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Posts de maio 2011

Túnel do tempo: o maravilhoso mundo do circo

31 de maio de 2011 6

Decidi levar meu filhinho ao circo. Cheguei uns minutos antes, estacionei o carro e, a caminho da bilheteria, vi que dois palhaços zanzavam por ali, do lado de fora da lona. Os palhaços fumavam e conversavam ao celular, cada qual com seu aparelho. Eles falavam alto e sopravam grandes baforadas para o ar e vez em quando riam com estridência:

– Rô, rô, rô! Rá, rá, rá!

Umas risadas maliciosas, não eram risadas de circo, não eram risadas que criancinhas entendessem. Resolvi não deixar o Bernardo ver os palhaços naquele momento mundano. Peguei-o no colo, fiz com que olhasse para o outro lado.

– Olha um cachorro ali, Pocolino!

– Onde? Onde?

Um velho truque. Qualquer vira-lata é atração para criança.

Entramos no circo. Malabaristas, trapezistas e tudo mais.

– Cadê os bichos, papai?

– O circo agora não tem mais bichos.

– Nem leão?

– Nem leão.

– Nem elefante?

– Nem elefante. Mas tem o Globo da Morte, olha as motos ali.

Apesar da destreza dos motoqueiros, o Bernardo não chegou a se empolgar. Queria ver os bichos, os bichos. No intervalo, levei-o para comprar um bastão de luz colorida que outros meninos empunhavam. Um troço parecido com aquela espada de energia do Star War, manja? Bom. Estava com ele no colo, escolhendo o tal bastão de luz, quando alguém gritou:

– David Coimbra!

Olhei para o lado.

Era um palhaço. Talvez fosse um dos que vi fumando na rua, talvez não. Não sei, só sei que o palhaço veio na minha direção quase gritando:

– Tu é o David Coimbra, não é?

Eu era.

Tratava-se de um palhaço carioca, flamenguista, como a maioria dos cariocas, nada satisfeito com as notícias que vinham saindo em Zero Hora sobre o Flamengo.

– Vocês não dão importância para os times do Rio! – reclamava, irritado.

Olhei para o Bernardo. Ele encarava o palhaço com aqueles olhos pretos dele bem arregalados. O palhaço seguiu se queixando da linha editorial do Esporte da Zero Hora. Fiquei um pouco preocupado. Um palhaço esbravejando daquele jeito poderia comprometer as ilusões infantis do meu filhinho acerca do mundo do circo, a alegria, lalariralala, aquela coisa toda. Tentei mudar de assunto.

– Qual é o teu nome? – perguntei.

Achei que responderia com uma mesura:

– Pingolin! Palhaço Pingolin, a seu dispor!

Ou:

– Paçoquinha, o palhaço do Brasil!

Ou:

– Bolotinho!

Mas ele disse:

– Mateus.

O Bernardo abriu a boca, perplexo.

Mateus? Mateus é lá nome de palhaço???

Desconversei, disse que tinha de levar meu filho à segunda parte do espetáculo e voltei para frente do picadeiro.

– Agora vêm os bichos, papai?

– Não. Não tem bicho.

– Nem o tigre?

– Ali tem umas moças que dançam, ó.

Embora não houvesse bichos, o Bernardo até que gostou do circo. Na saída, eu de novo com ele no colo, já estávamos perto do carro quando ouvi o grito:

– Ô, David! Ô, David!

O palhaço Mateus.

Olhei. O Bernardo olhou também.

– Fala bem do Flamengo, hein!

– Podeixar – gritei em resposta.

– Vê se dá um pouco mais de atenção ao Mengo, pô! É o Mengão! O campeão do Brasil!

Afivelei o Bernardo na cadeirinha enquanto o palhaço berrava de lá:

– Mengão! Mengo! Mengo! Mengão!

Saí com o carro, e ele ainda gritando.

– Fala bem do Mengo! Fala bem do Mengo!

Vou dizer: estou torcendo para que o PUTZGRILL@$!”(ZREOFFEM***() *HRTEPPPYT¨&* do Flamengo caia para a segunda divisão.

Escritor iniciante

31 de maio de 2011 2

Willem Souza se arriscou. O que acham do texto dele?

Informática

A maioria dos escritores já é adepto à facilidade dos aparelhos eletrônicos, em especial do computador. Até porque tem uma inspiração a mais pra escrever. Como jovem escritor que sou, e contemporâneo, desde sempre uso um computador para escrever meus textos. Mas nem sempre foi assim. Nos tempos antigos, se começou usando penas de animais, tintas extraídas manualmente de plantas e belas caligrafias. Fico sempre imaginando como que eles tinham paciência naquela época. Qualquer dúvida gramatical se ia ao Aurélio de cada país. Hoje, com três cliques e bem menos paciência se sana quase a totalidade das dúvidas.

