As pessoas querem jogar a dinheiro, no Brasil.
Querem muito.
Veja o Carlinhos Cachoeira.
Ele circulava pelos intestinos do mando da República, ele sabia tudo o que ia acontecer de importante no país, ele demitia ministros.
O que ele é? Operador de jogo ilegal.
Dono de máquinas caça- níqueis.
Não faz muito, noticiou- se acerca de um bingo que foi fechado dezenas de vezes pela polícia, e dezenas de vezes reabriu.
O que mostra o poder de Carlinhos Cachoeira e a renitência do bingo proibido? Que as pessoas QUEREM JOGAR A DINHEIRO.
Por que não podem? Porque o Estado brasileiro não permite.
Por que o Estado brasileiro não permite? Porque para ele, Estado, o jogo faz mal às pessoas.
Trata- se de uma intromissão do Estado em um âmbito individual.
Eu tenho a liberdade de decidir o que fazer comigo mesmo e com meu dinheiro.
Outros Estados liberam o jogo; o brasileiro, não.
O Estado brasileiro libera o cigarro e a bebida.
O que acarreta mal maior às pessoas? Por que o Estado deixa que meus pulmões apodreçam com fumaça envenenada, mas não deixa que eu dissipe meus reais numa sórdida mesa de pôquer? Eu, se fosse o Estado, sabe o que eu proibiria? Moderação em excesso.
Essas pessoas que não bebem, que não fumam, que não usam droga alguma, que não jogam, que não dirigem acima dos 60 por hora, que são monogâmicas, que não falam mal de ninguém, que não furam fila, que não usam sacolas plásticas, que economizam água e que reciclam o lixo, essas pessoas são contidas demais.
Vão morrer de coração e, se não morrerem, se viverem até depois dos cem, vão olhar para trás e se arrepender de não ter se arrependido de errar, de não ter arriscado, de não ter dormido tarde, de não ter se repimpado com aquela loira do sétimo andar.
Vão ver que as vidas delas foram sem graça, porque elas não cederam a nenhuma tentação, mas também não descobriram a cura do câncer, nem pintaram um jardim de Monet, nem identificaram o inconsciente, nem escreveram Crime e Castigo.
Eu, se fosse o Estado, obrigaria as pessoas a cometer pelo menos um desatino por quinzena.
Por quê? Porque eu acho que cautela demais faz mal.
Afinal, o Estado brasileiro é um intrometido.
Pretende até regular as relações internas dos moradores dos condomínios residenciais, imagine.
Mas não vai adiantar.
Mesmo com a encheção de saco do Estado, as pessoas vão continuar praticando certas contravenções que, no entender delas, não fazem mal a ninguém, exceto a elas mesmas.
Elas vão continuar acreditando que têm capacidade para decidir o que é bom ou ruim para elas, e vão continuar querendo cometer seus erros e seus excessos em paz.
Mas, como alguns erros e excessos são ilegais, a ilegalidade vai se converter em financiamento de quadrilhas, em armas para traficantes e verba para a corrupção.
Fossem erros e excessos legais, se transformariam em impostos; como são ilegais, se transformam em crime.
Graças ao vigilante Estado brasileiro.
* Texto publicado na Zero Hora desta sexta-feira, 01/06/2012





Sobre Cachoeira e Delta, o comentário que corre no Rio de Janeiro, é que a Delta tem como proprietário oculto, o filho do Lulo.
Parabéns pelo lúcido texto David!
E ainda chamam isso de Democracia... se fosse mesmo, teriamos o DIREITO de voto, e não o DEVER de.
É por isso tudo que sou anarquista.... graças a Deus!
Este texto é maravilhoso David!!! É o que pensamos e não dizemos, é uma ode aos caretas e ao governo, que se diz de todos, que nos impõe uma ditadura validada nas urnas!!!
Cara,
Com sinceridade, na minha humilde opinião: te muda pro Rio, sério.
O teu parágrafo que começa com "essas pessoas que não bebem..." foi uma das coisas mais cariocas e idiotas que eu li na minha vida.
Ele é o resumo do pq o Brasil é um país com crises institucionais tão fortes, por ser "bonito/admirável" o sujeito ser malandro, ou desordeiro, ou egoísta.
