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Posts de junho 2011

Guerrinha acertou o time do Inter

30 de junho de 2011 26

Quem arrumou o time do Inter?

Adroaldo Guerra Filho, o grande Guerrinha.

O Guerrinha disse no Bate Bola que D’Alessandro e Oscar não podiam jogar abertos, cada um numa lateral, como estavam jogando. Falcão brigou com ele por isso, foi à imprensa, chamou o velho amigo de mau caráter.

Mas Falcão deve ter reconhecido que Guerrinha estava certo, e mudou.

Hoje, D’Alessandro e Oscar jogam no meio, próximos um do outro. E o Inter acontece.

Não me venham com essa história de que quando defende é pelos flancos, quando ataca é pelo meio. Não é assim que está acontecendo. Não era assim que acontecia. O Inter mudou.

Porque Guerrinha foi atendido.

Grande Guerrinha!

Inter mostra como se faz

30 de junho de 2011 2

A goleada do Inter sobre o Atlético demonstra com clareza a correção dos investimentos do clube.

Quando o Inter tem que gastar dinheiro, gasta em atacante. Gasta em seus jogadores de frente, os habilidosos, os que fazem diferença.

Quem fez os gols dos 4 a 0?

Damião

Oscar

D’Alessandro

Zé Roberto.

Aqueles que têm de fazer a diferença fizeram a diferença.

É simples, quando se sabe.

Celso Roth seria o melhor para o Grêmio

30 de junho de 2011 178

Parece que o novo técnico do Grêmio será Cuca, mesmo.

Não é a melhor escolha.

A melhor escolha, agora, seria Celso Roth.

Conhece o grupo do Grêmio, conhece o clube e é um excelente técnico. Um dos melhores do Brasil.

Celso Roth comete seus erros, todos cometem, mas ele tem uma vantagem: ele aprende, evolui, vai em frente. Celso Roth tem autocrítica. E mais: não fica ressentido com as críticas. É um profissional.

Com Celso Roth, o Grêmio teria uma pequena chance de fazer uma campanha diferenciada no Brasileirão.

Mas será que a direção teria coragem de contratá-lo?

Texto do leitor

30 de junho de 2011 2

Confira o belo texto de Guilherme Dal Castel. Bom proveito.

Ele era um cara bom. Dos bons mesmo. Aquele cara que todo mundo quer ser, mas não chega a causar inveja em ninguém porque é bom demais. Bom demais pra merecer um sentimento tão ruim quanto a inveja. Todos gostavam dele, sempre gostaram. Mas com as mulheres ele nem sempre fizera o sucesso que fazia. Com as mulheres e com os pênaltis. Não que as mulheres não gostassem dele antes também. Gostavam, claro. Mas gostavam por ser uma ótima pessoa, por ser um cara bom, como eu já disse. Na parte da sedução, ele nunca fora o cara bom, nunca fora o cara. Faltava confiança, dizem. Mesmo motivo que o fez largar a ambição de bater pênalti. Bateu muitos na vida, insistiu, errou quase todos, desistiu.


Nunca lhe faltaram mulheres, até sobravam. E das boas. Mas não tinha sido, até então, unanimidade. Longe disso. Era visto como uma pessoa especial, sério no que tinha que ser sério e descontraído naquilo que pedia descontração. Era o genro dos sonhos de qualquer sogra, mas não o namorado dos sonhos das filhas dessas sogras. Cativante, simpático, amicíssimo e confiável. Mas não era um representante da ala masculina daqueles que arrebata corações. Nem um bom cobrador de pênaltis. Não arrepiava a totalidade das nucas das fêmeas que cruzavam seu caminho. Uma ou outra talvez, mas não todas. Nunca fora assim. Até então. Agora ele era.