Mas ainda sim há os defensores de antiguidades. Os que não querem muito saber de tecnologia, e acham isso tudo muito chato. Meu avô é um crítico da informática:

- Esse negócio de computador que deixa os outros gordos. Bola, só com controle. No meu tempo, futebol era no campo, e de pés descalços!

- Sim vô, mas eu jogo bola de vez em quando!

- No meu tempo era todo dia! E pras moças olharem ainda quem era bom e pra gente olhar quem era a moça mais bonita.

- Mas hoje a gente olha as moças bonitas pela internet vô, quer ver?

- Olhar essas mulheres bonitas na internet é o mesmo que beber água quente: Até mata a sede, mas não dá prazer!

Mas nem todas as pessoas têm facilidade com computadores. Eu mesmo, quando trabalhava com suporte de informática, passei por situações inusitadas. Lembro-me de uma mulher que ligou pedindo ajuda, e tentei ajudar pelo telefone. Não deu certo:

- A senhora pode colocar o mouse no canto superior esquerdo do seu mouse e clicar em “Meus Documentos”.

- Não consigo moço.

- Mas está ali, tem que tentar, é lá no alto.

- Ai moço, se eu esticar mais, arrebenta o fio!

- Senhora, pode trazer o computador na assistência para darmos uma olhada?

- Posso, mas levo o computador, ou essa caixa que vem junto com ele?

- Só a caixa senhora, só a caixa…

Por essas e outra que desisti da informática. Nada contra quem não sabe mexer, não me entendam mal. Ninguém é obrigado a saber. É que aos vinte e um anos, por mais que a genética ajude, cabelos brancos não são tão normais e tintura é coisa de gente moderna.

Seleção para o Macedão

31 de maio de 2011 3

Meu amigo Antônio Carlos Macedo, o Macedão, gostou das músicas do blog e pediu que lhe fizesse 10 sugestões de músicas para veicular em seu programa, o Gaúcha Hoje. Fiquei muito feliz com a proposta do Macedão. Pensei muito e escolhi essas 10 que já foram postadas aqui. O que vocês acham da minha seleção?


Doobie Brothers – Listen to the Music

Chico e Tom Jobim – Anos Dourados

Seals & Crofts – Summer Breeze



Elis Regina (de autoria de Zé Rodrix) – Casa no Campo


Bread – Guitar Man



Belchior – Paralelas



Paul McCartney com os Wings – Another Day



Paulinho da Viola com Marisa Monte cantando Pixinguinha – Carinhoso



Marmalade – Reflections of my Life



Creedence – Have you ever see again



Frase do dia

31 de maio de 2011 8

“Guardar ressentimentos é como tomar veneno e esperar que outra pessoa morra”.

William Shakespeare

A História do Mundo - Capítulo 18

31 de maio de 2011 24

A TERRÍVEL ORDEM DE DEUS

Em primeiro lugar, é preciso ressaltar que aquele deus não era exatamente o deus dos cristãos. Aquele deus, o “Inefável”, era definido pelas consoantes hebraicas YHVH. Um deus tão temido que Seu nome não poderia ser pronunciado. Mesmo assim, pronunciaram. Provido de consoantes, YHVH tornou-se Javeh, aportuguesado para Javé e suavizado para Jeová. Um ex-centromédio do Grêmio que protegia muito bem a zaga, Jeovânio, prestava, com seu nome, homenagem a Jeová.
Jeová, como você já sabe de sobejo, era o deus do Velho Testamento, denominação que só existe para os cristãos. Para os judeus, chamar o Velho Testamento de Velho Testamento seria admitir que existe um Novo Testamento. Para eles não existe. Para eles, a Bíblia é formada apenas pelos 46 livros que, na essência, ficaram prontos 200 anos antes de Jesus nascer. Para os cristãos são entre 70 e 73 livros, dependendo da vertente.

Na Bíblia hebraica, o Tanah, o deus é muito diferente daquele descrito por Jesus. Ele é um deus ciumento, colérico e belicoso. O Deus dos Exércitos. Um Deus que escolheu um povo em detrimento dos outros, escolha que, não raro, converteu-se em um fardo para esse povo. Porque Jeová era dado a impingir punições duras, como as que desabaram sobre Sodoma e Gomorra, além de vinganças e provações. A mais cruel de todas, certamente, aquela imposta a Abraão: o filicídio.
A mulher de Abraão, Sara, era estéril. Para não deixar o marido sem descendência, ela foi sensata como deveria ser toda mulher: escolheu, com seus próprios olhos, uma escrava para que se refestelasse com Abraão e, por consequência, reproduzisse. Deu certo. Reproduziram. Foi gerado um menino a quem Abraão deu o nome de Ismael, “Deus ouviu” em hebraico, porque Deus ouvira suas preces e lhe dera um filho.

Porém, quando Sara já tinha 90 anos, e Abraão 100, um anjo apareceu e anunciou que ela ficaria grávida. Ela deu risada. Ficou grávida. Teve o filho, e Abraão chamou-o de Isaac, que significa “ele riu”. No caso, ela riu.

