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Posts de janeiro 2012

Caio Jr avança

26 de janeiro de 2012 35

Caio Jr avançou na formação do time do Grêmio.

Parece ter um centroavante, Marcelo Moreno.

E um segundo atacante, Kléber.

Definiu que Fernando deve jogar de centromédio, o que é bom.

Dá a impressão de ter visto que dois meias de pouca movimentação, Douglas e Marco Antônio, não podem jogar juntos. Talvez não devesse jogar nenhum deles, mas aí já seria esperar demais.

O Grêmio tem alguns defeitos graves, mas já mostra algumas valências: dois bons laterais, um bom centromédio, dois bons atacantes. Ainda falta muito para ser um time. O primeiro passo, porém, foi dado.

Decisão fora de casa

26 de janeiro de 2012 20

A vitória de 1 a 0 do Inter sobre o Once Caldas, ondem à noite, no Beira-Rio, pela pré-libertadores, foi discutida no Sala de Redação desta quinta.

Embora a equipe de Dorival Júnior conte com a vantagem, a imprensa colombiana destacou a oportunidade do Once Caldas reverter o placar do primeiro jogo e garantir a vaga na fase de grupos do campeonato. Os dois times se enfrentam novamente na próxima quarta-feira, dia 1º, em Manizales, na Colômbia.

Mesmo com a decisão fora de casa, você acha que o Inter garante essa vaga?

Ouça o programa!

Sem D'Alessandro, mas com time

26 de janeiro de 2012 4

O Inter tem um time pronto.

Pode não ser o melhor time do mundo, pode não ser imbatível, como quer o Kenny Braga, mas é um time pronto, bem concatenado, com bons valores em cada posição e alguns reservas de alto nível.

Passará pelo Once Caldas? Acredito que sim. É óbvio que encontrará dificuldades, mas a vantagem de ontem foi robusta.

Se perder D’Alessandro, e deve perder, terá de mudar um pouco sua forma de jogar, talvez com menos toque de bola, mas, quem sabe, com mais penetração. Prefiro meias que entrem mais na área, que marquem mais gols. São mais raros, mas são também mais decisivos.


A História do Mundo: capítulo 27

26 de janeiro de 2012 11

Os antigos egípcios nunca chamaram as múmias de múmias. “Mumiyai” é palavra de origem persa incorporada ao árabe para designar uma mistura de pez e mirra, o chamado “betume da Judeia”. A partir dessa substância, reduzida a pó, produzia-se um famoso remédio da Idade Média. Os persas e árabes usavam múmia para tudo, desde a cicatrização de ferimentos ao tratamento de infecções, a urticária, a enxaqueca e até a paralisia. Era o que os gregos definiriam como panaceia.

A múmia era tão valiosa que, quando recebiam os reis ocidentais, os governantes árabes ofereciam-lhes pequenas porções do pó como presente diplomático. Tratava-se de produto raro, difícil de ser obtido. Mas, no século 12, um médico árabe concluiu que os cadáveres embalsamados dos egípcios haviam sido tratados com substâncias idênticas às que compunham a múmia persa. Como os egípcios passaram três mil anos embalsamando e enfaixando os seus cadáveres, eles (os cadáveres) existiam em abundância, não apenas no interior das pirâmides, mas bem conservados pelas areias quentes e secas do deserto, onde não existem fungos que se alimentem da matéria morta.

Aliás, eis uma curiosidade: durante séculos, o mundo se inquietou para descobrir o que os antigos egípcios faziam para conservar tão bem as suas múmias. Heródoto teceu uma alentada descrição do processo de mumificação, cientistas analisaram as substâncias que envolviam os cadáveres com os mais modernos aparelhos da tecnologia do século 20, muito se disse e se especulou: o que, afinal, faziam os egípcios?

E a resposta é:

Nada.

A areia e o clima quente e seco do deserto eram ótimos para conservar as múmias. Às vezes, a ação dos sacerdotes egípcios até atrapalhava a conservação, como no caso da múmia de Tutancâmon. Os sacerdotes a cobriram com unguentos gordurosos que, em tese, deviam ajudar a mantê-la intacta para a vida no Além. Mas, ao contrário, as partes do corpo do faraó que se mantiveram em contado com o unguento simplesmente se incineraram durante os três mil e trezentos anos em que o túmulo permaneceu intocado. Sobraram apenas o rosto e os pés, que estavam a salvo da pasta que, depois de 33 séculos, tornara-se enegrecida e dura.

Era essa substância que envolvia as ataduras da múmias. Ou seja: essa substância era a múmia árabe. Por isso, o tal médico da Idade Média propôs que os corpos ressecados fossem pulverizados e transformados em remédio. Assim, os cadáveres dos egípcios, que nada tinham a ver com o preparado persa, passaram a ser conhecidos no Ocidente como múmias, mesmo quando se mantinham intactos e não eram comidos por ninguém.

