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Viva o imperialismo

13 de agosto de 2010 93

Esses partidos que gritam “abaixo o imperialismo!”. Não voto neles. Sou a favor do imperialismo. Do verdadeiro imperialismo, não o de fachada. Hitler, por exemplo, não era um imperialista. Ao contrário: tratava-se de um nacionalista empedernido e atrasado, como são os nacionalistas. Queria que o mundo todo fosse da Alemanha. Não me importaria de viver em um lugar que pertencesse à Alemanha, desde que fosse tratado como um alemão. Não era essa a ideia de Hitler. Ele pretendia submeter os outros povos ao povo alemão. Um falso imperialista.

Os romanos foram os primeiros conquistadores a terem uma noção correta de imperialismo. Instituíram a “Pax Romana”. Em tese, todos os povos reunidos no império deveriam gozar de segurança e bem-estar. O problema é que havia cidadãos de segunda classe, os não romanos, que, não por acaso, os romanos chamavam de bárbaros.

Mais tarde, a Revolução Francesa tentou implantar o imperialismo e, no princípio, obteve algum sucesso. Muitos povos da Europa receberam Napoleão e seus soldados como libertadores, mas depois eram tratados como os romanos tratavam os bárbaros. Reagiram da pior forma: tornando-se nacionalistas. Foi a origem do acerbado nacionalismo alemão e das duas guerras mundiais.

Os alemães aprenderam com a dor da guerra. Tornaram-se mais tolerantes, mais abertos. Menos nacionalistas. Lideraram a criação da Comunidade Europeia, que, na prática, realiza o sonho de Napoleão. Mas a CE ainda não é o verdadeiro imperialismo. O verdadeiro imperialismo é o do mundo inteiro. Por que preciso de passaporte para ir de um lugar a outro? Que direito alguém tem de me impedir de sair daqui para lá? O tão citado “direito de ir e vir” não pode se restringir a uma fronteira artificial, que alguém estabeleceu sem nem me consultar. Tenho esse direito, todos têm. É um direito universal.

Há outros. A intocabilidade do corpo talvez seja o mais sagrado deles. Um Estado que viola esse direito deve sofrer intervenção externa. Vi na capa da revista Time a foto da afegã que teve as orelhas e o nariz amputados pelos talibãs por ter fugido da casa do marido. Era uma menina linda. Ainda é. Em meio à entrevista, disse uma frase singela e crua aos jornalistas:

– Tudo o que eu queria era o meu nariz de volta.

A Time alega que esse é um dos motivos para que os americanos continuem com a guerra no Afeganistão. É um ótimo motivo. Mulheres mutiladas ou obrigadas a se cobrir da cabeça aos pés, meninas castradas, homossexuais apedrejados, pais de família espancados diante dos filhos, tudo isso justifica o imperialismo. Tenha coragem, veja a foto da capa da Time. E diga se não existe limite para a autodeterminação dos povos.

Comentários (93)

  • Rafael Knust diz: 13 de agosto de 2010

    Tá certo Michael Jackson….tenha um bom dia.
    E o Renato, será que tira teu time da zona ?

  • Claudiopoa diz: 13 de agosto de 2010

    O FASCIMO (ou TOTALITARISMO) ISLÂMICO é pior que outros fascismos que tivemos até hoje na história do mundo, por que mobiliza a maioria das pessoas, não pelo intimidação,força ou ideologia, mobiliza os cidadãos pela FÉ. Não é um ser humano que centraliza o poder, dita as diretrizes e magnetiza as pessoas, mas DEUS.

    Deus e os que interpretam as palavras de Deus, o que é pior.

    E o Ocidente que já passou por fases semelhantes de OBSCURANTISMO na idade média (mas acabou reencontrando o iluminismo), em nome de um princípio de multiculturalismo, que tanto mal já causou a humanidade, fica inibida em fazer críticas e acusar esse regimes teocráticos que oprimem seu povo e desrespeitam os DIREITOS HUMANOS em nome de Deus.

    Espero que esses povos encontrem a luz em meio as trevas, como um dia também encontramos. Não é necessário uma intervenção imperialista ou da ONU para que isso aconteça, pois essa mudança, para ser permanente, deve vir do seio dessa sociedades.

  • Wendell Ferreira diz: 13 de agosto de 2010

    Eu vi a foto, é realmente tocante. E vai saber o motivo por que ela saiu da casa do marido. Esses idiotas que fazem isto têm que ser bombardeados mesmo. É a triste realidade.

  • Casula diz: 13 de agosto de 2010

    A Guerra do Afeganistão até tem um bom motivo. Você falou um.
    Mas não vem dizer que os americanos são os “libertadores”, eles cometeram diversos crimes de guerra no Afeganistão.

  • Marcus diz: 13 de agosto de 2010

    fato.

  • André Krause diz: 13 de agosto de 2010

    … Pos é… mas eu suponho que quando a gente fala de invasão ao mundo islâmico, estamos retomando uma disputa tão antiga que nunca deu em nada de bom…

    … Infelizmente, tentar intervir no Oriente Médio é quase como uma retomada das cruzadas… Não adianta… quem tem que querer mudar é o povo Iraniano…

    Talvez um dia, mais iranianos peçam ajuda para o ocidente… mas… até lá… o máximo que podemos fazer (e isso pode ser muito eficaz) é usar a comunicação para mostrar como é a vida no ocidente e o que é a idéia de liberdade que vivemos…

  • Vinícius diz: 13 de agosto de 2010

    É isso mesmo.Nunca entendi quem não gosta dos americanos. Antes eles do que os outros

  • Felipe Garcia diz: 13 de agosto de 2010

    Brilhante David. Concordo plenamente. Estes povos precisam ser de certa forma colonizados pelo mundo ocidental. A cultura deles é atrasado para o mundo em que vivemos.

    Um abraço.

  • Paulo R Carbonera diz: 13 de agosto de 2010

    Davi,
    Você é um babaca!
    Usar um fato cruel de um povo para justificar o imperialismo também cruel dos americanos é jogar com o sensacionalismo e generalizar para atingir seus objetivos. Já não gostava de você, porque você é parcial nas suas opiniões esportivas e eu sou colorado. Mas agora percebo também suas inclinações políticas…
    Sua argumentação é falha na origem. Devíamos todos então ser contra os EUA por eles terem usado a Bomba Atômica duas vezes, massacrando e destruindo a vida dos homens, mulheres e crianças de duas cidades inteiras do Japão? Porque você não se revolta contra isso? Fotos existem para registrar os horrores daquela insanidade. Não vou aqui buscar outros crimes de guerra dos americanos (que são muitos) porque não vale a pena!
    Você é uma decepção! Acredito que é alinhado com o massacre que Israel submete os palestinos há vários anos, com o apoio dos americanos. Ou talvez seja uma obrigação profissional…

    Lamentável…

  • Matheus diz: 13 de agosto de 2010

    Me preocupa um pouco esta maxima de que “os fins justificam os meios” adotada pelos imperialistas que vc agora defende no seu post, não vejo lado correto em ponto algum, nem nos talibâs que permanecem desrespeitando os direito basicos do ser humano, nem nos imperialistas que se utilizam deste tipo de fato para justificar as explorações feitas. A ONU que foi criada justamente para tentar resolver estes conflitos de costumes, habitos e crença perdeu força quando da invasão imperialista (defendida aqui por vc) no então Iraque dos armamentos nuclear (lembra?) o que depois ficou comprovado não existir. Arruinou uma riquesa histórica da humanidade e desabrigou centenas de milhares de pessoas apenas para satisfazer seu ego pessoal de servir ao povo imperialista em bandeja de prata a cabeça de seu suposto maior rival, e incrivel, foram aplaudidos. A revista TIME, de cunho ideologico suspeitissimo, simboliza tudo (o de bom e o de ruim) num unico fato, numa unica carne, e talvez sugira, assim como vc, que muitas outras carnes devam seguir sendo mutiladas pelo imperialismo por conta disso. Nem eu, nem vc, que vivemos uma guerra do cotidiano tão somente, temos a noção do que é ser invadido, torturado, humilhado e assassinado por alguem que chega em sua casa com uma bandeira da paz na mão esquerda e uma metralhadora automatica na direita. Seja mais responsavel e respeitoso quando o assunto for guerra, Hitler não era alemão, era austriaco, tambem não era só nacionalista, era um ditador sanguinario que achou na minoria judaica que dominava a economia alemã o motivo que precisava para exterminar com milhares de pessoas, exatamente como vc sugere que seja feito em relação ao retrato da revista TIME. O imperialismo é retrogrado,lógo, vc tambem é.