Eu sequer sou uma dessas pessoas, pois bebo, me entupo de carne vermelha e não tenho paciência para driblar as sacolas plásticas, entretanto, te digo que elas geralmente praticam esportes, fazem turismo de aventura e tem uma vida tão ou mais emocionante que a minha.
E certamente mais emocionante do que a vida de quem curte ir para um boteco beber todas e fumar, e cujas variações disso são mesa de pôquer e prostíbulo, e um invariável passeio bêbado de volta para casa.
Sou ferrenho defensor que as pessoas tenham a liberdade de escolha, mas sempre que houver elucidação!
Num estado onde 60% da população é ignorante, dar as escolhas a eles é como dar a crianças, e se não damos escolhas a crianças, não há sentido nenhum em liberar geral o jogo.
E o exemplo de países que permitem o jogo é positivo: que seja liberado no Piauí, onde precisam de dinheiro, e no Rio, lugar sem solução, onde tuas idéias certamente seriam populares.
Lamentável, mas ainda assim melhor que o Sant'Anna, que para ficar só nos 3 piores momentos, lavou os pés da Piovani ao vivo, achou absurdo ser multado por excesso de velocidade e defendeu ferrenhamente que o Grêmio tinha que entregar para o Flamengo, numa opinião imoral e antidesportiva.
Exatamente como eu penso. Parabéns pelo teu modo de encarar e combater
essa hipocrisia!
Que ferrenho manifesto anarquista hein? Também me canso e chateio com o Estado que cria leis a rodo, sem que as anteriores tenham sido cumpridas. Leis em grande escala não é sinônimo de sociedade evoluída e vida melhor. Mas vale lembrar que o Brasil é muito diverso, estremamente estratificado; e a média não é das melhores. Enquanto no RS os agricultores familiares não podem vender um Kg de mel para um vizinho, no Pará o sangue de carne bovina corre pela rua enquanto a carne está a pleno sol numa banca imunda. E tudo no centro das cidades, na frente das "autoridades" de um país que tem, de norte a sul, as mesmas leis. Pode? Com que moral o Estado quer que as leis sejam respeitadas?
David, este tipo de pensamento egoista que faz do Brasil um país pobre culturalmente, tu gostaria de ver o teu filho podre de bebado, que tua filha seja a vizinha? NÃO pois tu é egoista, com o dos outros é refresco não é.
o estado tem que intervir SIM.
Uma palavra só sobre esse texto:
GENIAL.
Perguntei pra minha mulher e ela concorda com quase tudo.
Da monogamia ela gosta e não abre mão.
E eu assino o texto.
Bruno você deve ser colorado ou tapado, tudo bem dá no mesmo, não entendeu nada do texto. Ele apenas é contra a hipocresia na qual vivemos, políticos podem tudo pois eles é que comandam com a nossa aquiecência e pessoas que nem você que aceitam tudo sem questionar é que afundam este pais. Leia de novo você ainda tem chance de deixar outro comentário. Acredito que as pessoas lúcidas que leram este texto entenderam a mensagem, não sejamos desonestos mas também não sejamos hipócritas tipo os políticos que possamos viver nossas vidas e decidir o que é certo ou errado e que nisso possamos basear nossas escolhas, quer fumar cigarro mentolado fume, há as crianças são levadas ao fumo mas não pelo cigarro ser mentolado mas sim por falta de pais mais atuantes nas suas vidas, não podemos escolher andar sem capacete, andar de carro sem cinto de segurança, enfim não podemos escolher o que é melhor o que é o certo para nós, pois tudo nos é escolhido e imposto guela a baixo e na goela dos polítos nada entra nem em seus traseiros, porém eles é que colocam no nosso direto e sem cerimônia e nós passivos aceitamos tudo porque muitos de nós somos pessoas que nem você e não questionamos nada não lutamos para ter a liberdade de escolha que nos foi dada por Deus e nos tirada pelos homens, reflita e leia novamente o texto, seja menos colorado te enfiaram na cabeça esta estória de campeão de tudo e você atrafiou o cérebro, leia de novo e reflita é só o que eu te digo.
Boa matéria , que alguns preferem distorcer.
O estado quando não oferece àquilo de maior que está na Constituíção ; ou seja : Saúde , Segurança e Educação , Ele é falho.
