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Posts de maio 2012

Café TVCOM

31 de maio de 2012 0

Assista ao Café TVCOM do último sábado, 26/05/2012.

Sala de Redação

31 de maio de 2012 6

Ouça o Sala de Redação desta quinta-feira.

Túnel do Tempo: O homem que nunca sobe na balança

31 de maio de 2012 4

Estamos indo embora.
Já aviso que vou chegar chiando e falando caracash, que não tem nada a ver com a capital da Venezuela, Hugo Chávez e talicoisa.
Trata-se apenas de uma intervenção de espanto para quem fala carioquês.
Vocês aí falam à la pucha, à la fresca e à la minuta; nós, caracash.
Levarei saudade das iscas de lombinho de porco que comi por aqui.
Vou ver se convenço o meu amigo Atílio a colocar iscas de lombinho de porco no cardápio do Jazz Café.
Iscas de lombinho de porco acompanhadas de algumas Paulaners, do que mais preciso para ser feliz? Também levarei saudade da Vila do Pan.
Pelo seguinte: a Vila do Pan vendia ovomaltine.
Troço bem bom.
Fazia tempo que eu não tomava ovomaltine.
Acho que nem existe aí em Porto Alegre.
Uma cidade sem ovomaltine, francamente.
No primeiro dia de Rio, cheguei à Vila e pedi um ovomaltinão.
Tomei e: oooh, que dilícia, como diriam nossos amigos cariocas, principalmente a Beth Faria.
Meio que me viciei.
Todos os dias, entrava na Vila pensando: hoje será um dia sem ovomaltine.
Uma cobertura jornalística de baixas calorias, era isso que pretendia.
Mas aí olhava para os ovomaltines sendo preparados com tanto desvelo, olhava para a expressão de beatitude das pessoas que sorviam aquele líquido entre cremoso e inefável, e, antes que pudesse dizer tênis-de-mesa-epingue-pongue-são-a-mesma-coisa, já estava sorvendo o meu ovomaltine e gemendo de prazer.
Mas não foi só eu.
A turma inteira fez regime de líquidos nesse Pan: ovomaltine de dia, chope à noite.
O problema foi que tinha uma balança no banheiro do apartamento do hotel.
É difícil resistir à tentação de subir numa balança, quando ela fica tão oferecida.
Então, todas as manhãs eu subia naquela balança e olhava para aquele ponteiro.
Por mais que caminhasse para lá e para cá, em busca de histórias para contar para os leitorinhos, por menos que comesse comidas sólidas, por mais trabalhasse e trabalhasse e trabalhasse, o ponteiro da balança não se movimentava.
Uma frustração.
Um dia, ainda na primeira semana, perguntei para o Mauro Vieira se ele tinha subido na balança.
Ele, rindo de escárnio: – Nunca subo em balanças.
Nunca me peso.
Nunca! Nunca! Nuuunnncaaa! Um homem que nunca se pesa.
Encerrei o assunto.
Mais tarde, naquele mesmo dia, o André Roca comentou com o Mauro, enquanto ambos sorviam seus ovomaltines duplos com ovo: – Tu engordaste? O Mauro: – Eu? Não! De jeito nenhum.
Por quê??? Pareço gordo??? O Roca, percebendo que havia premido algum botão sensível na alma do colega, se apressou a tranqüilizá-lo: – Não, não, acho que foi só impressão minha.
Bobagem…
O Mauro não falou mais nada a respeito.
Mas, à noite, quando cheguei ao quarto, lá estava ele, em cima da balança, repetindo, que nem o João Bosco: – Aiaiai, aiaiai, aiaiai…
Isso é que dá, regime de líquidos.
Desde aquele dia, tomei uma decisão em favor da minha boa forma física: não subi mais na balança.
Ainda bem que Porto Alegre é uma cidade sem ovomaltine.

A falta de bom senso da Smic

31 de maio de 2012 29

O que s Smic deveria fazer no caso da Proa?

É um caso interessante, porque se torna emblemático. É uma ilustração para o que ocorre na cidade.

Ali, onde é a Proa, não havia nada, só lixo acumulado. O lugar era feio e nem era malcuidado, era descuidado.

A instalação do clube melhorou o lugar. Eles limparam, fizeram reformas, tornaram o local habitável. Então, ao contrário de “privatização”, na verdade o lugar foi entregue às pessoas, depois que alguém tomou conta. A orla do Guaíba poderia ser linda; é horrível. Os quiosques permitidos pela prefeitura são muquiranas, feios, mal-enjambrados.

A Proa não é um bar “da noite”. Fecha por volta das 23h, estourando, estourando, à meia-noite. Lá as pessoas não saem “embriagadas e matando todo mundo”, como escreveu um moralista. Não. É um local em que as pessoas vão para confraternizar e praticar esporte. Vão para ver o por do sol e se encontrar.

