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Zé Pedro e o Caso Jonas

27 de janeiro de 2011 37


Meu amigo José Pedro Goulart, cineasta, publicitário, jornalista, cronista e torcedor do Grêmio, escreveu ontem um texto muito parecido com o que publiquei no blog sobre o Caso Jonas. Ele o publicou no Terra Magazine.

São textos semelhantes sobretudo no conceito. O do Zé Pedro grita um desejo de mudança que me agrada. Vai além da simples revolta com a questão ética. Propõe uma nova forma de se fazer futebol. Pedi permissão ao Zé Pedro para reproduzi-lo aqui.

Ei-lo:

“Cala boca, torcedor!

 

Atenção leitor, esta não é uma coluna de esportes. Se você por acaso leu a minha última, sobre o Ronaldinho, pode ficar com essa impressão. Mas garanto que só volto ao tema pelas circunstâncias. É que o Jonas, atacante do Grêmio (sim, novamente o Grêmio), deixou os clube como quis e ainda mandou que a torcida calasse a boca na última vez em que jogou pelo time.

 

Cabe esclarecer quem é o Jonas para um passante desavisado: não, ele não é um Ronaldinho, um Ronaldo, menos ainda um Renato. Por outro lado, sim, ele foi o goleador do último Campeonato Brasileiro, jogando pelo Grêmio, pago pelo Grêmio, recebendo passes de jogadores do Grêmio, festejado, estimulado pela torcida do Grêmio.

 

Pois o Jonas saiu. E saiu, como dito, arrumando uma briga oportunista com a torcida, com o dedo na boca num gesto de quem exige silencio: calem-se! E ainda chutou a bola em direção aos pagantes – um ator que joga o sapato na platéia. Depois do jogo, saiu de cena e mergulhou num covarde silêncio.

 

Eu aqui não quero falar do Jonas, do contrato mal elaborado, mal proposto por quem assinou pelo clube. Eu aceito as condições que lhe dão o direito de fazer o que bem quiser – e ele que faça as contas com a sua consciência.

 

Eu quero apenas me dirigir ao torcedor de futebol no Brasil. Seja do Flamengo, Corinthians, Fluminense, Palmeiras, Vasco, Santos, São Paulo, Bahia, Botafogo, Cruzeiro, Atléticos, do Olaria, Bangu, enfim, e do Inter e do Grêmio, claro. Vocês sabem por quem estamos torcendo? Vocês sabem afinal qual é a nossa parte nessa cantoria desafinada?

 

Somos um número – um bilionésimo número depois da vírgula.

 

Aquela herança afetiva de quando íamos ao jogo, levados pela mão do nosso pai, avô, tio. Aquela lendária história contada e recontada sobre o goleiro que morreu ao defender um pênalti decisivo, ou sobre o atacante que jogou com o pé quebrado. Tudo isso virou farofa nostálgica com pitadas de pieguice, polvilhada de um romantismo tolo.

 

Não bastasse o único apelo da grana para um jogador jogar num clube hoje em dia, com trocas de camisas e beijos em distintivos diferentes a cada ano, a Seleção privilegia os que jogam fora – estimulando ainda mais o êxodo.

Basta. Chega. Que se convoque jogadores daqui e ponto, como forma de garantir algum interesse. “Tupy or not tupy!”.

 

Que se façam jogos em horários humanos, mesmo que interfiram na novela das 8. Que seja devolvido um aspecto perto do original às camisetas, privilegiando as cores, os distintivos: os jogadores de hoje parecem homens-sanduíches, verdadeiros ambulantes de propaganda

 

Todos sabemos do mundo corporativo. Da necessidade de ganhos. Mas qual é o fim disso, afinal? Quais os limites? Uma fábula cuja moral é sempre invertida? Cadê os mocinhos, os heróis, os autênticos? Onde se pode achar um pouco de amadorismo no meio dessa indecente busca de resultados? Até quando vamos freqüentar um circo onde os palhaços ficam nas arquibancadas?

 

Pois bem.

 

Nós que deixamos a filha de sete em casa no domingo, ignoramos o lazer da família, botamos a grana – que muitas vezes faz falta – no clube; que destinamos nossa audiência, nossa paixão e tudo isso com uma fidelidade de cachorro. Nós que enfrentamos estádios sujos, banheiros podres, violência nas ruas. Nós que suportamos o frio, a chuva ou a vergonha de uma derrota, avisamos:

 

Nunca, sob nenhuma hipótese, aceitaremos que um outro jogador – seja milionário, craque ou perna de pau, nos mande calar a boca.

 

O resto nós ainda vamos discutir.”