  • Luciano Porto diz: 13 de agosto de 2010

    Perfeito, até que enfim encontrei alguem com coragem na imprensa. Os Estados Unidos da América do Norte, fazem a diferença para os paises se libertarem de tiranos nacionalistas cruéis.

  • alceu medeiros diz: 13 de agosto de 2010

    David, parabéns por mais esse belíssimo artigo. Tu ainda vai ser eleito imortal na Academia de Letras.

  • Antonio Tavares de Oliveira diz: 13 de agosto de 2010

    Me desculpe mas tua análise é tão pobre de espírito quanto a atitude contra essa moça.

    Que ingenuidade achar que imperialistas fazem imperialismo para fazer justiça com os injustiçados do local invadido. Já viu os EUA ajudar os pobres da África e do Iraque e do Afeganistão? de onde extraem petróleo, minério e pedras preciosas?
    Já viu os ingleses ajudar os pobres Índia e os da África do Sul, invadidos e explorados? Já viu a Holanda ter ajudados os amarelos asiáticos no seus impérios, dos quais arrancaram até os dentes de ouro?

    Achar que os fins ALEGADOS justificam os meios. E mesmo se os fins INEVITAVELMENTE justificarem os meios a serem utilizados ISSO TERIA DE SER FEITO SOB A TUTELA, EXECUÇÃO E SUPERVISÃO DE ÓRGÃOS MULTILATERAIS e ONG´S INTERNACIONAIS!!!!!!!!!

    Limitado, tenha mais humildade ao expor tuas idéias e deixe sempre a porta aberta pra outras visões.

  • Gerson A. diz: 13 de agosto de 2010

    Opinião corajosa, David. Parabéns.

  • Lucas Pithan diz: 13 de agosto de 2010

    Caro Davi,

    Sou estudante de Relações Internacionais. Esse é um dos maiores absurdos que já li na imprensa escrita sobre política internacional. Imagina só se eu falasse sobre o “3Q + COP” para ti, tu me daria um banho.

    Por favor Davi, não vim para te xingar e apenas com uma certa “pena”, não enxergue as coisas de uma maneira tão singular, caso contrário, tua coluna justificaria inclusive uma intervenção externa no Brasil, em Israel, nos Estados Unidos e etc…

    Atenciosamente

  • rafael diz: 13 de agosto de 2010

    David Coimbra para presidente!!!!!

  • Juarez Honorato Martins diz: 13 de agosto de 2010

    Lamentavel, tristemente lamentavel. A foto apresenta uma pessoa mutilada, que dizem foi feito pelos talebans. A revista é altamente tendenciosa. Pode, até ter sido mutilada pelos bombardeios americanos, o que é mais provavel. E voce não pensa nos milhares de vitimas civis, idosos, mulheres, crianças, dos bombardeios americanos. Diariamente temos noticia de vitimas civis no Afeganistão. E a desculpa é sempre a mesma: eram insurgentes. Se voce tem uma posição ideologica, respeite a dos outros. Lembre-se, os EUA(e seus aliados) não permitem fotos de vitimas da guerra. No entanto, publica uma foto para provocar impacto, evidentemente. As vitimas deles não podem ser publicadas.NÃO EXISTE NEM UM BOM MOTIVO PARA GUERRAS. É UMA ESTUPIDEZ HUMANA.

  • Amanda diz: 13 de agosto de 2010

    Pelos teus motivos o Brasil também deveria ser invadido pelos EUA, já que aqui também há pobreza, também há desrespeito a mulher e aos homossexuais. A grande diferença entre países islâmicos e ocidentais é que eles não tentam impor sua cultura a todo o mundo, restringem-se a seus territórios e a seus semelhantes. Eles não querem que uma ocidental use burca, querem que suas mulheres islâmicas usem.
    Já os norte americanos tem a visão errônea de que somente sua cultura capitalista e sem valores morais é a correta, e que o resto do mundo deve ‘admirá-los e seguí-los’. Sim, ouvi isso de uma norte-america, a mesma que me mostrou que, nos livros escolares deles a Amazônia não é do Brasil, e sim ‘território mundial’.
    Não tarda e eles nos invadiram também, já que ‘não zelamos’ pelo ‘pulmão do mundo’.
    Não se trata de coragem ou de limite para a autodeterminação dos povos, e sim de respeito pelas diferenças existentes entre a nossa visão do que é correto e a visão dos outros. Não seja egocêntrico, não és o dono da razão.

  • JULIÃO diz: 13 de agosto de 2010

    Tu vê, ainda tem gente que prefere os TALIBÃS aos norte-americanos?

  • Fabian Fortes diz: 13 de agosto de 2010

    Putz… !!! Mandou bem, heim meu velho !!!!

  • MÁRCIO diz: 13 de agosto de 2010

    Grande David!

    Excelente artigo. Pois é…Em nome do relativismo cultural e da autodetrminação dos povos, admitem-se essas verdadeiras atrocidades. Quer dizer, alguns admitem. Normalmente, o argumento é assim: “Ah! Mas isso é uma questão cultural, devemos respeitar”. Ora, por favor!!! Questão cultural eu respeito, mas barbárie, não! O problema é que hoje a palavra “imperialista” é tida como palavrão.
    Vc tocou num ponto interessante: sobre a pax romana. Essa é a minha crítica em relação à visão hollywoodiana sobre o Império Romano. Os estúdios americanos simplesmente popularizaram a ideia de que os romanos eram carniceiros, que por onde passavam arrasavam com tudo, deixando um rastro de destruição, matando gente aos borbotões. Longe de serem considerados santos, os romanos devem ser lembrados mais pelo que deixaram de positivo do que de negativo. Pode-se observar ainda hoje o legado desses imperialista, principalmente nas áreas do Direto, Arquitetura, Urbanismo, agricultura etc. É uma pena, mas vc pergunta a qq cidadão medianamente esclarecido e a visão da Roma Antiga é de um coliseu lotado, com pessoas sendo esquartejadas, leões se fartando de vísceras humanas e uma plateia sedente por mais sangue. Nas hordas palacianas, somente cosnpiração, traição, incesto, luxúria, devassidão e orgias. É…fazer o quê???????

    Abraço
    Santin

  • Ivan73 diz: 13 de agosto de 2010

    Governos islâmicos tiranos devem ser banidos da face da terra.

    O Sr. Antonio ali deveria dar uma olhada nos livros antes de vir despejar discursinhos de esquerda (esquerda? direita? ainda estão nessa?) engajada.

    Sou a favor de invadir e destroçar qualquer regime que mutile crianças. Que sejam extirpados da face da terra.

  • LARRY JR. diz: 13 de agosto de 2010

    Caro Davi,
    Este eh um tema polemico, eu senti na pele as consequencias desse extremismo pois estava dentro do World Trade Center no momento dos ataques, continuo morando aqui nos Estados Unidos, e pretendo me tornar cidadao americano dentro de 2 ou 3 anos. Teria todos os motivos do mundo para concordar com o teu comentario mas nao me sinto confortavel com ele. Discordo sempre de generalizacoes, de que os americanos sao isso ou que os islamicos sao aquilo… A opiniao publica americana foi em sua maioria, contraria a invasao do Iraque mas quem viveu aqueles momentos aqui, tambem queria alguma acao do governo pois haviamos sido de uma certa forma atacados no proprio solo.
    Hoje temos um problema muito serio nas maos, se as forcas aliadas sairem do Afganistao, o caos se instalara por lah, isso eh um problema americano? nao creio.. penso que eh um problema mundial. Como resolver??????????????????????

  • Ivan73 diz: 13 de agosto de 2010

    Cramba, sério, tem gente defendendo um regime que arranca o nariz de uma menina porque ela não quis viver com o marido que arrumaram para ela?

    Saiam de suas vidinhas confortáveis e de suas opiniõezinhas fajutas e vão conhecer o mundo.

    Não é o lugar romântico que vocês acham que é.

    Se são os EUA ou Cuba ou a China que vai invadir ou acabar com eles, nem tô.

  • Ricardo B. diz: 13 de agosto de 2010

    Tá muito certo, David, porém há um detalhe:

    Os EUA não intervêm no Afeganistão para que deixem o nariz das mulheres no lugar.

    O fazem porque lá existe petróleo, porque ao lado existem Irã, Arábia Saudita, Iraque, Paquistão, e logo ali estão Israel e Palestina, lugares onde há mais petróleo, bombas atômicas, bons negócios e por aí vai…

    Interesses comerciais e políticos. Nada de humanitário, portanto.

