender.

    Um abraço.

  • Taediu diz: 3 de maio de 2010

    Bobagem. O povo deste pais é imbecil, não se pode deixar nada para ele resolver. Afinal esses bandidos estão onde estão, colocados por esse povo idiota. Esse projeto não passa mas seria interessante se fosse aprovado.

  • Francisco Amado diz: 3 de maio de 2010

    O artigo mais boboca que já li.

  • Edson diz: 7 de maio de 2010

    Nunca vi tanta ignorância, vc caro autor entende que todos os brasileiros tem acesso a informação!!! Esta por acaso sendo irônico?
    Inclusive sua analogia é estapafurdia (assaltos depois das 22 horas).
    Todos tem direito a publicar suas opiniões, porem em um país como esse, e a um povo sem cultura como esse, pessoas como o senhor deveriam esforçar-se um pouco mais para ajudar de verdade a nação.Que pena, esse texto é de dar dó.

  • Edson diz: 7 de maio de 2010

    Ao senhor:

    Fernando
    30 de abril de 2010 às 8:12 pm

    Parabens por sua colocação.
    A esperança continua, suas palavras trazem um alento.

  • Gabriel diz: 10 de maio de 2010

    David, li esse teu texto e realmente concordei na primeira lida, é nossa responsabilidade eleger os políticos do nosso país e se nao nos deixarem ter opcoes, isso nao é democracia. O texto nao saiu da minha cabeca, ontem estava pensando nele e está certo. Porém com essa explicacao, deveríamos liberar as drogas, pois todos temos informacoes sobre os malefícios que elas nos fazem e ninguém irá usar. Tipo o crack. O que eu acho que precisamos é fazer das eleicoes um direito nosso, e nao mais um dever. Estar despreparado para isso é o que nos afunda, a gente vota naquela única pessoa que apertou nossa mao e nos deu um quilo de arroz.

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