Twitter: ZPgoulart




Comentários (37)

  • Luiz Augusto Prado Carosiello diz: 27 de janeiro de 2011

    Essa frase abaixo é sensacional, mostra toda a realidade que é o futebol hoje em dia. O fim do texto é perfeito. E eu que já estava correndo para me associar!! Que disilusão.

    “””Até quando vamos freqüentar um circo onde os palhaços ficam nas arquibancadas?””

  • Luiz Augusto Prado Carosiello diz: 27 de janeiro de 2011

    Até quando vamos freqüentar um circo onde os palhaços ficam nas arquibancadas?

  • Daniel Aço diz: 27 de janeiro de 2011

    Futebolismo é Doença

    A cada dia que passa, e esse é um processo que desenvolvo há anos, um nojo crescente, atroz e irreversível se apodera de minha razão em detrimento ao futebol. Nutro um horror quase beato com relação a dirigentes esportivos, a conselheiros de clubes, a puxa-sacos de cartolas, a jornalistas futebolísticos dementes, a torcedores massificados e infames, a jogadores semianalfabetos e mercenários, a juízes e bandeirinhas ladrões, a juízes de direito esportivo suspeitos, a advogados malandros e a cartolas sem-vegonha.

    Já disse isto outrora: futebolistas do mundo, atentai bem, vão se tratar! Perseverai, correi em massa a tratamentos psíquicos sérios, ultraortodoxos, tomai comprimidos receitados, delirai ante psiquiatras, oferecei vossos míseros cérebros a terapias de choque.

    Quem vive pelo e para o futebol vive à margem das manifestações anímicas fundamentais e constituintes da vida, da sociabilidade sadia, da beleza e da espiritualidade. Um personagem assim, que louva Ronaldos, Ronaldinhos, Romários e Jonas como deuses de seu panteão insano, é um homem-massa metafisicamente apócrifo, incapaz de tratar bem a um cônjuge, nutrir um amor incondicional a um filho, querer bem a seu animal de estimação. Tudo nele reduz-se a uma bola, justo aquela, por sinal, que lhe substitui a ausência de massa cerebral e o uso saudável das esferas testiculares.

    Já me era insuportável as reportagens nojentas sobre o Ronaldo Morcego, e agora, veja só, terei de ver matérias desprezíveis sobre o Ronaldinho Mercenário no horripilante clube das páginas policiais. Matérias jornalísticas intermináveis, superficiais, desprovidas de inteligência.

    Quem dispensa horas de seus dias em futebol dispensa, na verdade, anos de sua medíocre existência em prol da demência, da loucura, da alienação. Pessoas normais até gostam de um bom jogo, sentem orgulho de disputas honestas e bem feitas. Mas é muito tempo, é muita barbaridade envolvida no mundo sacrossanto e midiaticamente desgraçado do futebol.

    Pessoas normais leem, no mínimo, uma hora por dia. Leem sete livros num mês, mais de sete dezenas num ano. O camarada tem de ser muito otário para investir rios de dinheiro em ingressos, camisas descoradas e de tecidos ruins, chuteiras fétidas e jogos ridículos transmitidos pela televisão paga. Tem de ser otário e injusto, cretino, pois depois vai argumentar com o filho que não lhe pode dar um calçado melhor, comer uma pizza em família, pagar uma consulta veterinária a seu cão ou gato. Dinheiro para investir em bobagem o otário sempre tem. Otário, calhorda, imbecil, monstro. Vai te tratar futebolista insano, leia livros, invista seu tempo e dinheiro numa coisa honesta, feita, jogada e pensada por pessoas retas. Nem gosto para se vestir tu tens, nem decência para fazer caridade a quem precisa.

    Se as pessoas fossem racionais e soubessem o que se passa nos meandros do futebol e nas sedes religiosas, em sã consciência, diga a verdade, ninguém nem torceria para um time e nem seguiria uma religião.

    Futebolistas do mundo, atentai bem: vão se tratar!

    P.S.: Quer uma sugestão boa para esquecer o futebol? Leia o livro “Nos Céus de Paris”, do gaúcho Alcy Cheuiche. Estou terminando sua leitura. Trata-se de um romance biográfico sobre a vida de Santos Dumont. Você gastará um terço do que pagaria para assistir a um jogo infame num estádio horrendo. Boa leitura!