  • Claudiopoa diz: 13 de agosto de 2010

    “…eles não tentam impor sua cultura… Eles não querem que uma ocidental use burca, querem que suas mulheres islâmicas usem”.

    Amanda, então experimente andar por lá sem, ao menos, um lenço na cabeça.

  • Jonas Bernardes Silveira diz: 13 de agosto de 2010

    concordo em parte… ma peço que imagine um mundo onde o país mais forte militarmente não é os EUA, mas sim o Irã, imagine se o imperialismo fosse apoiado nesse mundo.

    Não podemos apoiar esse tipo de iniciativa, pois é o mesmo que impor nosso pensamento sobre o dos demais.

  • Heitor diz: 13 de agosto de 2010

    Caro David,
    francamente, os motivos dos EUA estarem no Afeganistão não tem absolutamente nada a ver com as orelhas ou o nariz da pobre moça.
    Isso é um absurdo? Sim! Isso deve(ria) ser combatido? Sim! Mas os EUA se importam com isso? Claro que não!
    Por favor, não venha no seu blog apresentar que os EUA possuem objetivos “humanitários” em suas incursões no Oriente Médio…

  • Giordano diz: 13 de agosto de 2010

    Concordo contigo. Só um porém:

    * O Brasil também deveria ser invadido, por não permitir que seus cidadões circulem em segurança, ao cobrir os bandidos de direitos;

    * Os índios brasileiros deveriam ser dominados, por imporem a pobreza aos seus descendentes e matarem as crianças que julgam imperfeitas;

    * Israel deveria ser invadido, por ser um estado nazista (justamente eles….)

  • Adriano Colorado diz: 13 de agosto de 2010

    realmente bombastica essa foto…o que a AMANDA falou é realmente o que acontesse no mundo hj.

    se não se diz amem aos norte americanos, entregando de bandeja o que eles querem de um pais, se preparem pra levar mta BOMBA na cabeça.

    pq não publicam na times uma das milhares de criançinhas ESTRAÇALHADAS pelo poderio BÉLICO do EUA?

    mas eu não sou um antiamericano…eles foram peitados na 2 grande guerra e mostraram força…se equiparam e é assim até hj…viram que quem manda é quem tem a força!

    os outros que digam amem…senão é BOMBA!!!

  • carlitos nietzshe diz: 13 de agosto de 2010

    Deslumbrado com qual imperialismo então? Diga! Se exemplificar com os EUA, que é um dos destinos onde mais acontece a quase intolerância com turistas de terceiro mundo…
    Quanto ao conceito de imperialismo você tergiversa pq sabe muito bem que o imperalismo significa dominação de povos, subjugação! ECONOMICA, POLÍTICA E SOCIAL!
    Comente sobre o VISA cartões de crédito que é de propriedade da família real britânica e sobre outros tantas ramificações escondidas neste processo de dominação…

  • Mari diz: 13 de agosto de 2010

    David, seu texto só demonstra que talvez lhe falte conhecimento sobre o assunto. Acho que já lemos esta frase recentemente…
    Primeiro que você precisa ler a Declaração Universal dos Direitos do Homem para entender o direito de ir e vir. O Direito Internacional considera, sim, as fronteiras.
    É realmente revoltante a situação das mulheres afegãs. Algo deve sempre ser feito, mas pelos atores aptos a isso. Fico admirada com tamanha ingenuidade sua, em acreditar que as agressivas intervenções norte-americanas sejam as soluções para o país. Violações aos direitos humanos e fundamentais ocorem em todas as partes do mundo, cada um com sua proporção e também atenção midiática. Inclusive no Brasil. Intervenção internacional do Brasil? Tenho certeza que você discordaria. Sim, a situação no Afeganistão é diferente, mas não se pode legitimar a arrogância e os interesses dos EUA através das atrocidades cometidas naquele e outros países “marcados” pelos Estados e a opinião pública.

  • matheus diz: 13 de agosto de 2010

    vc esta falando de um unico estado ? entao vai ler a biblia no apocalipse.

  • Marco Aurelio Nogueira diz: 13 de agosto de 2010

    É triste ver uma nação vivendo com mentalidade tão atrazada assim, sem ter colhido nada de progresso moral, intelectual e noção da responsabilidade individual; entretanto isto não nos autoriza a invadir nação alguma e querer arrancar-lhes o nariz. Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém.
    O respeito pelo direito do próximo vai além do entendimento do certo e errado. Como ensinar, como educar, eis a questão.
    Abração.
    Marco Aurélio

  • Antonio diz: 13 de agosto de 2010

    Caro David, parabéns pelo texto, poucas palavras falou muito, realista, foi fundo. No primeiro parágrafo entao, acertou em cheio, aquele do bigodinho foi o “lider” menos inteligente que existiu na história. A barbárie dos povos nórticos, na parte alema, foi até o final da segunda guerra, depois “cairam na real”. Parabéns também por reproduizir esta capa da Time, temos que mostrar sim, o mundo nao pode aceitar coisas deste tipo, nós temos pelo menos disutir, quem sabe estamos movendo o nosso graozinho de areia da praia. Isto é imprensa, coragecm a sua, personalidade e esta revista merece todo o respeito e um premio por esta capa. Espera a respercussao aqui dos leitorinhos se manifestando.

  • Felipe Carvalho diz: 13 de agosto de 2010

    David, nada justifica a guerra. E você está solenemente confundindo Imperialismo com Anarquismo (ou Comunismo, para os marxistas). Porque a ideia de inexistência de fronteiras é anarquista (ou comunista, para os marxistas). Você está defendendo uma prática retrógrada – sim, porque afinal de contas a guerra existe há milênios, enquanto a diplomacia é uma arte recente. Os Estados Unidos quase nos levaram a outra guerra mundial, desta vez entre ocidente e oriente, temperada com condimentos nucleares. A segunda grande guerra livrou-nos da tirania de Hitler e Mussolini, é verdade, mas, além disso, qual foi o saldo? Duas bombas nucleares (lançadas pelos americanos, guardiões da paz e da ordem mundial), guerra fria, múltiplas ditaduras militares no mundo apoiadas pelos Estados Unidos no ocidente e pela União Soviética no oriente. E não livrou-nos dos tiranos. O talibã, que hoje corta narizes, apedreja e mutila, foi apoiado logística e financeiramente pelos americanos para lutarem contra o imperialismo soviético. Ou seja, no fim das contas, essa moça está mutilada por culpa dos americanos, que colocaram o talibã no poder no Afeganistão.
    David, para você se tornar um grande jornalista, deveria estudar mais a história, ou se dedicar apenas aos esportes.

  • Daiane diz: 13 de agosto de 2010

    Minha cunhada é afegã.
    Ela jamais pensa em voltar.

  • carlos diz: 13 de agosto de 2010

    Tens razão, quando os americanos invadiram o Iraque foram tratados como libertadores, mas a guerra lá antes de tudo é fraticida. Estes povos que vivem na idade das trevas em nada justificam a violência praticada, principalmente contra mulheres e crianças, também na África é assim.
    A maldade humana não tem limites e as nações e os povos desenvolvidos tem a obrigação moral de impedir estas atrocidades.
    E o pior de tudo que em nome de um antiamericanismo, típico de esquerda de mesa de bar, muita gente tenta justificar os atos destes ditadores.

  • Anderson R. diz: 13 de agosto de 2010

    David, péssima opinião. Lamentável.

  • Vacaria diz: 13 de agosto de 2010

    Rá! Perfeito, David. Tudo (exceto a estupidez humana e o universo) tem limite! Seguindo na senda do teu texto, indivíduos que se comportam como bárbaros, merecem ser tratados como bárbaros.