Caso queira pegar o meu salário de R$ 640,00 reais , entrar em uma lotérica apostando nos jogos do Estado , isso me é permitido ,com o argumento pífio de que determinado percentual é direcionado para fins sociais, educacionais e projetos do governo.Pura balela!
Quer dizer o seguinte: nas lotéricas do governo posso gastar todo o dinheiro que tiver , mas nàquilo que estado entende ser ilegal não posso.Por quê não se o dinheiro me pertence? -Qual adiferença entre entregar meu dinheiro para o estado e esse outro mercado? A tributação ,pois os cofres não arrecadam .
Mas quando os cofres arrecadam e não tranformam essa arrecadação em benefício prá sociedade , onde ele fica?
O dinheiro´sendo meu , faço com ele o que bem quero.
Não sei o que tem de diferente no RJ e no PIAUÍ , o Bruno deve saber ,poIs te convida a mudar prá lá.
O estado interfere demais e oferece demenos( ops!!)
Quer dizer então , que uma população de 60% analfabeto tem é que levar chumbo?segundo tua base de informação.
Te acorda Bruno!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Se o Paulo Sántana é parâmetro para alguma anologia séria , aí sim , estamos lascado!
Marco Teixeira
Essa tua insanidade faz um mal danado. Um tremendo mal, sim, para os que, no poder (direto e indireto)de Estado, moderam tudo em favor de si próprios, como o que vemos com cada vez mais volúpia país afora. Que essa tua insanidade contagie os amorfos.
David. Parabéns. É isso mesmo. A corrupção existe em todos os segmentos da sociedade. Desde o simples gari, até o mais alto posto de um País. Isso é fato comprovado. Onde mais acontecem escândalos, até por ser mais visado no País, é justamente entre os políticos. Então, esses que querem bancar de moralistas, e dizer que o jogo é feio, que destrói famílias, que vicia, etc..., não têm a mínima moral para poder falar. Nossa saúde, educação e segurança estão um caos. Eu proponho o seguinte. LIBERAÇÃO IMEDIATA DO JOGO NO PAÍS. Isso inclui BINGOS, MÁQUINAS e JOGO DO BICHO. Nunca vão deixar de existir, então, vamos criar uma lei, e assim, gerar impostos que seriam destinados para essas áreas que citei. É simples: cria-se uma conta para cada área. O percentual destinado a cada uma, referente ao jogo, iria direto para cada uma dessas contas, sendo posteriormente devidamente empregado em cada setor. Vou citar um fato verídico: sou natural de Pedro Osório. Meus padrinhos moravam em Pelotas. Em certas épocas do ano vivíamos lá. SEMPRE na casa deles, existia uma roda de carta a dinheiro. Resumindo. Todos eles, incluindo quase todos os meus primos, eram viciados em jogo. Pergunto: Naquela época existiam BINGOS, que viciam as pessoas como alguns entendidos apregoam? NÃO. Em letras maiúsculas para esses entendidos compreenderem. Minha conclusão. NÃO É NECESSÁRIO TER UM BINGO ABERTO PARA AS PESSOAS JOGAREM E SEREM VICIADAS. BASTA ELAS QUEREREM. Chega dessa perseguição ridícula aos bingos, máquinas e jogo do bicho. No caso dos BINGOS e MÁQUINAS, quando liberados, gerarão 500.000 empregos no País. Serão impostos sobre os funcionários, sobre os bingos, sobre as máquinas, além de tudo o que gira em função das operadoras(exemplos: aluguel de veículos, combustível para os veículos, cartão combustível para os veículos, serviços de borracharia, mecânica, troca de óleo, plano de saúde, ticket refeição, hotéis para os técnicos que viajam, pedágios, materiais para os equipamentos, etc...). Isso é apenas um exemplo. Tudo isso são terceiros, que fornecem serviços para os bingos e as operadoras dos equipamentos. Ou seja, além dos 500.000 empregos(aproximadamente), que geraria, teria todo um rol de empresas terceiras que seriam beneficiadas. Seriam inúmeras. Então me diga: Seria interessante ou não? Minha proposta é simples: Criar um sistema Nacional via internet, onde nas portarias dos bingos, qualquer pessoa que quiser jogar, primeiro faria um cadastro, inclusive com comprovante de renda. O próprio sistema daria o limite mensal que a pessoa poderia gastar com jogo no mês, sendo que não poderia jogar mais do que o limite. Quando recebesse premiações, automaticamente entraria no sistema, possibilitando assim, a