  • Matheus diz: 27 de janeiro de 2011

    O Jonas agiu mal, não deveria ter feito aquilo e deveria ser inclusive multado ou punido por isso, isso e mais a questão das convocações é a unica coisa aproveitavel do texto e dá ótica pela qual vc e o relator estão vendo os fatos, vou provar tentando não me extender muito. Meu pai é sócio do Internacional desde 1947, é jornalista conceituado e trabalhou durante anos como correspondente esportivo da Caldas Junior, hoje aposentado, ainda possui dois titulos fundadores do Beira Rio, um patrimonial e outro paraninfo, alem de duas cadeiras perpetuas no estadio. Pois bem, quando adquiriu o “produto” e vou chamar de produto porque hoje é assim que o futebol é visto e trabalhado, ele pagou uma merréca, apenas com o intuito de contribuir com a construção do hoje Gigante do Beira Rio.Até então tudo feito em nome da paixão. Dos titulos adiquiridos naquela época ele passou as cedeiras para mim e o patrimonial para meu filho, ficando somente com o paraninfo por ser intransferivel. Hoje, frequento aos jogos, alimento minha paixão e sofro com ela nas vitórias e nas derrotas, mas alem disso, frequento e utilizo os beneficios sociais do clube, como piscina, academia, area de lazer e esportes e, só pra vc ter uma idéia, meu filho ainda joga na base colorada e faz natação no clube, ora David, um clube não se resume ao futebol e se é verdade dizer que o futebol é a principal atividade, tambem é verdade dizer que ele precisaria ser profissional e render lucros ao clube na mesma proporção de sua relevancia. Como negócio o clube me deu e me dá retorno, como paixão me dá alegria e, quando eventualmente me dá tristeza, procuro lembrar de tudo o que ele já me deu de bom.

  • jarbas galgaro diz: 27 de janeiro de 2011

    Se você se considera um palhaço,eu não.Ser torcedor é uma coisa,ser fanático é outra.
    Torcedor sabe que o jogador é um profissional.Fanático quer que ele ama o seu time.
    Torcedor torce,canta e brinca.Fanático xinga,e agride.
    Torcedor se pergunta:o que eu posso fazer pelo meu time?
    O fanático pensa que é dono do time e quer que o futebol cure suas frustrações da vida.
    O futebol não pode ser a coisa mais importante na vida de uma pessoa.
    Os torcedores são inofencívos,já os fanáticos são perigosos.
    Se o Jonas foi oportunista na cena contra o São José,o que dizer daquele que usa seu espaço na mídia para cruscifica-lo perante a torcida?
    Tem coisas na vida muito mais importante que futebol,basta abrir os olhos e ver.

  • Joceli diz: 27 de janeiro de 2011

    Já faz alguns anos deixei de frequentar o Olímpico por todas as razões antes alencadas. Associar-me ao Grêmio, mesmo sendo gremista, nem pensar. Prezo muito meu dinheiro para dar para alguns aventureiros. Hoje assisto ao futebol pela TV, quando passa na Tv aberta ou Tv a cabo e é só. O futebol virou um produto muito caro, com atores recebendo salários altissimos e jogando quase nada. Prefiro assistir a um filme na TV a um jogo de futebol. E tem gente que briga e mata por causa de um jogo de futebol. Eta povinho medíocre.

  • Thiago diz: 27 de janeiro de 2011

    Uma VERGONHA!

    Ninguém fala da arbitragem que ajudou escandalosa e decisivamente o Grêmio no jogo de ontem, ao validar o segundo gol gremista absolutamente irregular, pois tinham dois jogadores claramente impedidos e, mesmo que o André Lima não tenha tocado na bola, ele interferiu no lance.

    Empatar com ajuda decisiva da arbitragem num jogo contra um time que sequer tem estádio, títulos, torcida e até mesmo pessoa que lave os uniformes clube é demais!

  • Marcel diz: 27 de janeiro de 2011

    Parece que vcs descobriram a América falando que os jogadores são mercenários em pleno ano de 2011. Eu já sabia disso desde o dia que o Nilson Pirulito voltou a Porto Alegre para jogar no Grêmio, isso no início da década de 90 do século passado.

  • rudimar pedro diz: 27 de janeiro de 2011

    Bom dia David
    Concordo com teu comentario e do Goulart, não é possivel aguentar esses malas , recebendo 200mil reais todo mes e ainda desaforando o torcedor, agora a direçao do Gremio é muito lerda, pelo menos nos ultimos anos.
    Mas o motivo do meu comentario, que com certeza vai ser motivo de chacota de muitos,é de que eu sou um torcedor de futebol feliz, meu time perdeu o estadio(estamos tentando reaver na justiça) no campeonato de 2010 disputamos os jogos em Marau,e pior, esse ano mandaremos os jogos no estadio do nosso maior rival, sim sou torcedor do SPORT CLUB GAUCHO DE PASSO FUNDO,93 anos de tradição,claro que é outra realidade, mas por aqui ainda temos muitos atletas que honram a camisa que vestem, muitos de fora da cidade e outros aqui nascidos, caminho pelas ruas e encontro nossos idolos, Daizon Pontes, Meca, Luiz Carlos, Luiz Freire, hoje trinador do nosso rival,Adaie Bicca, Serjião, etc, e tambem nossos jovens que defendem o alviverde atualmente, sim meus amigos, sou um torcedor , peirquito do boqueirão, feliz.