  • André Czarnobay diz: 13 de agosto de 2010

    Adorei seu texto, Davi. Gosto da coragem que tens para expor seu ponto de vista com firmeza, racionalidade, de maneira convincente, até mesmo cruel, porém de forma elegante e ponderada.
    Mas posso dizer que concordo apenas em parte com esta sua análise.
    Concordo com a intocabilidade, ou seria inviolabilidade, do corpo. Porém, acreditar que este é um motivo que levou à ocupção do Afeganistão é muito menos leviandade e ingenuidade do que pura desinformação ou unilateralismo cultural e político. E isto tão somente porque este não é, nem de longe, o motivo da ocupação americana em qualquer país do oriente, tanto quanto não o é a pretensa guerra ao terror. A motivação política e econômica sempre foi o leme destas empreitadas americanas…
    É claro que surgirão aqueles que dirão que há males que vem para o bem, ou que o importante é impedir tais atrocidades e desumanidades. Porém, como impedir estas atrocidades não é nem sequer o 100° motivo ou preocupação destas ocupações, obviamente tais atrocidades, ou outras ainda piores, continuarão a serem realizadas nestes países, tanto quanto, ou até mais ainda, do que antes de tal ocupação.
    Recomendo que assistam com atenção aos filmes Jogos do Poder, Três Reis e Leões e Cordeiros, o 1° sobre a Guerra do Afeganistão nos anos 80 (contra os invasores soviéticos), os demais sobre as Guerras do Golfo (1ª e 2ª, respectivamente), que jogam uma boa luz sobre a política americana de ocupação no oriente.
    Para finalizar, acho mais importante ainda repensar sobre os direitos que todo ser humano deveria possuir, sempre lembrando a tolerância ao direito do próximo no exercício de seu próprio direito, ou a velha máxima de que o nosso diretio termina onde começa o direito do próximo, um leme para a convivência em tolerância entre os seres…

  • Vacaria diz: 13 de agosto de 2010

    Não estou aqui pra defender o Coimbra. Ele pode falar por si mesmo. Estou aqui pra defender o meu ponto de vista e, principalmente, atacar o ponto de vista preconceituoso de outros aqui. Sim, esse anti-americanismo arraigado na cultura nacional – muito bem explorado pelo nosso presidente metalúrgico e seu fantoche que é o Min. das Relações Exteriores. É surpreendente que alguém observe uma imagem como a dessa menina e, ao contrário de atentar para a barbárie perpetrada pelos seus acusadores, preocupe-se em atacar o “imperialismo” norte-americano.
    E tem mais, claro que para “inserir a democracia” nestes países sem o menor respeito por Leis formais, os “libertadores” tem de auferir benefícios econômicos. Ou alguém aqui vai pagar pela conta? Não, não vai. Então, uma banana para vocês reacionários nacionalistinhas!

  • Vacaria diz: 13 de agosto de 2010

    A diferença entre um país ocidental e um país islâmico não reside somente em “que eles não tentam impor sua cultura a todo o mundo”. Inclusive, uma diferença que tu, Amanda, poderias sentir claramente, caso tivesse a infelicidade de morar em um país islâmico, é que lá essa tua opinião não somente seria ignorada como tu serias, possivelmente, punida simplesmente por emiti-la. Poderia citar inúmeras outras diferenças, mas todas elas remetem, em última instância, a uma série de garantias individuais que o Estado Ocidental oferece a seus cidadãos. Sim, eu sei, são garantias formais – na materialidade, ainda estamos muito longe de ver uma igualdade entre todos. No entanto, pelo menos aqui, no Ocidente, não existem Leis que releguem cidadãos a uma segunda categoria.

  • Milton diz: 13 de agosto de 2010

    Esse foi um dos piores textos que já li na vida. Não do ponto de vista formal, aliás, seus ouvintes do programa de rádio devem ter gostado dele exatamente por ser formalmente bonito, isso justifica os apoios nos comentários (alguns que sabem tanto do assunto que escrevem sobre o novo treinador do Grêmio). Mas a opinião expressa no texto é totalmente ignorante. Primeiro, defender o imperialismo sob o argumento de que Hitler era nacionalista e oposto ao imperialismo; uma grande mentira, porque os nazis queriam dominar regiões e mantê-las sob sua influência, i.e., uma política racista imperialista. Segundo, relacionar os romanos ao assunto, afirmando que eles achavam que todos os povos deveriam “gozar de segurança e bem-estar”; claro, deveriam, desde que pagassem altos impostos; (aliás, o massacre de judeus pelo ano 70 da era comum representa exatamente um bem-estar da população, não? afinal, pela sua opinião matar mais de um milhão de pessoas foi em prol do bem-estar da populção; sugiro que procure se informar um pouco mais sobre o assunto) assim como as guerras contra outros povos, tudo em prol do bem-estar. Depois, a pergunta retórica “Que direito alguém tem de me impedir de sair daqui para lá?”; exato, se você notar o imperialismo é extremamente protecionista; quero ver se você for pobre do leste europeu vai conseguir entrar legalmente na Europa ocidental, ou se for mexicano na mesma situação querendo ir para os EUA; tu podes consumir Coca-Cola ou roupas de marca, mas ir para o “paraíso da liberdade”, não. Para finalizar, tu alegas que os EUA devem continuar no Afeganistão para evitar as atrocidades citadas; realmente um ironia, visto que os EUA torturam oficialmente (vide Abu Ghraib), têm oficial preconceito contra imigrantes (lei do Arizona) e preconceito cultural contra negros, latinos, árabes e homossexuais (não todos os estado-unidenses, claro). É totalmente reprovável que governos desrespeitem os direitos humanos, como é o caso do Irã, Afeganistão e outros países; porém, o imperialismo nunca foi e nunca será solução para isso. Por fim, você deveria o artigo de Voltaire Schilling publicado na ZH no último domingo e refletir sobre sua opinião, i.e.,se você realmente aprovaria uma guerra ao ver todos os soldados mutilados, feridos ou mortos.

  • Patrícia diz: 13 de agosto de 2010

    Nenhum povo tem o direito de impor sua cultura e seus costumes a outro, mesmo que na nossa visão, estes costumes não sejam “corretos”.
    Esta imposição não deve ser feita de maneira nenhuma, muito menos através de guerras.
    Aliás, a violência contra a mulher é presente em todas as partes: no Afeganistão, no Brasil e até mesmo no próprio EUA.
    Afirmar que esta é uma forte razão para o imperialismo sobre estes povos é de uma leviandade absurda e é incompreensível que uma pessoa com seu conhecimento e acesso aos meios de comunicação publique uma opinião como esta.

  • Aline diz: 13 de agosto de 2010

    Nossa Davi, estou pasma, acho que tu não sabe o que é imperialismo. Imperialismo é o país invadir o outro, querendo reprimir a cultura do invadido e impor a sua como a mais correta. Isso não é certo. Essa é uma questão muito complexa, sobretudo quando se trata de graves violações aos direitos humanos, casos em que os maiores estudiosos do tema ainda não encontraram uma solução.

    Outra coisa que eu não concordo é que tu diz que esse é um bom motivo para os americanos continuarem no Afeganistão “em defesa dos direitos humanos” que são violados naquele país. Seria um motivo nobre sim, se esse fosse o motivo de verdade né?! A gente muito bem sabe que os americanos sempre usaram esse motivo de defesa da democracia e direitos humanos pra invadir os países que se opõem a eles e se negam a se submeterem ao imperialismo americano. Esse motivo sempre foi “de fachada” como justificativa válida pra uma invasão, sempre tem uns motivos escusos nessas invasões, que a gente só fica sabendo muito tempo depois (controlar o petróleo da região, p.ex.). Então, é óbvio que as invasões dos americanos nesses paises não são válidas, porque elas nunca são a favor dos direitos humanos e sim a favor de interesses econômicos do governo americano naquele país. Acorda, Davi, nunca estudou história??

    Faltou mencionar no teu artigo o número de mulheres e crianças, civis do Afeganistão, que foram mortos em operações mal sucedidas executadas pelos soldados americano, fatos estes que foram divulgados pela imprensa americana que teve acesso à documentos secretos do governo americano.

    Lamentável a sua opinião!

  • Rodrigo diz: 13 de agosto de 2010

    David, o que você pensa daquelas tribos indígenas brasileiras que matam seus filhos gêmeos? E da posição do governo e de algumas ONGs que sustentam que o Estado não deve interferir na “cultura” deles?

  • elton diz: 13 de agosto de 2010

    Essa é grande ironia desses grupos tipo talibã e al-quaeda: pregam a morte do valores “ocidentais”, mas praticamente 100% de suas vítimas, como essa moça, são muçulmanos e islâmicos mesmo. Lembra quando, alguns anos atrás, uma escola para meninas pegou fogo numa cidade da Arábia Saudita e os guardas religiosos não deixaram elas sair do prédio pq não estavam cobertas pela burca? Várias morreram queimadas. Por uma questão “cultural”, sacrificaram a vida de várias meninas, crianças ainda. E, nós, ocidentais, temos de aceitar, afinal são “questões culturais”.

    Algumas leitoras que se manifestaram aí devem se dar por felizes por terem nascido nestas bandas de cá. Se fossem afegãs e tivêssemos de respeitar a “cultura” afegã, elas jamais teriam frequentado uma escola, portanto seriam analfabetas e incapazes de ler este blog, quanto mais escrever uma resposta. aliás, sequer teriam opinião própria. diriam aquilo que o marido mandasse dizer. claro, se o marido deixasse elas falarem. Sua única alegria seria ver seus filhos se transformarem em homens bomba.