Por essa altura, Ismael tinha 13 anos de idade. Sara, temendo que o menino mais velho se tornasse o principal herdeiro da família, convenceu Abraão a mandá-lo embora, junto com a mãe. Sara deve ter incomodado muito Abraão, você sabe como as mulheres incomodam quando querem uma coisa. Não suportando mais a insistência da mulher, ele expulsou a escrava e o menino para o deserto em condições precárias, munidos com nada mais do que um odre d’água e um pouco de pão. Fosse por Abraão, eles morreriam de sede, mas Jeová providenciou uma fonte d’água, os dois se salvaram e Ismael transformou-se no patriarca de todos os povos árabes, que hoje, ameaçadores, cercam os seus meio-irmãos hebreus por todos os lados.

A ciência, se não chega a confirmar essa história, fornece-lhe um aval. Agora, no século 21, uma pesquisa realizada em conjunto por cientistas de cinco países, entre eles Estados Unidos e Israel, mostrou que palestinos, sírios, libaneses e judeus têm forte parentesco genético entre si. O estudo comparou o DNA de 1.300 homens árabes e judeus de 30 países. Os exames mostraram esses povos possuem um ancestral comum, possivelmente os semitas ocidentais, que teriam habitado o Oriente Médio há pelo menos 4 mil anos. Esse ancestral bem pode ter se chamado Abraão, um nome comum na época.

Mas, voltando ao drama do patriarca: Abraão ficou tão-somente com Isaac como filho. E foi esse filho que Jeová exigiu em sacrifício. Falou, com sua voz de Cid Moreira:

“Abraão! Toma teu filho, teu único filho a quem tanto amas, Isaac, e vai à terra de Moriá, onde tu o oferecerás em holocausto sobre um dos montes que eu te indicarei!”

Abraão obedeceu sem discutir. No dia seguinte, tomou um jumento, dois servos e o filho e foi para o local indicado. Depois de três dias, encontrou o lugar. Amarrou o filho a uma pedra, como se fosse um cordeiro. Empunhou uma faca de bom corte. Ergueu a mão. Estava prestes a degolar o menino, quando Jeová gritou lá de cima com alguma aflição na voz de tenor:

“Abraão! Abraão! Não estendas tua mão contra o menino e não lhe faças nada! Agora sei que temes a Deus, pois não me recusaste teu próprio filho, teu único filho!”

Era um teste!

Agora pense no que representa essa história. Eu, se fosse Abraão, recusaria com veemência o pedido do Senhor. Diria:

“Que tipo de divindade é você, que pede o assassinato de uma criança?”

E se Ele insistisse, eu repetiria:

“Não! Pode arranjar outro patriarca!”

Mas, se eu fosse adiante, amarrasse o menino e só tivesse minha mão assassina detida no último instante, aí sim me enfureceria. Xingaria-O:

“O Senhor não sabe de tudo? Não é onisciente, onipotente e onipresente? Não vê tudo, inclusive dentro dos corações dos homens? Então, que espécie de cilada é essa? Foi só para me torturar? Foi só por sacanagem? Pode arranjar outro patriarca!”

Eu não seria um bom protagonista para essa história, portanto. Porque o autor da história, o que ele pretendia com ela era exaltar a fé de Abraão, para que essa fé servisse de exemplo e guia a todo um povo, como serviu.

A fé, era isso que o autor queria propalar. A fé, que é base de todas as religiões. A fé, que, Mencken já definiu, é a crença ilógica na ocorrência do improvável. Foi essa fé que manteve unido o povo hebreu por quase 40 séculos. A fé, que existe dentro de cada homem, nada mais é do que a necessidade de acreditar em algo além do homem, em uma razão excelsa para existir. O autor da Bíblia precisava instilar uma fé inamovível, extrema, inabalável, completa, caso contrário não conseguiria manter unido o seu povo. E, o mais importante, não conseguiria dar seguimento ao projeto da Civilização.

Isso é fundamental. Isso é decisivo. A Civilização é antinatural. A Civilização é uma violência. Tudo, no homem, chama o homem para a vida que ele levava antes da Civilização. O homem quer comer e beber o que bem entender, quando bem entender, da forma que bem entender; o homem quer tomar para si o que deseja; e, sobretudo, o homem quer fazer sexo sem restrições. Mas ele não pode! Por que não pode? Porque a Civilização impede. Mas a Civilização não existiu desde sempre na história do mundo. A Civilização é uma novidade de 12 mil anos. Como a Civilização conseguiu reprimir esses desejos humanos?

Para que a Civilização vencesse, como venceu, seria preciso um apelo muito poderoso, algo sublime, intangível, maior do que a própria natureza:

Deus.