O pó de múmia virou mania na Europa e até meados do século 19 era comprado nas boticas. O sujeito chegava sem necessidade de receita médica, apontava para um pote na estante e pedia:

– Quero uma múmia.

E, mediante certa quantia, ia embora para casa levando sua própria múmia. Isso todos, inclusive os mais ilustres.

O rei Francisco I, apelidado de “O Narigudo” porque, bem, carregava no meio do rosto um grande e batatudo nariz, era também um homem de luzes. Foi ele quem começou a construção do Louvre e convidou Leonardo da Vinci para morar na França. Pois Francisco I nunca se afastava do seu pozinho de múmia. Ingeriu múmia, ou seja, egípcios mortos, até ele próprio morrer, em meados do século 16.

Outra consumidora fiel foi Catarina de Médici, ela também uma rainha ilustrada. Catarina era tão sofisticada que se pode dizer que a França deve a ela grande parcela da sua fama de país requintado. Foi Catarina quem levou da sua terra natal, Florença, para a terra do seu real marido, Paris, o costume de comer com talheres. Antes dela, os franceses comiam com as mãos nuas. Até as princesinhas francesas  mais delicadas e alvas e magrinhas e sensuais, como são as francesas em geral e a cantorinha Alizée em particular, metiam a mão no assado na hora do jantar.

Outra façanha de Catarina, essa ainda mais relevante para a Humanidade, foi a invenção da… calcinha! É que Catarina gostava muito de cavalgar, e cavalgar de verdade, não de andar de ladinho no cavalo, como faziam as moçoilas da época. O problema é que, quando ela ia montar, precisava abrir as pernas, ação que deixavam expostas as intimidades reais. A fim de não ficar divertindo os súditos com o espetáculo de suas partes pudendas, Catarina bolou uma calçola para ser vestida sob a saia. As francesas viram, se admiraram e adotaram a moda. Depois, Catarina engordou tanto que, contam os cronistas da época, chegou a matar um cavalo sob seu peso. Há quem diga que a porta de uma igreja de Paris teve de ser alargada para permitir a entrada da rainha roliça. O que não é de se espantar, porque naquele tempo ninguém contava calorias, ninguém corria na esteira, como um esquilo, ninguém tomava refrigerante ligth. Mas, enquanto era magra e ágil, Catarina disseminou esta delicada peça do vestuário feminino, que mais tarde seria diminuída, acrescentada de rendinhas e posta em volta das suaves ilhargas de Gisele Bündchen. Da próxima vez que você vir uma calcinha pequeninha e cheirosa, recheada com bom conteúdo, pense em Catarina, em como ela foi uma mulher admirável, no tanto que devemos a ela.

Pois Catarina também se medicava com pozinho de múmia.

Tudo isso expõe a desinformação do Ocidente acerca da veneranda civilização egípcia. Foi Napoleão Bonaparte quem conquistou o Egito para a Europa. E aí explode um paradoxo: o grande general francês, em terreno militar, foi derrotado pelos ingleses no Egito. Mas nos terrenos cultural, histórico e científico, a vitória de Napoleão é eterna, é monumental. Os soldados de Napoleão, irônica e despeitadamente, chamavam os sábios franceses de “asnos”. Mas os soldados voltaram para casa batidos e humilhados, enquanto os asnos voltaram como conquistadores.

Com sua aguçada visão histórica, Napoleão fez com que os sábios da expedição, os “savants” (ou “asnos”, para os soldados), perscrutassem aquela antiga civilização, registrassem tudo e levassem seus conhecimentos para o Velho Mundo, que era um mundo jovem, se comparado ao dos faraós.

Um livro em especial incendiou a imaginação europeia. Era “A Descrição do Egito”, de autoria Dominique Vivant Denon, artista que foi recomendado a Napoleão por ninguém menos do que Josefina. O grande alemão C.W. Ceram, autor do fundamental livro “Deuses, Túmulos e Sábios”, resume a história de Denon com graça e concisão incomparáveis:

“Sob Luis XV, ele fora intendente de uma coleção de pedrarias antigas, passando por valido de Pompadour. Em Petesburgo fora secretário de embaixada, muito estimado por Catarina. Homem do mundo, diletante em todas as artes, cheio de malícia, desdém e espírito, era, não obstante, estimado por todo o mundo. Como diplomata junto aos Confederados, fora hóspede frequente de Voltaire e pintara o famoso ‘Almoço de Ferney’. Com outro quadro, ‘A Adoração dos Pastores’, pintado à maneira de Rembrandt, conseguira entrar para a Academia. Finalmente em Florença, na atmosfera saturada de arte dos salões toscanos, recebera a notícia do advento da grande Revolução Francesa. Dirigira-se apressadamente a Paris. E o embaixador de há pouco, ‘gentilhomme ordinaire’, rico, independente, dum momento para outro encontrara o seu nome na lista dos emigrantes, vira seus haveres confiscados e suas propriedades sequestradas. Pobre, desprezado por muitos, vegetou em bairros pobres, alimentando-se com o produto de alguns desenhos, mandriando pelas praças; viu rolar na Praça de Grève as cabeças de muitos que tinham sido seus amigos. Até que encontrou um inesperado benfeitor na pessoa de Jacques Louis David, o grande pintor da Revolução. Denon viria a gravar os desenhos de trajes de David, os quais deveriam revolucionar a moda. Por esse meio obteve a benevolência dos ‘incorruptíveis’ e, pondo em jogo a sua habilidade diplomática, obteve de Robespierre a restituição de seus bens e que seu nome fosse riscado da lista dos emigrantes. Travou conhecimento com a bela Josefina Beauharnais, foi apresentado a Napoleão, agradou e acompanhou-o na expedição ao Egito”.