pessoa aumentar seu limite. A pessoa receberia um cartão magnético(tipo cartão de crédito), que conteria todos os dados do jogador. Para tudo dentro do bingo, seria necessário usar o cartão(as atendentes teriam um equipamento semelhante aos dos cartões de crédito, com acesso a internet, para que as informações entrem automaticamente no sistema). Então, no momento que a pessoa estourasse o seu limite, não adiantaria ir a outro bingo em qualquer lugar do País que fosse, pois não teria limite para jogar, e, não poderiam passar da porta dos bingos sem limite. Sendo assim, os chamados "jogadores compulsivos" que alguns entendidos dizem que existem por causa dos bingos, não poderiam gastar todas as suas economias. Hoje, eles existem justamente por não termos uma lei decente no País. Se utilizassem esse meu sistema, acabaríamos, ao menos em partes com esse problema. Para concluir, quero dizer que: Os BINGOS e as MÁQUINAS, não são vilões. Os verdadeiros VILÕES são nossos POLÍTICOS, que ainda não regulamentaram o setor, deixando chegar a esse estado de CAOS TOTAL no setor, onde hoje, todo tipo de pessoa pode atuar. Os verdadeiros empresários do setor querem logo a regulamentação, para poderem trabalhar em paz, e gerar milhares de empregos e divisas para o País. Poderia até falar mais, mas só quero dizer o seguinte: LIBERAÇÃO DO JOGO NO PAÍS JÁ. Afinal vivemos numa DEMOCRACIA ou não. Quero o meu direito de ir e vir em sua plenitude. Assim, poderíamos ter nossa valorosa POLÍCIA correndo atrás de BANDIDOS DE VERDADE, não perseguindo os trabalhadores dos bingos e os PERIGOSOS VELHINHOS que vão jogar, além dos outros apostadores em geral.
David. Só mais um comentário: Porque ir jogar nos CASSINOS URUGUAIOS pode e é bonito como falam? Enquanto que aqui no Brasil é feio? Os super sabidos e entendidos não estão vendo que o dinheiro de impostos que poderia vir para nosso País, que poderia estar sendo aplicado em melhorias NO NOSSO PAÍS, acaba indo para o País vizinho? ESSA É A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR. O que você acha David? Não seria melhor ter o setor liberado no Brasil e gerar milhões ou bilhões em impostos para as áreas que todos sabemos que tanto necessitam? Leiam meu outro comentário e decidam vocês mesmos caros leitores. Vocês, tenho certeza, são mais inteligentes que os POLÍTICOS BRASILEIROS.
Nunca vi um texto tão cheio de FALÁCIAS.
Ainda mais quando entra no tema "Essas pessoas que não bebem, que não fumam, que não usam droga alguma, que não jogam, que não dirigem acima dos 60 por hora, que são monogâmicas, que não falam mal de ninguém, que não furam fila, que não usam sacolas plásticas, que economizam água e que reciclam o lixo, essas pessoas são contidas demais."
Quais?
Falsa dicotomia
Descreve uma situação como se fosse um dilema, afirmando que há apenas duas opções mutuamente excludentes das quais apenas uma pode ser escolhida, quando na verdade há outras opções não consideradas pelo argumentador. Em alguns casos, as opções falsamente dicotômicas podem na verdade ser consideradas ao mesmo tempo.
Falsa analogia
Compara duas situações ou seres que, na prática, não podem ser comparados no aspecto dado na afirmação.
Non sequitur
Afirma uma ideia logicamente incoerente cuja conclusão simplesmente não segue a premissa. Essa falácia pode vir em afirmações claramente confusas por parte ou pode vir furtivamente num parágrafo inteiro, aparentando ter coerência.
Falácia “Olha o avião” ou fuga do tema
Responde ao argumento dado introduzindo um assunto sem qualquer relação com ele. Não refuta o que está sendo defendido e ainda pode inviabilizar a continuidade da discussão se o argumentador permitir a si mesmo discutir o novo tema introduzido e deixar de lado o tema original da dialética.
E a PIOR DE TODAS:
Redução ao radical
Descarta qualquer ideologia, mesmo que seja dotada de coerência e não ameace nem viole direitos, apenas por ela ser considerada radical em comparação às ideologias e padrões dominantes. Hoje em dia os Direitos Animais, o vegetarianismo estrito e o veganismo são preteridos por muitas pessoas porque elas os consideram radicais “demais”.