    Mas fazer o quê? São questões culturais. Segundo alguns, temos de respeitar seu direito de serem analfabetas, ignorantes e se explodirem para preservar sua cultura que as manda ser eternamente ignorantes, analfabetas e se explodirem.

  • Gustavo diz: 13 de agosto de 2010

    Existem 1 milhão de maneiras de influir na política interna de um país, dar “concelhos”, etc.

    Imperialismo, é uma forma de dominação de um mercado.

    Os EUA não estão no Afeganistão para salvar aquela menina.

    Quanta ingenuidade David…

  • Rodrigo Santos diz: 13 de agosto de 2010

    Ao amigo Paulo R Carbonera. PeTista e colorado? que combinação infeliz.

  • Fernando diz: 13 de agosto de 2010

    1- O Nacionalismo é o último refúgio dos canalhas…e tolos(Thomas Jefferson)

    2- Só quem tem seu horizonte restrito a viagens a Rivera pode acreditar que a Time é uma revista de direita. Pelo contrário, Time, New York Times, Washington Post, CNN e NBC, por exemplo, são detestados pelos Republicanos(Direita) por serem abertamente democratas. A direita esta na FOX, Washington Times, Los Angeles Times e Miami Herald.

    3- TODOS os países do mundo já apoiaram os piores ditadores e cometeram as maiores atrocidades através de sua história. As técnicas de tortura usadas no Brasil durante a ditadura militar foram as mesmas usadas pelos francesas na Argélia. A URSS passou seus tanques por cima da Hungria e Tchecoslováquia pelo mísero fato daquelas pessoas quererem sair da esfera soviética. Menos sutil, mas tão cruel quanto o que a CIA fez no Chile de Allende. A Grã-Bretanha despachou seus paraquedistas boinas-vermelhas para manter a Irlanda do Norte no seu “Império onde o sol nunca se põe”, sem falar na Índia. Portugal usou mercenários neo-nazistas sul-africanos em Angola, a Espanha saqueou a América Latina por séculos, perseguiu catalães, bascos e judeus no período franquista. A Alemanha tem um histórico de atrocidades que dispensa comentários, a Romênia persegue seus ciganos até os dias atuais, o Japão trucidou coreanos e chineses e acreditava que seu imperador tinha poderes mágicos. Depois que os americanos sairam do Vietnã a China invadiu o Vietnã em represália a invasão do Cambodja de Pol Pot pelo Vietnã. Nós latinos temos o hábito de massacrar nossa própria população nas dezenas de golpes militares através da história, assim foi no Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, etc.

    Se alguém souber de algum inocente através da história, por favor me avise!

  • Eduardo diz: 13 de agosto de 2010

    Eu só não consigo entender uma coisa: porque tantos comentários transparecem essa infeliz tendência das pessoas de polarizarem tudo?

    Agem e opinam como se a verdade sobre uma determinada circunstância fosse um bem industrializado, e estivesse disponível somente agregada a uma determinada ideologia pronta, em detrimento de todas as demais. Como se a solução para todos os problemas da humanidade somente pudesse ser alcançado adotando-se uma ideologia pronta, como uma caixa de bombons: se eu gosto daquele de chocolate, estou necessariamente fadado a enfiar goela abaixo o de uvas passas, como se ele fosse tão ótimo quanto o primeiro somente pelo fato de estar dentro da mesma caixa?

    O texto do David, apesar de chegar a uma conclusão que eu considero verdadeira, nitidamente abraça uma pesada carga ideológica capitalista. Não estou dizendo que o capitalismo é bom ou ruim, ou que o islamismo é perverso ou maravilhoso. Aliás, eu até acredito que esta não tenha sido a intenção do David, mas acabou se expressando mal, ou mesmo sendo mal interpretado. De toda a forma, a discussão não deve se resumir às blindagens ideológicas que cegam a nossa visão periférica. Muitas das opiniões aqui expressas estão contaminadas com uma ideologia, e o que se vê são influências externas ou argumentos de autoridade condicionando e respaldando estas superficiais opiniões.

    Ora, é perfeitamente possível pensar que a inviolabilidade do corpo é um ideal que prevalece à soberania dos estados e, ao mesmo tempo, condenar a invasão americana ao território iraquiano, por ser obviamente motivada por questões mercantilistas tão ou mais perversas. É óbvio que a reportagem da TIMES é sensacionalista, e que parte da crença dos talibãs é retrógrada e aviltante. Isso não significa, no entanto, que devamos ou eliminar da face da Terra o islamismo, ou o todo o povo norte-americano, pois eles são as pragas do universo. Quem pensa assim está sendo tão nazista quanto Hitler! Acha que não? Para e pensa…

    O que ganhamos com isso? Discussões cada vez mais polarizadas, irracionais, violentas, bombardeios, guerras. As discussões deste blog são a perfeita representação da burrice do ser humano, que pauta seu agir em interesses próprios, mas cuidadosamente adornada por um invólucro de ”valores”, “dogmas racionalmente inquestionáveis”, “verdades políticos ou ideológicos absolutas”. Alguém acredita realmente que o EUA é perfeito e Cuba um lixo, ou vice versa? Que o PMDB é a origem de todas os problemas do Brasil, dos quais só o PT poderá nos salvar, ou vice-versa? ACORDEM!!! Parem de levantar bandeiras! Extremismo ideológicos como estes, IRRACIONAIS, SIM, é que estão levando a humanidade à derrocada.

    Rótulos, rótulos. Parem de consumir rótulos e construam os seus próprios ideais e pensamentos. A implantação de determinada doutrina, religião ou política, como um bloco pré-moldado de concreto, não irá resolver nada em lugar nenhum. É óbvio que tudo se resolve com bom senso, imparcialidade, e uma palavra mágica: AMOR.

    O texto do David explora nitidamente um confronto entre dois valores supremos: a dignidade do ser humano e a soberania de um Estado. Analisando a questão ponderadamente, concordo que a dignidade da pessoa humana é o maior dos valores, devendo prevalecer sobre o outro. No entanto, acho a parece ter sido, de propósito ou não, abordada de uma forma equivocada, como se todos os atos ditos “imperialistas” se justificassem diante de certas situações do mundo islâmico. Talvez a forma radical e com fortes traços ideológicos com que foi escrito o texto esteja gerando, de pronto, esse sentimento de amor ou ódio ao seu conteúdo. No entanto, isto não significa que, para desqualificar suas falácias, seja necessário adotar uma ou outra ideologia pronta.

    Por favor, sejam prudentes em suas críticas e manifestações e, acima de tudo, RACIOCINEM. Não há verdade suprema, e o bem estar social não está no capitalismo, no imperialismo, no socialismo, no comunismo ou em qualquer outro ismo. Basta observar para perceber que todos os sistemas são falhos, uns mais, outros menos.

    Não é assim que resolveremos os problemas da humanidade. Devemos começar a refletir de acordo com as nossas convicções íntimas, relacionando-as com os sinais óbvios que o meio externo nos transmite. Chega de opiniões prontas, como uma receita de bolo. Respire, sinta, toque, observe, ouça. Reflita. Mas se você ainda não chegou neste estágio, e precisa de uma fórmula mágica, ei-la: pare de propagar ideologias e apenas AME O PRÓXIMO.

  • Beto diz: 13 de agosto de 2010

    Que beleza, um infeliz desabafo gerando outros tantos e ainda maiores, alguns vizivelmente carregados de fundamento politico, ideológico, cenceitual, outros mais narcisistas dotados de uma verdade absoluta, sutilmente debochados e em muitos casos, preconceituosos. Vaidades sempre foram dificeis de administrar, sempre, e neste particular todos se acham donos da razão, os viajados, estudados, renomados, influentes, todos sem exceção, providos de conhecimento superior capaz de julgar, condenar e absolver. Os EUA não é imperialista, ele é colonialista, não promove sobre os dominados qualquer tipo de beneficio, nem mesmo o de salvar meninas da mutilação, mas isso não torna americanos bandidos, apenas os reduz a mesma dimensão dos talibãs.

  • João diz: 13 de agosto de 2010

    David, poderia entregar-lhe aqui um caminhão de ofensas, mas como estudante de Relações Internacionais eu devo orientá-lo:

    1- Nunca fale publicamente sobre algo que você não sabe.

    2- Não repita dogmas ditos por sensacionalistas, sejam eles fundamentalistas, neoliberais ou sei lá de qual corrente de pensamento.

    3- Não utilize termos que você desconhece o significado real, o Imperialismo está absolutamente distante da sua visão atual sobre ele.