Denon desenhou tudo o que viu. O resultado foi uma obra portentosa dividida em 24 volumes caríssimos, mas, apesar disso, célebres e populares em toda a Europa. “A Descrição do Egito” tornou-se um clássico e abriu os olhos do Ocidente para aquele novo velho mundo de pirâmides, esfinges, múmias e colossos. Como escreveu um dia Mário Quintana, “os livros não mudam o mundo. O que muda o mundo são as pessoas. Os livros só mudam as pessoas”.

Entusiasmados com o livro de Denon , muitos europeus visitaram o Egito no século 19. Alguns mudaram-se para lá. Houve quem roubasse antiguidades ou as destruísse no afã de levar relíquias para casa. Mas houve quem defendesse o passado. Foram europeus que reprimiram o tráfico de antiguidades e fundaram o Museu Egípcio do Cairo. O próprio Napoleão insistiu para que fossem tiradas cópias fieis da Pedra de Rosetta, e uma dessas cópias parou sob o sábio olhar de Chapollion, que só foi conhecer o Egito no fim da sua curta vida (morreu de enfarte, aos 42 anos). Os europeus fundaram uma nova ciência, a egiptologia. E foi um europeu, o inglês Howard Carter, o autor de uma das maiores descobertas da arqueologia: a tumba de Tutancâmon. Foi um feito espetacular, extraordinário, único, sobre o qual você saberá no próximo capítulo.

Um cara que não toca sem camisa

25 de janeiro de 2012 4

O velho e bom Leonard, para você:

Som das madrugadas

25 de janeiro de 2012 2

Sugestão do Adilson Kim.

Contagem regressiva

24 de janeiro de 2012 6

* Texto de Denise Tamer, correspondente do blog em Londres.

O relógio com a contagem regressiva para a cerimônia de abertura das Olimpíadas de Londres está localizado em um dos pontos mais visitados da cidade: a Trafalgar Square. Praça que abriga fontes e a famosa National Gallery.


O relógio com a marcação regressiva do tempo possui dois lados. Virado para as fontes está a contagem para a  cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Londres, que serão realizados entre os dias 27 de julho e 12 de agosto de 2012.


Já do outro lado, virada para a entrada principal da National Gallery, está a contagem para a Paraolimpíada, que será realizada entre 29 de agosto e 9 de setembro.


O relógio virou parada obrigatória em Londres! Principalmente para turistas, mas também para escolas da Inglaterra. Como alunos da turma do colégio Bisham School.  “Estamos muito animados para as Olimpíadas!”, falou a professora Charlotte Shaw, seguida de aplausos das crianças.


As Olimpíadas de Londres deste ano será muito especial para a gaúcha Daiane dos Santos. Pois irá marcar a despedida da ginasta que é uma das principais atletas do esporte brasileiro.  Aos 28 anos, Daiane anunciou que após os Jogos deste ano vai se aposentar. A ginasta foi muito importante para garantir a classificação da equipe do Brasil nas Olimpíadas, que aconteceu ontem, na North Greenwich Arena, em Londres.

E a gaúcha sonha com a medalha para encerrar sua carreira:

- Quero uma medalha no solo. Primeiro, segundo, terceiro, não interessa. Mas eu quero ser medalhista olímpica.

Se depender da torcida brasileira, Daiane irá dizer adeus à carreira com a medalha de ouro.

Sant'Ana comove os ouvintes do Sala

24 de janeiro de 2012 8

Ouça o programa desta terça.

A palestra na Saraiva

24 de janeiro de 2012 30

Recebi emails furiosos de pessoas que foram me ver palestrar ontem na Livraria Saraiva do Praia de Belas Shopping, num evento marcado desde o ano passado.

Não foi algo que disse. É que NÃO FUI à palestra.

Sabem por quê? Simplesmente me esqueci do evento. Não é displicência, juro por Deus. Meus defeitos são incontáveis, mas entre eles não está esse tipo de falha. Faço questão de cumprir meus compromissos.

Foi a troca de agenda, acho.

O que posso dizer?

DESCULPA!

Minha culpa, minha culpa, minha máxima culpa!

