Vou publicar aqui algumas críticas à peça Sobre saltos de scarpin, baseada em alguns textos meus.
Primeiro, o texto de Antônio Hohlfeldt, no Jornal do Comércio:
-
"Bela surpresa na cena porto-alegrense
Nos últimos tempos, diretores de teatro local têm descoberto inspiração para seus espetáculos em alguns de nossos cronistas mais populares. Luis Fernando Verissimo foi o primeiro deles a ser popularizado. Seguiu-se Martha Medeiros e, agora, David Coimbra. Confesso que, embora não sendo leitor constante do jornalista, surpreendi-me, de qualquer modo, com o que parecia ser o enfoque de Sobre saltos de scarpin, porque parecia ser tudo o contrário do que Coimbra parece escrever. Tratar-se-ia de um espetáculo feminista, quando, em geral, se acusa o cronista de machismo crônico etc.
Mais surpreso ainda fiquei - e no melhor sentido possível do termo, contudo - quando assisti ao espetáculo. Não apenas porque ele é inteligente e bem acabado, como, sobretudo, porque ele consegue escapar de uma armadilha perigosa: a ilustração da crônica.
A jovem diretora Tainah Dadda, de quem não cheguei a assistir ao primeiro trabalho, o anterior Desvario, revela-se criativa e independente. Ela fugiu da ilustração e, a partir das sugestões das crônicas, apenas, construiu um espetáculo preciso, tanto no modo de idealizá-lo quanto na maneira da junção dos textos, de maneira que mesmo um não leitor de David Coimbra pode acompanhar o trabalho sem necessidade de, a toda a hora, ficar relembrando a crônica original que teria gerado aquela passagem cênica.
Assim, a seleção de textos e fragmentos acaba sendo uma desconstrução-reconstrução de um texto que acaba se tornando dramático - no sentido de que tem um começo, um desenvolvimento e um desenlace - em pouco mais de uma hora de espetáculo, em que tudo está medido, ritmado e ajustado. O figurino de Daniel Lion é um elemento à parte: meio dadaísta, meio art nouveau estilizado, às vezes descambando para o dark, ele faz forte contraste entre o elemento masculino, leve e quase esportivo, ainda que formal, à moda britânica, e o feminino, rigorosamente enclausurador tanto quanto revelador – modo de leitura do texto, paralelo à própria direção, quem sabe? – enquanto a cenografia de Zao Figueiredo é falsamente moderna, utilizando elementos e materiais industrializados, mas travestidos em outras funções que não as originais de fabricação. Gera-se, assim, um estranhamento entre tais elementos, o que, desde logo, prende a atenção do espectador. A direção de produção de Cecilia Daudt esteve atenta a todos estes detalhes, que são realizados meticulosamente, complementados pela iluminação de Bathista Freire que valoriza detalhes, possibilidade troca de climas e faz convergir a atenção do espectador para cada um dos personagens. O uso dos vídeos, enfim, cuja produção ficou a cargo da Origami Filmes, e a trilha sonora original de Arthur Barbosa dão ao espetáculo eficiência como há muito não se via na cena de Porto Alegre: aparentemente leve, quem sabe apenas um divertimento, Tainah Dadda é capaz de provocar seriamente o espectador, sem martirizá-lo, mas levando-o a reflexões variadas, às vezes apenas com o riso, mas também com o esgar de algumas constatações nem sempre tão lisongeiras.
Joana Vieira, ladeada por Magda de Oliveira e Patrícia Lamachia, mais Paulo Salvetti - que também responde pela excelente preparação corporal do elenco, sobretudo nos momentos finais do espetáculo - com Marcelo Pacheco e William Martins não apenas mostram competência quanto à mão da diretora, que evidencia, assim, ser uma realizadora completa, porque atenta à cena e aos personagens, ao mesmo tempo, o que não é nada fácil nem tão comum entre nós.
Em suma, eis um espetáculo que, sem ser obra-prima, é uma exceção na qualidade, na sensibilidade e na proposta: quebra a rotina da cena da cidade, traz imagens inusitadas, às vezes mesmo ousadas, e sobretudo leva o espectador a uma experiência artística ampla e múltipla, que envolve pelos sentidos, às vezes mais que pela própria palavra. Eis uma bela surpresa!"





SOBRE OS SALTOS EU NÃO SEI, SÓ SEI QUE O JONAS ESTE GURI DE CARPETE, É QUE ESTA DE SALTO ALTO,GRAÇAS A ELE E FABIO SANTOS, DERAM O EMPATE PARA O FLAMENGO, ELE TEM QUE DEIXAR DE SER FOME, FALTAM MUITAS RODADAS E PODERÁ SER O GOLEADOR, ELE NÃO PENSOU NO TIME QUANDO TENTOU COLOCAR POR COBERTURA E FEZ O FIASCO.PODIA TER PASSADO.TIME MEDIOCRE, NÃO GOSTA DE JOGAR PRA TORCIDA.AH! ANTES QUE EU ME ESQUEÇA,TEM QUE AVISAR O RENATO, É AQUELE QUE UM DIA PENSOU E QUE E AGORA ACHA QUE É COMENTARISTA,POR FAVOR , ELE PENSA QUE ESTA COMENTANDO SO PARA O RIO DE JANEIRO? NÃO, NÃO PRECISA SER TÃO MENGUISTA OU GLOBISTA
UM ABRAÇO DAVID.
QUE DEUS O ABENÇOE
David,
Congratulations!
Realmente a peça é muito boa... gosto de teatro, mas já estava cansando de sempre peças parecidas, mudando a história, mas todas parecendo muito... Sobre saltos e scarpins foge do mesmismo... estão de parabéns todos envolvidos nesse belo trabalho... espero que surjam mais peças que fujam do tradicional, sem cair no exagero... acho que é esse o grande trunfo dessa produção... souberam andar sobre a tênue linha entre o criativo e o caricato... parabéns....
David, ainda tá rolando a peça?
Como ganhei o ingresso aqui pelo Blog para ir ao espetáculo, não exitei em deixar de ir, fui e não me arrependi, claro que o texto acima conta detalhes que só quem trabalha com isso entende e vê, gostei demais das cenas, de todo o conteúdo teatral, confesso que achei um pouco feminista, mas afinal, estamos numa época feminista onde as mulheres estão com total domínio das situações diárias, mas claro, ainda dependem de nós homens.
Sou um leitor assiduo do Blog, e pude lembrar de algumas cenas na hora, inclusive a tal Janete, um tanto engraçado.
Gosto muito de escrever textos e lendo os diversos aqui do David é uma grande inspiração!
Continue com esse grande trabalho David, e que próximas cenas teatrais se baseiem nos seus textos!
Um abraço!
Também ganhei o ingresso no blog e fui na estreia, muito legal!