  • Machiavellirs diz: 27 de janeiro de 2011

    Minhas férias foram pequenas. Só serviram para eu concluir que nunca mais vou “desfrutá-las” em território catarinense. Floripa, com chuva ou sem chuva, tá uma bosta. Os restaurantes de lá são caríssimos e da pior qualidade, com exceção, quiçá, do Toca do Jurerê, substituto do velho Toca da Garoupa. O trânsito da ilha tá insuportável. Dá de dez a zero no de Porto Alegre, pelo menos nesse quesito.
    Meus futuros dólares gastarei em NY, Las Vegas, Paris ou Londres, ou seja, primeiro mundo. Acreditem, qualquer uma das citadas dá de goleada em qualquer cidade ou lugar do Brasil. Mas por falar em dez a zero e goleada, informo que continuo um gremista semifanático: não dou um p. tostão para o clube e não gasto p. nenhuma em ingressos de estádios olímpicos ou não. É que olho para um Jonas, por exemplo, e fico pensando no meu dinheiro sempre quando lembro aqueles três gols feitos que ele perdeu contra o Boyacá Chicó, lembram? Jogador que perde aqueles gols só pode estar enganando, mesmo com o título de goleador do ano passado. Ele que vá embora e que nunca mais apareça aqui no Portinho que, apesar de tudo, continua, mesmo em Janeiro e Fevereiro, sendo o melhor lugar do mundo em termos de mulheres gostosas, de pernas longas, macias e douradas, como diria o David.
    No mais, continuo lendo meus livros. Todavia os leio com cuidado, muito cuidado. Evito o excesso!!! E, por falar em excesso, lembro Schopenhauer que ensina “o excesso de leitura tira do espírito toda a elasticidade, da mesma maneira que uma pressão contínua tira a elasticidade de uma mola. O meio mais seguro para não possuir nenhum pensamento próprio é pegar um livro nas mãos a cada minuto livre. Essa prática explica por que a erudição torna a maioria dos homens ainda mais pobres de espírito e simplórios do que são por natureza, privando também seus escritos de todo e qualquer êxito.” Esse Schopenhauer tem cada uma, não é verdade?!

  • VINICIUS MARTINS diz: 27 de janeiro de 2011

    Com certeza, há coisas na vida muito mais importantes do que futebol. Agora, o que esperar em uma coluna de esportes, quando o assunto do momento são os “causos do Grêmio” ?
    É ridícula a maneira como alguns tentam justificar o injustificável comportamento dos atuais “profissionais” do futebol. E, não bastasse isso, extravasam suas frustrações no colunista!
    Essa é a consciência e a capacidade de fazer crítica do povo que aplaude o BBB.
    E, para os filhos de jornalistas, sugiro pedirem umas aulas de língua portuguesa para o seus pais.
    Pro inferno Jonas e Ronaldo de Assis !!

  • CARINE diz: 27 de janeiro de 2011

    David quando Pablo não estiver mais entre nós, o que eu espero que demore muito tempo
    para aconhtecer, você bem que podia substitui-lo em nossos corações.
    Você me entende, não é?

  • mauro luiz diz: 27 de janeiro de 2011

    Oque a carine AI DE CIMA QUIS DIZER É: qUE QUANDO O sANTANA SE FOR… VOCE DEVE SUBSTITUI-LO… pARA O rIO gRANDE DO sUL CONTINUAR COM ESTE GREMISMO NAS PAGIUNAS DO zh.. eNTENDEU?

  • Elias Junior diz: 27 de janeiro de 2011

    Show o texto, lindo e poético. Mas infelizmente vivemos num mundo capitalista, onde o futebol é uma profissão e não uma diversão, onde os garotos que treinam nos clubes brasileiros, ainda longe de estarem no profissional, já sonham em um dia jogar na Europa, dinheiro, fama, musas, etc. Como pensar diferente? Essa é a realidade nua e crua do Futebol brasileiro e mundial, tudo gira em cifras, poder. Por outro lado jogadores ainda que família, pensam num conforto e uma boa vida para seus filhos e esposa, e por aí vai. Amor pelo clube só na época do meu avô, e olha que faz muito tempo, e maioria dos grandes craques do passado morreram na miséria.
    Ronaldinho, Jonas, são mais alguns exemplos de casos que vemos todos os dias, não só aqui, mas em outros lugares do mundo, se tem uma oportunidade de ganhar mais, não pensam duas vezes.
    Prestem muita atenção, no futebol moderno hoje, para um clube de futebol ter sucesso, tem que ter gestão empresarial de sucesso, com receitas, marketing, etc…esses são os grandes diretores e gestores de futebol, coisa que infelizmente nossa diretoria está a quem…jogadores são meros peões, que nem um jogo de xadrez, mecânicos que entram pra desempenhar suas funções que o comandante (técnico) passa para buscar suas vitórias, e como conseqüência atrair mais simpatizantes (torcedores) para clube…essas são as regras, se está certo ou errado não sei, mas esse é o mundo capitalista do futebol moderno.