Não mande flores para o inimigo

24 de janeiro de 2012 10

Tamerlão tinha o hábito de derramar prata derretida na garganta dos seus inimigos. Nunca entendi isso. Por que prata? Água quente, por exemplo, também dói, e sai muito mais em conta. Mas, não. Era só prata, prata, prata.

Tamerlão não economizava, quando o assunto era execuções sádicas.

Tamerlão gostava de intitular-se “O Flagelo de Deus”, como Gengis Khan antes dele e, antes ainda, Átila, o Huno. Tamerlão, inclusive, se dizia parente distante de Gengis Khan. Não era, mas quem haveria de contestá-lo?

Tamerlão aterrorizou o mundo durante a segunda metade do século 14. Sua política era exatamente esta: a do terror. Quando atacava uma localidade qualquer, esperava rendição incondicional. Se houvesse resistência, vae victis, ai dos vencidos, como havia dito Breno em bom latim, ao saquear Roma. A vingança mongólica era crudelíssima. Uma vez, ao invadir certa cidade asiática, Tamerlão mandou que cada um de seus mongóis lhe trouxesse duas cabeças masculinas a fim de empilhá-las em pirâmide na praça principal, prática que, aliás, já havia sido muito empregada por Gengis Khan dois séculos atrás. Assim, os soldados saíram cortando pescoços. Decepa daqui, decepa dali, decepa acolá, acabou faltando cabeça de homem. O jeito foi pegar mulheres, raspar-lhes as cabeças e apresentá-las ao chefe como se fossem de homem.

Durante outra invasão, ao deparar com inimigos mais renitentes, Tamerlão ficou irritado com a teimosia dos adversários e, como punição, emparedou duas mil pessoas vivas em uma torre. Os gritos e os gemidos dos supliciados foram ouvidos por dias, nas imediações.

Os líderes de uma cidade assediada tentaram comover Tamerlão apelando para seus hipotéticos sentimentos paternos. Reuniram todas as crianças pequenas do lugar e as levaram para um monte, imaginando que a visão dos inocentes desprotegidos amolentaria o coração do bárbaro. Tamerlão ordenou que sua cavalaria pisoteasse os bebês até a morte.

Não era bacana ser inimigo de Tamerlão.

Vivesse hoje e fosse dirigente de futebol, ele seria um Fernando Carvalho. Não que Fernando Carvalho seja cruel, mas ele também não manda flores para a cova do inimigo. Fernando Carvalho começou a reconstrução do Inter ao compreender que havia um único adversário a ser batido: o Grêmio. Sabia, Fernando Carvalho, que só derrotando o Grêmio, solapando-o, reduzindo seu prestígio, só assim o Inter cresceria. E foi o que Fernando Carvalho fez – para o que, é verdade, contou com o auxílio luxuoso de alguns dirigentes do Grêmio.

Mas, como todo conquistador, Fernando Carvalho sabe que, às vezes, ele tem de reprimir seu impulso belicoso para dar lugar ao bom senso e à cordialidade. É por isso que, urbanamente, sensatamente, ele estará no Estádio Olímpico neste domingo, para entregar a taça que leva o seu nome ao vencedor do turno, ainda que o vencedor seja o Grêmio.

Ponto para Fernando Carvalho.

Tamerlão também faria isso. Sua crueldade era mais estratégia do que traço de caráter. Cronistas medievais atestam que ele era um homem que valorizava a cultura. Antes de liberar a pilhagem, postava sentinelas às portas das casas de artistas, artesãos, escritores e
historiadores, protegendo-os da rapacidade da soldadesca. Depois, os enviava para trabalhar em sua capital, Samarcanda, cidade que fica onde hoje é o Uzbequistão. O lema de vida de Tamerlão, inclusive, poderia servir de dístico para qualquer intelectual moderno. Estava gravado em seu sinete de governo: “rasti rusti” – em turco, “a verdade é segurança”.

Certa feita, ao tomar a cidade de Chiraz, Tamerlão chamou à sua presença Hafiz, o maior poeta da Pérsia. Hafiz apresentou-se, cheio de temor. Tamerlão revelou que apreciava poesia, mas acrescentou estar deveras agastado com um verso escrito pelo poeta. O seguinte:

“Se aquela ingrata turca de Chiraz em suas mãos meu coração tomara, Eu daria, pelo sinal do rosto dela, Samarcanda ou Bucara”. Após declamar os versos, Tamerlão esbravejou:

– Então, gasto tempo, esforço e sangue para dar segurança a estas cidades, e você pretende trocá-las pela pinta do rosto de uma jovem?!?

Hafiz rebateu, sem vacilar:

– Essa minha generosidade excessiva vive me causando problemas…

Tamerlão riu à larga com a tirada e, depois de cumprimentar o poeta, despediu-o com presentes dignos de rei. Grandes conquistadores têm senso de humor.

* Texto publicado em 28/02/2010.

Som das madrugadas

24 de janeiro de 2012 1

A dica é da Gabriela Oliveira.