A Lei, hoje, é um acordo entre os homens de uma comunidade. Se você desrespeita a Lei, sofre a repressão dos homens. Logo, você a respeita por medo da repressão. Mas, se você tem a certeza de que não será alcançado pela repressão, o que o impede de tomar à força uma mulher que deseja e possuí-la? O que o impede de ocupar aquela casa que você cobiça? Você diria que isso não é certo. Por que não é certo? Quem disse que não é? Além disso, o certo e o errado são subjetivos. O que é certo aqui pode ser errado ali adiante. Retomo, pois, a pergunta: como a Civilização conseguiu coibir o egoísmo, a ganância e o desejo humano?

Graças a Deus.

Os patriarcas da Humanidade, os homens que fizeram as primeiras leis, precisavam de um respaldo inquestionável. Esse respaldo era Deus. Deus não gosta que os homens matem, roubem ou cobicem a mulher do próximo. Deus deu a Lei aos homens. Mas os homens só cumprirão a Lei se acreditarem em Deus. Se tiverem fé. Uma fé inquebrantável. Uma fé que não admite discussões. A ponto de um homem assassinar o próprio filho, seu único e amado filho, se Deus assim ordenar. Abraão, portanto, é um exemplo: ninguém poderia passar por maior provação do que ele. E ele manteve sua fé. Jamais duvidou. Jamais pensou em fazer ponderações diante de uma ordem do Todo-Poderoso. É o que a Civilização exige todos os dias do homem. O homem tem de renunciar aos seus instintos porque a Civilização determina. Eis o resumo do drama do homem sobre a Terra: o homem passa todos os dias da sua existência lutando contra si mesmo. De um lado, Deus e a Civilização. Do outro, a natureza humana. Que luta desigual. Que tragédia para a natureza humana.

Uma coisa muito séria

31 de maio de 2011 3

Agora nós vamos falar a sério, leitorinhos.
Vamos falar de um gênio do blues, Ray Charles, e de uma de suas grandes canções, Georgia on my Mind.
Ray, você sabe, nasceu na Georgia.
Vou apresentar uma versão interpretada pelo próprio e outra por outro grande, Louis Armstrong.
Diga qual é a melhor.

E a de Louis:

Som das madrugadas

31 de maio de 2011 4

Leda Maria sugeriu Simon & Garfunkel.

Som das madrugadas - 2

31 de maio de 2011 2

U2. Quem mandou essa foi o leitor Vinícius.

Som das madrugadas

31 de maio de 2011 1

Bianca Baruffaldi ouve Seal nas madrugadas.


Túnel do tempo: Sexo, sexo, apenas sexo!

30 de maio de 2011 6

Crônica publicada em 07/11/1998

Só quando vi as revistas é que compreendi. Não foi fácil. Levei anos de reflexão até desvendar o enigma. Que é o seguinte: por que as mulheres detestam que o homem vá jogar futebol com os amigos. Afinal, aparentemente, não existe motivo lógico para a ojeriza. Pois, ora, em geral não há mulheres nos jogos da turma. São apenas os homens, ele e os velhos companheiros, que correm, suam, tentam demonstrar a habilidade de priscas eras, e depois se intumescem de cerveja e contam piadas. O que pode haver de ameaçador nisso, para uma mulher? Elas acham que há.

A mulher de um amigo meu chegava a ir junto. Era constrangedor. Ele se esfalfando na zaga, esbaforido, marcando os atacantes, e ela roncando no Fusca. Por que fazia aquilo? Por que não ia dormir no recôndito do lar, sobre a maciez do colchão de espuma? Só descobri quando vi as revistas. Outra esposa proíbe o marido de tomar banho no ginásio. Ele tem de chegar em casa suado, grudento. Por quê? Não é um nojo, isso? É. Porém, só as revistas me fizeram encontrar a solução.

As revistas da minha dentista. Eu estava lá, na sala de espera do consultório, cheio de tédio, e vi sobre a mesinha de centro uma pilha de revistas femininas. A princípio, não me interessei. Pouco se me dava se a novidade agora é a calça de caçar marrecão no banhado ou os tamancos com meias. Mas não havia nada mais interessante a fazer. Então, enquanto a minha dentista esgaravatava os molares do infeliz que me precedia, folheei, bocejante, uma revista chamada Marie Claire. E lá estava uma matéria depoimento: “Vivi dias inesquecíveis num bordel em Madri”. Uau! Comecei a ler o texto. Era de uma brasileira, Laura, 28 anos, que foi passear na Espanha. Lá encontrou uma amiga que fazia free lance num bordel de luxo. Laura gostou da idéia, experimentou também, ganhou US$ 850 e adorou. Que coisa.

Apanhei outra revista da mesinha. Revista Nova. Os títulos da capa, uma série deles interrogativos: “Você sabe usar a sedução?”, “Anda mergulhada em culpas?”, “Como vai a intimidade no amor?”. Logo abaixo, os exclamativos: “O que os homens sentem na hora do sexo” e, em letras mais encorpadas: “Meu marido me deixou por um homem”. Que coisa, que coisa.

