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O salário público dos servidores

13 de julho de 2012 167

Os servidores públicos, em geral, não são recepcionistas que ganham 24 mil por mês. Em geral, os servidores públicos recebem salários compatíveis com seus cargos ou menos do que isso, como a maioria da população brasileira. E, como a maioria da população brasileira, os servidores públicos levam seus filhos à escola, empurram carrinho no supermercado, compram remédio na farmácia, conversam com o vizinho e se irritam no trânsito. Os servidores públicos são idênticos à maioria da população brasileira, mas, com a lei que pretende divulgar- lhes os nomes e os salários, levarão uma vida diferente de todos, levarão uma vida igual ao seu trabalho: pública. Posso imaginar uma roda de mulheres num bar passando de mão macia para mão macia a lista dos salários de seus amigos, e quiçá pretendentes, que trabalham no serviço público.

– Prefiro sair com este, que ganha R$ 928,52 a mais do que esse outro. – Olha aqui esse chinelão: me convidou para beber um vinho na casa dele, mas só ganha R$ 950. Vai ver é vinho de garrafão.

Ou quem sabe a faxineira de um servidor, discutindo com ele:

– O senhor pode me dar mais 20 por faxina: o seu salário é R$ 3.269,88.

Ou o vizinho na reunião de condomínio:

– Uma vez que o seu salário é de 10.974, você pode aumentar a contribuição mensal, já que nós ganhamos muito menos.

A relação de nomes e salários também será muito útil para operadoras de telemarketing, vendedores e eventuais golpistas, mas ninguém se beneficiará mais do que os sequestradores que abundam debaixo dos semáforos das cidades. Eles poderão estabelecer com minúcias de centavos quanto pedir de resgate por algum familiar de um servidor público. Muito prático.

Eu aqui, eu já precisei de inúmeros servidores públicos, ao longo da vida: sempre estudei em escola pública, e, como qualquer cidadão, já tive de me socorrer da saúde pública, da Justiça, da polícia, dos bombeiros, de diversos prestadores de serviço. Pois quando esses funcionários estavam me atendendo, se porventura pensasse no salário deles, sabe do que eu gostaria? Que eles fossem muito bem remunerados. Que aquele professor, que aquele médico, que aquele escrevente, que aquele delegado, que aquele juiz, que aquele brigadiano ganhasse muito bem, que estivesse satisfeito com seu trabalho, a fim de me prestar assistência de qualidade, a melhor assistência possível.

A divulgação dos salários vinculados aos nomes dos funcionários talvez diminua distorções como a da recepcionista que ganha R$ 24 mil por mês. Mas talvez também afaste os bons do serviço público. Porque, se é verdade que o que é caro não é necessariamente bom, também é verdade que o bom vale mais. O serviço público, por atender a toda a população, tem de ser composto pelos melhores, e os melhores têm de ser bem remunerados. Com merecimento, sim. Com transparência, claro que sim. Não com constrangimento.

* Texto publicado na Zero Hora desta sexta-feira, 13/07/2012

Comentários (167)

  • GABRIEL MULLER diz: 13 de julho de 2012

    O nome funcionario publico ja diz,tudo tem 2 lados,a naos que ja se sabe quanto ganha um deputado,seus colaboradores e por ai vai e nunca aconteçeu nada com ninguem,agora so vai ficar expliçito para este tipo de vergonha,como é esta secretaria,ganhando muito mais do que um poliçial,professor e por ai vai,nao que ela nao tenha a sua importançia,mas sem esta informaçao publica dos salarios,estes tipod de absurdos sempre vao continuar a acontecer,agora se começar a ter ideia de transparençia e a cada vez que colocar em pratica,for colocar ,a pode acontecer isso e isso,ai nao se faz nada,deixa a farra aconteçer ai neste meio publico,tirando os meros assalariados e deixa roubar e ganhar gratificaçoes,enquanto professores e poliçias se matam pra tocar o pais e outras classes tb.

  • Marcelo Martins diz: 13 de julho de 2012

    Não há nada de genial nesse artigo. Mas ele parece genial. E parece genial simplesmente por fazer a constatação mais óbvia. Ele parece genial porque até agora só o que se viu nessa discussão sobre a divulgação dos salários foi ódio ao servidor público, ignorância, más intenções e desonestidade. Bem, talvez a lucidez nesse caso possa mesmo ser considerada genial. Parabéns, David.

  • jorge diz: 13 de julho de 2012

    principalmente quendo tu entra numa delegacia para fazer uma queixa e e tratado como bandido, com falta de educação e sempre lembrando que estas falando com uma otoridade, no posto de saúde e a mesma coisa tem um aviso bem grande

  • GABRIEL MULLER diz: 13 de julho de 2012

    E outra sao estes poucos ai,que sao secretarias,deputados ,senadores,que ganham gratificaçoes e coisas dali e daqui,que deixam muito a desejar em obras,como hospitais,escolas e em outras areas tb,a maioria deles todo mundo sabem como agem e sao poucos,mas que trazem um prejuizo enorme para a maioria do funçionalismo publico,entao nada mais digno para a populaçao ter transparençia,mas neste pais tudo que é contra os grandes nao vai pra frente,ai tem desculpas dali e daqui,inclusive a imprensa tenta achar alguma coisa para favoreçer estes pilantras do congresso e suas secretarias com salarios vergonhosos,qualquer um que queira saber salario de alguem ,vai querer saber dos peixe grande e nao dos pequenos,destes ja sabemos….

  • Daniel Foscarini diz: 13 de julho de 2012

    Qual a sugestão para ser transparente sem divulgar os salários, nesse caso?

  • José Colorado diz: 13 de julho de 2012

    David, de fato a grande maioria dos servidores públicos ganha menos do que deveria ganhar. Infelizmente, alguns ganham muito sem merecer tal salário. O que precisa é corrigir as distorções, para que os melhores não olhem os salários dos incompetentes, e que ganham muito, e fiquem revoltados e descarreguem na população que necessita dos seus serviços.

  • Sensato diz: 13 de julho de 2012

    PERFEITO, David.
    Teu texto está excelente.
    Essa divulgação é pura demagogia. Beijos para a torcida.
    Carrinhos vãos, destinados a bolas que visivelmente vão sair.
    Hipocrisia.
    Mas o teu jornal tá adorando. Vende mais.

  • Glaucio Missioneiro diz: 13 de julho de 2012

    O correto seria divulgar apenas salários de parlamentares e de cargos em comissão (ou ccs, como prefiram), divulgar salários de servidores que foram aprovados em concursos públicos e lutaram, muitas vezes se privando de muitas coisas pra chegar lá é um absurdo.

  • Colorada diz: 13 de julho de 2012

    Bóo… Olha David… Tiro meu chapéu pelo teu texto. Sou servidora pública. Ganho pouco. Sou honesta, não me corrompo. Aliás, como a grande maioria dos servidores públicos… (me parece que as pessoas confudem cargo político com servidor público…) Sou uma pessoa comum que passou em um concurso público e leva uma vida normal. Será constrangedor para mim saber que qualquer um pode acessar um site e descobrir quanto eu ganho. Não pelo baixo salário, mas pelo simples fato de toda pessoa ter direito à intimidade. Não quero que a faxineira, o porteiro, o ex, a vizinha fofoqueira, enfim, que saibam qto eu ganho! Mas o pior disso tudo é que com essa bobagem de mostrar salários estão desviando o foco dessa lei, que é importante para a democracia do país.

  • EDUARDO DUTRA diz: 13 de julho de 2012

    Gênio!

  • Rodrigo diz: 13 de julho de 2012

    Se os servidores publicos sao mesmo “iguais” aos demais trabalhadores brasileiros, com o que nao concordo; entao, nao ha’ por que temer a divulgacao dos seus salarios, inclusive com os nomezinhos ao lado das cifras laboriais.

    Alias, justamente por serem servidores publicos, nada melhor que a transparencia que um Estado Brasileiro mais moderno exige parte deles mesmo, dos servidores publicos.

