S ou contra a EPTC.
A EPTC podia fechar e passar todo o trabalho e os recursos dele decorrentes para a Brigada.
Se o controle do trânsito voltasse a ser da BM, a segurança teria mais verbas e haveria mais policiais nas ruas.
Os azuizinhos não perderiam emprego, passariam a ser brigadianos e tudo ficaria bem.
Então, sou muito contra a EPTC.
Também sou contra o voto obrigatório.
Se algum dia educou, o fato de o voto ser compulsório não educa mais; só enche o saco do eleitor.
Diminui a qualidade do voto, ao invés de aumentála.
Você lembra em qual !@#@!$#% ¨ % $#! candidato você votou na última eleição? Não lembra porque o !@#@!$#% ¨ % $#! do voto é obrigatório.
Se não fosse, você votaria com mais gosto e critério.
Sou contra a política do Cpers.
Os 30 anos de greves não melhoraram a situação dos professores, nem da Educação.
Ambos, professores e Educação, vivem um tempo de tragédia, e uma das causas disso é a tática de enfrentamento do Cpers.
Sou mais contra ainda a política dos governos do Estado e do país para a Educação.
Não há investimento na Educação primária, nem coragem para enfrentar os problemas.
Os governos investem nas universidades porque é mais fácil.
O nó está lá embaixo, na escola fundamental, mas agir nessa área dá muito trabalho.
Sou contra as cotas raciais nas universidades.
Se o Estado quer corrigir distorções antigas, basta fornecer cotas para as escolas públicas.
Negros, índios, mamelucos, japoneses, alemães, iugoslavos, pobres em geral estudam em escolas públicas.
Um negro rico pode estudar toda a vida em escola particular e se beneficiar com a cota racial.
A cota racial é bemintencionada, mas gera ainda mais preconceito e discriminação.
Sou totalmente contra.
Sou contra manifestações de ciclistas que infringem as leis de trânsito, contra manifestações de sem- qualquer- coisa que invadem prédios públicos, contra quem invade praças, contra quem fecha ruas ou estradas.
Manifestações desse tipo são CONTRAproducentes, porque só aporrinham a população, que também tem lá as suas queixas e só quer viver a vida em paz.
Sou contra pitbulls.
Você não pode criar um leopardo ou um leão em casa, porque eles são feras, põem em risco a comunidade.
O pitbull também é uma fera, além de ser um cachorro muito feio.
Mas não é preciso eliminar os pitbulls, “ matar tudo”, como defendem alguns.
Não.
Basta esterilizá- los e a espécie se extinguirá de forma lenta e indolor.
Sou contra a palmada educativa.
Uma criança pode ser educada muito bem sem castigo físico.
Palmada é reação de pais preguiçosos.
Sou contra a lei que proíbe a palmada educativa.
O Estado não tem de se intrometer na intimidade familiar.
Se os pais estiverem maltratando a criança, já existem leis para defendê- las.
Sou contra a mistura de álcool com direção, contra a venda de álcool nas proximidades das estradas, contra a venda de álcool para menores de idade.
Sou contra o limite zero de consumo de álcool para motoristas na cidade.
Na estrada, o motorista não poderia nem enxaguar a boca com Listerine; na cidade, há que se ter um limite de bom senso, para não se incorrer em injustiças.
Sou contra, mais do que tudo, a intolerância.
Sou intolerantemente contra a intolerância.
A tolerância é a virtude que nos torna humanos.
Por isso, basta ponderar, e muitas vezes me torno a favor de coisas de que sou contra.
* Texto publicado na Zero Hora desta sexta-feira, 18/05/2012





PAGUEM O PISO DOS PROFESSORES !
Muito bem Davi, mas o negro rico que estuda em escola particular toda vida, NÃO tem direito a cotas. Assim como os ricos independente da raça, estudam a vida toda em escolas particulares , mas preferem faculdades públicas. Nesse caso, sou totalmente contra também..
Falta informação, mas quem precisa de cotas num país tão igual . Diferença do preconceito no brasil é que temos uma arma apontada para nossas costas.
Eu também sou intolerantemente contra a intolerância . Só para pessoas puras e evoluídas.
Belo texto David.
Sou teu fã em muitos momentos (como neste texto por exemplo), em outros nem tanto (quando mudas de opinião a cada resultado do grêmio). Mas a admiração é maior, parabéns!
OBS: O Sala de Redação está impagável, continuem assim. : )
também sou contra a muitos itens que se referiu, mas nas estradas o que mais mata é o excesso de velocidade e a imprudência, que permite ultrapassagem em locais proibidos e nem sempre estão alcoolizados, para evitar estas barbáries, é só pararem de fabricar carros cada vez mais potentes, posso estar falando besteira, mas pra que carro que atinja 150 km ou mais por hora se não temos estradas pra isso?
Indignação: Escolho um restaurante chique pra levar uma mulher, tenho que tomar suco ou refri, se tomar uma taça de vinho não posso dirigir senão minha noite pode acabar na delegacia, se foi o romantismo.
David, tens que me dizer onde tu compras essa erva. É da boa cara!
kkkkkkkkkkkkkkkk
Mas, falando sério, com um discurso desses tu te eleges facilmente. O problema está aí. Depois de eleito, quem votou em você espera que você mude tudo aquilo que era contra. E você simplesmente não consegue.
É o que ocorre com o PT quando chega no governo. Ou alguém esqueceu que eles eram contra tudo o que assinam em baixo agora.
Então, esse teu texto serve bem mesmo é pra encher um espaço vazio no jornal e garantir o leitinho das crianças. Mais nada.
Ainda bem que tu consegues desta erva boa!
olá David.
Gostaria ainda de falar do assunto Tinga.
Está todo mundo comentando sobre um texto chamado DOSSIE TINGA
(quem quiser ler procure por DOSSIE TINGA no GOOGLE)
Eu acho que você poderia comentar sobre isso.
Pois acho que realmente muita coisa citada no dossiê as pessoas não se dão conta.
Acho que quem lê esse dossiê muda de opinião sobre o tinga
Totalmente de acordo! É impressionante como soluções do Primeiro Mundo assumem outra conotação por aqui. A ação afirmativa existe nos EUA porque não há vestibular. E, assim, é necessário estabelecer critérios de não exclusão, pois a seleção é subjetiva. O importante, no Brasil, é a criação de quotas para pobres, principalmente por sermos um país miscigenado. E para serem utilizadas no ensino médio, preparando os desfavorecidos para concorrerem em igualdade de condições no ingresso às universidades. Os ricos devem pagar por vagas em universidades públicas (é assim nos EUA). E o dinheiro proveniente desses recursos deveria ser utilizado para bolsas integrais aos mais pobres, mesmo em universidades privadas. Também transformaram no Brasil a mistura de álcool com direção em uma paranoia, trazendo a Lei Seca, do início do século XX, para o país, no alvorecer do século XXI. Jamais dirigi alcoolizado, mas agora tenho receio de beber um cálice de vinho e retornar para casa, em plena luz do dia. Sempre bebi um copo de cerveja, seja aqui, ou em Pubs nos EUA e na Inglaterra. Jamais atropelei alguém, jamais me envolvi em acidentes de qualquer natureza. Vivi 4 anos nos EUA, realizando meu doutorado, ia a restaurantes, bebia um cálice de vinho, à vezes uma Guiness. Claro que há restrições às bebidas alcoólicas por lá. Um cara bêbado que atropele alguém ou cause transtornos ao trânsito vai para a cadeia. O fato é que, nos EUA, beber um cálice de vinho ou um copo de cerveja não caracteriza embriaguez . Ao menos nas cidades. Como sempre, erramos na dose. E aí o (bom) remédio transforma-se em veneno (intolerável).
Eu q me fodo pagando uma escola particular na intenção de qualificar meu filho, vou ter que matricula-lo no 2 grau numa publica só pra pegar a cota, que deve ser pra pobre, afinal, hj tem tudo de graça pra quem não quer, e quem quer que pague do bolso. E a CNH não estava boa com a polícia, diziam q nao formava motoristas, hj paga-se 5 vezes mais por ela e continua tudo igual. Governos devem cuidar das pessoas e regular o resto.
Isso foi um desabafo?? Olha, tenho que concordar contigo em quase tudo, abriria um senão apenas na questão do voto obrigatório e explico porque, também sempre fui favorável ao voto facultativo até que um dia veio um argumento que me fez mudar de opinião, justamente pelo Brasil ser um país de desigualdades sociais gigantescas, principalmente na questão renda, seria fácil e barato comprar votos, ou seja, seriam eleitos apenas os candidatos corruptos e aliciadores, alem claro, de regiões bem definidas e especificas, já que a maioria do eleitorado da classe média brasileira esta de saco cheio da política e dos políticos, certamente não compareceriam as urnas. De resto teu desabafo esta ótimo, nem parece que foi vc quem escreveu!!!
O título do texto poderia ser: "Manifesto Reacionário".
David, tu colocastes que as cotas raciais geram preconceito e discriminação, e ainda usaste como argumento que um negro rico pode ser beneficiado...
Pois bem, primeiramente, não se está discutindo o fato isolado, mas sim a grande maioria. Se analisarmos, a grande maioria dos negros têm as portas fechadas na nossa sociedade, seja na entrevista de emprego, seja no acesso à universidade etc. Por exemplo, o curso de medicina é o mais elitizado do País, e tem apenas 2% de negros. Para que tenhamos a paridade de números entre médicos brancos e negros, teríamos que fechar as universidades por 25 anos, tendo acesso somente os negros. Se pegarmos os dados do IBGE, veremos que os negros ganham em média de 40 a 50% menos que os brancos. Que não postulam entre a classe média alta. Que possuem maioria no número de indigentes... Que são vítimas de preconceito, inclusive por parte do Estado e da polícia. Se pegarmos um negro e um branco pobre, este ainda estará em vantagem.
Enfim, não há estudos que comprovam que as cotas raciais gerariam mais preconceito, e qualquer pessoa que estudar sobre o assunto verá a imensa desvantagem histórica que os negros enfrentam. Assim, as cotas raciais seriam uma política de inclusão. Qual seria o problema do Estado, de alguma forma mínima, reparar 300 anos de escravidão e seus efeitos que se estendem até hoje? Não se está garantindo a conclusão do negro no ensino superior, mas apenas abrindo essas portas (que tantas vezes foram fechadas) para que ele tenha as mesmas oportunidades dos eurodescendentes.
Outra coisa que se faz muita confusão refere-se ao art.5º da Constituição, que diz que todos são iguais perante a lei. Aí a pessoa diz: ah, mas se todos são iguais perante a lei porquê eles ganham cotas e a gente não? Simples. Devemos tratar os iguais de forma igual e os desiguais de forma desigual, na medida da sua proporção. Fosse assim, não teriam benefício próprio os idosos, os adolescentes, as mulheres etc. Que se há desigualdade, isto é indiscutível. Logo, (...)
Talvez se possa discutir a forma como as cotas serão implantadas, mas é indiscutível que elas devam existir.
Deixo aqui minhas considerações e apreço pelos teus textos, que venho sempre acompanhando.
Estou 100% a favor do seu "do contra" e acrescentaria uma série de outros "do contra", com por exemplo, ao gato na rede de energia, da tv a cabo, cd pirata, sonegação do IR, impunidade dos políticos, e por aí vai. Não é verdade??? Esse País tem muita coisa para melhorar, talvez daqui umas 10 gerações, quem sabe.
COTAS RACIAIS
Esse negócio das cotas raciais nas universidades é pura demagogia porque não resgata absoloutamente nada.
Muito mais do que cotas raciais nas universidades, os afrodescendentes, índios, amarelos e outros quetais deveriam ter suas penas reduzidas pelos crimes que cometessem. Assim, se a pena máxima que um branco pega por cometer um homicídio tem uma cota de 30 anos, a pena do afrodescendente, do índio, do amarelo e dos outros quetais que cometessem um homicídio deveria ter uma cota de 15 anos. Por roubo, a cota mínima do branco é de 4 anos de reclusão enquanto que a do afrodescendente, do índio, do amarelo e dos outros quetais deveria ser de 2 anos.
Somente assim a sociedade resgataria as históricas injustiças que fez com os afrodescendentes, com os índios, com os amarelos e com os outros quetais.
Meus deus.. pra variar o Machi é radical ao extremo....
Gostei foi da opinião do Genimar, eheheheheh vc tá plantando David?
eheheheh
Acho que sou a favor das cotas, realmente os negros sempre são discriminados.
Sempre tens que falar dos pitbulls, que mania! Eu amo pitbull, queria ter $$ pra ter um canil cheio de pitbull! E garanto pra vc que eles seriam fofos e dóceis, como o que eu tenho na casa da minha mãe!
David vc tá muito estressado, deve ser culpa do futebol gaúcho que tá uma M.
Principalmente o Grêmio né... pq o Inter é o Barcelona do Sul (faz me rir)
Venha pra Floripa passar uns dias! Bom find!
tudo que foi comentado acima resume-se somente a um fato: FALTA DE EDUCAÇÃO, DE ESTUDO,DE CULTURA, DE QUALIFICAÇÃO, DE ÉTICA, DE SERES PENSANTES, etc. os meios de comunicação devem sair de cima do muro e defender a sociedade, exigindo dos eleitos, POLÍTICAS DE ESTADO para educação, saúde, segurança,e tudo mais que faz um povo tranquilo e seguro de seu futuro. David, faça desta bandeira a sua BANDEIRA, mesmo que seja a única nesta vida. suplico, peço, exijo como sociedade cobaia a cada quatro anos, que te sacrifique e envolva teus colegas nesta luta. de um basta neste cotidiano de enrolação e use os canais e equipamentos que não temos, em nome de meus filhos, meus netos, teu filho, filhos de quem não conhecemos. por favor, pegue esta BANDEIRA e não solte! não troque de assunto, mesmo que outros atropelos aconteçam(estou falando de: um dia é o presídio central, outro é o crack, outro são os bares de não sei onde), mesmo que chateie as pessoas, entre para história como o chato que ajudou o BRASIL a ter projetos e não promessas rasas.
Sinto um cheiro de mijo, próprio dos velhos com incontinência urinária!!! Oh!! Sim!!! Machiavelhors voltou a assombrar este pobre blog!!! Vade retro, Santana!!! Volta para o seu próprio blog abandonado!!!
Muito bom texto!
CDDAIAOQ
E tem mais. A cota racial nas universidades, como disse antes, é política de pura demagogia. Acho que muito mais deveria ser feito para resgatar as injustiças históricas que os brancos fizeram contra os afrodescendentes, índios, amarelos e outros quetais.
Acho que só a edição de um Código de Defesa dos Direitos dos Afrodescendentes, Índios, Amarelos e Outros Quetais – CDDAIAOQ teria o condão de resgatar as injustiças cometidas. Assim os afrodescendentes, índios, amarelos e outros quetais deveriam ter, por exemplo, nos bancos e nas agências lotéricas, um guichê de atendimento só pra eles, da mesma forma que tem o idoso, a gestante e os deficientes físicos. Eles também deveriam ter cotas hospitalares e preferência no atendimento.
Também nos transportes públicos tipo ônibus e lotação deveria ter para os afrodescendentes, índios, amarelos e outros quetais, os melhores assentos reservados: na frente sentariam os afrodescendentes, os índios, os amarelos e os outros quetais e, lá no fundo, os brancos ficariam.
E como esse blog também trata de futebol, os estádios dos clubes deveriam ser divididos em dois blocos: no bloco 1, lá em cima, ficariam os afrodescendentes, os índios, os amarelos e os outros quetais e no bloco 2, lá em baixo, ficariam os brancos. Uma placa com a inscrição MIJO NÃO VALE, separaria as torcidas e tudo ficaria numa boa.
Então, para as ONGs de plantão aqui vai a minha sugestão; tratem logo de fazer uma pressão no Congresso Nacional para ser criado o CDDAIAOQ, em regime de urgência.
Confesso que não entendo claramente o argumento sobre a “reparação de 300 anos de escravidão”. Imagine-se qual seria o débito da Itália com todos os povos escravizados durante mais de 500 anos de dominação do Império Romano. Ou a dívida do Egito com Israel, por conta de séculos de servidão aos faraós. A Esfinge e as Grandes Pirâmides não seriam suficientes para resgatar um décimo do ônus social. Continuando com o povo judeu, qual seria a obrigação da Alemanha, depois do Holocausto? As universidades de Berlim, Munique e Hannover deveriam ser franqueadas somente a descendentes semitas, pelos próximos 300 anos ...
Não questiono a existência de imensa desigualdade (econômica) na sociedade brasileira. No entanto, acredito que a melhor forma de combatê-la é promovendo ações redistributivas, como o Estado vem fazendo, mas não em benefício de determinadas etnias, e sim em proveito dos desassistidos economicamente, não importando suas origens. Evidentemente, há mais negros em piores condições, por ser o grupo social (recuso-me a falar em raça, para seres humanos) majoritário entre os mais pobres.
Assim, assistindo aos de menores posses, automaticamente se estará beneficiando uma maioria afrodescendente. O modelo americano não é o mais adequado para a realidade brasileira. Lá, a miscigenação é mínima, houve um passado de “Apartheid” real (em ônibus, restaurantes, etc.) na sociedade e o sistema de acesso às universidades é diverso do brasileiro. Adicionalmente, os estados da confederação possuem autonomia para suas políticas afirmativas, e cada um adapta sua legislação à realidade local.
Eu não deixo de contratar um negro competente para beneficiar uma menina loira inepta. E duvido que um empreendedor que dependa do seu negócio para viver o faça. Não se trata de uma questão de pseudoisonomia. O mercado de trabalho está aberto para os mais aptos, independente de credo, orientação sexual, etnia, idade ou gênero. Este é o verdadeiro critério discriminatório: a capacidade resultante da inteligência e do conhecimento. Uma ação afirmativa que nos obrigue a contratar os menos capazes, por conta de um background diferente, seja ele qual for, é que será, certamente, discriminatória.
Cota Decrépita dos Desvalidos Anciãos Idiotas e Abjetos que Ornejam Quizumbas ( CDDAIAOQ), mas quizumbas furadas, inócuas...e inúteis!!! É o que o machiavelhors deseja. Mas, como tudo que o infeliz deseja, jamais se cumprirá! Sabem? É provado cientificamente que a surdez emburrece! E pensar que o Santanna já foi o maior defensor dos carroceiros catadores de lixo desta cidadezinha...Hoje, ele nem os cita!!!!!
Carlo Ferreira, você é a exceção, pois se pegarmos a grande maioria, veremos que discrimina-se sim os negros, o que dificulta a admissão deles em empregos ou a ascensão nos mesmos. O negro no brasil tem que ser duas vezes melhor que o branco. E essa discriminação é herança, e herança, e herança...
Tratando-se de pobres, se pegarmos um pobre branco e um pobre negro, ainda assim o branco estará em vantagem. Você acha que a polícia, por exemplo, ao ver um jovem negro e um jovem branco, loiro de olhos azuis, vai abordar quem? Esse é só um exemplo que ilustra o caso, podemos exemplificar em vários campos, dentro de um restaurante, na entrevista de emprego, no namorado que o pai quer para sua filha... O preconceito no Brasil se apresenta de uma forma muito sutil, e as vezes que não o pratica ou não o vive pormenoriza ele...
Não há nada mais desigual do que tratar os desiguais de forma igual.
É preciso uma política de inclusão para os negros, mas não como alguém aí comentou, com filas de banco somente para negros, veja, isso seria o apartheid, é algo desnecessário.
CDDAIAOQ II
Felipe S.M., pelo jeito tu não gostastes quando eu disse que os afrodescendentes deveriam ter, a exemplo dos idosos, gestantes e deficientes físicos um atendimento preferencial nos bancos. Achastes que isso seria um apartheid.
No entanto, pela lógica da exclusão, gostastes quando eu disse que os afrodescendentes, índios, amarelos e outros quetais deveriam ter penas reduzidas pela metade caso cometessem homicídio, roubo e outros crimes, não é verdade? Também gostastes que os afrodescendentes, índios, amarelos e outros quetais deverim ter cotas nos hospitais, assim como eles têm nas faculdades públicas. Pelo jeito, também gostastes que os afrodescendentes, índios, amarelos e outros quetais, ficassem no bloco superior de um estádio de futebol e nos lugares da frente de um transporte coletivo. Estou contente porque só discordastes de mim em apenas um quesito que é o do atendimento bancário.
Valeu!
David...estupendo teu texto...não concordo com você em tudo que disseste mas ainda sim tenho de admirar. O que falta nas pessoas hoje em dia é a cara limpa pra defender suas ideias, respeitando a dos outros. Vivo pela máxima de Voltaire, "não concordo com o que dizes, mas defenderei seu direito de dizê-lo". As pessoas hoje em dia querem parecer puritanas, são a favor de todas as causas...sem perceber que acabam sendo contraditórias. abraço..
Machiavellirs, concordo contigo no sentido de reaver a política para índios e negros, mas se me dei a entender que seria a favor da pena reduzida, cotas nos hospitais ou bloco superior nos estádios, foi um equívoco. Aliás, acho que isso seria inviável. E que nome se dá essa divisão que dos negros, índios etc, dos brancos? Pra mim, é nada mais do que apartheid, igual o da África recente.
O que as cotas estão fazendo é justamente o contrário de separar, pois elas incluem o negro no mercado de trabalho, no mesmo nível do branco.