Simples, um texto precisa ter muito mais conteúdo para dar argumentação ao que se sustenta. Coisa que tu, Davi, não fizeste em NENHUM parágrafo.
Tu escreve, "As pessoas querem jogar a dinheiro, no Brasil".
Apelo a multidão, nem todos querem, e mesmo que TODOS quiséssem, isso não significa que seja ou deva ser aceito, porque deve dizer o porque, e não porque todos querem.
"O que mostra o poder de Carlinhos Cachoeira e a renitência do bingo proibido? Que as pessoas QUEREM JOGAR A DINHEIRO. "
Como confundir tudo com conclusões absurdas: a falta de entendimento dessas pessoas ou dá vontade em jogar de algumas pessoas, não justificam o fato da existência do "poder" dele, muito pelo contrário, o crime existe por diversos fatores, entre eles o suborno, corrupção, falta de educação e não simplesmente que "querem jogar", é uma conclusão absurda e um tanto infantil
"Por que o Estado brasileiro não permite? Porque para ele, Estado, o jogo faz mal às pessoas. Trata- se de uma intromissão do Estado em um âmbito individual."
Não se trata apenas de uma "pare ele faz mal", pois tu nega todo os casos REAIS de pessoas que tiveram GRAVES PROBLEMAS, e não estou deixando a entender, estou dando exemplos reais de que a liberdade sem consequência é um grave problema com consquências reais, portanto, um fato.
"Outros Estados liberam o jogo; o brasileiro, não. "
Em 1800 havia países que aboliram a escravatura, se o não tivessem feito, o Brasil não teria que fazer também? ou o contrário seria verdadeiro?
Mais uma vez repito, deve-se dizer o PORQUE algo é certo e não é certo porque fulano fez.
Sério, foram tantas falácias que eu desisto de escrever todas. Na boa, repense no que escreve e dê argumentos coerentes para chegar a tal conclusão.
Redução ao radical
Descarta qualquer ideologia, mesmo que seja dotada de coerência e não ameace nem viole direitos, apenas por ela ser considerada radical em comparação às ideologias e padrões dominantes.
Para terminar, aqui a pior de todas, e vou explicar. Dizer que quem não usa drogas, não usa sacolas plásticas (etc) são "contidas demais e infelizes", foi a única forma que achou para criticar essas pessoas usando uma FALÁCIA, pois tu não entrou na questão PRINCIPAL que são as IDÉIAS, os conceitos, o PORQUE.
Como sabia que não tinha como defender a tua "tese", reduziu tudo em apenas "pessoas infelizes" e jogou no lixo qualquer argumento.
Pessoas infelizes? Conheço pessoas infelizes que trabalham na RBS, na TV COM, que dirigem grandes empresas. Isso diz o que? Nada.
Agora se me disser o porque, poderia debater contigo.
Dizem mesmo, falam por ai que o que corre no rio (não apenas em janeiro) é a água suja da calúnia, fétida, a lama dos que chafurdam contentes se achando espertos.
Roger, pode dizer LULA mesmo. Essa corja do PT de santos não tem nada.
Quanta irresponsabilidade sr. David Coimbra!
Se tu não tens conhecimento de causa, não se manifeste.
Tenho mãe e um irmão viciados em jogo e sei muito bem o tamanho do mal que é. É um vício que destrói muito rapidamente as famílias, pois dá aos exploradores todo o patrimônio conquistado a duras penas pela família. Não há limites como há para as drogas, que possuem restrição dentro do que a saúde da pessoa aguenta. Bem ou mal tem esse limite físico, já o jogo não. Gera roubos e dívidas impagáveis e a família perde o próprio sustento.
Que tal legalizarmos todos os vícios possíveis? Ou a venda de órgãos para transplante, já que defendes a total liberdade da natureza animal do homem. Vamos ver até onde a sociedade vai. Quero ver a tua opinião quando o problema já estiver no teu quintal!
Como liberal convicto, abomino o excesso de intromissão do Estado na vida comum.
No entanto, levando-se em consideração o ainda lamentável estágio civilizatório brasileiro, o monstrengo estatal precisa intervir nas mais simples questões.