    Salutar medida esta que abre os “poroes” do funcionalismo publico brasileiro aos olhos de TODOS os brasileiros.

    E digo mais, precisamos tambem, AGORA, batalhar para que os impostos imbutidos nos produtos e servicos que compramos fiquem BEM `A MOSTRA e que a eventual nao divulgacao disto nao seja justificativa para encobrir falhas historicas do Estado Brasileiro.

  • Colorada diz: 13 de julho de 2012

    David, li que querem SUGESTÕES de transparência sem divulgação de salários… vai a IDEIA:

    Se Fulano quer saber o meu salário, que acesse determinado site, preencha um cadastro, em que deverá constar nome completo, email e CPF e aí sim, terá acesso ao meu salário. Então, eu receberei (pode ser pelo meu email funcional) um relatório do nome das pessoas que acessaram meus dados.

    Se é justo acessarem meu salário, que seja justo eu saber quem o fez.

    O que acha?

  • Gustavo – Fpolis diz: 13 de julho de 2012

    David,

    Essa lei é pura demagogia!!!
    Só serve pra quem tem tempo de ficar fuçando a vida dos outros e pra esses males que você bem enumerou!!
    Duvido muito que a recepcionista que recebe R$ 24 mil e trabalha só de manhã seja afetada!!
    Alguém vai dizer que é direito adquirido e que não há o que fazer!! Se pelo menos eles respeitassem o teto constitucional… Mas isso não é feito!! E aí pergunto: adianta divulgar nomes e salários???
    As informações públicas devem ser “públicas”!!! Os Órgãos que fiscalizam os salários deveriam perquerir à Assembléia o porque dessa distorção!!
    Mas você acha que alguém vai fazer alguma coisa???
    Pense bem se você gostaria que teu salário estivesse aberto a qualquer um que entrasse no site da RBS, isso é ridículo!!!
    Os órgãos da Administração precisam prestar contas dos contratos, de forma pormenorizada, pra que a sociedade possa fiscalizar. O que se desvia de dinheiro nessas licitações é um absurdo!!! O TCU e o TCE, órgãos políticos, não fiscalizam e não cuidam de nada!! Isso é fato!!!
    Quanto aos salários, bastava que se publicasse a matrícula de cada servidor, sem o nome, é claro, pra evitar essa invasão da vida das pessoas!!
    Mas a demagogia impera, e aí, como fato político, divulgam o salários dos professores das escolas públicas!! Coitados, tenho pena deles, escancarando pra todo mundo ver, a merreca que ganham por mês!!!
    Lei de acesso à informação, só no Brasil mesmo!! Demagogia!!
    Informações públicas devem ser “públicas”!! Qualquer cidadão tem direito de pedir informações aos órgãos da Administração, mas o que está sendo feito é mais uma das ações demagógicas do governo petista!!!

  • Daniel diz: 13 de julho de 2012

    Excelente texto, finalmente uma mente sensata no meio jornalístico falando desse assunto.

  • Felipe Brun diz: 13 de julho de 2012

    David, antigamente iria ler o blog e considerar veemente sua opinião, mas hoje em dia tudo o que escreve ou fala nas rádios, me parece descompromissado, sem interesse. O fato dos salários dos servidores públicos serem divulgados na internet, é minimo que se possa fazer, afinal quem paga esse salário somos nos. Sou bolsista de uma universidade federal, e presencio a vontade do servidor público no trabalho, inclusive escutei todo tipo de reclamação dos mesmos quando o ponto eletrônico, se tornou obrigatório neste ano, o que o governo atual esta fazendo na minha opinião é uma revolução, uma necessidade, o minimo, esta obrigando o servidor público a trabalhar nada mais. E francamente “Prefiro sair com este, que ganha R$ 928,52 a mais do que esse outro. – Olha aqui esse chinelão: me convidou para beber um vinho na casa dele, mas só ganha R$ 950. Vai ver é vinho de garrafão” . É um insulto machista de primeira, o que acontece com rotina no pretinho.

    Espero que volte ao normal e leve a sério o que escreve, pois ainda sim é um formador de opinião.

  • Fernando diz: 13 de julho de 2012

    Colorada, ótima ideia, quem dera tivesse alguém “lá em cima” pra colocá-la em prática. Já reduziria muito os abusos.

  • Paulo Cesar diz: 13 de julho de 2012

    Palavras perfeitas! É assim que estou me sentindo: constrangido. Não consigo entender até que ponto há o interesse público de se saber, nominalmente, o valor recebido por cada servidor.
    Para o controle das despesas públicas, bastaria relacionar, um por um, porém sem identificar, não??!! Acaso observada alguma discrepância, poder-se-ia, através do judiciário, quebrar o sigilo e apurar eventuais ilegalidades.
    É muito bom que alguém isento, fora dos quadros do serviço público, manifeste sua opinião sobre algo que sob a máscara da moralidade, na verdade trata-se do ponto de partida de “caça às bruxas”.
    Há alguns dias manifestei minha preocupação em relação à toda espécie de bandidos que podem se aproveitar dessa situação. Imagine só um bando de estelionatários com um lista nominal de velhinhas com “polpudas” pensões!!!!
    Deus queira que eu esteja enganado!!

  • Rodrigo Mércio diz: 13 de julho de 2012

    Parabéns pela lúcida coluna. Gostaria de lembra que já tivemos um “caçador de marajás” e deu no que deu. Hoje os servidores públicos estão sendo demonizados pelo governo federal e jogados contra a opinião pública. Nunca um único critério (divulgação do Salário) serviu para se fazer uma análise crítica de qualquer assunto. Como bem dissestes o caso da recepcionista é exceção e não regra. Sou servidor do judiciário Federal e estou há 6 anos sem reajuste e vejo esta tão propalada transparência como falso moralismo. A Dilma divulgou seu salário R$ 18 mil líquidos, mas isto não representa o custo da Presidenta para o Estado, se o objetivo é a “Transparência” aguardamos para saber o que é gasto em viagens, em moradia, em roupas e etc.Outro exemplo: servidor “x” é Auxiliar administrativo é ganha R$ 10.000,00. O que significa isso? A exigência para auxiliar administrativo é o 1ºgrau . Algum desavisado poderia pensar ” Absurdo, alguém com 1ºG ganhar este salário.” No entanto um servidor que tenha entrado com este estudo não necessariamente parou no tempo. Neste caso este servidor tem doutorado e pós doutorado, percebendo por isto os devidos adicionais de qualificação, acrescente isto 20 anos de serviços prestados e cargo de chefia na área de logística. Agora podemos fazer uma análise crítica: este servidor está perdendo dinheiro e é muito barato aos cofres públicos.

  • Sandra diz: 13 de julho de 2012

    Eu ia escrever um monte de coisas que estão engasgadas em mim com esta história toda, mas decidi apenas dizer: Parabéns pelo texto! Ele está formidável!

  • Miguel diz: 13 de julho de 2012

    Eu na próxima vida quero ser funcionário público ou trabalhar em sindicato.

  • Leandro diz: 13 de julho de 2012

    Davi, gosto de suas matérias porque são diferenciadas, algo que foge ao comum, ao cotidiano. E mais uma vez você surpreende indo à contra mão da publicidade midiática e ao encontro da sensatez e da verdade. Esses são os funcionários públicos de verdade. Tão importantes, tão dedicados (maioria) e tão achincalhados pela sociedade e pelo Estado.
    Parabéns pelo seu trabalho
    Leandro

  • Aline Porta diz: 13 de julho de 2012

    Discordo totalmente de vc.

    Não irár afastar .. quem procura “emprego publico” só quer duas coisas: estabilidade e dinheiro.

    Sou a favor de divulgar sim. Dinheiro publico é dinheiro do “povo”. é totalmente diferente de uma empresa privada.

    No setor privado nunca aconteceria de uma recepcionista ganhar 24 mil???