Concurso com os leitores

23 de janeiro de 2012 126

Vamos fazer uma prova com os leitores.

Aquele que apresentar um texto ou uma gravação da minha lavra em que esteja afirmado que “Giuliano já é do Grêmio” ou que “o Grêmio contratou Giuliano”, ganha um milhão de reais. Agora!

Mas se tal não for encontrado, os que estão fazendo comentários falando em informação errada, blablablá, esses terão de escrever mil vezes:

“Não sei ler, vou voltar à escola”.

Combinados?

A História do Mundo - Capítulo 26

23 de janeiro de 2012 7

O Gênesis abre um curioso parêntese em meio à história de José, uma edícula que não tem a ver com a construção narrativa principal, deslocada, meio torta, mas realmente interessante. Esse desvio relata o destino de um dos irmãos de José, Judá. Como o parêntese é de fato curioso, vou abri-lo também. Ó:

(A tribo de Judá, óbvio, é a Judeia, de onde, mais óbvio ainda, vem a designação “judeu”. Logo, trata-se de um personagem importante. Esse Judá casou-se com uma cananeia chamada Sué, com quem teve três filhos, Her, Onã e Sela. O primogênito, Her, cresceu, tornou-se adulto e casou-se com uma moça local, uma certa Tamar. Mas Her era “mau aos olhos do Senhor”, de acordo com a Bíblia. O que ele fazia de tão maligno a Bíblia não especifica. Seja o que for, não devia ser pouca coisa, pois o Senhor puniu Her com nada menos do que a morte. Sua mulher Tamar, no entanto, ainda não tivera filhos. Pelo costume da época, o pai do marido morto, no caso, Judá, devia dar a nora, no caso, Tamar, em casamento ao segundo filho sobrevivente, no caso, Onã. Chama-se a esse costume “levirato”. Levir, em latim, é cunhado. Há um técnico de futebol brasileiro que se chama Levir Culpi; ou seja: Cunhado Culpi. Ou será que Culpi tem a ver com culpa? Cunhado culpado. Adequado à sequência da história.

Essa:

A ideia do levirato é não deixar o primogênito sem descendência. Por isso, o filho que a cunhada teria do cunhado seria considerado filho do marido falecido. A herança da família, portanto, passaria para o filho de Onã com Tamar e não para Onã. Afinal, o filho que ele deveria fazer não seria dele, mas do irmão primogênito. Como Onã espichava o olho para a fortuna da família, ele decidiu que não faria filho em Tamar. Optou por “espojar-se no solo”, de acordo com o Gênesis. Em bom latim, coitus interruptus. O que significa que a acepção atual para “onanismo” não é precisa. De qualquer forma, o Senhor, que está sempre atento e que na época adotava a política de tolerância zero, não gostou do estratagema de Onã e matou-o também. Essa sentença rigorosa geraria inúmeras aflições aos rapazes adolescentes dos séculos vindouros, em que a tradição religiosa apontaria a masturbação como um ato criminoso, passível de punições terríveis como a cegueira, o definhamento ou o crescimento de horríveis pelos nas mãos.

O fato é que Jeová matou também a Onã. Sobrou a Judá um único filho, o caçula Sela, e esse ele decidiu não arriscar casando-o com a viúva negra Tamar. Mandou a mulher de volta para a casa da família e manteve o filho solteiro e saudável. Nesse interregno, a mulher de Judá morreu. O que deu ideias a Tamar. Decidida a ter um filho do clã de Judá, ela disfarçou-se de prostituta e foi fazer ponto no caminho por onde passava o ex-sogro. Na época, uma mulher não se disfarçava de prostituta vestindo microssaia e botas até os joelhos, como Julia Roberts em “Uma Linda Mulher”. Bastava-lhe cobrir o rosto com um véu. Era um costume que protegia a mulher. Ela exercia seu ofício e preservava a identidade. Essa narrativa da Bíblia demonstra como a prostituição era encarada com naturalidade pela sociedade da Antiguidade, como a relação entre sexo e pecado é moderna, e não ancestral.

Tamar, portanto, cobriu o rosto com um véu e foi fazer o trottoir, até que Judá apareceu e se interessou. Negociaram o preço. Ela disse que se entregaria em troca de um cabrito, o que, suponho, devia ser um valor razoável. Judá topou e esfregou as mãos:

_ Vamos lá.

Aí Tamar olhou em volta e perguntou:

_ Cadê o cabrito?

Logicamente, Judá não andava por aí acompanhado de cabritos. Informou-lhe que seus cabritos estavam no rebanho, onde usualmente vivem os cabritos, e que lhe daria um depois que se espadanassem, repoltreassem e refestelassem. Tamar não gostou, pediu uma garantia e Judá deu-lhe seu anel, seu bastão e seu cordão. Trato feito, encaminharam-se para o tugúrio do amor. Tamar, é claro, já devia saber que estava em período fértil, pois ficou grávida de pronto. Depois de tudo consumado, ela voltou para casa tranquilamente. Mais tarde, Judá ainda a procurou para entregar-lhe o cabrito e pegar seus pertences de volta, mas não a encontrou. Esqueceu o caso, ela que ficasse com seus pertences dados em garantia. Passados três meses, algum vizinho fofoqueiro correu a avisar Judá que sua nora “havia se portado mal” e estava grávida. Ele ficou furioso.