A terceira revista era uma Cláudia. A principal matéria era “Orgasmo sem mistério – conheça o prazer feminino”. O texto relatava que poucas mulheres, poucas mesmo, espantosamente poucas atingem o orgasmo. E fazia uma grande análise das causas do problema. Havia intertítulos bastante ilustrativos como “Culpar a cabeça das mulheres, um grande erro” e “Cai o mito do orgasmo vaginal”. A matéria concluía que um dos vilões do não-atingimento do orgasmo feminino era Freud, ele mesmo, Sigsmund, devido à sua teoria da inveja do pênis. E arrematava: “Mas a culpa não deve ser creditada apenas a Freud. “O homem centraliza a sua sexualidade no pênis”, diz o doutor Sérgio Fleury”. Que coisa!

Uma segunda revista Cláudia tinha uma página sob o título singelo de “Sexo”. Sob ele, questões das leitoras como a da dona D.O., de Guarulhos, que ansiava por saber: “Será que meu marido é impotente?” Ou a senhora P.D., de Belo Horizonte, que reclamava: “O pênis me machuca”. Ou ainda C.B., de Fortaleza, que relatou ter 36 anos de idade e 17 de vida sexual, sendo que, nesses 17, manteve relações com 20 homens, com o relevante detalhe de que com apenas dois deles houve penetração no segundo encontro. Com os demais, só depois do terceiro. Apesar de todos esses atenuantes, a mãe da aflita cearense C.B. chamava-a de leviana. Com o que ela não concordava. “Não me sinto promíscua”, dizia a chorosa C.B. à revista e às suas amigas leitoras.

Lamentei quando a dentista me chamou. A leitura estava muito instrutiva. Sentei na cadeira, coloquei o babeiro e aí veio-me a luz. Descobri porque as mulheres não gostam que o homem vá jogar bola com os amigos. É porque elas só pensam em sexo! Isso! As revistas estavam ali para provar. Revistas femininas. E só o que havia nelas, escorrendo pelas páginas, disfarçado atrás do biombo de uma propaganda de maquiagem, de perfume ou de lingerie, sob a forma de uma reportagem sisuda ou de uma entrevista esclarecedora, só o que havia ali era sexo. E o que é uma revista senão uma pessoa falando com o seu público? Exatamente: é uma conversa com os leitores. No caso, as leitoras. Logo, se as revistas femininas tratam prioritária e primacialmente de sexo, é em sexo que elas pensam quando estão juntas, reunidas, só elas, sem homens por perto. Logo, elas pensam que os homens, quando estão somente entre eles, também só pensam em sexo. Logo, uma reunião para jogar futebol não é nada mais do que uma reunião de sátiros salivantes. Logo, o futebol com a turma é uma ameaça! Eureka!

Mas o que eu quero dizer é que vocês, mulheres, estão erradas. Quando nós estamos lá, nos ginásios, nos gramados de futebol sete ou de campo, não pensamos em sexo. Em absoluto. Apenas nos concentramos nas jogadas, em cobrir o avanço dos laterais, em marcar por pressão, em cruzar atrás da zaga, em deslocar o goleiro. E depois, durante a cervejada, com o nome do próximo centroavante do Grêmio, com a possível contratação de um lateral-esquerdo para o Inter, com os esquemas com ou sem líbero, com a viabilidade de se jogar com um, dois, três ou, cruzes!, com até quatro volantes. Não, não, de forma alguma, garotas, nós definitivamente não pensamos em sexo.

O bebê e a cobra

30 de maio de 2011 3

Dia desses, contei essa história no jornal:

Meu avô sempre me contava esse caso que vou relatar agora. Dias atrás, contei-o para o meu filhinho e ele ficou ouvindo com os olhões pretos muito arregalados e a boca aberta de espanto. É mesmo impressionante. Aconteceu numa dessas comunidades rurais afastadas. A jovem mãe tinha o hábito de amamentar o filho na varanda, depois do almoço. Sentada no chão, as costas apoiadas na parede da casa, ela deixava o nenê mamar e adormecia sob o calor bom do sol da tarde. Todos os dias, isso. Mesmo assim, o nenê emagrecia visivelmente. Os pais estavam preocupados.

Não podiam imaginar o que ocorria.

É que, mal a mãe pegava no sono, uma enorme serpente rastejava do mato próximo e, com os músculos poderosos do seu corpo, afastava com delicadeza o nenê do peito. Em seguida, metia a ponta do rabo na boca da criança, ao mesmo tempo que, com sua própria boca, sugava o seio da mulher.

Um dia, o pai voltou para casa de inopino e deparou com a cena horrenda. Armou-se de um facão, correu atrás da cobra, alcançou-a e, de um golpe, abriu-lhe o ventre. De onde jorrou uma cascata de leite quente, leite humano, leite que devia alimentar um bebê humano.