  • Antonio Medeiros diz: 13 de julho de 2012

    Nunca um comentário do David Coimbra foi tão apropriado! No funcionalismo público também tem os “primos ricos” e o “primo pobre”. Não se pode misturar os funcionários do Legislativo e Judiciário (primos ricos), com os funcionários do Executivo (primo pobre). Se o salários destes últimos forem publicados, morrerão de vergonha!

  • Marcio diz: 13 de julho de 2012

    Até que enfim uma mente pensante no Grupo RBS

  • Márcio diz: 13 de julho de 2012

    Até que enfim uma mente pensante na RBS. Os que querem saber os nomes são simplesmente bisbilhoteiros

  • Valdemir diz: 13 de julho de 2012

    Muito bom o texto. Entretanto, faltou dizer que trabalhar no serviço público é uma opção, entre tantas outras que fazemos em nossa vida. Optamos por fazer um concurso, e estudamos muito para isso. Ninguém pode ser tratado de forma diferente porque trabalha nesse setor. Está havendo uma completa distorção do texto constitucional, a transparência ali tratada diz respeito aos gastos públicos em geral, e o gasto com servidores deve fazer parte disso, mas não da forma como foi determinada, expondo os servidores (cidadãos iguais a qualquer outro). O STF, nos últimos tempos, tem sofrido muita pressão da opinião pública, principalmente através da mídia, talvez por isso tenha compactuado com essa decisão absurda e esquecido de outra parte importante de nossa Constituição, os direitos individuais garantidos no art. 5º.

  • cabeca colorado diz: 13 de julho de 2012

    Que vergonha essa materia !
    O salario desses servidores publicos sao pagos com nosso dinheiro , dinheiro de impostos recolhidos.
    Vc e so mais um brasileiro que da o tapa e esconde a mao!
    F.D.P.

  • alexandre diz: 13 de julho de 2012

    ´se quiser corrigir distorções, as autoridades dispõe de vários outros dispositivos eficazes. Basta vontade política.

  • luiz fernando diz: 13 de julho de 2012

    Perfeito, David! Se existem órgãos encarregados de fiscalizar as contas públicas (inclusive pagamento de salários) que o façam. Expor o funcionário desse jeito é brincar com a segurança do indivíduo. Prato cheio para os vigaristas.
    Isso me lembra os tempos do Collor. Todo mundo era “marajá”, mas o que se viu foi o servidor público humilhado e os crônicos e antigos problemas brasileiros sem solução.
    Quem é funcionário de carreira e concursado, em alguns casos, ganha bem porque exerce função de alta relevância. As distorções devem ser combatidas e reveladas pelos órgãos competentes. Parece que o sujeito que ganha bem virou sinônimo de bandido.
    Isso só vai servir para coisas ruins!

  • Machiavellirs diz: 13 de julho de 2012

    UM VIVA A TRANSPARÊNCIA!

    Um bom advogado, quanto ganha? Um bom cirurgião, quanto ganha? Um bom anestesista, quanto ganha? Aquele empresário que tem duas ou três lojas de franquias, quanto ganha?

    Ou seja, a gente pode indicar um monte de atividades laborais que remuneram de R$ 30.000,00 para cima. E todos nós sabemos onde encontrar o advogado, o cirurgião, o anestesista, o empresário e todo resto incluídos nesse segmento de ganhos. Lógico que em “todos nós” também estão incluídas as gostosas de olho no dinheiro deles e os bandidos, assaltantes, etc. etc., também de olho no dinheiro deles. No entanto, lá por causa disso, não se tem notícia de que essas pessoas de bem com as finanças sejam as pessoas escolhidas pelos indivíduos inescrupulosos para cometerem seus inescrúpulos, se é que posso chamar assim.

    Com o funcionário público é a mesma coisa: a população sabe quanto ganha um juiz, um promotor, um desembargador, um deputado, um vereador, um prefeito. Ora se a população sabe a remuneração desse pessoal, porque não saber a remuneração dos demais funcionários públicos?

    E a população tem que saber qual a remuneração do funcionário público para poder comparar e, quem sabe, ter condições de reclamar das injustiças e falcatruas verificadas no setor.

    Essa funcionária pública recepcionista que a Zero Hora flagrou gazeando o serviço e ganhando mais do que R$ 24.000,00 é ou não é uma injustiça para o bolso do contribuinte? Isso tem que terminar, não é verdade?

    Então, UM VIVA A TRANSPARÊNCIA!!!

  • Juarez Vieira diz: 13 de julho de 2012

    Sou servidor público e não vejo problema algum em ter meus vencimentos tornados públicos. Quem me paga é o povo, e como qualquer patrão, tem o direito de saber quanto cada um ganha. Quanto à segurança, a menos que os servidores públicos morem em um bairro distante, andem à pé, não andem com roupas caras, jóias, tablet´s, notebook´s, isso é balela. Ao morar em um bairro bom, ter uma boa casa, andar com um bom carro, se vestir com roupas “de marca”, obviamente damos sinais de quanto ganhamos.
    Eu penso que quem ganha a vida honestamente e faz por merecer seus vencimentos não deve ver problemas em ter seus salários divulgados.
    Alguns que pagam pensão alimentícia, certamente ficarão preocupados ao terem os seus vencimentos tornados públicos….

  • Rogério diz: 13 de julho de 2012

    PERFEITO!PARABENS DAVI.

  • Rogério Neto diz: 13 de julho de 2012

    Parabéns, David, perfeita a tua análise. Vivemos num país em que o Governo procura distrair a opinião pública com medidas espetaculosas, que não contribuem em nada para a nação. Política do pão e circo. Na verdade, os funcionários públicos mesmo ser muito bem remunerados e serem cobrados para prestar um serviço público de qualidade. Não merecem ver sua intimidade e vida privada expostas, como um “castigo” por prestarem o serviço público. O serviço é público, mas a intimidade das pessoas, não! Outra coisa: isso vai ser aprovado pelo STF, podem apostar! É que se trata de uma Corte política, e não jurisdicional. Lá estão temporariamente advogados, ex-ministros, e outros, que não tem carreira pública e estão ali apenas para ficar na vitrine por alguns poucos anos, para depois defenderem bicheiros (como no caso do Thomaz Bastos) por milhões, ou venderem pareceres jurídicos por verdadeiras fortunas. Não estão nem aí para o serviço público de um modo geral.

  • Leonardo diz: 13 de julho de 2012

    Davi, de minha parte (sou um dos devassáveis e me senti representado) agradeço o texto. Bom saber que ainda existem ilhas de bom senso em meio ao mar de mediocridade e falso moralismo que existe por aí, ocultando sentimentos e intenções nada recomendáveis. Parabéns pela coragem de se pronunciar dessa forma, mesmo correndo o risco de ser mal interpretado pela ampla maioria dos leitores e do próprio patrão. Meus sinceros cumprimentos.

  • Fábio diz: 13 de julho de 2012

    Parabéns, David! Mais uma vez pegaste “na veia.” É bom divulgar o salário quando não somos nós que o percebemos, não é?
    Continue assim, independente e falando de forma clara, sem metáforas, mas com exemplos pitorescos e romanceados, pois, dessa forma, todos entendem. Um abraço.

  • Marcia diz: 13 de julho de 2012

    Parabéns pela matéria!! fiquei imaginando a faxineira pedindo aumento e eu mostrando todos os boletos bancários justificando os meus gastos, imagina explicação pra todos os prestadores de serviços ???

  • Luiz Carlos diz: 13 de julho de 2012

    Parabéns pela lucidez do comentário. O último parágrafo é magistral e deveria levar os leitores a lembrar do discurso do PT antes de chegar ao poder. Claramente a presidente quer constranger os servidores.