Então, se o secretário é bem-intencionado, ele vai lá, conversa com os proprietários e RESOLVE a questão. Mantém aberto um estabelecimento que só melhorou a vida da cidade, e aplaca os ânimos de eventuais incomodados. Mas a prefeitura não consegue fazer isso. Em vez de usar o bom senso, a prefeitura usa a burocracia.

A Proa é só um exemplo. Isso acontece todos os dias, em todos os locais da cidade.

É bom ter isso em conta, em ano eleitoral.


Sala de Redação

30 de maio de 2012 5

Ouça o Sala de Redação desta quarta-feira.

A brigada moralista atua novamente

30 de maio de 2012 72

Existe um movimento puritano em plena ação em Porto Alegre.

Uma brigada moralista que identificou nos bares os males da cidade. Se eles pudessem, acabavam com a vida noturna.

Estão quase conseguindo, na verdade.

Claro, com apoio das “autoridades”.

Agora, um dos lugares mais belos e arejados da Capital está fechando, graças à inação intencional da prefeitura.

É a Proa, instalada há décadas à beira do Guaíba. Um dos poucos lugares em que a população pode ir para relaxar, contemplar o rio, praticar alguns esportes náuticos, beber com os amigos, viver a vida, enfim.

Os proprietários tentam obter o alvará de funcionamento de todas as formas, e a prefeitura, pressionada pela brigada moralista, se nega a conceder.

É um local a menos de convivência, de risos, de encontro das pessoas. Pobre Porto Alegre.

Som das Madrugadas

30 de maio de 2012 5

I Feel Fine, dos Beatles, é sugestão do leitor Luis Paulo Bublitz.

O que mais sei fazer

29 de maio de 2012 6

Outro dia alguém me acusou de não saber perder.
Aí está uma injustiça atroz e revoltante.
Se existe alguém que sabe perder nessa ponta do Brasil, este alguém sou eu.
A toda hora estou perdendo, perco todos os dias, para todo mundo, nas mais variadas circunstâncias.
Logo, posso me gabar de ser um ótimo perdedor.
Raríssimas são as pessoas que me vencem numa disputa para decidir quem perde mais.
Sei disso porque estou cercado de vitoriosos, de campeões, de sabichões.
Eu aqui, nessa minha platitude, tenho de me contentar com escassas vitórias e façanhas que outros tantos já cometeram.
Por esse motivo, as valorizo.
Vibro com elas.
Ganhei uma! Ganhei uma! Mas não me exibo muito, por saber que, logo ali adiante, vou perder outra vez.
Aliás, já aprendi que só venço eventualmente porque perdi frequentemente.
Às vezes alguém me vê sorrindo e pensa que a alegria é fruto de petulância.“ É um convencido!”, conclui.
Lembro de uma vez, quando de minha primeira passagem por Zero Hora, que uma diagramadora olhou para mim e resmungou: – Tu deves ganhar muito bem, não é? Porque estás sempre rindo.
Mas é o contrário! Estou sempre sorrindo porque sei que poderia ser pior.
Contento- me com as alegrias baratas da vida.
Alguém que sabe que derrotas são sempre iminentes fica feliz com pequenas vitórias.
Isso em todos os campos, mesmo nos que me despertam o mais rútilo interesse.
As mulheres, por exemplo, são muito boas para ensinar a lidar bem com a rejeição.
Para efeito de ilustração, tomemos um tempo em que eu sorvia total descompromisso emocional.
Digamos que me interessasse por uma mulher diferente por dia.
Não é um número exagerado.
Há muitas mulheres interessantes por aí.
Isso não significa que você esteja apaixonado, nem que anseie por ter um romance explosivo com ela.
Não.
Trata- se apenas de uma consideração.
Você olha para ela e cogita das possibilidades, Será que posso me dar bem? Essa mulher poderia se repoltrear e se refocilar comigo? Então, se ela emite um mínimo sinal, qualquer coisa, pode ser um olhar veloz em que cintile uma réstia de contentamento, bem, aí você faz uma minúscula tentativa, qualquer coisa também, diz uma gracinha, só para ver se ela sorri de volta, se existe uma única chance.
E, neste caso, isso, apenas isso, o sorriso que volta, esse sinal ínfimo já pode ser considerado uma vitória.
Não que você ache que vai dar certo, nada disso.
A vitória se dá tão- somente porque não foi uma derrota.
Quer dizer: você não foi rechaçado de pronto, ela não despreza você, EXISTE UMA CHANCE! Mas, voltando aos meus tempos de descompromisso total, tenho de admitir que esse sinal de retorno não acontecia amiúde.
Dava- se, digamos, uma vez por semana.
Isto é: de 30 tentativas mensais, eu obtinha sucesso em quatro e, dessas quatro, talvez uma prosperasse ( se tivesse sorte).
Em um ano, portanto, eram 353 derrotas e 12 vitórias, em média.
Um homem que passa por isso se ceva na rejeição.
Ele sabe que a cidade está cheia de mulheres que o desprezam ou que o consideram insignificante.
Talvez até o ridicularizem à socapa.
Assim, se você conquista uma vitória, uma só, ela tem de ser comemorada.
Urge convidar os amigos para um chope cremoso.
O que quero dizer é que a rejeição e o fracasso não me roubam o bom humor.
Estou acostumado com eles.
Mas vejo que a maioria das pessoas não está.
A maioria das pessoas é vencedora.
Elas têm excelente opinião sobre si mesmas e, se sofrem um revés, se abalam, se entristecem.
Ou ficam revoltadas, como o Felipão.
O Felipão, quando perde, se queixa do juiz.
Vê conspirações em cada canto do vestiário.
Acontecia antes, quando ele estava no Grêmio, acontece agora, quando ele está contra o Grêmio.
A derrota nunca está nele, está sempre fora dele.
É a inconformidade dos vitoriosos.
Que inveja deles.