    Só de falar que a CEE, agora UE foi criada com uma intenção essencialmente imperialista quase me fez cair da cadeira, então POR FAVOR, atenha-se a comentar sobre coisas que você realmente entende e estudou, teve formação direcionada.

    Justificar o imperialismo por conta dos direitos humanos em alguns países do Oriente Médio é simplesmente infundado, até porque, caso você não saiba, nem tudo o que está no discurso de Obama, Lula, George W. Bush é realmente verdade. Qualquer acadêmico voltado ao internacionalismo está a anos luz dessa discussão, procure se informar com seus contatos, conhecidos que atuam na área.

    Espero que eu não tenha mais que observar aberrações jornalísticas como essa num canal que busca seriedade e comprometimento com a realidade.

  • Bruno K diz: 13 de agosto de 2010

    Esse é o jornalismo gaúcho, que tristeza.

    David Coimbra representa a decadência riograndense: um ignorante escrevendo bobagem e sendo tratado como gênio.

  • josé diz: 14 de agosto de 2010

    Lamentável tua opinião david, simplismente lamentável.
    O escritor Alex Castro, sobre esta mesma manchete, declarou em post recente de seu blog:
    “(…) não estou minimizando nem a menina que teve o nariz cortado nem o menino morto por bala perdida. Tragédias, crimes e horrores sempre vão existir, em qualquer cultura, em qualquer país – inclusive nos Estados Unidos. Assim como sempre vão haver governos canalhas e oportunistas (e a respectiva imprensa lambe-botas) utilizando cinicamente essas tragédias pra justificar seus próprios objetivos militares e geopolíticos. Você, amigo leitor, que fica indignado com as tragédias, por favor, não deixe sua honesta indignação servir de justificativa aos fins militares desonestos de outros. Grato.”

    Em minha modesta opinião, um ponto de vista muito mais realista, verdadeiro e, arrisco a dizer, até mais humano que o teu.

    És um excelente escritor, mas desta vez te perdeste.

  • Ham diz: 14 de agosto de 2010

    Paulo R. Carbonera, o Estados Unidos largou a bomba atômica há 60 anos, em uma guerra mundial, foi realmente um crime, mas apesar disto esteve do lado certo, pois do outro lado havia organização criminosa composta de líderes mundiais, entre eles o do Japão, que apoiavam Hitler, que mandou milhões de Judeus, Homosexuais e quem fosse do contra para camaras de gás de maneira brutal. A Bárbarie sempre esteve presente em qualquer parte do mundo, em outras mais e em outras menos, em algumas com caráter de ação individual e outras de estado. E se vc não entende a diferença disto tudo eu lhe pergunto. Você gostaria que os Estados Unidos tivessem perdido a Segunda Guerra Mundial? Você gostaria de viver num mundo com as idéias de um Hitler, ou do Imperador do Japão na época? Você acha que o Exército dos Estados Unidos é mais criminosa que algumas policias do Brasil? E por fim aonde você gostaria de morar se você fosse mulher nos Estados Unidos ou no Afeganistão?… Ah, claro, desculpe por esta última pergunta! Imagina, o que é a liberdade da mulher, né,…, elas não tem que ter vontade, liberdade então? Bobagem…Elas tem é que obedecer seja a religião, seja o marido. Além do mais né Paulo, não meta o nariz onde não é chamado, a menos que seja como você, que não dá bola muito para isso… ( não é a toa que existe tanta imbecilidade neste mundo…o presidente do Irão que o diga)

  • Zé diz: 14 de agosto de 2010

    Texto representativo da grande imprensa… Lembro de certa vez que o mesmo autor disse que não acreditava na idéia de que era um formador de opinião. Estranho. Qualquer um que tenho um mínimo de noção sobre análises de discurso sabe o tamanho desta “ingenuidade”/maldade/oportunismo. Lamentavel!
    O jornalismo empresa/moderno/capitalista se consolidou a partir da premissa da imparcialidade, apesar de constantemente se mostrar enquanto uma pasquinagem camuflada.
    Pelo texto “viva o imperalismo”, até parece que as invasões dos EUA são em função de aspectos “humanos”, e não econômicos.
    Obviamente isso não significa concordar com o desrespeito em regiões do oriente, mas não parece ser de algum estúdio da Marvel que sairá a solução.

  • Tiago Lowell diz: 14 de agosto de 2010

    Quanta bobagem!!!!! Dizer que os USA invadiram o Afganistao por motivos economicos eh de uma imbecilidade e falta de conhecimento imperdoavel. Qual a vantagem economica que pode trazer aos americanos o Afganistao? Alguem aqui ja ouviu falar de Geopolitica? Voces se lembram das declaracoes e atos cometidos pelo governo taliban antes da invasao americana? Eles que treinavam todos os terroristas que atacaram os Estados Unidos. Voces que estao no Brasil nao tem nocao do que eh uma guerra, eles varias vezes declararam o Ocidente e em especial os USA seus inimigos, treinavam e patrocinavam terrosistas p/ matar cidadaos americanos e queriam que o governo daqui ficasse quieto? passivo assistindo suas embaixadas serem destruidas, seus navios atacados, seus edificios destruidos, milhares de cidadaos mortos. Se o interesse fosse economico, porque nao invadir o Kuwait, a Arabia Saudita? que sao muito mais ricos e menos militarizados? Parem de viver no tempo da guerra fria, este conceito direita esquerda eh ultrapassado. O mundo hoje esta num patamar diferente, temos que pensar em recursos renovaveis, reciclagem, paz.

  • JULIÃO diz: 14 de agosto de 2010

    Depois de ler os últimos comentários chego a conclusão que o fanatismo ideológico cega e é o maior mal sobre a terra. Por causa deles as pessoas, ditas esclarecidas aceitam ditadores e ditaduras e até negam os direitos humanos como um valor universal a ser defendido por todos.

  • Ham diz: 14 de agosto de 2010

    Impressionado com as manifestações aqui, quase todas contrárias as opiniões do Coimbra, condenando os Estados Unidos por sua violência contra os outros povos, os PHDs em direito internacional defendendo a soberania dos povos, fazendo mil comparações entre USA e Afeganistão, o que é pior igualando-os em banditismo, esquecendo o simples. Este crime hediondo, horripilante foi cometido pelo Talibã foi contra um de seus membros, contra um de seu grupo, não foi contra um americano, inglês, judeu, cristão, foi contra uma talibã, um dos seus, apenas por em primeiro lugar ser uma mulher ( que acho que é considerada ser humano de segunda linha), e depois não querer mais o marido. Nem no Brasil, pais de segunda linha, corrupto e sem educação, isto seria admitido, seria condenado pelo Estado e pela população, imagina nos USA. A um americano nunca seria permitido uma violência destas contra outro americano. Aqui bandidos queimam pessoas vivas, dão cadáveres para cães, mas não é aceito pela sociedade, é considerado hediondo, e acontece por que existem sim pessoas que não merecem o convivio com outras, são simplesmente más, doentes, mas no caso do Talibã, esta doença parece estar no DNA de seus líderes, por ignorância ou maldade. Estou chocado com os comentários aqui postados, principalmente os textos mais caprichados, com o português corretíssimos, e vejo que o verniz é desperdício em madeira podre. A todos estes, espero que vão para o Afeganistão ou Irã, pois Nova York seria um castigo a estes lúcidos pensantes, e que façam bom proveito…

  • gerson diz: 14 de agosto de 2010

    Lamentável o texto!!!! Parece-me que o autor não tem nada de ingênuo e sim mais um “jornalixo” defendendo seus patrões…

  • José Antônio diz: 14 de agosto de 2010

    Caro David, admiro muito teu texto.

    Mas tua crítica alcança não mais que situações quotidianas, quiçá uma ou outra faceta mais lúbrica do futebol.

    Comentares algo sobre o que não conheces muito só poderia dar no que deu: uma polêmica que sequer entendes, com argumentos que não tens formação intelectual para dosar e te contrapor.

    És um bebedor de refrigerante, david. Deixa os comentários sobre a safra do vinho para quem estudou para ser enólogo.

  • Chico Choco diz: 14 de agosto de 2010

    http://www.youtube.com/watch?v=JFOmnAjk1EQ&feature=player_embedded

    Olha isso David.

    E apaga este post da tua história meu véio…

    Cada parabéns que tu recebe por esse lixo, é um boi alienado de uma boiada de merda.

    Observe mais os criticos…

  • marc 56 diz: 15 de agosto de 2010

    Como dizia o Oscar Wilde, o essencial não se ensina. Ou você sabe ou não. Esse texto seu seria infantil ao extremo, se não viesse de um profissional que tem um compromisso social e um canhão de mídia nas mãos. Você pode até ser ignorante, mas agora está demonstrando que é mau caráter.