_ Que ela seja queimada! _ gritou.

E foi aquela confusão. Pegaram Tamar e a arrastaram para fora de casa. Estavam prestes a queimá-la, quando ela avisou que contaria quem era o pai.

Pararam todos, expectantes.

_ É o dono desses objetos _ disse, mostrando o anel, o cordão e o bastão.

Judá os reconheceu, se enterneceu e assumiu Tamar. Seguindo a tendência da família, seis meses depois eles tiveram gêmeos. E viveram felizes para sempre.

Bonito, não?

Bonito, mas repare nas informações que a história fornece a respeito das mulheres da época: como já disse, não havia preconceito contra o ato sexual. Uma mulher, se quisesse viver da prostituição, ou mesmo se quisesse se regalar com sexo casual, poderia fazer isso sem problemas: ninguém lhe veria o rosto protegido com o véu profissional. Se você lembrar do caso de Bila, a mais jovem e formosa das concubinas de Jacó, com seu filho mais velho, Rúben, concluirá que havia tolerância até mesmo para com a mulher que traía o marido.

Certo.

Agora pense no que podia ter acontecido com Tamar, quando Judá descobriu que ela levava no ventre um filho ilegítimo: ela seria queimada. Isto é: não havia tolerância para com a mulher que ENGRAVIDAVA fora do matrimônio. Relembre do centro de todos os dramas dos patriarcas hebreus descritos até aqui: as disputas entre Isaac e Ismael pelos favores de Abraão, as disputas entre Esaú e Jacó pelos favores de Isaac, a morte de Onã. Qual é o ponto nevrálgico disso tudo? É a HERANÇA. Foi a herança que escravizou a mulher à fidelidade inflexível por todos esses séculos. A herança é a mãe da monogamia.)

Fechado o parêntese, voltemos ao infeliz José, vendido como escravo a Putifar, chefe da guarda do faraó. Em verdade, José era escravo, mas não era tão infeliz. Ao contrário, logo ganhou a confiança de seu amo, que lhe proporcionou educação superior e pôs em suas hábeis mãos a administração de todos os negócios da casa, no que José se saiu muito bem.

Além de competente, José era “belo de corpo e de rosto”, o que despertou a lascívia da mulher de Putifar. Uma dia ela chegou-se ao criado e propôs:

_ Dorme comigo!

É exatamente assim que a Bíblia conta que ela falou, “dorme comigo!”, sem tergiversações, sem volutas, direta e firme.

José, provando ser um homem controlado, recusou a oferta. Mas uma mulher, depois que chega a esse ponto, não recua. Porque, em geral, a mulher não aceita que o homem a rejeite. À rejeição fria e indiferente, a mulher prefere a traição fervente e pulsante. Aí está. Do século 20 para cá, as feministas têm reclamado, protestado e denunciado quando as mulheres são tratadas como “objeto”. Um erro crasso das feministas na interpretação da alma feminina. Para a mulher, em determinado período da vida, é indispensável sentir-se objeto: objeto de desejo. Uma das realizações da feminilidade é sentir-se objeto de desejo, da concupiscência dos homens.

É evidente que para uma mulher muito feia ou para uma mulher muito bela é fácil criticar esse sentimento, porque a mulher muito feia já aprendeu que jamais será objeto de desejo e a mulher muito bela sabe que jamais deixará de sê-lo. Logo, é compreensível a grita de “não queremos ser vistas como um objeto!”

Só que as mulheres querem, sim, ser objeto de desejo, e se comprazem com isso. Por essa razão, quando um homem as repudia sexualmente elas se sentem feridas de morte. No momento em que uma mulher se oferece e um homem responde “não, obrigado”, o que ocorre é uma inversão do processo natural da evolução, uma implosão da lógica biológica. Que é a seguinte: um homem, quantos filhos um homem pode ter? Milhares. Quantos descendentes ele pode ter? Milhões.