    Saudações Tricolores, Rumo ao Tri da América!!!

  • carlos de melo diz: 27 de janeiro de 2011

    tudo isso,porque um atleta segue carreira.dou uma sugestão,vibrem com o clube,todos passam,e oclube fica.

  • Angela C. diz: 27 de janeiro de 2011

    Concordo com o que o Jarbas galgaro disse.
    Além disso, se jogadores como Ronaldinho e Jonas são mercenários, o que são os clubes que rejeitam garotos ou até jogadores de mais idade (muitos com verdadeira adoração pelo seu clube do coração) por que quem esta no comando acha que eles não servem para o clube, ou quando o clube vende jogadores para fazer caixa?
    E mais, o torcedor tem o direito de se sentir ofendido, mas o jogador por receber um salário não pode se sentir ofendido com as vaias? os dirigentes podem oferecer o jogador para qualquer time um jogador que não deu a resposta esperada, mas o jogador querer sair para outro clube onde julga será melhor remunerado é crime?
    Eu como gremista e torcedora não me julgo otária, acho que otários são aqueles que se julgam donos do time, donos da verdade e acreditam em dirigentes que parecem que ainda acreditam em papai noel (ou no nosso caso em politicos travestidos de dirigentes).

  • Fernando diz: 27 de janeiro de 2011

    Sou colorado, mas não posso deixar de dar minha opinião sobre o caso Jonas. Em primeiro lugar, deveria ser pedida a prisão preventiva do Sr. Deputado-Presidente do GFPA, Paulo Odone, pela insana entrevista na qual declara que ofereceu R$ 6 milhões de luvas e R$ 600 mil mensais por um jogador não mais que mediano (mas nem que fosse um craque). Como é possível administrar um clube com tamanha insensatez? Será que isto é verdade? Se for, bem, senhores, acho que está tudo perdido. Os noticiários dão conta de que o GFPA está falido, e pergunto de onde viria este dinheiro? De investidores? Ora, todo mundo sabe que não existe almoço grátis, portanto, mais cedo ou mais tarde a conta deverá ser paga. Por isto é que nosso futebol está cada vez mais absurdo. É só correria, transpiração e nenhuma inspiração. Pobre futebol. Como disse um amigo aí acima, é bem melhor ficar em casa assistindo a um bom filme do que torcer por este esporte que já foi do povo. E o pior disto tudo é que só tende a piorar, pois num futuro bem próximo, os “craques” já estarão com seus salários milionários garantidos no útero de suas mães.

  • sergio diz: 27 de janeiro de 2011

    Isto chega a ser engraçado…estas coisas so vem a tona quando acontecem com um clube da Capital graças ao GRANALISMO que se instala em nosso estado. Nao aconteceu uma vez mas DEZENAS de vezes de jogadores de clubes do interior serem surrupiados pela Dupla Granal. AMIGOS: O interior tambem existe e merece ser feliz soh que a imprensa da capital nunca deu enfase a isto, sem falar nas arbitragens que sempre privilegiaram a DUPLA, que, muitas vezes queixa-se pelo tratamento dispensado pela imprensa do centro do pais. Enfim eh um efeito domino. O Jonas nao sacaneou ninguem, diferente do Ronaldinho, ele apenas fez o que o contrato lhe permitiu. Por mim que a DUPLA caia pra Segundona! nao to nem aih!

  • Matheus diz: 27 de janeiro de 2011

    O teu texto e do teu camarada é a banalização da palavra ética, misturaram paixão com razão e criaram um fato maior do que ele representa em si. Faz pouco mais de um ano que aqui mesmo neste blog tu defendeu uma tese que o Gremio deveria rasgar qualquer tipo de principio ético em nome da paixão entregando o campeonato brasileiro para o Flamengo, sem contrangimento algum e sem criar qualquer tipo de dificuldade. Foram tentos os apelos que torcedores deste mesmo Gremio, que hoje hipócritamente berram por ética e principio, foram no aeroporto ameaçar os jogadores que chegaram do Rio por terem criado dificuldades ao Mengão. Ora, deixem de ser piegas, revisem os comentarios de muitos de vcs no arquivo deste mesmo blog, depois vamos faler em principios éticos e morais, ok?