  • JULIÃO diz: 15 de agosto de 2010

    Deve dar uma dor na consciência defender o indefensável, mas muitos, mesmo assim, tentam…

    Fazem de tudo para enquadrar seu mundo predefinido, cheio de dogmas imutáveis e conceitos ultrapassados, a uma situação em que seres humanos não podem ser protegidos por outros seres humanos porque, casualmente, nasceram sob a égida de OUTRA cultura, religião ou tradição. Essas pessoas devem simplesmente aceitar seu destino de dor, sofrimento, ignorância e humilhação e quem pretende mudar ou acho isso incorreto, IRRACIONAL e desumano não passa de um imperialista arrogante.

    Parabéns para os que conseguem colocar suas ideologias acima do HOMEM e seus direitos fundamentais e universais… eu não consigo.

  • Zé diz: 15 de agosto de 2010

    Tiago Lowell,

    Os norte-americanos já invadiram o Kawait e a Arábia Saudita. Seu google deve estar com uma versão desatualizada!

  • ELTON HAEFLIGER diz: 15 de agosto de 2010

    Caco Barcelos foi ao interior nordestino e entrevistou mulheres na pobreza.
    Dizia uma delas: tive 15 filhos, mas 10 estão vivos (os outros haviam morrido de fome).
    A outra, com 19 anos e 3 filhos, desmaiou por fome.
    A questão me parece cultural. Algumas aldeias, alguns países ou algumas tribos possuem
    uma cultura completamente diferente. Parece uma cultura da punição, da tristeza e do medo.

  • Marcosss diz: 15 de agosto de 2010

    HAM,

    Importante o seu ponto de vista, só engrandece o debate. Apareça com mais frequência por aqui.

  • Clarice diz: 15 de agosto de 2010

    Cheguei aqui pela mão de Mauro, recomendação suficiente para pousar aqui com regularidade.

    Uma vez que moramos num país com razoável liberdade de expressão, cada um com a sua.

    Concordo com alguns comentários sobre a estupidez da guerra. Desde sempre e não só a dos americanos, que se elegeram defensores de todos, enquanto esquecem de selecionar seus alvos. Por trás de tudo sempre o poder. As desculpas para praticar violência nunca são as razões verdadeiras. Essas pemanecem bem guardadas e viram moeda de barganha quando se valorizam.

    Estupidamente os povos aplaudem quem morre nas guerras, que jamais terão fim, porque somos bélicos no recôndito de nossos cérebros. Adoramos uma disputa, precisamos de desafios.

    Se isso que se vê com a cortina de combate ao terrorismo ocorre por conta de petróeleo há décadas, imagine quando os países ditos ricos começarem a sentir sede da água que nós temos(ainda) em abundância.

    Glorificar tantas mortes precoces de todos os lados é justidicar um erro com outro. A violência fica maior quando a razão se perde. Radicalismo é maléfico em qualquer assunto. Maleabilidade e inteligência são mais econômicos e rentáveis que as guerras. Menos para quem vende armas. Pelo óbvio não terão fim, já que a primeira não decidiu nada.

    Para matar uma ideia é preciso exterminar todos os que com ela concordam. Que mundinho esse nosso, hein?
    Abraço.

  • JULIÃO diz: 15 de agosto de 2010

    O que descobriram petróleo no Afeganistão também?

    O povinho de sorte, ou azar, sei lá.

  • Tiago Lowell diz: 15 de agosto de 2010

    O Ze, eu nao sei onde fica o Kawait

  • Carlos Arruda diz: 16 de agosto de 2010

    Tu reproduz material ideológico da conservadora revista Time (do grupo estadunidense TimeWarner). Somente no segundo semestre do ano passado, essa revista teve queda de 34% nos índices de leitores. Agora, resta apelar e manipular, como nessa capa, querendo montar um cenário sobre o que aconteceria se os EUA saíssem do Afeganistão – onde já morreram mais de 500 mil civis por efeito da presença assassina das tropas da Otan.

    A revista, a serviço do complexo industrial-militar-petroleiro-dinheirista, defende a permanência estadunidense no Afeganistão por razões humanitárias. No que é arremedada pelo opinionista de Zero Hora. Ambos, têm o topete de sustentar que a moça mutilada no nariz e nas orelhas, segundo eles, o foi pelo taleban. Se houvesse um soldadinho do Iowa, por exemplo, ao seu lado para protegê-la do marido energúmeno muçulmano, o dano facial não teria acontecido. Logo, justifica-se a ocupação do país e a consequente razia terrorista/moralizadora dos Estados Unidos no Afeganistão.

    A rigor, a matéria de capa da Time cumpre a função de tentar neutralizar a divulgação dos 90 mil documentos pelo portal WikiLeaks, semana passada. [Viva a internet livre!] A Time precisa de suíte para as suas lendas semanais, o desbobramento incessante de uma mentira é o prefácio da verdade.

    Os documentos, entre confidenciais e secretos, revelam as atrocidades cometidas no Iraque e no Afeganistão, em nome da imposição moral e cultural de hábitos e relações sociais que não habilitam um marido a decepar o nariz de sua mulher, em compensação, usa altíssima tecnologia para assassinar, arrasar e desorganizar a cultura milenar de um povo.

    O problema é que o opinionista periférico, caudatário das usinas de ideologia e manipulação das mídias centrais, como o semanário Time, se tem como democrata, plural e bom redator.

    A genialidade se admira, a ruindade contamina. Por isso, leitores, cuidado. Tenham cautela ao ler certos colunistas de Zero Hora. A absoluta maioria é opinionista bóia-fria. Servem – como se fora fresco e saudável – um texto requentado, trazido na vianda fornecida pelas grandes centrais de mídia, comumente, dos Estados Unidos.

    E tem outros riscos colaterais: se alguém ler dezenas de vezes a obra do velho Dostoiévski, ficará iluminado com a genialidade do autor russo, mas jamais será genial como ele. Agora, se o sujeito passar a ler todos os dias o Paulo Sant’Ana ou a Lya Fett Luft, corre o sério risco de se contaminar com a má qualidade dos textos e visões de mundo.

    O problema do opinionista perifério é que ele, talvez, tenha lido demais o colunista Paulo Sant’Ana, seu colega de redação. Tanto foi ao cálice da mediocreira que virou um deles, um reconhecido filho de Paulo Sant’Ana.

    Eis, pois, a ingrata revelação: o opinionista periférico é filho intelectual de Paulo Sant’Ana.

    Coisas da vida.

  • Lucas Lightspeed diz: 16 de agosto de 2010

    Deve haver interferência no Estado para que não ocorram mais atrocidades como esta, citada na capa da revista Time. Porém, essa interferência deve partir de dentro dos países pela iniciativa dos povos prejudicados, não vinda de fora.
    Na Arábia Saudita, aliada dos americanos, as pessoas também estão sujeitas a penas cruéis e nem por isso os americanos interferem. O motivo da invasão estadounidense ao Afeganistão é aquele líquido preto – sempre ele – do qual somos tão dependentes.

  • LeandroSR diz: 16 de agosto de 2010

    Caro David.
    Teu negócio é escrever sobre mulheres e futebol. E olhe lá…

    Abaixo, texto para refletires. Se é que, depois de tantos anos na ZH, ainda consegues…

    “…casamento que uniu há uns quatro anos duas aldeias e duas famílias tradicionais. Uma festa rara no Afeganistão, em que os clãs se fecham em suas tradições e pouco se abrem para outros clãs, inda mais de etnias diversas. A cerimônia, confundida pelos invasores com uma reunião do Taleban (uma prova da eficácia dos seus serviços de Inteligência), foi severamente bombardeada. Morreram mais de 140 pessoas, a maioria mulheres e crianças, inclusive a noiva. Quase não havia cadáveres, apenas pedaços de corpos misturados. A Time perdeu uma boa capa.” (Dialógico)

    Abraço.

