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Crônicas não lidas

26 de janeiro de 2011 2

Recebi ontem um email que me emocionou. Não por ser-me elogioso, mas por falar da relação entre pai e filho, cara para mim, eu que passo a temporada praiana com meu filhinho. Ei-lo:

“Meu nome é Rodrigo Edres Antonelo. Tive o primeiro contato com as crônicas de David Coimbra em meados de 2002, pela Zero Hora. Minha identificação foi à primeira vista. Meu pai, Dirlei, falecido em 13 de novembro de 2006, naquela época acompanhou esse meu interesse pelas tuas crônicas. Eu estava na escola de especialistas de aeronáutica, no interior de São Paulo, e em umas férias que vim para casa (Gravataí), meu pai me presenteou com um livro intitulado “Crônicas da selvageria ocidental” – o livro mais perfeito que tinha lido até então.

Meu pai, vendo minha empolgação com o livro, passou a recortar todas as tuas crônicas e a guardar em um envelope. Como meu pai sempre foi muito organizado, recortou até a tua foto e colou no envelope. Toda vez que eu descia de férias, ele me entregava aquele envelope cheio de páginas da Zero com crônicas de David Coimbra, e eu passava horas e horas lendo.

Em novembro de 2006, quando vim para o velório do meu pai, achei na gaveta do armário dele outro envelope com o teu rosto colado e cheio de crônicas.

Admito que até hoje não li nenhuma crônica deste último envelope organizado pelo meu pai. Não sei por quê. Talvez por medo de que, depois de lê-lo, tenha a certeza de que meu pai nunca mais me dará outro envelope que fazia com tanto carinho.

O certo é que não preciso de nada em especial para lembrar de meu pai, mas quando leio tuas crônicas ou teus livros o pensamento no meu velho pai é imediato. Queria dizer que teu trabalho é sensacional e me faz sentir mais perto do meu pai.

Obrigado”.

Jô da praia

- Nome: Jeniffer da Silva Monteiro

- Idade: 18 anos

- Cidade: Capão da Canoa

- Praia: Capão da Canoa

– Time:
Grêmio

- Hobby: Ir a barzinhos com os amigos

Comentários (2)

  • Matheus diz: 27 de janeiro de 2011

    Fantastica e realmente comovente a história do Rodrigo, é o que eu sempre digo, quando não falas em futebol tu beira a genialidade, mas quando o assunto é futebol, nem Pelé te supera!!

  • arthur flamengo diz: 27 de março de 2013

    Fantastica e realmente comovente a história do Rodrigo, é o que eu sempre digo, quando não falas em futebol tu gosta de nadar com as sereias da bom pastor e ser igualzito bao pai…

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