Agora era querido. Não no sentido de quando uma mulher diz “como ele é querido”. No sentido de que todas o queriam. E quando o tinham, queriam mais ainda. Conquistava com um sorriso, um “boa tarde”, uma discreta mão na cintura junto ao beijo mais avassalador que uma bochecha de moça já recebera. Meia hora do seu lado e a moça estaria inevitável e perdidamente apaixonada. Era bonito até, mas não muito. Parecia mais bonito do que era. Agora a confiança e a simpatia o deixavam melhor que qualquer galã de novela. Um charme vindo sabe-se lá de onde derrubava queixos, dilatava pupilas e aumentava frequências cardíacas femininas com uma facilidade poucas vezes vista. Sim, agora tinha confiança, agora sobrava confiança, escorria pelos bolsos. E, é claro, ele convertia todos os pênaltis. Todos. E o mais incrível, não fazia força. Sequer uma gota de seu suor era empreendida com o fim de ser o que era. Não era nada vaidoso, nada preocupado com a opinião alheia e nada preocupado com nada. Conquistava garotas e estufava redes com o esforço de quem assiste à televisão deitado no sofá. Era o Zidane do jogo da sedução, o Eike Batista dos tiros livres da marca penal. Fácil, as coisas aconteciam, as coisas aconteceram.


Agora tinha as mulheres. Elas simplesmente lhe pertenciam, todas. Mas ele nem queria todas, só as melhores. Não deixava de tratar as feias absurdamente bem, às vezes até melhor do que as musas, mas por educação, por simpatia, por seguir sendo, no fundo, um cara bom. E isso trazia vantagens, sempre trazia. Qualquer coisa errada que fizesse era atenuada e esquecida por ser ele o sujeito da ação. Tudo era fácil demais, tudo tinha solução simples. Um daqueles sorrisos, somado a uma história qualquer inventada, apagava da memória as canalhices praticadas. E assim foi indo, tendo todas que quisesse, sem mover um músculo que objetivasse tê-las. E empilhando gols de pênalti. Virou mestre na arte de administrar quatro, cinco, seis amantes ao mesmo tempo. Umas sabiam da poligamia, outras não. Mesmo que fossem trinta e sete e todas soubessem de tudo, não ousariam achar ruim. Se reclamassem, ele logo consertava. Um beijo no pescoço desmanchava qualquer artilharia preparada por elas. Era um malabarista. Sempre com uma na mão, mas com tantas outras sob seu total controle. E trocava os malabares rindo, brincando. No início, não era por maldade. Se todo mundo estava satisfeito, por que haveria de se mudar a situação? Depois sim. Converteu-se no maior cafajeste que o mundo ocidental já viu e no melhor batedor de pênaltis da história do futebol. Tomou por vício a prática. Mas até que continuava sendo um cara bom. Sob as luzes à frente da cortina ainda era exemplar. Sua canalhice se desenrolava nas coxias, covarde. Mas confiante.


Tudo ia assim. Muito bem, obrigado. Até que ela apareceu, como elas sempre aparecem. Ela, cuja partida fora o divisor de águas entre suas duas faces, estopim da revolução cafajeste em seu caráter. Era ela. Não, não era, não podia ser. Mas era. Ainda mais linda do que na primeira vez em que a vira e muito mais radiante do que na última. Era ela, seu exaustor de confiança. Ele tremeu. Tremeu o tremor de quem exala nervosismo, de quem sua insegurança pela palma da mão, de quem revela descaradamente ao goleiro o canto em que vai bater o pênalti. Se tudo que ele falava funcionava antes, agora ele não conseguia proferir uma sílaba sequer.


Era Ela.


E assim ele voltou a ser integralmente um cara bom. Um genro dos sonhos, um rapaz irretocável e o errador de pênalti com o melhor coração de que já se ouviu falar.



Entrevista de Odone não pegou bem

30 de junho de 2011 30

A entrevista de Odone depois do jogo de ontem não pegou nada bem entre os gremistas.

Passou a impressão de que Odone estava esperando o fracasso do time para livrar-se dos inconvenientes.

Entre os inconvenientes certamente está Renato, um técnico que ele não escolheu, e talvez esteja Vicente Martins, que assumiu o futebol graças a um acordo político.

Os maus resultados do time, assim, serviriam ao presidente do clube.

Frase do dia

30 de junho de 2011 4

“O sucesso tem feito o fracasso de muitos homens”.

Cindy Adams

Túnel do Tempo: Os olhos verdes dela

30 de junho de 2011 0

O repórter pergunta ao técnico de futebol como joga o seu adversário, e o técnico:

– Eles fazem forte marcação e saem rápido no contra-ataque.

Todos os adversários, de todos os técnicos de futebol, jogam dessa forma. Será possível? Será que o futebol está tão nivelado assim? Ou será que eles estão fazendo como uns e outros fazem com as mulheres.

- Você é muito especial, sabia?

Ela até pode responder:

- Ah, eu não…

Pode. Mas não é isso que está pensando. Ela está pensando: enfim um homem que sabe que sou especial. Porque ela se acha especial. Lógico. Ela conhece a fundo tudo aquilo em que ela é única e particular, tem consciência das suas qualidades e não entende como os outros não vêem o quanto ela é realmente especial. Assim, você pode dizer para qualquer mulher que ela é especial. Ela vai concordar.

Mas se ela for dona de deslumbrantes olhos verdes, você deve chegar para ela e:
– Sabe o que é mais lindo em você?

Ela vai sorrir. Perguntar, tímida:

- Quê?

E pensar: pronto, agora esse cara vai dizer que meus olhos verdes são deslumbrantes. Aí você tasca:

- Os seus lábios.

- Hein?

- Adoro os seus lábios. Seu sorriso. Vez em quando, me pego em casa, pensando na curva que fazem seus lábios quando você sorri.

Depois que você a deixar em casa, ela irá para frente do espelho, sorrir sozinha, tocar nos próprios lábios com a ponta dos dedos, e pensar: como esse cara é legal.
Quer dizer: alguns discursos funcionam em qualquer ocasião. Por isso os técnicos nos aplicam essa do forte-na-marcação-com-saída-rápida-no-contra-ataque. Não acredite neles. Eles só querem nos iludir.

Agora é tudo com Odone

30 de junho de 2011 32

Quem espera que a direção do Grêmio esteja preparada para por em ação o Plano B, depois da demissão do Renato, espera por uma ficção.

A direção do Grêmio não tinha Plano A.

O que for feito a partir de hoje será feito de improviso.

A responsabilidade, agora, é toda de Odone. O novo técnico, os eventuais novos jogadores, a nova forma do time jogar, tudo deverá ser ditado por ele.

Para o bem e para o mal.

Som das madrugadas - 3

30 de junho de 2011 0

João Borges sugeriu a nova música da Colbie Caillat, Brighter Than The Sun.



Som das madrugadas - 2

30 de junho de 2011 1

Recado da Leda Maria:

Como “O Astro” está de volta, vamos relembrar a música tema da novela e da macrossérie que vem por aí?



Frase da noite

30 de junho de 2011 0

“Aquilo que temos o poder de fazer, temos também o poder de não fazer”.

Aristóteles

Depois da entrevista de Odone, a demissão de Renato

30 de junho de 2011 33

Depois da entrevista de Odone, Renato pediu demissão.

Não havia outra saída.

Fazia tempo que Renato era alvo da direção.

Odone nunca escondeu que Renato não era o seu técnico preferido.

Mas, para o Grêmio, Renato é maior do que Odone. Como tirá-lo, sem que haja maus resultados? Como tirá-lo se não for fermentada uma crise?

Agora, pelo menos esse caminho está aberto para a direção. É um alívio, mas também uma responsabilidade.

Renato sai do Grêmio pronto para voltar. Quando assumiu, salvou o time do rebaixamento e liderou a melhor campanha do Brasileirão no segundo turno. Neste ano, viu seu time ser desmontado e, ainda assim, sustentou um duelo equilibrado com o Inter em Gre-Nais históricos. Jogando com reservas, venceu no Beira-Rio e perdeu o campeonato nos pênaltis.

Agora, a responsabilidade está com Odone.

Com ninguém mais.

Som das madrugadas - 1

30 de junho de 2011 0

Confira a performance de Heather Clark. A dica é do leitor Werner.




Renato é vítima da direção do Grêmio

29 de junho de 2011 47

A direção do Grêmio está ansiosa para demitir Renato.

Odone deu demonstrações claras disso em sua entrevista depois do empate em 2 a 2 com o Avaí.

A culpa da situação do Grêmio não é de Renato.

É de Odone.

Odone tem sido omisso desde que assumiu o Grêmio.

O Grêmio, em vez de contratar, se enfraqueceu. Perdeu jogadores, contratou mal, não repôs quando tinha de repor.

Renato clama por reforços e a direção, em vez de atendê-lo, desautoriza-o.

Renato é uma vítima.

A direção parece não suportar o prestígio que Renato tem com os torcedores. Vaidade, tudo é vaidade debaixo do sol, como dizia o Eclesiastes.

Reclamação

29 de junho de 2011 2

Ouvinte tem uma reclamação feroz: segundo ele, há muito regionalismo porto-alegrense no Pretinho Básico.