  • marc56 diz: 16 de agosto de 2010
  • dilmão-campeão de tudo diz: 16 de agosto de 2010

    Você é mesmo um babaca assalariado dessa corja chamada RBS. Me lembra o discurso de que o socialismo só trouxe barbárie ( como se as conquistas sociais, das minorias, trabalhistas, não tivessem vindo através das lutas históricas, como a intentona comunista de paris), repetido à exaustão por formadores de opinião guindados a elite intelectual desse estado agropastoril, que se veste à moda do século dezenove, achando que tem algo a ensinar a humanidade. Como bem lembrou o leitor, a arábia saudita pratica os mesmos atos bárbaros e os eua nada falam. Decerto quer que o Lula em nome do acordo com o Irã exija uma revisão dos bárbaros costumes islâmicos. Daqui a pouco você virá com sua claudicante erudição mais uma vez dizer que o Lula é um bom presidente enquanto FFHH foi um “excelente” presidente. A quem você acha que engana com seu jornalismo servil? Decerto a legiões de incautos que vão a alguma palestra moribunda sua ou que leem as memórias sexuais em forma de crônicas (memórias que você nunca teve a não ser na sua cabeça) . Não adianta fazer ode a uma liberdade americana que existe apenas em função do consumo. Toda sociedade americana é um grande negócio. A liberdade de expressão de lá só existe frente a maior necessidade de se negociar tudo. Tudo parte de um gigantesco Zeitgeist. Não importa se usam turbantes, calça jeans ou se apresentam como fina flor do pensamento pampeano metido a universal. Bois indo para o matadouro. Você é apenas mais um, apesar do lustro com que usa as palavras. O seu destino e utilidade é o mesmo da imensa massa de manobra que ocupa postos de trabalho ao redor do mundo. Você não é nada, ninguém.

  • Sandro diz: 16 de agosto de 2010

    Dilmão você dormiu com o Popô destapado?!!

  • dilmão diz: 17 de agosto de 2010

    Sandro, você deveria se preocupar com o “popô” da sua irmã ou mulher, se é que gosta do negócio (falando dessa maneira efeminada…acho difícil…) ..

  • Sandro diz: 17 de agosto de 2010

    Dilmão, não tenho irmã e nem mulher, mas também não gosto do negócio, sou homosexual e agradeço todos os dias não ter nascido no Irã, no Afeganistão, pois possivelmente cortariam outra parte do meu corpo em vez do nariz e orelha. O que me admira é alguém comparar paises que cometem estes atos bárbaros não contra inimigos, mas seus próprios irmãos e irmãs. Você achou delicado o meu comentário, pois eu achei o contrário do seu, cheio de arrogância, e me parece que de ressentimento e raiva. Ofende a RBS, o David Coimbra no seu próprio espaço, o que considero uma total falta de educação. Discordar, sem problema, mas ofensas pessoais a quem lhe abre um espaço para trocar idéias e opiniões, com total liberdade, tanto que até seu discurso truculento foi publicado, acho que só diminue quem o faz. Se você não é o Chaves ou o Osama Binladem, é da mesma categoria, bom ou ruim, é você que decide…

  • dilmão diz: 17 de agosto de 2010

    Para mim o irã e afeganistão tem tantos abusrdos como os eua e a decadente europa. Ou você acha que porque pode andar de maiô na rua e se unir aos seus pares em algum cruzeiro gay tem muito poder de decisão. Ofendi mesmo a rbs e o david coimbra. Só uma virgem dentro de um prostíbulo para não enxergar o que essa rede mentirosa fez e como se ergueu apoiando a ditadura nesse país. Que elegeu, com sua odiosa influência gente como o bravateiro simon, o entreguista britto e a ladra yeda e agora quer nos empurrar fogaça, o lento. Tomo como um elogio a comparação com chavez. Tenho ressentimeto e raiva mesmo contra a rbs, a globo, os partidécos de direita e contra pavões desbundados com uma retórica “bonitinha” como você. Obrigado por me qualificar como arrogante, pois é exatamente isso que quero parecer frente a afetados ideológicos. Não achei seu comentário delicado apenas, achei patético. Na boa eu prefiro que você se mude mesmo para o afeganistão. Você, o Coimbra e mais todos herdeiros da rbs.

  • JULIÃO diz: 17 de agosto de 2010

    Sandro, Parabéns por colocar esse Dilmão no seu devido lugar.

  • rogerio diz: 17 de agosto de 2010

    Vamo pará de brigar gente, que a Dilma vai ganhar no primeiro turno mesmo.

  • Chico Choco diz: 18 de agosto de 2010

    Uma segunda lida no texto me fez perceber que talvez tenha ressentimento contido nele.

    David Coimbra, se não me engano, descende de judeus. Povo maravilhososo e terrivelmente humilhado pelos alemães.

    No texto tem uma passagem sobre ser tratado como alemão. Ou seja, ao invés do massacra um tratamento igual.

    Porém, mesmo que seja essa a motivação subconsciente, segue uma porcaria o texto. Mais valeria analisar a doença de Hitler e seus seguidores.

    Mais vale sempre a verdade, a lógica……

    Apoio a impérios beira a comédia…

    Ainda mais se tratando de U.S.A

  • dilmão diz: 18 de agosto de 2010

    jULIÃO..cuidado para o Sandro não colocar no teu lugar…

  • JULIÃO diz: 18 de agosto de 2010

    Por que, já te colocaram naquele lugar?

  • Chico diz: 18 de agosto de 2010

    Os Talibãs só subiram ao poder porque o imperialismo da União Soviética e dos EUA devastou o Afeganistão. A ditadura iraniana só existe porque o imperialismo anglo-americano derrubou o primeiro-ministro Mossadegh em 1956.
    Ademais, não existe nenhum motivo para se dizer que Hitler não era imperialista. O termo imperialista define a intenção de se criar um império; não interessa se por bons ou por maus motivos.
    Uma das ações do imperialismo dos EUA é manter no poder a ditadura saudita, que pratica todas essas coisas que o autor citou no texto.
    Além disso, na época da Guerra Fria, o imperialismo dos EUA incluía apoiar grupos que queriam cobrir as mulheres da cabeça aos pés e apedrejar homossexuais (ora, os Talibãs foram inicialmente aliados dos EUA).
    Acontece no final das contas que o imperialismo que o autor celebra não existe. Não há nenhum império, nem nunca houve, que saia por aí ocupando territórios para criar um “mundo melhor” etc. Todos os imperialismos têm valores de fachada, e motivos profundos e inconfessáveis. Enquanto houver imperialismos – no plural – o mundo belo e cheio de concórdia pelo qual o texto almeja jamais existirá.

  • JULIÃO diz: 19 de agosto de 2010

    Quem lutou e expulsou os soviéticos foi o exército afegão comandados por Ahmad Shah Massoud, um engenheiro. Quando os Talibãs tomaram o poder 1996 ele foi para a resistência na Aliança do Norte para lutar contra esses radicais. Em 2001, Massoud, o “Leão de Panjshir”, foi morto num atentado de agentes da Al Qaeda, quando apoiava a invasão americana para derrubar os talibãs e caçar os membros da Al Qaeda.

    http://super.abril.com.br/superarquivo/2001/conteudo_119781.shtml

    Documentário – “À Descoberta do Afeganistão” (National Geographic)

  • Carlos B diz: 20 de agosto de 2010

    Sinceramente, estes povos daquela parte do mundo, merecem tanto seus líderes, quanto nos merecemos os nossos… Os USA foram descobertos por Europeus, quase ao mesmo tempo que o Brasil foi descoberto. As nações árabes e sua cultura/civilização existem desde o tempo que o vento soprava. E olhem como cada uma se desenvolveu… A América Latina, o Oriente e a Africa, continuam repetindo os mesmos erros, com o mesmo tipo de liderança e cultura de dois séculos atrás, e os USA quer queiram quer não se impõe ao mundo, tanto em termos econômicos quanto cultural. E aí, temos pena e defendemos com unhas e dentes este povos, talvez, pq somos tão incompetentes e pequenos nas nossas idéias, medíocres em nossa visão de mundo e atos quanto eles, enfim, somos uns coitados, mas nunca os culpados, isto não, culpados são os USA, imagina se não …

  • Sandro Viero diz: 25 de agosto de 2010

    e quanto à menina?

  • Carlos B diz: 25 de agosto de 2010

    Ela vai ser submetida a cirurgias plasticas, vai ganhar nariz e orelhas novas, gratuitamente,… nos Estados Unidos, é claro…

  • daniel moraes diz: 20 de junho de 2013

    davi , nao sei nao li as opinioes da sua cronica, e nem quero saber por que pouco me importa , mas a cronica que eu li um tempinho atras foi a unica coisa que eu nao achava que ninguem iria fazer , cara parabens e nao escuta os imbecis que irao te criticar , eu irei fazer um trabalho sobre ela , em uma escola que tem mais de 2 mil alunos ,ou seja , muito mais de 2 mil ,eu acho. mas o que importa é que vou ler com a cabeça erguida dizendo EU CONCORDO COM O AUTOS . ADEUS

  • -o0uydre56ewaz diz: 17 de novembro de 2014

    aki e galo porra

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