Neste sentindo, o homem mais bem-sucedido da história evolutiva da Humanidade, o campeão entre os campeões, o ser humano que atingiu de forma mais gloriosa os objetivos da espécie foi Gengis Khan. No início dos anos 10 do século 21 o Departamento de Bioquímica da Universidade de Oxford liderou uma equipe de cientistas ingleses, italianos, chineses, mongóis e uzbeques numa pesquisa que tinha por objetivo desenhar um mapa genético da região entre o Mar Cáspio e o Oceano Pacífico, por onde zanzaram e guerrearam os mongois. Depois de afanosas diligências, os pesquisadores fizeram uma descoberta surpreendente: existe a possibilidade de que 8% da população daquela área, o equivalente a 12 milhões de pessoas, sejam descendentes de Gengis Khan. Alguns apressados acreditam que 0,5% da população mundial sejam da linhagem do Khan. Isso é possível não apenas por Gengis Khan dispor de um número generoso de mulheres e concubinas regulares, mas porque, a cada conquista, todas as mulheres jovens capturadas passavam por suas mãos calosas e ávidas, antes de serem entregues em definitivo aos soldados. Gengis Khan deixou explícito quem era e o que fazia numa frase:

“A maior alegria de um homem é, depois de arrasar o inimigo, invadir sua casa, cavalgar em seus cavalos e possuir suas mulheres e filhas”.

Ecce Homo. Gengis Khan não tecia considerações. Ele queria ser o Senhor da Terra, e era. Nesta ânsia animal de conquista e dominação, ele espalhou seus genes pelo planeta como talvez nenhum outro antes ou depois dele. O que o torna um super-homem, pois esse é o impulso biológico do ser humano do gênero masculino: multiplicar sua descendência, deixar sua marca cromossômica sarapintada pela posteridade afora. Um homem pode fazer isso, dele podem vir milhões. Uma mulher, não. Uma mulher muito fértil pode ter bem duas dezenas de filhos, mas a que custo! É por isso que uma mulher tem de escolher com critério o seu parceiro reprodutivo. Ela não pode errar, ela não tem muitas chances.

E não é assim que funciona? É a mulher quem escolhe. O homem se acha “conquistador”, mas quem conquista é a mulher, e para isso basta-lhe um olhar de viés, um meio sorriso, o erguer de uma única sobrancelha. Ela emite um sinal, e o homem vem, arfante, língua de fora, baba escorrendo, jurando que irá submeter, mas submetendo-se. Então, para um homem a rejeição não faz diferença, evolutivamente falando: se ele não puder plantar sua semente aqui, tentará plantá-la ali adiante, ou lá, ou acolá. Para uma mulher, faz. Porque a mulher ESCOLHEU. Houve reflexão na sua escolha. Ela preza a qualidade. Além disso, ela sabe que o homem quer multiplicar sua descendência, que para o homem o que importa é a quantidade. Logo, o fato de ela ser rejeitada é um insulto biológico. Ele tem de querê-la porque, em tese, ele quer QUALQUER UMA.

Eis o drama de José. Ele rejeitou a mulher de Putifar. A rejeição é um insulto para qualquer mulher, e é um insulto muito mais grave para a mulher que se julga superior ao homem que a rejeitou, caso em questão. Furiosa, a mulher de Putifar foi ao marido para queixar-se de que José havia feito exatamente o contrário do que fez. Disse que José a atacou, que queria possuí-la. Putifar, indignado com a suposta deslealdade do servo e encantado com a suposta fidelidade da mulher, mandou José para o calabouço.

Mas José sabia mesmo agradar aos superiores. Com a mesma subserviência, mansidão e astúcia com que conquistara os favores do pai e de Putifar, tornou-se o queridinho do carcereiro, que logo fez dele o preso responsável pelos outros presos.

José tinha outros dons, além da adaptabilidade: inteligência e oportunismo. Interpretou os sonhos de alguns colegas de prisão, previu que um seria executado e outro libertado, e foi o que aconteceu. Se José trabalhava com informação privilegiada, se apenas deduziu o que ocorreria a partir da situação dos condenados, isso é secundário. O fato é que ele se consagrou como intérprete infalível de sonhos, e foi por essa condição que ganhou de novo a liberdade, depois de alguns anos de detenção: o faraó teve um sonho estranho, que muito o havia perturbado. O preso que fora solto (segundo o vaticínio de José) contou ao rei que nas masmorras de Putifar apodrecia um homem que conhecia a linguagem do sonhos. O faraó mandou chamá-lo e, pronto, em pouco tempo José conquistou também a confiança do monarca. A Bíblia conta que José tornou-se vizir do Egito. Foi investido deste cargo que ele acabou reencontrando os irmãos.

José agora era um homem maduro, tinha mais de 30 anos de idade. Uma severa carestia abalou Canaã e, por consequência, a família de Jacó, que mandou os filhos ao Egito em busca de víveres. Lá chegando, eles foram levados ao vizir. Depois de tantos anos, não o reconheceram. José jogou bastante com eles, usufruiu de uma pequena vingança, mas terminou revelando sua identidade, perdoando-os e, mais importante, mandou chamar Jacó para viver no Egito. Os hebreus, assim, instalaram-se no Egito. Lá estavam Israel (Jacó) e seus 12 filhos, os cabeças das 12 tribos que formariam a nação.

Pronto. Chegamos aonde queríamos. Os hebreus se radicaram no Egito. Era a época do domínio hicso, entre 1650 e 1500 a.C. Tudo iria acontecer a partir daí. Como? Você verá em seguida, no próximo capítulo de A História do Mundo.