Achei que fosse lenda, um desses causos do Interior. Mas ontem ontem recebi uma ligação na Redação: era um conterrâneo do meu pai, do Alegrete, portanto. Um leitor chamado Luiz Tristão Silveira Antunes, conhecido como Luizinho. Pois o Luizinho garantiu que a história é verdadeira. Mais: ele conhece os protagonistas!

Deu-se em Mariano Pinto, distrito do Alegrete, a 60 quilômetros do Centro, para os lados de Itaqui. A mãe que teve o seio sugado pela cobra ainda vive, é avó do Luizinho. Seu nome é Leontina Goular da Silveira e em 5 de junho ela completará 100 anos. O nenê que foi iludido pela cobra é a mãe do Luizinho, Suely Silveira Antunes, hoje com 80 anos. A cobra é uma papa-pinto, serpente que pode chegar a dois metros de comprimento. Mas quem flagrou a cena não foi o pai, e sim um peão, o Negão João Carlos, o único que já morreu. Além da cobra, é claro.

Tem mais: o Luizinho contou que na estância havia uma vaca que estava com o leite seco, e que seu terneiro emagrecia a cada dia. Eram outras das vítimas da cobra apreciadora de leite.

Crônica do leitor

30 de maio de 2011 0

Que tal o texto do Tomás Bezerra dos Passos?


É possível mudar o mundo?

Desde pequenos nos deparamos com diversas perguntas sem respostas. Esperamos sabe-se lá até quando pelas soluções, mas desconfio que muitas vezes elas não chegam.

Como começou o mundo? Quando vai acabar?

Geralmente nossas dúvidas são referentes a isso: ao mundo. Ao que nos rodeia, ao que sequer sabemos o que realmente é. E essa semana comprovei que isso acontece em todas as culturas.
O que é o mundo? Aonde começa e aonde acaba? Será que tem fim?

São milhares de questionamentos que provavelmente não conseguiremos responder em vida. Por essa razão, acabamos desistindo com o passar dos anos. Para que perder tempo com isso? – pensamos. Talvez seja melhor nem pensar a respeito mesmo, ocupar-se com outras coisas. É o que acontece.

No entanto, volta e meia, aparece aquele sujeito indagador que menciona o tópico. Foi o que aconteceu na aula de inglês, na última sexta-feira. Um dos colegas puxou o assunto, refletindo sobre ser ou não possível um simples indivíduo mudar o mundo.

É possível? Mudar o mundo?

Após uma hora de discussão, o resultado foi o esperado: ceticismo total por parte da classe. Admito que compartilhei tal sentimento. Pode parecer duro admitir, mas ninguém consegue mudar o mundo, pelo menos não de forma completa. Quando alguém chega perto, geralmente é de forma negativa. Veja Hitler na Alemanha, ou até mesmo Osama Bin Laden e as Torres Gêmeas. Dizem que a maldade ganha maior destaque. Pura verdade.

Mas voltando ao assunto, quando a aula acabou e voltava para a casa de ônibus, parei-me pensando no assunto e cheguei a uma “teoria”.

O que é o mundo para cada um de nós? Nossa, cidade, país, planeta ou galáxia? Nenhum destes, sabe por quê? Porque não existe apenas um mundo.

São vários.

E estes mundos não têm limites geográficos nem territoriais. São invisíveis e intangíveis. Eles existem dentro de nós.

Vivemos em nosso próprio mundo, mas temos passe livre para o dos outros. Mais que isso, temos interferência direta neles. Como? Ao ajudar uma senhora a atravessar a rua, estamos melhorando seu mundo. Ao presentear alguém, ao distribuir conselhos, ao abraçar, ao se declarar, ao conquistar, ao beijar, ao ensinar.

Não estamos, portanto, mudando o mundo de alguém?

Mas essa história toda é uma via de duas mãos. Assim como podemos melhorar, podemos piorar o mundo alheio. Quando decepcionamos, quando maltratamos, judiamos, brigamos, discutimos ou não damos atenção.

E o inverso também pode acontecer. Quando estamos caindo e o melhor amigo nos levanta ou então quando estamos correndo e alguém nos põe o pé.

Coisa boa é um mundo habitado, cheio de alegria. Mas é preciso reforçar as defesas, construir as muralhas. Afinal de contas, é o nosso mundo, e ali os outros são apenas convidados.

Acho, portanto, que devemos acreditar em nosso poder de mudar o mundo. Talvez não devamos deixar a vida passar almejando apenas interferência direta no “grande mundo”, mas sim nos pequenos. Afinal de contas, é nestes em que convivemos diariamente.

E são deles que fazemos parte.

Frase do dia

30 de maio de 2011 4

“Há mais pessoas que desistem que pessoas que fracassam”.