Veja o exemplo do banco, o negro não tem dificuldade para pagar uma conta, pois, nesse sentido ele tem as mesmas condições do branco. Logo, não se precisa desta fila especial, que é garantida aos idosos, gestantes e deficientes, estes sim com necessidade de atendimento prioritário.
E qual é o porquê de dividir o ônibus entre brancos e negros? Não vejo justificativa para isso...
COTAS RACIAIS II
Quem conhece um pouco da história sabe que a Lei Áurea, que extinguiu a escravidão no Brasil, ocorreu em 13 de maio de 1988.
Um pouco antes, em 1871, foi promulgada a Lei do Ventre Livre. Mais ou menos nessa época, quem conhece um pouco da história do RS sabe que a colonização italiana deu, por aqui, seus primeiros passos.
Não foram passos fáceis. Pelo contrário, o governo da época destinou aos italianos as piores terras que, como se sabe, eram aquelas lá de cima da serra. As terras boas estavam localizadas aqui, embaixo. Lá em cima, picadas e clareiras tinham que ser abertas no muque porque o governo nada fez para ajudar os novos imigrantes. E os italianos enfrentaram muita fome e miséria... Ponto.
A pergunta que não quer calar: para resgatar todo o sofrimento que os italianos passaram para desenvolver Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Nova Petrópolis, etc., etc., não se deveria destinar aos seus descendentes, também, cotas raciais nas universidades públicas?
Ora, meu caro Felipe S.M., o Supremo Tribunal Federal, ao chancelar as chamadas cotas raciais, fez o maior equívoco da história da justiça brasileira. Para mim, o STF rasgou a constituição federal, cujo art. 5º é claro -- e o que é claro não se aclara nem se declara, conforme dizia um famoso jurista gaúcho.
E o art. 5º da CF diz o seguinte:
“Todos são iguais perante a lei, SEM DISTINÇÃO DE QUALQUER NATUREZA, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à IGUALDADE, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: “
Então, meu caro, é por causa disso que o afrodescendente, o índio, o amarelo e os outros quetais devem continuar misturados com os italianos, alemães, japoneses e outros quetais, nas filas de bancos, nos ônibus e nos estádios de futebol.
Por óbvio, de acordo com a CF e com a lógica maquiavélica, eles não poderão ser privilegiados com cotas raciais nas universidades públicas, fato que, além de caracterizar uma discriminação racial inconcebível nos dias de hoje, empresta a eles uma conotação extremamente pejorativa, se é que me entendes?
Meu amigo, foi justamente pelo artigo 5º que foram aceitas as cotas! TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI! Então porque a mesma lei trata de modo diferente, por exemplo, o idoso? Porque, na mesma lei, a mulher se aposenta com 5 anos a menos que o homem? O idoso vc deve imaginar, a mulher em geral tem dupla jornada de trabalho, contando com os serviços domésticos. Veja que tratamos não do caso isolado, mas sim de como é a grande maioria.
Não há nada mais desigual que tratar os desiguais de forma igual! Todos que tem um pouco de estudo sobre o assunto sabem disso...
Você é tão esperto né, o tribunal mais sério e grande do nosso país aprovou as cotas com unanimidade, e você diz que eles rasgaram a CF.
Não vou estender mais essa discussão contigo
COTAS RACIAIS III
Na realidade, meu caro Felipe, você está comparando o afrodescendente – vamos ficar só nele para sermos mais objetivos – com o idoso, com a criança ou com o adolescente, ou seja, compara-o com aquele grupo de pessoas que, por serem mais fracos e desiguais no desenvolvimento de suas atividades, necessitam ser tratados de forma desigual para atender a tal desigualdade referida pelo Ruy Barbosa na Oração aos Moços.
Eu, pelo contrário, não quero chamar o afrodescendente de fraco e desigual perante a mim, que já fui pobre, e aos italianos, por exemplo, que também passaram por muitas dificuldades quando chegaram ao Brasil.
Essa lei chancelada pelo STF, em pleno século XXI, está emprestando ao afrodescendente uma conotação negativa, uma conotação que diz, nas entrelinhas, que ele pertence a uma raça inferior porque precisa de cotas para cursar uma universidade pública.
O melhor amigo de meu pai era afrodescendente. Nessa altura do campeonato deve estar se revirando na sua tumba de tão indignado que ficou com essa decisão do STF. Afinal, ele, um afrodescendente consciente e orgulhoso não precisou -- e nem iria querer -- de cotas raciais para formar sua filha médica e seu filho engenheiro numa universidade pública.