  • Christian diz: 13 de julho de 2012

    Davi, de início quero expressar minha admiração por ti como pessoa e por teu trabalho, até no Pretinho tu manda uns comentários bacanas, de uma pessoa, no mínimo, de bom senso. Prosseguindo, digo que concordo com o teu ponto de vista neste texto e, como servidor público federal que sou, integrante do Poder Judiciário, sinto-me qualificado para poder também expor nosso ponto de vista, já que, mesmo sendo residente atualmente em Curitiba, sirvo ao país todo, ao Brasil, ao povo brasileiro. Ao ter sido aprovado em concurso público, por ele fui contratado por toda a vida, com a garantia de que não serei demitido até me aposentar, e por conta disso não tenho FGTS. Ok. Há pouco tempo, foi retirado meu direito à aposentadoria integral. Tá, beleza, tenho que engolir. Meu salário passou a ser divulgado a partir de ontem, pois o STF suspendeu a liminar q a 22ª Vara Federal de Brasília havia concedido para retirar a divulgação da internet. Não tem problema nenhum. O povo brasileiro me paga, mas me paga pouco e pensa que eu sou vagabundo, que eu não faço nada. Mesmo que todo mundo olhe meu salário na internet e ache que se trata de um valor razoável, digo aqui que os R$ 5.052,92 que recebi no último mês não me remuneram mais adequadamente. Minha categoria profissional está desde 2006 sem reajuste de salários, num país que se diz democrático e que em sua Constituição me garantiu que anualmente meu salário deveria ser reajustado (art. 37, inciso X). Sou um servidor com 10 anos de carreira, sempre fui altamente produtivo, atualmente produzo cerca de 10 a 15 sentenças por semana para o juiz ao qual assisto analisar e depois assinar, com baixíssima taxa de embargos declaratórios providos (cerca de 6%), e preciso sempre me manter atualizado para trabalhar, na vanguarda, pois meu ofício me demanda isso; na área jurídica, essa atualização se dá por livros, congressos, seminários, vida acadêmica, tudo coisas que, logicamente, custam para serem feitas. Isso não é nada fácil. Meu aluguel, as contas básicas em geral, os preços dos produtos no mercado, da gasolina no posto (que eu já nem abasteço mais porque tive que substituir o carro pela “bike” para economizar), da balada ou do boteco na noite, da ração para o cachorro, do ingresso para o estádio, etc, tudo aumentou desde 2006, e muito. O cheque especial custa caro demais, o financiamento no cartão de crédito também. Da última vez, quem deu aumento para o Judiciário foi o Lula, como trunfo para se reeleger (mesmo assim não votei nele), mas não houve reposição das perdas inflacionárias que vinham desde 1997; não estranhe, Davi, ter sido o Lula, apesar da “independência financeira e orçamentária” do Judiciário: o Executivo é quem tem a chave do cofre. Agora, Dilma não quer “nos dar reajuste” em 2013 com a desculpa da crise internacional para também ter seu trunfo em 2014. O deputado João Dado (PDT) propôs emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias para regulamentar a autonomia orçamentária do Legislativo e do Judiciário, separando as reservas necessárias para a administração da gestão de pessoal de forma a, caso não desrespeitada a Lei de Responsabilidade Fiscal, até mesmo permitir reajustes salariais ou criação de novos cargos, iniciativa belíssima deste parlamentar; o que fez Dilma? Manda Ideli Salvatti pressionar o presidente da Comissão Mista do Orçamento a não permitir a votação no plenário da inclusão da emenda do deputado João Dado. Tudo isso escrito, te pergunto, Davi: como é que eu vou me animar a continuar trabalhando para o Brasil, para o povo brasileiro? Como é que eu vou me animar a me manter altamente produtivo, fazendo um trabalho de qualidade? Como é que eu vou ter vida pessoal? Como é que eu vou saber se vou poder pagar minhas contas? Não sou um canalha, sei que, apesar de qualquer coisa, não vou vender meu trabalho se alguém me oferecer propina, como até já aconteceu. Mas pouco a pouco vou perdendo a vontade de fazer meu trabalho do jeito que ele tem que ser feito, uma pena…

  • Jr. diz: 13 de julho de 2012

    Isso mesmo, David. Trabalho na Prefeitura de São Paulo, e na gestão do Serra (que, para o bem do Brasil, JAMAIS será presidente da República), foi instituído o “Transparência SP”, onde é possível ver quanto ganha os servidores municipais, o que é uma verdadeira afronta à privacidade.

  • Pedro Machado diz: 13 de julho de 2012

    Prezado DAVID,

    Parabéns pelo equilíbrio demonstrado em seu comentário.
    O que há por trás da “repentina” necessidade do governo federal em demonstrar transparência, senão tentar reprimir a inédita grave total do setor público – que busca, antes de aumentos salariais, condições estruturais para prestar um serviço de qualidade à sociedade?
    Existem servidores de Estado, concursados e comprometidos unicamente com o Estado Brasileiro. E existem uma infinidade de cargos em comissões, cabos eleitorais, desprovidos do mínimo de competência técnica e comprometidos unicamente com quem lhe deu tal “boquinha”.
    Quando teremos discussões sérias neste governo do PT? Se a previdência é deficitária, como se explica retirar 20% de suas fontes de financiamento para ser gasto a bel-prazer do governo (cachoeiras de desperdício)? Como se explica tanta renúncia tributária em suas fontes de financiamento, como PIS, COFINS e CSLL?
    E se os servidores devem ter expostos seus contracheques porque é dinheiro público, também o consumidor não deveria ter acesso à situação das empresas que cobram ICMS, PIS, COFINS, etc no preço das mercadorias e não recolhem aos cofres públicos – ou quando autuados, gozam de parcelamentos a perder de vista?

  • Matheus diz: 13 de julho de 2012

    Excelente texto! Nada a reparar ou a acrescentar. Parabéns!

  • Gilberto diz: 13 de julho de 2012

    Então vamos divulgar também o nome e os valores dos devedores de impostos, que também é dinheiro público, e que não tem a devida fiscalização do poder público.

  • francisco diz: 13 de julho de 2012

    Parabéns pelo comentário. Sou servidor público, pela opção da estabilidade (pesa muito na balança) e digo mais, quem recebe bem para caramba para não fazer nada geralmente é cargo comissionado (apadrinhamento/sem concurso) ou exceções (poder judiciário e LEGISLATIVO, vide a reportagem da RBS desta semana). A grande maioria é taxada de vagabunda, de marajá até hoje. Eu tenho minha consciência limpa, trabalho muito, e minha remuneração está bem abaixo da média salarial do Poder Executivo Federal. Mas pensando no coletivo, quem deve receber melhor, no compartilhar dos pães, com certeza, são os profissionais da educação/saúde/segurança. Abraço David, valeu pela coerência e justiça no teu trabalho.

  • Alvair diz: 13 de julho de 2012

    Parabéns pelo comentário lúcido e imparcial, David. As pessoas costumam enxergar o servidor público como um desocupado, que ganha mais do que merece e pouco contribui para o país, quando na verdade a maioria são pessoas honestas, trabalhadoras, que fazem o melhor possível no seu ofício. Essa exposição dos servidores é totalmente desnecessária. Não há órgãos competentes que possam fiscalizar e corrigir eventuais distorções e abusos? Na verdade essa lei da “transparência” nada mais é do que a oficialização do fuxico e da bisbilhotagem…

  • Luxemburgo diz: 13 de julho de 2012

    David, uma pena que em um país com tanto descontrole do uso do dinheiro público tu trates uma questão tão importante como a transparência da remuneração dos funcionários públicos pautado no que pensará quem irá transar com o funcionário público ou na reunião de condomínio.

    Quanto à pseudo-preocupação com segurança, só podes te esquecer que os cargos públicos têm sua remuneração prevista em edital de concurso. Ou seja, não se precisa de um portal de transparência para saber que um Juiz Federal recebe mais de R$19.000,00 por mês. Portanto, a única coisa que não se sabe são os penduricalhos e complementos, normalmente nebulosos , que os funcionários públicos recebem.