Henry Ford

A História do Mundo - Capítulo 17

30 de maio de 2011 6

SODOMA & GOMORRA. E AS FILHAS DE LOT

Os arqueólogos suspeitam que Sodoma, Gomorra e mais outras três cidades, Zoar, Admá e Zebolim, ficavam encravadas em um lugar aprazível chamado Vale dos Campos, que hoje dorme sob as águas densas do Mar Morto. Se for verdade, as cidades logo brotarão do fundo do mar, que na verdade não é um mar, é um lago. É que o Mar Morto já perdeu um terço da sua área, devido ao uso que Israel e Jordânia fazem das águas do seu principal afluente, o Rio Jordão.

Há 3.800 anos, Sodoma e Gomorra faziam e aconteciam na superfície. Segundo a Bíblia, o pecado dos habitantes das cidades era “muito grande”. O que faziam? Presumivelmente, os sodomitas sodomizavam-se e os gomorritas gomorrizavam-se, o que deve ser horrível. Deus, então, teria falado com Abraão a respeito e anunciado suas intenções de destruir as cidades pecadoras com fogo e enxofre, o que é mais horrível ainda. Abraão decidiu interceder pelos sodomitas e gomorritas. Seguiu-se, então, uma espetacular negociação entre Abraão e o Senhor. Abraão argumentou, apelando para os bons sentimentos do Todo-Poderoso:

“Fareis o justo perecer com o ímpio? Talvez haja 50 justos na cidade: fá-los-eis perecer? Não perdoaríeis antes a cidade em atenção aos 50 justos que nela se poderiam encontrar? Não, Vós não poderíeis agir assim, matando o justo com o ímpio, e tratando o justo como o ímpio! Longe de Vós tal pensamento. Não exerceria o Juiz de toda a Terra a justiça?”

Ouvindo aquilo, o Senhor ponderou sobre os argumentos de Abraão e cedeu:

“Se eu encontrar em Sodoma 50 justos, perdoarei toda a cidade em atenção a eles”.

Um a zero para Abraão. Mas ele devia suspeitar que a probabilidade de encontrar 50 justos em Sodoma era pequena, porque, ardiloso, prosseguiu:

“Não leveis a mal se ainda ouso falar ao meu Senhor, embora seja eu pó e cinza. Se por ventura faltar cinco aos 50 justos, fareis perecer toda a cidade por causa desses cinco?”

E o Senhor:

“Não a destruirei se nela encontrar 45 justos!”

Abraão não se deu por satisfeito. Continuou:

“”Mas talvez só haja aí 40…”

“Não destruirei a cidade por causa desses 40″, respondeu o Senhor.

E Abraão, cheio de humilde malandragem:

“Rogo-Vos, Senhor, que não Vos irriteis se eu insisto ainda… Talvez só se encontrem 30…”

O Senhor, do alto de Sua proverbial paciência, respondeu:

“Se eu encontrar 30, não o farei!”

Mas Abraão, testando ainda mais os limites do Todo-Poderoso, foi em frente:

“Desculpai, se ouso ainda falar ao meu Senhor: pode ser que só se encontrem 20…”

E o Senhor, decerto depois de um suspiro celestial:

“Em atenção aos 20, não a destruirei!”

Abraão, arrojado, seguiu com seu plano:

“Que o Senhor não se irrite se falo ainda uma última vez! Que será, se lá forem achados dez?”

E Deus, provando que tem uma tolerância bem maior do que a minha, por exemplo, concordou:

“Não a destruirei por casa desses dez!”

E se retirou, antes que Abraão voltasse a incomodar.

Você pode tirar muitas interpretações do diálogo. Eu, aqui, vejo a vocação para a negociação que têm os povos árabes e judeus, dos quais Abraão é o pai.

De qualquer forma, Deus investigou e não encontrou justo algum em Sodoma e Gomorra.

As cidades seriam destruídas.

Para isso, Ele enviou dois anjos a Sodoma. Os anjos bateram à porta de Lot, o sobrinho de Abraão, que os recebeu muito bem, ofereceu-lhes um banquete, camas confortáveis e tudo o mais que a gente deve proporcionar a anjos quando eles aparecem na nossa casa, sobretudo se são anjos brabos, como aqueles. Depois de comer e beber, os anjos estavam prestes a se recolher. Precisavam descansar. Afinal, teriam muito o que fazer no dia seguinte. Destruir cidades inteiras a fogo e enxofre é trabalho duro.

Bem. Eles ainda não haviam se deitado, quando todos na casa se sobressaltaram com fortes batidas na porta. Eram os sodomitas, que gritavam:

– Lot! Onde estão os homens que entraram essa noite em tua casa? Conduze-os a nós para que os conheçamos…

Você sabe qual é a acepção do verbo “conhecer” na Bíblia. Quer dizer: os sodomitas queriam sodomizar os anjos. Lot se apavorou. Foi até o limiar da porta, fechou-a atrás de si e pediu que eles não fizessem aquilo.