  • guilherme diz: 27 de janeiro de 2011

    nao parece meeeesmo o ze goulart escrevendo. mas só um pouquinho: parece um guri de quinze anos rosnando! pelamordedeus!
    Assim ó: pergunta pra algum colorado se tá com esse sentimento tolo? pergunta!
    talí o amigo constatando: uma coisa é torcer, outra é ser fanatico.
    chora gremista, chora pq caio pro mazembe mas nao disputo segundona! e a culpa é toda de vcs!

  • Marco Antônio diz: 27 de janeiro de 2011

    O Futebol sempre foi um meio propício para os sem-vergonhas. Os jogadores e dirigentes sempre tentando tirar vantagem em tudo. O que mudou de uns anos pra cá é que um bando de favelados, que se não estivessem no futebol estariam presos, começaram a mandar nos dirigentes. O que é visto é que os dirigentes do Grêmio, desta gestão e da gestão passada são amadores. Nada além disso. Sou contra essa visão de que todos somos otários e que o futebol é nocivo. O futebol é um lazer, um esporte e um comércio. Basta os dirigentes ter uma dose maior de malícia e conduzir melhor esses marginais que vestem a camisa dos nossos times, fazendo-os servir aos torcedores e não o contrário.

    P.S.: Daniel Aço, o senhor já falou que está desempregado e isso eu entendo. Peço que nos poupe dos seus comentários ridículos, pois o senhor não tem nem cacoete de escritor e muito menos de filósofo. Sugiro que ao invés de ler em casa vá se qualificar para o mercado de trabalho e arrumar uma profissão que lhe ocupe o tempo e lhe renda dividendos.

  • Daniel Aço diz: 27 de janeiro de 2011

    Ilmo. Marco Antônio,

    Tu és tão patético, covarde e palhaço que nem sobrenome usas. Identifica-se genericamente, à sorrelfa, pirulitando certezas com ímpeto de genialidade. Sou escritor, sim. Sou filósofo – e mais do que isso -, sim. Sou tradutor, sim. Sou revisor, sim. Sou editor, sim.

    Estou prestes a arrumar um emprego à altura de meu talento e de meus conhecimentos? Não tenho de lhe dar satisfações.

    Tu terás de viver mais dez encarnações pra chegar ao nível em que estou. Até lá, porém, já terei ganho bem mais cancha do que tu.

    Não tenho de provar nada a ninguém, muito menos a um futebolista genérico.

    Imaginem, senhoras e senhores, chegar-se a uma farmácia:

    “Por favor, um remédio para curar delirius futebolus alienatus. Sim, eu quero o genérico, preciso poupar bufunfa para mandar o juiz e os jogadores tomarem longe. É minha terapia, entende?”

    Se Cristo não agradou a todos, que pretensão eu tenho de fazê-lo? Nenhuma.

    P.S.:

    Marco Antônio, leia meu livro digital e confesse ao público tua incapacidade de fazer algo melhor. Seja original, não genérico.

    http://recantodasletras.uol.com.br/e-livros/2740456

  • jarbas galgaro diz: 27 de janeiro de 2011

    Porque as pessas insistem em adjetivar comentários alheios com ofenças pessoais?Acho que cada um pode escrever o que bem entender,já que esse espaço é democrático e não reservado apenas para doutores em jornalismo.
    Todos tem o direito de expressar seus pensamentos,desde que não ofenda os demais,claro.
    A verdade não tem donos.Em futebol ninguém tem certeza de nada,todos apenas acham que entendem do assunto.
    Querer que os outros engulam todas as suas idéiias é ridículo e pretencioso demais.
    Daniel Aço,gosto dos teus comentários,apesar de acha-los um pouco exagerados.
    Quem gosta de futebol não é nescessariamente um doente.
    Eu gosto muito de futebol,mas não tenho uma visão doentia nem romântica sobre ele,como certas pessoas,que veem tudo com os olhos do coração.
    Futebol é negócio,se alguém recebe um alto salário é porque outro alguém está disposto a pagar.
    Niguém é forçado a torcer por um clube,se o faz é por vontade própria.Ninguém é forçado a dar dinheiro aos clubes,também o fazem por livre iniciativa.
    Não entendo toda essa cobrança pra cima dos dirigentes,deveriam cobrar mais dos políticos,esses sim levam o nosso dinheiro e não nos dão quase nada em troca.
    Tem muito político semi analfabeto também,mas esses o povo não cansa de eleger.

  • Daniel Aço diz: 27 de janeiro de 2011

    Como estava no embalo de escrever, segue-se uma correção no meu texto:

    “Já me eram insuportáveis as reportagens…”

    Grato pela compreensão.

    Marco Antônio:

    O plural de “sem-vergonha” não tem a letra “s”.

    Depois da segunda palavra “gestão” deveria haver vírgula.

    O correto seria:

    “Sugiro que, em vez de ler em casa, vá se qualificar…”

    Copiou?