A lei nos obriga a votar em todas as eleição, fato por si só abjeto. Não se questiona em contrário e temos de votar nos mesmos asnos de antes, muitos até já condenados pela Justiça.
Há uma hipocrisia terrível quanto ao jogo. O Estado explora com despudor centenas de jogos de azar, enganando o povo com promessas irreais de enriquecimento da noite para o dia.
Joga-se de tudo neste país. Cada loja lotérica está apinhada de gente e recebe frequentes visitas de marginais. Bingos, cassinos e o jogo do bicho são proibidos. Mas o Estado, o monstrengo estatal, pode explorar o que quiser e proibir, por exemplo, o fumo em cada parte. Proíbe-se o fumo, mas não a produção e o comércio de cigarros.
E a cachaça?
Esta, meus amigos, é a pior coisa do Brasil.
Nada se equivale ao estrago e aos prejuízos, acumulados e espalhados, pela maldita cachaça. Não há o menor controle sobre ela no país.
Sobre a cachaça, sim, deveria haver uma atitude exemplar do monstrengo estatal.
Mas o monstro que nos engole a cada dia é deveras poderoso e um caso raro: jamais morrerá de cirrose!
É isso aí, David. E o pior: as pessoas fazem isso tudo, mas reina a hipocrisia, querem controlar os outros, o vício dos outros é que é sempre imperdoável. E os governantes, então, querem controlar tudo e todos, e são os piores.
É isso aí. Apoiado. O que o Brasil menos precisa é desses bundões do politicamente correto. Esses ratos reguladores do comportamento e convívio social. Fiscalizadores da opinião alheia.
Não se pode fazer nada. Não se pode chamar negro de negro, gordo de gordo e gay de gay. Não se pode beber, fumar, jogar.
O Governo é que cria, se atrapalha e morre na própria burocracia e política de querer defender tudo e a todos como todos fossem coitados e ignorantes.
Não consegue nem administrar o bem público, como acha que vai saber administrar e regular o pensamento e comportamento das pessoas?
Enquanto o Brasil for o país campeão da burocracia, das leis inúteis, da defesa de minorias, não existe salvação.
Menos intervencionismo, menos aparelhamento do estado.
Seria interessante um levantamento mostrando em quais paises o jogo eh proibido.
Do meu conhecimento, apenas o Brasil, mas deve existir alguns outros em que tambem seja, os arabes, por exemplo.
Caro David,
Me surpreendeu negativamente que tenha defensores tão ferrenhos.
Achei teu texto uma ode ao egoísmo.
Ás pessoas que leram minha crítica e claramente não entenderam, eu esclareço três pontos nos quais julgo ter sido injustiçado:
Ricardo, eu sou Gremista, sócio e VOU aos jogos, mas isso é completamente diferente de ser radical ou imoral, pois o episódio da entrega foi IMORAL. Quem justifica isso só pode mesmo gostar do texto que critica as pessoas que não furam fila.
Marco, não mandei o David morar no Piauí, mas sim, sugeri que ele fosse para o RJ, onde as pessoas gostam tanto de furar fila, seguindo a boa lógica dos políticos a quem tu e o Ricardo julgam que o tal texto se dirige... E disse que o jogo deveria ser liberado no Piauí para ajudar na economia do único estado nordestino SEM praia. Em vários países o jogo é liberado em regiões mais pobres para fomentar a economia.
Por fim Marcos, eu de forma alguma disse que o povo tem que levar chumbo, mas sim que o estado não deve dar chance para que pessoas ricas, esclarecidas e imorais possam explorar o comércio do jogo e da dependência química de uma população pouco esclarecida, a qual o estado não garante saúde e educação. Entendeu agora?
Senão eu desenho. Quem mais ganha com as drogas e o jogo é quem o explora. Regularizar para controlar, com impostos, políticas para esclarecer a população e controle de abusos é sempre positivo, é onde hoje estamos com o cigarro. Mas simplesmente liberar, é entregar covardemente a população pouco esclarecida nas mãos de pessoas imorais.
Direito de escolha só vale com informação.
50 anos atrás julgava-se que o cigarro fazia bem a saúde...
O jogo pode ser um problema sério e pesado em pessoas compulsivas.
Temos que ter muito cuidado com onde acaba a liberdade individual e onde começam os interesses de manipular e explorar a população.