– Tenho duas filhas que ainda são virgens – disse Lot. Eu vo-las trarei, e fazei delas o que quiserdes. Mas não façais nada a esses homens, porque se acolheram à sombra do meu teto.

Lot ofereceu as próprias filhas aos sodomitas!

Mas os sodomitas não aceitaram a proposta. Queriam porque queriam os anjos. O que nos força a uma dedução a respeito das filhas de Lot. Mantidas virgens em plena Sodoma e recusadas pelos sodomitas, que, a elas, preferiram dois homens, embora fossem belos como anjos, bom, isso só pode significar que as filhas de Lot eram no mínimo feinhas.

Assim, os habitantes de Sodoma pedalaram a porta da casa de Lot e estavam prestes a fazer sexo com os anjos, o que deve ser um pecado grave. Só que os anjos têm seus recursos e artimanhas. Antes que os sodomitas pusessem as mãos ávidas neles, o Senhor intercedeu e cegou-os a todos de um golpe.

Ao amanhecer, portanto, as cidades seriam destruídas inapelavelmente. Os anjos mandaram que Lot, sua mulher e as filhas fugissem para a montanha, não se detivessem em parte alguma e não olhassem para trás. Ao que, Lot argumentou:

“Oh, não, Senhor! Já que vosso servo encontrou graça diante de vós, e usaste comigo de grande bondade, conservando-me a vida, vede: eu não posso salvar-me na montanha, porque o flagelo me atingiria antes e eu morreria. Eis uma cidade bem perto onde posso abrigar-me. É uma cidade pequena e eu poderei refugiar-me nela. Permiti que eu o faça, e terei a vida salva”.

E o Senhor, compreensivo, retrucou:

“Concedo-te ainda esta graça. Não destruirei a cidade a favor da qual me pedes. Apressa-te e refugia-te, porque nada posso fazer antes que lá tenhas chegado”.

A cidade recebeu o nome de Segor, que significa “pequena”.

E aí esbarramos em outra história ilustrativa da Bíblia: Lot não quis ir para as montanhas, antes pediu para se mudar para uma cidade, ainda que pequena. Ou seja: rejeitava o nomadismo por completo. No velho estilo de vida, não sobreviveria. Precisava, desesperadamente, de uma cidade, qualquer que fosse, mas uma cidade.

No caminho para Segor, em meio ao deserto, ocorreu aquele incidente famoso: a mulher de Lot, cujo nome a Bíblia não cita, não resistiu à curiosidade e olhou para trás, desobedecendo o Senhor. Como o Senhor não admite desobediência, transformou-a em uma estátua de sal. Os cientistas acreditam que Sodoma e Gomorra tenham sido vitimadas pela erupção de um vulcão. O Mar Morto situa-se a 400 metros abaixo do nível do mar, o mais baixo local habitado em todo o planeta. Numa de suas margens, eleva-se um paredão de sal e calcário, com formas estranhas, algumas delas parecendo humanas. Uma dessas é apontada pelos moradores do lugar como a estátua da mulher de Lot.

Como nada na Bíblia está lá por acaso, eu aqui interpreto essa lenda como uma reprimenda à irresistível curiosidade que é característica do gênero feminino. Cuidado, garotas: certas descobertas podem transformá-las em estátuas de sal.

Enfim.

Curiosamente, na continuação desse capítulo do Gênesis, Lot sai de Segor por temer algum perigo não explicitado pelo autor, e vai se refugiar em uma caverna na montanha. Aí, no escuro da caverna, dá-se um incidente extraordinário que é tratado com inexplicável naturalidade pela Bíblia. Como não havia homem pelas imediações, as filhas de Lot traçaram um plano: embriagaram o pai e, de acordo com o autor, “dormiram” com ele, primeiro a mais velha, depois a mais nova, uma noite depois da outra. Cada uma gerou um filho: Moab, o pai dos moabitas, e Bem-Ami, pai dos amonitas. Um terrível caso de incesto, mas nem a Bíblia nem o Senhor tecem considerações a respeito.

E nós, o que entendemos que o autor quis dizer com essa história? Óbvio: que as mulheres fazem qualquer coisa para ter um filho. Mas existe outra conclusão subjacente. Note: Lot não queria ir para as montanhas, queria ir para a cidade. Sua opção foi pela Civilização. Quando teve que fugir da Civilização e se refugiar na caverna, o que aconteceu? Ele e sua família voltaram aos tempos selvagens do nomadismo. Um tempo em que até o incesto era praticado e aceito.

As aventuras dos patriarcas continuam palpitantes pelas páginas do Gênesis, repletas de mensagens para o gênero humano, até que ocorre um dos incidentes mais espantosos da Bíblia: Deus manda Abraão matar o próprio filho.

Som das madrugadas - 3

30 de maio de 2011 0

Para Marisa, as madrugadas são perfeitas para love songs. Aí vai: