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Posts de agosto 2011

Inter cedeu o empate porque relaxou

31 de agosto de 2011 61

O Inter fazia uma partida quase perfeita, vencia por 3 a 0 e aí…

…aí aconteceu o que às vezes acontece com os times que estão vencendo por 3 a 0: o Inter relaxou.

Foi exatamente isso que ocorreu, não foi nada de terrivelmente grave, não foi incompetência da defesa ou do treinador ou da marcação no meio-campo. Foi o natural relaxamento de um time que achava estar com o jogo ganho. Relaxando, o time se desconcentra e, depois de desconcentrado, é muito difícil, quase impossível, recuperar a concentração.

O problema é que do outro lado havia o Santos, com bons jogadores, atacantes competentes, que sabem como se comportar diante do gol, dentro de uma área povoada.

O 3 a 3 foi injusto porque o Inter foi superior em três quartos da partida. Foi justo porque um time tem de jogar compenetrado em cem por cento de uma partida.

Grêmio não jogou mal

31 de agosto de 2011 28

O Grêmio perdeu, mas não jogou mal.

Fez um enfrentamento de igual para igual com o Corinthians.

Dominou o meio-campo, como já havia dominado no Gre-Nal. Só que, desta vez, a defesa não foi tão segura.

Vilson teve dificuldades para segurar os velozes Liédson e Emerson, tanto que foi substituído. Mas Edcarlos não foi melhor, tanto que o Grêmio levou dois gols quando ele estava em campo.

Mais uma vez, o que faltou ao Grêmio foi empuxo no ataque. Faltou infiltração, faltou agudeza, faltou um pouco mais de agressividade, sobretudo quando o Corinthians estava com dois jogadores a menos.

Escudero não teve o mesmo desempenho do Gre-Nal. Douglas foi bem, Marquinhos foi razoável e André Lima um pouco menos do que razoável, mas pelo menos marcou um gol.

O Grêmio terá de fazer campanha no Olímpico. E, no Olímpico, o Grêmio só faz campanha se tiver o apoio da torcida.

Corinthians 3 x 2 Grêmio: uma várzea

31 de agosto de 2011 7

Corinthians 3 x 2 Grêmio, hoje, em São Paulo, foi um jogo muito mais varzeano do que muitos que joguei no Alim Pedro, na Floresta, no Sarandi, em Viamão.

Não é que o juiz quisesse roubar para o Corinthians, não é isso. É que ele é fraco mesmo. JUiz de várzea.

O pênalti marcado para o Corinthians não aconteceu, ele distribuiu cartões em excesso e não tomou atitude alguma quando os gandulas passaram a atirar bolas extras no campo. Para arrematar, deu três minutos de acréscimo, quando deveria ter dado pelo menos oito ou nove.

Verdade: expulsou dois jogadores do Corinthians. O que mostra que não havia má intenção, só incompetência mesmo.

Nei fez falta no Gre-Nal

31 de agosto de 2011 2

Depois de ficar de fora do Gre-Nal do último domingo, Nei pode ser um grande reforço do Inter para o jogo de hoje, contra o Santos, acredita David Coimbra. “A gente vê que é um jogador com energia”, ressaltou o colunista, no Sala de Redação desta quarta-feira.

Pretinho Básico

31 de agosto de 2011 1

Em resposta ao e-mail de uma ouvinte, que assume trair o marido e se diz ofendida com as piadas do Pretinho Básico sobre mulheres gordinhas, uma garota escreve ao programa para falar das vantagens de se ter um corpo escultural. A mensagem foi ao ar no PB das 18h de ontem. Confira!

Frase do dia

31 de agosto de 2011 0

“O mundo estaria salvo, se os homens de bem tivessem a mesma ousadia dos canalhas.”

Nelson Rodrigues

Túnel do tempo: Um homem é um clube

31 de agosto de 2011 9

Texto publicado em 09/12/2007:

O clube irmão do Grêmio é o Fluminense. Clubes de sangue azul – o Grêmio, literalmente. No campo, não. No campo, o clube irmão do Grêmio, no Rio, é o Vasco, com seu futebol pragmático, não-carioca, futebol de resultados. O Vasco é o time mais gaúcho do Rio.

O Grêmio é o anti-Flamengo; o Flamengo, o anti-Grêmio. O jogador, quando veste a camisa do Flamengo, algo lhe acontece, ele se transforma, sai dando de trivela, matando no peito, passando de calcanha. Pode ser o maior grosso. O Jamir. No Grêmio, o Jamir era um dobermann com dor de dente vigiando a área. Era feroz, era marcador, mas só. Não sabia dar um passe daqui ali, jamais tentou o drible, a bola se lhe escapava, quando pretendia dominá-la. Ao se transferir para o Flamengo, bastou enfiar a camisa vermelha e preta pela cabeça, começou a bater nela de charles. Como pode? Pois é.

O contrário também. Quer ver? Paulo César Caju. Ninguém mais clássico, mais carioca do que Paulo César Caju. Foi vestir azul, preto e branco, foi pisar no Olímpico, que corria, que até marcar, marcava.

Mas, curioso, o Inter não é Flamengo. O Inter é Botafogo. Um Botafogo perfeito. Inter e Botafogo são a explosão do gênio, o virtuosismo, o talento puro combinados com certa anarquia trágica tipicamente brasileira. Até em seus jogadores-símbolo Inter e Botafogo se assemelham. O Inter é Tesourinha, o Botafogo é Garrincha. Dois pontas, dois gênios.

Garrincha é um Botafogo escritinho, um jogador inverossímil, de história tão gloriosa quanto caótica e, sobretudo, de final dramático. O Botafogo é afeito ao drama. Tanto quanto o Inter.

O desfecho da vida de Tesourinha não foi atribulado como o de Garrincha. Sua trajetória, sim. Era o maior craque do Inter de todos os tempos, saiu do clube acusado de ser o responsável pela derrota de 1949, transferiu-se para o Rio, lesionou-se, foi cortado da Copa de 50 e, quando já parecia acabado, voltou para Porto Alegre a fim de quebrar o vergonhoso preconceito racial que vigorava no maior rival do seu time do coração. Alguns colorados jamais perdoaram Tesourinha, alguns gremistas jamais o aceitaram, todos o admiraram.

O Inter teve os dois maiores times do Estado, o Rolo e o dos anos 70. Em compensação, atravessou longos períodos de dor, como as duas décadas nas trevas que começaram depois do título de 1979. O Inter é Tesourinha.

O Grêmio? Foguinho. O próprio Foguinho admitia que não era um grande jogador; era um esforçado. Foguinho valia-se de algumas características tipicamente gremistas. Uma, a força física. Na manhã do domingo 22 de setembro e 1935, Foguinho foi cedo para as franjas do Rio Guaíba, acomodou-se em uma canoa e venceu o campeonato de remo da cidade. Voltou para casa, almoçou, descansou uma hora e tomou o bonde para a Baixada, onde terminaria o dia como o herói do Gre-Nal Farroupilha, título tão importante que o clube decidiu comemorar durante os cem anos seguintes.

Outras características gremistas de Foguinho: a dedicação, a paixão. Não se treinava, na época de Foguinho. Não como hoje. Não diariamente. Mas Foguinho queria treinar a semana inteira, embora trabalhasse na Camisaria Aliança, na Rua da Praia. Solução? O Grêmio instalou iluminação na Baixada. Assim, o Grêmio foi, em 1931, o primeiro clube do Rio Grande a ter iluminação em seu estádio. Só para Foguinho treinar, enquanto seus outros colegas jogadores fruíam a noite da cidade.

Então, o Grêmio, mais coração do que virtude, é Foguinho. O Flamengo, Zico e sua habilidade pura. O Vasco, Roberto Dinamite e seu jogo de centroavante agauchado. O São Paulo, o assexuado e talentoso Kaká. O Palmeiras, o acadêmico Ademir. O Atlético Mineiro, tão grande e desventuroso, é Toninho Cerezzo, o ex-palhaço, um craque consumado, mas que passou para a história mais por um erro do que por seus tantos predicados. E o Cruzeiro, claro, é Tostão, um médico, um fidalgo, um cavalheiro. Homens que são iguais a seus clubes. E que fizeram seus clubes iguais a eles.


Som das madrugadas - 2

31 de agosto de 2011 0

Curte aí a música Save The Best For Last, da Vanessa Williams. A dica é da Marisa Oliveira. 

Frase da noite

31 de agosto de 2011 2

“Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo.”

José Saramago

Som das madrugadas - 1

31 de agosto de 2011 0

O Bernardo Carriconde, de Pelotas, pede o som Never Gonna Give You Up, do Rick Astley.

Salário elevado

30 de agosto de 2011 0

No Sala de Redação desta terça-feira, David Coimbra fala sobre o plano que deve ser anunciado pelo Inter para manter Leandro Damião no time. “Vai fazer com que o salário dele seja um salário de Neymar”, afirma.

Querem que eu assuma

30 de agosto de 2011 1

Olha o videozinho que fizeram de mim. Tenho um reparo a fazer: podiam ter colocado uma foto melhorzinha da minha pessoa! Sou mais bonito do que aquilo ali.

Frase do dia

30 de agosto de 2011 0

“Tudo é incerto e derradeiro.Tudo é disperso, nada é inteiro.”

Fernando Pessoa

Túnel do tempo: As gêmeas

30 de agosto de 2011 0

Texto publicado em 17/04/2005:

Eram gêmeas. Marcela e Marlise. Difícil saber quem era uma, quem era outra. Às vezes, até a mãe se equivocava. Belas e sedutoras, caminhavam pelo mundo fincando os saltos finos de seus escarpins nos corações masculinos. Divertiam-se confundindo os namorados eventuais e os vários pretendentes. Não levavam nada nem ninguém a sério.

Mas, um dia, Marlise se apaixonou. Pelo centroavante do clube, claro. Uma mulher daquelas só podia se deixar cativar por um homem que fosse centroavante na vida. E por um homem que fosse tão popular e desejado quanto ela. Maiquelquíton era. As mulheres adoravam Maiquelquíton. Chamavam-no Mai. Centroavante Mai.

Tão assediado pelas fãs ele era, que Marlise ficou desconfiada. O namoro ia bem, durava já dois anos e meio, eles pensavam em matrimônio. Mas, com todas aquelas mulheres miando em sua volta, seria Maiquelquíton fiel? Seria um marido irreprochável e sisudo como um camerlengo? Marlise precisava descobrir. Precisava! Foi conversando com sua irmã que teve a ideia: usaria Marcela! O velho truque da irmã gêmea. Faria a irmã se aproximar de Maiquelquíton. Ele iria se atrapalhar no começo, claro, mas, evidentemente, perceberia a diferença. Então, era aí que o caráter de seu noivo se revelaria: diria ele que sabia estar com a irmã errada? Ou se aproveitaria para realizar o fetiche de todo homem: ter uma aventura com duas irmãs gêmeas?

Marlise pediu ajuda a Marcela. Marcela topou – a coisa podia ser divertida. No dia seguinte mesmo, Marcela pulou dentro de uma minissaia de quatro dedos de largura e deslizou para o apartamento de Maiquelquíton. Usou a chave de Marlise para entrar, foi entrando. Maiquelquíton esperava pela namorada. Até por isso não reconheceu a fraude. Marcela nem deu boa noite. Já se pendurou no pescoço dele e lhe enfiou a língua entre os dentes. Maiquelquíton se surpreendeu com a sofreguidão com que foi atacado pela namorada. Depois de dois anos e meio não era normal tanto ardor. No segundo beijo, reconheceu a troca. O que estaria acontecendo? Marcela estaria de fato pretendendo trair a irmã? Ou aquilo seria um teste? Sim, porque elas mesmas haviam contado histórias de testes e logros que tinham aplicado em casos e namorados antigos. Tudo indicava que se tratava de um teste. Aquelas irmãs eram muito unidas. Mas a ideia de estar com a irmã de sua noiva era excitante demais para ele abdicar da aventura. Decidiu prolongar um pouco mais as carícias. Enfiou a mão sob a blusa de Marcela.

– Marlise, meu amor – sussurrou – você está demais hoje. Nunca a vi tão linda e tão sensual. Nunca, nunca…

Ao mesmo tempo, Maiquelquíton resolveu que, enquanto ela continuasse com a farsa, se esforçaria para ter o melhor desempenho de sua vida.

Marcela ficou em dúvida. Será que Maiquelquíton ainda não a havia reconhecido? Em todo caso, aquela história de que ele nunca a encontrara tão bela e desejável a deixou envaidecida – a eterna concorrência entre as mulheres… E, puxa, tinha de reconhecer que estava gostando. Maiquelquíton sabia o que fazia. O cara era centroavante mesmo.

Os afagos prosseguiram. Cada vez mais fogosos. Cada vez mais. Em alguns minutos, Maiquelquíton e Marcela já não controlavam o desejo pulsante e febril e suarento. Ela já sabia que ele sabia que ela não era Marlise. E ele sabia que ela sabia que ele sabia que ela não era Marlise. Ambos sabiam dos riscos que corriam, ambos sabiam que poderiam magoar e romper com Marlise. Mas foram em frente. Fizeram tudo. Tudo. Tudo.

Ficaram juntos mais algumas horas. Em nenhum momento confessaram saber o que sabiam. Despediram-se como se tudo tivesse corrido normalmente. Um dia depois, Marlise foi falar com Marcela. Queria saber o que havia acontecido. Marcela hesitou um segundo. Enfim, contou:

– Ele me reconheceu. Não aconteceu nada. Maiquelquíton é fiel.

Marlise ficou contente. Mas algo no mais profundo ventrículo de seu coração lhe avisava que a história não era bem aquela. Uma vírgula de angústia pendurada em sua garganta lhe dizia que Marcela a traíra com Maiquelquíton. Mas como provar? Como descobrir? Impossível. Saiu de casa. Tinha um encontro com
Maiquelquíton. Entrou na casa dele resolvida a provar que era melhor do que a irmã. Fizeram amor como nunca tinham feito antes. Maiquelquíton chegou a pensar em simular uma lesão e não jogar a próxima partida – estava esgotado. Para sua surpresa, na noite seguinte, quem apareceu no apartamento vestindo uma blusa com um decote mais profundo que um livro do Nietzsche? Quem? Quem? Marcela! Foi uma noite de sandices. Mais uma noite de sandices.

A vida de Maiquelquíton continuou assim. Ora com Marcela, ora com Marlise. Nenhuma das duas admitia,
nenhuma das duas dizia nada nem para ele, nem para a irmã. Chegou um momento em que Maiquelquíton já não sabia mais quem era quem, não sabia nem mais o que estava acontecendo. Mas seguiu em frente. Nunca fora tão feliz. Agora, estava vivendo como um centroavante. Um verdadeiro centroavante!

Som das madrugadas - 3

30 de agosto de 2011 0

Trilha do filme Coração Valente, A Gift of a Thistle é a dica do leitor Pablo Budke.