  • Vinicius diz: 27 de janeiro de 2011

    David

    O futebol não é mais o mesmo é não é de hoje.
    Mas ainda existe uma alternativa, torcedores unidos, que saibam diferenciar rivalidade de ignorância podem e devem se unir…

    http://formigueiro.ning.com/

  • ELTON diz: 28 de janeiro de 2011

    Afinal, o Grêmio está quebrado ?

    Foi o que disse Wianey Carlet.

    Prefiro não acreditar que nosso

    maior rival seja, daqui para frente,

    o São José ou o Cruzeiro.

  • Lúcio diz: 28 de janeiro de 2011

    Como os gremistas andam amargurados!
    Não é só aqui. Antes do David se amargurar, já conhecia gremistas que estão adotando o mesmo estilo.
    15 anos sem títulos de expressão deve ser difícil de aguentar. Fora os sinais de que o Grêmio está virando um Vitória da Bahia, pouco atrativo para os profissionais da bola.
    Isso no fundo é uma defesa inconsciente. Tudo para conseguir suportar o sucesso do rival, tirando a importância do futebol para desmerecer os outros.
    Quem fatura 1 título da Conmebol por ano nos últimos 5 anos, e não faz fiasco nas negociações, não precisa se amargurar desse jeito.

  • Matheus diz: 28 de janeiro de 2011

    Assino com o Jarbas Galgaro, viva o Estado Democrático de Direito!! Ninguem é obrigado a ter preferencias iguais, tão pouco é obrigado a concordar com tudo que lê.

  • Daniel Aço diz: 28 de janeiro de 2011

    Jogadores de futebol não deveriam ganhar mais do que R$ 20.000,00 por mês.

    Só assim, efetivamente, teriam amor ao trabalho e não lhes sobrariam recursos para festanças regadas a orgias, pó e marketing.

    Chega de regalias e endeusamentos.

  • ricardo bruno diz: 28 de janeiro de 2011

    Os jogadores de futebol nada mais fazem que representar os valores da sociedade atual, isto é, colocar o dinheiro em primeiro lugar.

    Apenas terá moral para reclamar de Ronaldinho ou de Jonas aquele tocedor que, seduzido por uma proposta tentadora de outra empresa, fosse capaz de dizer “não” por amor à sua empresa atual.

    Ou aquele funcionário público que, tentado por ganhar uma diária de dois dias em uma viagem que durou apenas um, dizesse “não” por amor à coisa pública.

    Falar mal dos jogadores é fácil. Difícil é ser diferente deles.

    E não venham dizer que o profissão de futebol é diferente, que envolve paixões, público e coisa e tal. Não é. Cada profissão tem seu público, seus clientes, seus “torcedores”, e o que vale para um jogador vale para qualquer um.

    Ah, e finalmente. Não fizemos favor nenhum em ser fanáticos por um time, gritar na arquibancada e abdicar de nossos domingos. Ganhamos muito em troca: eles, jogadore, dão seus esforços e sua dedicação de uma vida toda; nós, torcedores, recebemos em troca uma identidade, uma representaçao do que somos e de onde vivemos.

    Não há nada de grandioso ou de abnegado em ser torcedor. É uma troca justa entre torcedores e atletas.

    Atletas que, repito, refletem em suas carreiras aquilo que todos nós somos na sociedade. Recebemos deles aquilo que merecemos.

  • Beatrice Melo diz: 28 de janeiro de 2011

    São ridículos os colorados e o tal Daniel Aço!
    E não me venhar dar aulas de português e/ou ortografia!
    Quem te deu o título de dono incontestável da verdade?
    És um recalcado pernóstico!
    Teus recalques, nada devem ter a ver com futebol ou fanáticos!
    Procures dentro de ti, tua intolerância deve ter outras origens!
    Aos colorados, pergunto: onde andava tanta orgulho durante os anos 80 e 90?
    Não usem de artimanhas, como no passado já fizeram e vamos ver se vão à segundona e conseguem voltar? A glória não é não cair, e sim em cair e saber levantar.
    Dá-lhe Grêmio, IMORTAL sim!
    Ah! Acrescento: sou profissional bem sucedida, bem casada, ainda não tenho filhos, mas amo minha cachorra.

  • Daniel Aço diz: 28 de janeiro de 2011

    A Beatrice Melo está passada, cruzes!

    Ai, ui, ela está passada…

    Um beijo do vô!