O primeiro dos últimos dias

22 de janeiro de 2012 28

Hoje é o começo do fim. O fechamento de um ciclo. O primeiro jogo do último ano do Estádio Olímpico. Que oportunidade formidável se oferece ao Grêmio e aos gremistas: o desfecho de uma era está com data agendada, e com boa antecipação. Há quase todo um ano para marcar esse momento e para relembrar, cultivar e, se conveniente, dourar os momentos que se foram.

A vida é mesmo ponteada de ciclos. A própria vida é um grande ciclo. Tudo tem começo, amadurecimento, auge, decadência e fim. Só que, na maioria dos ciclos, quem os vive não sabe quando o fim chegará. O que é uma pena. Gostaria que alguém tivesse me dito no passado:

– Esta será a última bala gasosa que você comerá na vida. Depois desta, nunca mais você nem sequer verá uma bala gasosa.

Eu ainda me lembraria da minha última gasosa, se me tivessem feito essa advertência.

Ou então:

– Você só tem mais cinco jogos de futebol com seus amigos de infância.

Que atuações eu teria! Que lançamentos de 60 metros estilo Roberto Rivellino! Que dribles da levantadinha!

Ou ainda:

– Olhe bem para essa vista do Guaíba: em alguns meses eles vão levantar uma torre bem ali e essa vista deixará de existir.

Ou:

– Olhe bem para a sua avó fazendo alquimias à beira do fogão. Chegará um tempo em que as avós não cozinharão mais para os netos.

Quem sabe o fim de um casamento?

Afinal, você pode marcar o dia do divórcio, mas dificilmente o fará com grande antecipação:

– Daqui a um ano, vamos nos separar.

Fosse assim, os dois relaxariam de pronto. Não fariam mais cobranças mútuas, não se irritariam mais com as pequenas manias de um e de outro, não ficariam amargos com eventuais desatenções. Tentariam apenas aproveitar os últimos dias de convivência, lembrariam às gargalhadas das vicissitudes dos primeiros tempos, reservariam os melhores restaurantes para seus jantares derradeiros e até fariam amor com ânsia renovada, já que seria o amor do fim do amor. Talvez descobrissem que deveriam ter vivido sempre assim. Talvez se reconciliassem.

Pensando bem, em certos casos é melhor não saber o final com antecipação.

O beija-flor

Agora mesmo um colibri parou em meio ao voo bem diante da minha janela. Ficou como que flutuando, parecia me observar. Lembrei-me do Dario, que dizia que era como o beija-flor e parava no ar a fim de cabecear a bola.

Isso me deixou perplexo comigo mesmo. Fosse o Assis Brasil que deparasse com aquele beija-flor, lhe assaltaria um pensamento lírico, ele teceria um poema, uma ode à natureza. Eu, não. Eu pensei num centroavante dos anos 70.Para ver como a chamada “cultura futebolística” faz mal.

Na faixa de segurança

Uma medida bem intencionada não é necessariamente uma medida eficaz. A ideia de introduzir a cultura da “mãozinha” na faixa de segurança, aquilo de o pedestre estender a mão quando quiser atravessar a rua, fazendo sinal para que o motorista pare o carro, eis uma ideia recheada de boas intenções, mas com maus resultados. Às vezes o pedestre estica a mão e irrompe pela faixa de segurança debaixo de um semáforo que está fechado para ele; às vezes o motorista para o carro no semáforo aberto e oferece passagem ao pedestre, trancando o trânsito de uma avenida movimentada; às vezes um motorista detém o carro numa faixa sem semáforo, o pedestre avança, mas o carro na pista ao lado segue em frente. Essa história da mãozinha tornou inseguras as faixas de segurança.

Assim é o estatuto do torcedor. O futebol brasileiro era uma bagunça, aí o Estado resolver intervir. Tudo bem quando se trata de respeito ao consumidor, acomodações confortáveis nos estádios etc., mas por que o Estado tem de se meter em regulamento de campeonato? Quem faz o futebol que aprenda a fazê-lo sozinho.

Do que sei

Quantas informações inúteis acumulei sobre o futebol na minha vida…Sei a escalação do América de 74.Sei que o Palhinha, que jogava com Joãozinho, Nelinho e Jairzinho no Cruzeiro, calçava trinta e sete e meio, e por isso suas chuteiras vinham da Europa. Sei que Ortiz, goleiro do Atlético-MG, calçava 48. Que o Urruzmendi,que jogou no Inter, fazia balãozinho com tampa de garrafa. Que Luiz Luz, por algum motivo, era chamado de “O Fantasma da Área”. Que Falcão e Batista disputavam quem tinha o melhor cabelo nos tempos em que jogavam juntos. Nada disso serve para nada, mas tudo isso sei. E, agora, você também.

* Texto publico na Zero Hora de ontem, 21/01/2012.

Baita som

22 de janeiro de 2012 1

Essa versão do Van Morrison é demais…