Mas retiro meu convite ao David. Pelo jeito tem muita gente em Porto Alegre que gosta de furar fila e mexer com a esposa alheia. Boa sorte com suas escolhas.
Realmente a insanidade do texto moveu os amorfos, em uma espécie de filosofia "cogito, ergo sum", para os dois lados da balança, do ético (idealista) ao cético (realista), do moralista ao flautista. Isto que chamo de provocar o caos mental individual, numa espécie de cognição reativa pós período de dormência no comodismo de apenas estar sem pensar. Nietzsch tinha razão: "... aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música" !
Parabéns pelo texto, isso monstra que o senhor é um jornalista "antenado" e não é hipócrita!
David,
sou um adepto dessa tua linha de raciocínio!
Para reforçar tuas teses aconselho (que atrevimento!) a leitura das obras de Ronald Dworkn. Principalmente o livro "Uma leitura moral da Constituição".
A argumentação dele é bastante sedutora.
Existem alguns elementos jurídicos, mas as principais linhas do raciocínio desse autor são eminentemente filosóficas.
Forte abraço.
Fábio B. (Advogado em Brasília - natural de São gabriel, Terra dos Marechais)
Respondendo ao Gustavo: Na América Latina, somente o Brasil, a Bolívia(se não me engano), uma das Guianas, e, pasmem: CUBA. Ou seja, estamos equiparados com CUBA. Que País é esse, que se equivale a CUBA(cujo regime todos conhecem muito bem)? Quanto ao sr. Rodrigo que diz que tem mãe e irmão viciados, peço que leia meu texto anterior. Postei 2 anteriores a esse. E, tente entender que não é por causa dos bingos que existem os viciados(o vício no jogo sempre existiu, e sempre existirá), mas sim porque, graças a nossos políticos que não regulamentam o setor. Analisa a minha idéia ali exposta, e usa a cabeça para raciocinar, que, com o setor devidamente regulamentado, poderiamos acabar com os viciados no jogo, ou, ao menos amenizar bastante isso. Se não houverem os bingos, as pessoas irão jogar em outros locais, tais como carteados, jogo do osso, turfe(esse sim, que pode ser facilmente manipulado, pois dependendo do volume de apostas em um determinado cavalo, eles combinam para que outros vençam, pois gira muita grana em torno disso), etc... Quanto aos que estão querendo fazer um greNAL desse assunto, só lamento dizer, que vocês tem uma cabecinha muito fraca. Esse assunto passa muito longe de INTER e grêmio. É algo muito mais profundo. Só quero dizer que regulamentando o setor, haveria controle sobre bingos, sobre apostadores, sobre proprietários dos estabelecimentos, e, isso geraria bilhões anualmente em impostos que poderiam ser aplicados em setores fundamentais do Brasil, como SAÚDE(cada vez mais calamitosa), EDUCAÇÃO(que está cada vez mais em falta no nosso País) e SEGURANÇA(que está terrível, pois parece que hoje em dia eles vivem somente perseguindo os bingos e máquinas, ao invés de correrem atrás dos bandidos de verdade). Então senhores, mão na consciência, e não vamos falar bobagens sem ter conhecimento de causa. REGULAMENTAÇÃO JÁ DOS BINGOS, MÁQUINAS E JOGO DO BICHO NO BRASIL.
O Sr. ALAN, no intuito de demonstrar todo seu "conhecimento", e, tendo acordado com o "cano da bota virado", resolveu discorrer, discorrer, discorrer..."
Amigão, te falta interpretação. Te aprofundou demais no teu dia ruim, pra desabafar aqui, sendo que não precisava ir tão longe.
O texto é simples, olhe mais de cima e perceberás...tenho certeza. Foi longe demais no teu rodeio. Poderia ter poupado energia.
Sério.
David, David, cada vez mais equivocado, mas um equivocado convicto.
Essa história de jogo ou drogas liberadas virarem imposto é de uma bobagem.
Se legalizar e cobrar imposto, vai ter de por no MÍNIMO uma carga tão grande quanto o cigarro.
O que acontecerá ? Vamos ter o mercado paralelo. Os cachoeiras da vida então vão poder esconder melhor o lado ilícito, dentro de uma casa legal, com sonegação e afins.
Também sou a favor do jogo legalizado (drogas não), mas esse raciocínio é simplista e errado.