  • jarbas galgaro diz: 28 de janeiro de 2011

    Os colorados são ridículos,todos eles?Será que não existe nenhum que não seja?
    Acho que quem generaliza perde toda a Razão.
    Concordo que existem muitos colorados ridículos,mas os gremistas também não fogem a esse regra.Conheço muitos gremistas ridículos.
    Continue escrevendo DANIEL AÇO.Para aqueles que não gostam dos teus comentários,lhes será reservado o direito de não le-los.
    Sabe como é:”os cães ladram e a caravana passa”
    Será que eu entendi bem? Voltar da segundona é uma glória?
    Mesmo ficando em sétimo lugar e subindo no tapetão? Ou fazendo uma batalha contra o gigante Náutico?
    Depois são os colorados que são ridículos e usam artimanhas.
    Nosso orgulho colorado está no fato de estarmos a mais de 60 anos na frente do Gremio na história dos clássicos.
    Mesmo nas décadas de 80 e 90 não fomos ultrapassados,talvez tenhamos nos valído de inúmeras artimanhas para manter essa hegemonia.Afinal de contas o Grêmio ganha,empata ou é roubado.
    O duro é que começaram essa Libertadores empatando e com uma bela contribuição da arbitragem.
    Mas deve ter sido apenas um erro,se fosse a favor do Inter seria uma “artimanha”

  • Machiavellirs diz: 28 de janeiro de 2011

    Por falar em pernóstico, conheci, faz tempo, um deles. O cara tinha um filho chamado Edem. O Edem gostava de brincar no meio da rua. E brincar no meio da rua sempre foi perigoso, não é verdade? E o pernóstico, para tirar o filho do meio da rua, em vez de dizer “Edem, piá de merda, sai do meio da rua, porra!!!”, dizia: “Oh Edem, filho meu, sai do meio do leito da via pública antes que um tresloucado volante roube-te a vida no limiar da existência!!!”. Sei, é cultura inútil… mas tem suas justificativas, não é verdade?!

  • Daniel Aço diz: 28 de janeiro de 2011

    A inveja, a inexperiência espiritual e a maledicência jogaram o profeta Daniel à cova dos leões. Não podendo nada contra Daniel, exemplo de retidão e fé, os invejosos armaram contra o profeta proibindo orações no reino de Dario. Flagrando Daniel em oração, os invejosos foram se queixar ao rei para que Daniel fosse jogado às feras. O rei admirava a Daniel, tentou livrá-lo, mas fez cumprir-se a lei. O rei passou a noite em claro, pensando numa das mais brilhantes e éticas pessoas do seu reino: Daniel.

    Trecho do Antigo Testamento:

    “O meu Deus enviou o seu anjo, e fechou a boca dos leões, para que não me fizessem dano, porque foi achada em mim inocência diante Dele; e também contra ti, ó rei, não tenho cometido delito algum.

    Então o rei muito se alegrou em si mesmo, e mandou tirar a Daniel da cova. Assim foi tirado Daniel da cova, e nenhum dano se achou nele, porque crera no seu Deus.

    E ordenou o rei, e foram trazidos aqueles homens que tinham acusado a Daniel, e foram lançados na cova dos leões eles, seus filhos e suas mulheres; e ainda não tinham chegado ao fundo da cova quando os leões se apoderaram deles, e lhes esmigalharam todos os ossos.

    Então o rei Dario escreveu a todos os povos, nações e línguas que moram em toda a terra: A paz vos seja multiplicada.

    Da minha parte é feito um decreto, pelo qual em todo o domínio do meu reino os homens tremam e temam perante o Deus de Daniel; porque ele é o Deus vivo e que permanece para sempre, e o seu reino não se pode destruir, e o seu domínio durará até o fim.

    Ele salva, livra, e opera sinais e maravilhas no céu e na terra; ele salvou e livrou Daniel do poder dos leões.”

    Antes de ser lançado às feras, Daniel era governante. Quando saiu, após a provação abominável, o rei nomeou-o primeiro-ministro.

    Para quem não sabe, o significado do nome Daniel é este: “Deus é meu Juiz”.

    Boa noite.

  • Lúcio diz: 29 de janeiro de 2011

    Respondendo a amiga Beatrice aí de cima:
    Nas décadas de 80 e 90 o Inter estava na Série A.
    Sempre na Elite, entre os Grandes. No seu lugar. 100% de primeira.

  • Célio diz: 29 de janeiro de 2011

    Ahahah,
    Choro de gremista amargurado,
    amanhã ou depois ganham um título, até o gaúcho vale, aí vão sair fazendo carreata e cantando pelas ruas e adorando o Viçosa, o Lins, o Douglas ou quem quer que tenha sido o “herói” do título. Depois os dirigentes “doam” o cara pra algum grande time europeu e recomeça o choro.
    Eu sei porque já passei por isso, mas não fiquei jogando a culpa nos outros ou no futebol.
    Aliás, alguém aqui assiste jogo, se torna sócio, vai ao estádio ou compra camisa forçado??? Se for este o caso procurem um advogado, a delegacia ou um psicólogo porque não é assim que o esporte funciona.
    Grande abraço e boa sorte nas próximas eleições, ehehe.

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