* Texto publicado na Zero Hora desta terça-feira, 29/05/2012

Sala de Redação

29 de maio de 2012 7

Ouça o Sala de Redação desta terça-feira.

Sensacional entrevista

29 de maio de 2012 56

Entrevista da repórter Adriana Irion com o ministro Gilmar Mendes, na página 5 de Zero Hora de hoje, expõe ao público que anda no rés do chão, como nós aqui, o que é a República brasileira, como funcionam as relações entre os poderes, o que é, enfim, o mando no Brasil.

Não perca.

É sensacional.

Clique aqui para conferir a entrevista com Gilmar Mendes.

Som das Madrugadas

29 de maio de 2012 2

Everybody’s Changing, da Banda Keane, é a sugestão do leitor Breno Schmitt.

Anna Julia

28 de maio de 2012 4

Anna Julia, interpretada por Jean Capaldi e George Harrison, é a sugestão da leitora Marisa Oliveira.

Sala de Redação

28 de maio de 2012 0

Ouça o Sala de Redação desta segunda-feira.

Grêmio e Palmeiras - times equivalentes

27 de maio de 2012 60

O Grêmio tem padrão de jogo.

A vitória de 1 a 0 sobre o Palmeiras mostrou isso mais uma vez.

É um time organizado, os jogadores sabem o que devem fazer em campo.

Mas Grêmio e Palmeiras se equivalem, com uma leve vantagem para o Grêmio.

Tudo pode acontecer, na Copa do Brasil.

O que deve estar causando preocupação, no Olímpico, são as lesões musculares. O Grêmio perde um jogador por partida.

Ah, e também perde um pênalti por partida.

Desta vez, Miralles saiu por lesão e Leo Gago chutou o pênalti na trave.

É preciso descobrir o que se passa, com urgência.

Cotação de Grêmio 1 x 0 Palmeiras

27 de maio de 2012 12

Pedi para o Diretor do blog, Marco Souza, fazer a cotação do jogo do Grêmio. Leia abaixo:

Victor: 6

Não foi exigido

Gabriel: 5

Acrescentou pouco ao time. Não consegue ter boas atuações no setor ofensivo.

Gilberto Silva: 6

Foi bem no duelo contra Barcos. Quando está bem protegido pelos volantes, não falha.

Naldo: 6

Continua mostrando vigor na posição.

Pará: 7

Foi um dos melhores da equipe. Está começando a ter boa participação nas jogadas de ataque.

Marco Antônio: 5

Foi muito apagado no jogo.

Fernando: 7

Além de ter cobrado a falta que originou o gol da equipe, novamente foi fundamental para dar equilíbrio ao time.

Souza: 6

Continua seguro na parte defensiva, mas precisa melhorar quando chega ao ataque. Perdeu um gol em frente ao goleiro no segundo tempo.

Léo Gago: 5

Perdeu pênalti na primeira etapa quando o jogo estava 0 a 0. Faltou aparecer mais no ataque para auxiliar a criação de jogadas ofensivas.

Miralles: 6

Boa atuação. Se movimentou bem, mas precisou sair ainda no primeiro tempo por estar com dores musculares.

Marcelo Moreno: 6

Enquanto teve a companhia de Miralles foi muito bem como centroavante. Já fazendo dupla com André Lima caiu de rendimento por precisar sair mais da área.

André Lima:  6

Marcou o gol da vitória. Não conseguiu segurar a bola no ataque quando a equipe estava em vantagem.

Rondinelly:  6

Foi importante puxando os ataques em saídas de bola da defesa. Merece seguir ganhando chances na equipe.

Vilson: 5

Entrou muito “acelerado”. Cometeu faltas em exesso e não deu a mesma segurança ao setor defensivo de seus últimos jogos.

Vanderlei Luxemburgo: 6

Fez a substituição que originou o gol da equipe. Seu time está muito bem treinado e com padrão de jogo que não muda quando precisa alterar jogadores.