Aos anti-esquerdistas militantes como o Roger e João:
O radicalismo de vocês só é prejudicial ao país, não param pra fazer uma crítica séria, e enganam as pessoas. Se fossem preocupados de verdade com corrupção, iriam falar do que a Veja faz, do Serra que agora vai entrar de careca na CPI por ter desviado dinheiro.
Essa direita manipuladora não vai escapar pra sempre .
Davi, não te entrega. Quando essa juventude intolerante chegar ao poder, vai ser muito pior. Dá até medo. Ai de quem discordar deles!
Alan: também li o mesmo livro que tu, ou livros, um em especial. Relaxa, isso é só uma crônica!
De tudo isso, fico com o Guardador de Rebanhos:
"Todo o mal do mundo vem de nos importarmos uns com os outros,
Quer para fazer bem, quer para fazer mal"
Este blog é um exemplo de democracia, opniões diferentes deveriam se complementar, serem discutidas e não impostas por pessoas ignorantes que nem se quer estudam sobre o assunto. Os politicos legislão em beneficio próprio, não tem escrupulos para a corrupção, se é que existe escrupulos para isso. Tanto faz ele roubar da merenda escolar, como de superfaturar medicamentos e ambulâncias como de obras publicas. Para mim infelizmente o governo não tem capacidade de administrar a legalização dos jogos, por isso não o faz. O Brasil ainda é regido pela "lei do Gerson" e continuará sendo até que alguém seja punido de forma exemplar, quando ex-presidentes, ex-ministros, ex-políticos sejam responsabilizados e obrigados a prestar esclarecimentos e a devolverem o que foi roubado, sendo punidos até com cadeia. Alguém sabe me falar sobre algum Ex-ministro que foi exonerado por corrupção e que teve que devolver o dinheiro ou foi preso? Para uma pessoa ser funcionária pública precisa estudar e passar num concurso e para ser político basta apenas ter um padrinho com dinheiro. Isso precisa mudar.
VERDADES SOBRE A NÃO LEGALIZAÇÃO DOS BINGOS
O COMENTARISTA POLÍTICO DA REDE RECORD, HELDER CALDEIRA, COLOCA O DEDO NA FERIDA E REVELA AS VERDADES SOBRE A NÃO LEGALIZAÇÃO DOS BINGOS E CASSINOS NO BRASIL.
abaixo link para assistir ao vídeo
http://webtv.sindicatoseth.com.br/?pagina=&video=394
NA MINHA OPNIÃO A MELHOR ABORDAGEM JÁ FEITA SOBRE O ASSUNTO.
PARABÉNS SR.HELDER CALDEIRA
fontes: R7 // sindicatoseth // bingos2011.blogspot.com.br
Grande verdade o Brasil é o pai da hipocrisia, o jogo aqui só nao é legalizado pois existe uma industria da corrupcao que se beneficia da ilegalidade!!! Parabens pelo texto perfeito !!!
Que engraçado né... quer dizer que todo mundo que discorda do David é pq não entendeu o texto dele??? Já me disseram isso algumas vezes neste blog e isso me entristece pra caramba. A real é que o pessoal não gosta de opinião contrária.
Aos que dizem que o texto é simples, digo que concordo: ele é simplesmente uma ode ao egoísmo e ao individualismo (como outros já disseram).
Resumido em uma frase: vamos deixar que cada um decida o que deseja fazer (ou melhor: que cada um escolha a contravenção que mais lhe agrade e pratique-a), e que ninguém se meta nessa decisão.
Às vezes, sinto uma vontade tremenda que um país assim sonhado se torne realidade.
De longe, eu quero ver os seus defensores vivendo - ou tentando viver - nele.
Mas bem de longe.
Tu é um gênio!
´david teu comentario sobre jogo se torna meio tolo pois a rede globo sempre combateu o jogo e agora querem oque, deixar esta ideia falsa de imparcialidade, acho que deveriam continuar mostrando a parcialidade que sempre foram. as noticias que sempre foram veiculadas de forma leve e sem base real. hipocrisia. agora estao a beira de criar um marco proibitivo que nao dara certo, com a aceitaçao do jogo pelo povo acima de 90% é obvio que sera uma lei a nao ser cumprida e mais escandalos virao. sou a favor da legalizacao, é so uma questao de tempo ou anos, mas nao importa a vitoria é certa, abraços