    Por fim, deverias refletir um pouco sobre o que escreves. O serviço público não é a iniciativa privada e não tem por objetivo contratar os melhores e ser melhor que os demais. Tem por objetivo, sim, atender as necessidades da população, da melhor forma possível e dentro de um custo compatível. Deve, portanto, ser formado por bons profissionais, com VOCAÇÃO para a carreira pública, que destinem-se a atender as necessidades da sociedade e com receberem adequada e COMPATÍVEL com o país em que vivem. E não por pessoas que vêem o serviços público como a solução para terem estabilidade, nenhum risco e ainda altos salários e incompatíveis com o país que vivem.

  • PEDRO LEMES diz: 13 de julho de 2012

    Cara, sou concursado, tenho pensado nesta situação, já estou pensando no meu telefone, não vai parar de tocar, telemarketing tentando nos fazer engolir goela abaixo suas ofertas, oferecendo suas quinquilharias, sem a divulgação já atendo ligações toda semana, acho que eles tem até meu CPF… Na realidade estou, ou estamos seis (6) anos sem reajustes, não reclamaria se meu salario fosse R$ 20.000,mas não é assim, ah… antes que esqueça, estou trocando meu telefone

  • Arlete Maria Lorenz diz: 13 de julho de 2012

    Felizmente alguém da imprensa que reconhece o valor de um funcionário público, independente do seu salário. COM MUITO ORGULHO eu me enquadro naquele grupo de realmente quer prestar um bom serviço à população. E Acreditem ou não, nós, servidores da Justiça, somos muito injustiçados pela população. Trabalhamos muito sim, até demais. Não são raros os exemplos de cartórios com mais de 20.000 processos e apenas duas ou três pessoas trabalhando. São quase 10.000 processos por funcionário, acham pouco? Todos deveriam, antes de falar qualquer coisa, conhecer a nossa realidade, que é muito dura. Parabéns pelo seu comentário.

  • Izaias diz: 13 de julho de 2012

    Valeu David, falo por mim, na educação fazemos um esforço enorme para atenderemos a sociedade, com falta de servidores e situações precárias. Em instituições de ensino no interior a precaridade é pior. A educação está sendo encaminhada para o sucateamento.

  • Rodrigo diz: 13 de julho de 2012

    Excelente comentário!!! Retratou bem o que passará a ser a vida dos servidores públicos depois que passarem a ter suas vidas tão expostas. Gostaria que fossem divulgados a declaração de bens e evolução patrimonial dos presidentes, governadores e seus familiares. Será que eles tem renda pra adquirirem tanto…

  • Rodrigo diz: 13 de julho de 2012

    Excelente comentário!!! Retratou bem o que passará a ser a vida dos servidores públicos depois que passarem a ter suas vidas tão expostas. Gostaria que fossem divulgados a declaração de bens e evolução patrimonial dos presidentes, governadores e seus familiares. Será que eles tem renda pra adquirirem tanto..

  • Carlos Alberto Michalowski Ribeiro diz: 13 de julho de 2012

    Parabéns pelo comentário. Muito objetivo e lúcido. O Lazier poderia aprender alguma coisa contigo.

  • Thiago diz: 13 de julho de 2012

    David, o que voce precisa entender, e’ que o funcionalismo publico brasileiro foi criado nao para prestar servicos `a sociedade brasileira, mas sim para gerar um mercado consumidor a partir dos salarios e da estabilidade gerados pelo Estado Brasileiro.

    A classe media brasileira iniciou com o funcionalismo publico e…bom, gerou as distorcoes terriveis que vemos hoje em dia e que pesam DEMAIS para a competitividade do setor privado, HOJE, verdadeiro pilar do crescimento SUSTENTAVEL.

    Nao sei se voce sabe, mas os “Inativos” acabaram de ganhar um orcamento que seria suficiente para educar 37 milhoes de criancas brasileiras ao longo de um ano inteiro. Ah, os “Inativos” sao cerca de 3 milhoes de…funcionarios publicos!

    Alias, em lugar de classifica-los de funcionarios publicos, poderiamos classifica-los como uma casta, nao?

  • Pablo Barros diz: 13 de julho de 2012

    David, parabéns pelo artigo! Uma coluna imparcial, bem diferente das da Rosane de Oliveira. De forma elegante foi dito o óbvio.

  • Genival Carvalho diz: 13 de julho de 2012

    Parabéns David pela coragem de escrever algo que vai contra a onda, ou melhor, o tsunami que tomou conta da imprensa em relação a esse assunto. Sou servidor público. Ganho um salário digno, apenas isso. Longe de ser um super salário. Tenho 52 anos. Estudei e estudo muito para passar nos concursos. Sou oficial de justiça do TJ RS. Fui aprovado em quinto lugar para Analista do TRE do PR e logo serei empossado no novo cargo. Minha vida é estudar e trabalhar. Fico triste (não fico revoltado, pois ficar triste, no caso, é mais de que a revolta) quando vejo essas barbaridades sendo defendidas no Brasil. Como pode – apenas baseados em um pretenso interesse público difuso – ferirem meu direito individual ao sigilo financeiro. Minha dignidade está sendo vilipendiada e isso não é justo. No direito administrativo aprendemos que a moral vale mais do que a lei. E essa divulgação dos salários, embora legal, agride a moral. Porém, suas palavras e a minha tristeza nada podem contra esse tsunami que tomou conta do País.

  • Pedro diz: 13 de julho de 2012

    Mais uma vez, o Sr. David Coimbra mostrou-se uma pessoa abjeta e desprezível

  • Augusto zenon@yahoo.com diz: 13 de julho de 2012

    Parabens David pela coragem e felicidades nas palavras em expressar uma posicao moderada e realista da situacao, mesmo que contra a mare (ou a opiniao publica). Em legitima posicao contra-majoritaria, baseada na ponderacao da razao.

  • Elcio Ferretto diz: 13 de julho de 2012

    Quero parabenizar o David e a zh pela coragem. Sim coragem! Para levantar a voz e falar bem dos servidores públicos. Em dias como hoje, em que o servidor é visto como o grande mal da nação, enquanto os verdadeiros malfeitores dão risadas as custas do povo, somente cidadãos esclarecidos e de visão para enxergar que nos, servidores públicos, somos cidadãos honestos e, que trabalharam e estudaram muito para chegar onde estão, e merecem respeito, consideração e reconhecimento. Assim como todo cidadão honesto e trabalhador. Mais uma vez, parabéns a toda a equipe. Em anos de serviço publico, em raríssimas oportunidades li um texto em favor da minha categoria.

  • Cristiano Borba dos Santos diz: 14 de julho de 2012

    Prezado David!!!
    A sua coluna está perfeita. Atualmente, sou servidor público federal, mas também já fui do setor privado. A divulgação dos salários da maioria dos servidores não impedirá em nada as maracutais que existem no governo, isto porque o que se rouba/furta/apropria não está na relação da remuneração dos servidores. E olha que a Receita Federal já dispõe de meios prá descobrir quem está enriquecendo, eis que os ganhos são declarados, então é só cruzar os dados e fiscalizar. O caixa 2 vai continuar. As propinas vão continuar. Mas o que está nessa medida é uma vontade de certos governantes em achatar os salários servidores, jogando a sociedade contra. Para toda ação, haverá uma reação. E não tardará. Entendo ser desnecessário, inconstitucional e arbitrária tal medida (publicação dos nomes e salários), mas se quiserem fazer, que preservem os nomes, publicando números de matrícula, por exemplo.

  • Fabiane diz: 14 de julho de 2012

    Como é bom ver que ainda existe vida inteligente neste país. Concordo plenamente contigo. E quanto à transparência em relação aos salários do judiciário entre outras categorias que não tiveram seus salários divulgados? Eles podem manterem-se resguardados enquanto os outros são expostos publicamente? Ninguém deveria ser exposto publicamente assim. Já tinha ouvido falar que a justiça é cega, mas isso de expor as pessoas em suas intimidades é ridículo e agrega outros adjetivos à descrição da justiça no Brasil…

  • Vania Soutinho diz: 14 de julho de 2012

    Caro David, hj com este editorial, nós servidores públicos, sentimos sair o grito que estava preso em nossa garganta, teu editorial foi lido por todos na repartição e está circulando nas redes sociais. Entramos pela porta da frente, estudamos e estamos sempre nos qualificando, seja por graduação e pós-graduação, investimos na nossa qualificação. E se analisarmos, muitos de nós ganhamos o que foi proposto quando da criação do salário mínimo. Somos a bola da vez para desfiar a atenção do mensalão, currupção e tantos ãos?. Podem divulgar minha remuneração,que seja pela minha matrícula. Mas não nominalmente, pois ficarei vulnerável a todos os tipos de achaques que comentaste. Parabéns David.

  • JOÃO ONIR diz: 14 de julho de 2012

    Rapaz, trabalhei 36 anos para o Estado do Rio Grande do Sul, no cargo de Investigador de Polícia, não me foi dado o direito da aposentadoria especia, mesmo que desses 36 anos de contribuição previdenciária, 34 tenham sido efetivos no cargo. Agora, o governo do PT, não contente, quer excrachar publicamente seus funcionários, como se rasgasse a Constituição Federal, violar, de forma autoritária nosso direito fundamental de inviolabilidade de nossa intimidade. e não me venham com essa de quem paga meu salário é o povo, porque eu também pago todos os impostos que são devidos pelo cidadão brasileiro. portanto, meu salário é pago por mim duas vezes, uma com o meu trabalho e outra com os imposto que de mim também são cobrados…. HOJE EM DIA, É DURO SER BRASILEIRO E TER QUE VIVER NO BRASIL…….

  • Marcelo diz: 14 de julho de 2012

    Bem vindo a um país normal, david!
    No mundo inteiro civilizado (eua, chile, europa) existe essa lei.

    Que pensamento atrasado “temos que esconder o salario do funcionario publico para a carreira ser atraente”.

  • Aleluiia! diz: 14 de julho de 2012

    Aleluia!
    Um comentário sério.
    Normalmente usas tua metralhadora para matar pernilongos.
    Que DEUS te ilumine.
    Nelson.

  • Marcos Contarin diz: 14 de julho de 2012

    Sendo meu imposto que paga os salários dos servidores, eu como “patrão” tenho direito de saber quanto pago de salário para meus funcionários, pois tenho uma empresa e com o valor de impostos que pago eu poderia aumentar o quadro de funcionários em 25%. Além disso, concordo que médicos, professores, bombeiros e policiais ganhem muito bem, mais até que deputados, senadores e vereadores, pois ai sim teríamos os melhores servidores. Acho que constrangimento não é ganhar, 900,00, mil ou 10 mil reais, é ter que comprar uma geladeira ou um fogão e ir na loja e apresentar uma folha de pagamento de um salário minimo para aprovar o parcelamento, isso pra mim é constrangimento.

  • José diz: 14 de julho de 2012

    Sensacional o texto. PArabéns David. Sou servidor público e é bem o que penso sobre o assunto.

  • Luiz Fernando Pavan diz: 14 de julho de 2012

    Parabéns David Coimbra. Leio muitos textos teus e te acompanho também no Sala de Redação, quase sempre concordando com teus pontos de vista. Quanto ao presente texto, abordaste o tema de maneira equilibrada e enfrentaste os principais tópicos que o envolvem. Importantate o teu posicionamento quanto ao mérito da questão. Concordo com todos os teus argumentos.

  • Cesar diz: 14 de julho de 2012

    Perfeito!! Para ser transparente bastava publicar os salários de cada cargo e função, sem precisar estampar o nome de cada servidor.

  • Fernando diz: 14 de julho de 2012

    Creio que você não foi infeliz em seu texto, muito menos nos exemplos, que foram lançados para corroborar seu ponto de vista. Primeiramente, mulheres interesseiras sempre vão existir, segundo a diarista não vai analisar quanta o sujeito ganha para lhe cobrar seus honorários, mas pelo serviço que terá que executar, e por último, a cobrança de condomínio é rateada de forma igualitária e de acordo com a convenção do condomínio. Por outro lado, os bandidos tem seus meios para agir, não precisam acessar lista com nomes e salários. Ainda, concordo com sua posição que os servidores devem ser remunerados com qualidade, mas lhe ressalto que a grande maioria dos funcionários públicos são concursados, ou seja, quando escolheram tal profissão já tinham conhecimento do teto salarial, assim, não vejo nenhum constrangimento e tal divulgação. Tal divulgação vem a contribuir para transparência das contas públicas. Ainda, é claro que poderá haver algum constrangimento, porém lhe indago qual é o bem maior nessas medidas? é acabar com distorções que oneram a folha salarial do nosso pais, por fim, lhe ressalta que 15% do pib brasileiro é gasto com a folha de pagamento dos funcionários públicos, municipais, estaduais e federais. Desta forma, cremos que com tal publicidade, muitos casos com o da recepcionistas da capital virá a tona, e certamente os órgãos competentes deveram averiguar, e acabar com tais fraudes, E VCS DA IMPRESSA TEM GRANDE PAPEL NESSA LUTA. Grande abraço David, sou teu ouvinte da Atlântida e da Gaucha.

  • Eduardo diz: 14 de julho de 2012

    Mas todas as maracutaias são conforme a lei ou os regulamentos do serviço público, sendo assim, o que nós, pobres mortais, podemos fazer contra estas artimanhas costuradas ao longo dos anos.
    Não adianta dizer que devemos votar melhor, quem assumir a Câmara não poderá alterar os direitos adquiridos dos servidores públicos, isto já está carimbado, registrado e assinado, nada vai fazer retroceder.
    O que adianta publicar os nomes e salários dos servidores, a imprensa divulga, o povo esperneia, as autoridades dão explicações e fica tudo igual, ninguém vai incentivar uma revolução, tá tão bão assim, né.

  • Machiavellirs diz: 14 de julho de 2012

    DOIS VIVA A TRANSPARÊNCIA!

    A moda agora é dizer que o Congresso Nacional é a fotografia do povo brasileiro. Eu concordo com essa moda.

    O Senado Federal, por exemplo. Dos 80 senadores, 56 votaram a favor da cassação do Demóstenes e 24 votaram contra, considerando aí as 5 abstenções. Transformando-se isso em percentuais percebe-se que 30% dos Senadores estavam dispostos a perdoar as falcatruas do Demóstenes num entendimento de que, no futuro, eles também viessem a ser perdoados por suas próprias falcatruas que, em última análise, são aqueles crimes contra o patrimônio público que certamente costumam cometer.

    E isso significa o quê?

    Como disse acima, isso significa o retrato do povo brasileiro. Esse percentual de 30% de Senadores corruptos ou mal intencionados é um percentual que a gente encontra em todas as atividades onde estejam os brasileiros reunidos.

    Melhor explicando, de cada 10 brasileiros, 3 são corruptos.

    E no serviço público esse percentual de 30% de corruptos ou mal intencionados também se verifica?

    Evidente que sim!

    O caso dessa funcionária da Assembleia Legislativa que a ZH flagrou gazeando o serviço e que ganha mais do que R$ 24.000,00 por mês. Vocês acham que é somente ela que faz isso? Lógico que não! Tem muito mais gente dentro do Poder Legislativo fazendo suas falcatruas. O mesmo acontece no Poder Executivo e no Poder Judiciário. Podem bater o martelo em 30% de gente desonesta atuando nessas instituições.
    O Senado é exemplo disso!

    E é por causa disso que essa gente não quer a transparência nos seus ganhos. Há muito dinheiro desperdiçado nos bolsos de gente inescrupulosa no serviço público que poderia servir para melhorar o nível da nossa saúde, da nossa segurança e da nossa educação.

    Portanto, DOIS VIVA A TRANSPARÊNCIA!!!

  • Raul diz: 14 de julho de 2012

    O governo deve divulgar, também, os salários dos oficiaias generais das forças armadas. Apesar do arrocho salarial das tres forças, mantem o silêncio daqueles que estão maculados com os terroristas do governo. Devem estar recebendo um grosso salário em gratificações indevidas, aliás, prática comum nesse governo de bandidos. Se não for isso, é porque são antimilitares ou conformistas.

  • João A. diz: 14 de julho de 2012

    Muito bom. Disseste tudo o que eu gostaria que tivesse sido dito sobre este assunto. Pena que agora já foi.

  • Luis Ferreira diz: 14 de julho de 2012

    O serviço público oferecido no Brasil é na sua maioria de péssima categoria, onde quem paga a conta, os trabalhadores da iniciativa privada, não tem o retorno que seria de direito, e acredito que uma das soluções para a melhoria disto, seria acabar com a estabilidade no emprego público e privatizar as estatais. Com estas atitudes acabariam, por exemplo, roubos, escândalos, salários distorcidos, e pagariam-se salários justos aos servidores, com foco no que realmente interessa, saúde, educação e segurança.

  • Maria Augusta diz: 14 de julho de 2012

    Simplesmente o melhor texto que já li sobre o assunto! Exatamente o que penso e bem próximo ao que escrevi para a Rosane de Oliveira. Parabéns!

  • Gilvane Eduardo Ferret diz: 14 de julho de 2012

    O Brasil é um país atrasado. Mas certas elites querem fazer parecer que é avançado. A população não liga para política, quer tocar a vida da melhor maneira possível (mais ou menos como um afegão que não quer saber da guerra entre os americanos e o talibã). Não se deu conta que, cada vez que vota em alguém pela cara e não pelas propostas, assina um cheque em branco. Que medidas “bonitinhas” são inócuas ou, pior, cortina de fumaça. A democracia mal feita é fácil de atacar. Um policial que ganha 500 por mes é um agente do Estado com serviços de aluguel. Um juiz de 500 reais vai dar sentenças de 500 reais. Ou alguém acha que o sujeito que sabe que pode ganhar 1000 na iniciativa privada vai trabalhar por 500? Com salário divulgado e aposentadoria igual a da iniciativa privada?
    Se dividirmos o orçamento do Congresso pelo número de parlamentares, veremos que o gasto diário com um parlamentar é superior a 30 mil reais por dia. Argumento: a democracia é cara. O número de vereadores no Brasil aumentou em 5 mil. Argumento: a população estará melhor representada e não precisará pagar nenhum centavo a mais de impostos.
    Outro cúmulo do absurdo: a máquina de votação. “Brasil apura eleição em 8 horas. Na Califórnia, levam uma semana e a cédula parece uma folha de jornal.” Só que na Califórnia, junto com a eleição, existem trinta e tantas perguntas de consulta popular. No Brasil estão fazendo novos códigos: penal e processo penal, por exemplo. Comissões de notáveis que elaboram uma legislação mais avançada que a Suíça para um país da América do Sul. Ai de quem criticar. Argumento: “por que Ferrajoli”. Ferrajoli é um professor italiano que defendeu um afrouxamento da legislação na Itália. Que tinha sido endurecida por causa da máfia e do terrorismo. Democraticamente, o peso das idéias dele valem mais que toda a população brasileira. O discurso justifica tudo. Aqui, a racionalidade não é limitada pela informação indisponível. Nem pela total incapacidade de se prever todas as consequencias de uma decisão. E o jeitinho brasileiro das idéias. Ou, para o pessoal do direito, como a quinta emenda (no espírito, evitar confissões sob tortura) foi parar na convenção interamericana de direitos humanos e mudou de “não testemunhar contra si mesmo” para “não produzir prova contra si mesmo”. Por uma “interpretação sistemática” da Constituição, não é obrigatório o uso do bafometro. A sanção administrativa é maior que a penal (direito penal mínimo, mais filósofos europeus). Tudo porque querem ser mais avançados que o possível.

  • Rodrigo diz: 14 de julho de 2012

    Parabéns, David. Muito sensato. São textos como esses que demonstram como és diferenciado. Mais uma vez, parabéns.

  • Lucas diz: 14 de julho de 2012

    Excelente!!
    Eu tenho medo desse governo…
    E quanto aos teus textos, estão cada vez melhores.
    Parabéns.

  • Machiavellirs diz: 14 de julho de 2012

    MAS QUE GENTE INCOMPETENTE!!!

    Fico me imaginando na pele de um bandido, ou melhor, no cérebro de um bandido.

    - Terminou o meu crack! Preciso pensar no futuro, disse para os botões da braguilha da minha calça Diesel.

    Em seguida meu cérebro tratou de engendrar um assalto qualquer, desses que possam garantir o estoque de drogas para os próximos três dias úteis.

    Coçando o primeiro botão da braguilha, perguntei a ele:

    - Por onde começo?

    - Nos arredores da Praça Encol, lógico! – Respondeu-me, o dito cujo.

    E justificou a escolha:

    -Seguinte, Machi. É que nos arredores da Praça Encol se encontra os apartamentos cujo metro quadrado é o maior do RS, entende? Então, por consequência lá moram as pessoas mais bem abastadas do Portinho. Outra opção que te dou é o Moinhos de Vento ou quem sabe o Bairro Rio Branco. Vai prá lá que tu vai te dar bem!

    Aí o segundo botão da braguilha da minha calça Diesel interferiu e negativou:

    - Não, não, Machi! Aquilo lá dá muito trabalho. Têm câmeras por todo o lado…! Não sei não! Só sei dizer que não recomendo…

    O terceiro botão entrou no assunto:

    -Olha Machi, sugiro um assalto em alguém que esteja passeando numa BMW ou nessas camionetonas enormes que custam mais do que R$ 120.000,00. Quem anda nesses carrões é gente que ganha mais do que R$ 24.000,00 por mês. É tiro dado, jacu deitado! Entendes?

    Ai o quarto botão da braguilha da minha calça Diesel, debaixo da sua sabedoria simplista, suspirou e disse:

    - Nada disso, Machi! Sugiro que entres no site da Transparência e verifique qual servidor público que ganha mais do que R$ 30.000,00…

    - Mas no site não tem o endereço dele, meu caro quarto botão – ponderei.

    - Não tem é! Mas que gente incompetente…

    E os botões e fechos das braguilhas de outras calças que estavam penduradas no roupeiro ouvindo a conversa por uma fresta da porta exclamaram num coro uníssono:

    - MAS QUE GENTE INCOMPETENTE!!!

  • Mara Regina Inacio de Aguiar diz: 14 de julho de 2012

    Excelente análise David, parabéns! Pena que nem todos os teus colegas da imprensa pensem da mesma forma. Vemos seguidamente, comunicadores da maior expressão, e formadores de opiniões, apoiarem essa medida, e ainda criticarem as categorias que buscam, judicialmente, impedir que essa exposição desnecessária ocorra. Como disseste bem, funcionários públicos são pessoas que têm a sua vida privada, e não podem ficar expostos dessa maneira. Se há que se falar em transparência, que se publiquem a destinação, detalhadamente, da arrecadação dos impostos, dos gastos públicos, das viagens e outras mordomias dos políticos, dos contratos para obras públicas, etc. Isso realmente é de interesse público. De qualquer forma, fico satisfeita que alguém da imprensa tenha se manifestado com tanta lucidez! Mais uma vez, parabéns!

  • Gabriel Munhoz Capelani diz: 14 de julho de 2012

    Não discordo da divulgação dos valores, pois a transparência deve reger o serviço público.
    Contudo, como bem exposto por David Coimbra, entendo que vincular salários aos nomes dos servidores é criar um Big Brother do Serviço Público, permitindo indevida especulação da VIDA PRIVADA destes.
    É descabido aceitarmos essa atual presunção coletiva de que todos os servidores públicos são remunerados com vultosas somas e/ou são corruptos, até porque não é excessivo afirmar que 99,99% das máculas e subversões verificadas na administração pública ocorrem nos cargos eletivos e em seus “penduricalhos” (o que também não pode gerar uma presunção de inidoneidade em relação a tais agentes públicos), e não nos cargos efetivos, cujo ingresso desafia muito estudo, dedicação e a prestação de concurso público a todos acessível.
    Ademais, a experiência mostra que, no Brasil, os servidores públicos e os militares integram a maior fatia da população que cumpre, com regularidade, suas obrigações fiscais (ex: imposto de renda) e civis (ex: alimentos, empréstimos etc.), diferentemente do que ocorre na iniciativa privada, onde são verificados os maiores índices de inadimplência e sonegação fiscal.
    Embora alguns possam entender que sou suspeito para tratar sobre o assunto em tela, por força de minha condição servidor público detentor de cargo em comissão (assessor de juiz), sou testemunha diária da seriedade da Instituição em que trabalho (Poder Judiciário) e do empenho e dedicação de meus colegas, cujos vencimentos há muito não são mais compatíveis com seus esforços e com o crescente aumento de demandas e déficit de mão-de-obra verificados na grande maioria das unidades jurisdicionais do Estado.
    Por tais razões, entendo que a divulgação dos rendimentos pagos pelo Poder Público é salutar e indispensável à persecução dos princípios constitucionais que regem a gestão da coisa pública, pois a todos interessa em um Estado Democrático de Direito, porém vinculados apenas aos cargos, e não aos nomes os beneficiários, de modo que eventuais distorções ou inconformidades sejam atacadas nas vias próprias, assegurando-se, assim, o necessário respeito à intimidade daqueles que optam por trabalhar em proveito de todos.

  • Carlos diz: 14 de julho de 2012

    Caro David.
    Genial teu comentário! Não há uma linha sequer que não seja verdade. Acrescento ainda o fato de que a divulgação gerou mais problemas:
    1- Com amigos: “Puxa vida cara tu trabalha como louco, a gente te conhece… e ganhas essa merreca num cargo tão importante e com tanta responsabilidade?”
    2- Ficamos a mercê de assaltos relâmpagos e sequestros por ganhar um bom salário.
    Veja que a tônica é a diferença social e financeira do nosso país. Para uns eu ganho muito mal pelo nível de exigência e responsabilidade (concordo parcialmente. Sou bem remunerado pelo cargo, mas, mal remunerado pela exigências intrínsecas a ele: tenho que me vestir bem pois tenho que estar apresentável em diversas reuniões, tenho que estudar permanentemente para me atualizar, sou visado a processos que correrão por minha conta em função do caráter de trabalho que tenho, etc… meu salário não cobre isso). Para outros, serei um abastado financeiro que pode ser sequestrado e extorquido. País bem complexo esse nosso!

  • paulo ricardo de avila diz: 14 de julho de 2012

    Sou servidor público hà 15 anos e tenho muito orgulho de meu trabalho. Sou essencial, pode parecer que não, mas sou. Se eu não estiver todo o dia no meu local de trabalho, quem vai atender a senhora idosa, doente e pobre que não tem acesso à médicos ou medicamentos. Se ela tiver um direito negado e eu não estiver lá para restabelecer a justiça quem o fará. Se o neto dela precisar aprender e eu não estiver lá, quem vai ensiná-lo. Confesso que não entendo esse movimento, que não vem de hoje, que coloca os servidores públicos como párias e responsáveis por boa parte das mazelas nacionais, como se fossemos um peso para a sociedade. Um peso caro, muito caro e que não faz nada, não presta pra nada, além de reclamar e fazer greve. Mas não sou assim. Não sou um peso, pelo contrário, através do meu trabalho promovo a defesa da sociedade e do Estado. Também não ganho R$ 24 mil por mês, mas acho que merecia ganhar mais do que ganho atualmente. Sinceridade, quem não acha. Eu trabalho muito, muito mesmo, até em casa e nos fins de semana. Agora além de não perceber a remuneração que mereceria ainda vão publicar a minha, nominalmente. Aí já é demais. Mesmo porque aposto que, além do embaraço e humilhação a que serão submetidos os servidores públicos, não vai mudar em nada a vida em nosso pais. Isso porque, os maus servidores, públicos ou privados (já fui muito mal atendido em lojas, bancos, supermercados, etc) vão continuar sendo maus, os políticos vão continuar sendo “políticos”, pois os mecanismos que deveriam ser criados para impedir e extirpar de vez as distorções e problemas do serviço público vão continuar onde estão, no papel ou no pacifico campo das “boas intenções”. Saber quanto eu ganho por mês não vai mudar a vida da senhora idosa, pobre e doente, mas o meu trabalho sim, podem ter certeza.

  • ANONIMO…servidor diz: 14 de julho de 2012

    Caro David,

    Sou servidor aqui em brasília. Não ganho mal…mas realmente essa publicidade dos salários prova todas estas situações inusitadas. Além disso, a Dilma vai usar isso para barrar o aumento dos servidores dos ministérios, o famoso CARREIRÃO.

    Veja bem: os salários do pessoal do ministério não chega a 2mil reais (nível médio) você pode pensar: poxa 2mil é uma boa quantia, mas em brasília (não cidades do entorno) o valor de um aluguem passa facilmente de 1,5mil.

    Me diz, como um servidor destes ministérios prestará um serviço de qualidade assim?

    Enfim…sei que serão diversos os comentários dizendo que são todos marajás, mas procurem pesquisar salários dos professores dos seus filhos na escola pública e professores de universidade. É vergonhoso.

  • Idemar Sprandel diz: 14 de julho de 2012

    Caro Davi.

    Eu gostaria que a sua coluna retratasse também, o atendimento público desses servidores, que em sua maioria como você já especificou são os melhores, melhores em que me pergunto?
    No atendimento a roubo em que minha casa foi assaltada cinco vezes e que nenhum objeto de valor foi resgatado ou me dado satisfação….
    No atendimento a saúde em que minha cunhada foi ganhar um bebe e morreu de infecção hospitalar….
    No atendimento educação onde um governador não cumpre um piso nacional e que os professores são especialistas em greve e não nas matérias que se propõe a lecionar…
    Na justiça pública que leva-se quase dez anos para receber uma ação trabalhista, pois se fosse paga em um ano se resolvia….
    E em todos esses níveis que transitei sempre fui tratado como se precisasse de favor, nunca como contribuinte de impostos, “os melhores” deveriam estar desempregados em sua maioria, pois se escondem na estabilidade fruto de uma sociedade forjada nas tetas dos seus governantes…
    De quem lhe admira, abraço…..

  • leonardos diz: 14 de julho de 2012

    Parabens, Davi! sou funcionario publico e acho desnecessaria esta medida. acho que se deveria divulgar os basicos, nao as vantagens pessoais. Alias, ai vai o meu: R$ 2100,00. Sou fiscal tributario e acho que ganho pouco pela importancia do meu cargos.

  • Fernando diz: 14 de julho de 2012

    Deste um enfoque inteligente, lúcido, racional e imparcial. Parabéns

  • Rogério diz: 14 de julho de 2012

    Grande David!!
    Era tudo que eu gostaria de escrever! Concordo em gênero, em grau e em número!

  • Pedro Veres diz: 14 de julho de 2012

    Ou que tal decapitarmos a recepcionista, o chefe dela e mais uns 15 niveis na hierarquia. Acho que a corrupcao acabaria por ai.

  • Paula Braz diz: 14 de julho de 2012

    Parabéns pelo excelente texto. Sou servidora pública e acho plausível a divulgação dos valores da remuneração dos servidores. DA REMUNERAÇÃO E NÃO DOS NOSSOS NOMES. À população não interessa saber o quanto a Maria, ou o João, ou o José ganham, mas sim o quanto ganha o médico, o policial, o professor e por aí vai. Poderiam ter divulgado as remunerações de cada cargo com os devidos escalonamentos, mas esse povo não pensa. Estão nos expondo desnecessariamente e muita gente já tem de fato sentido na pele os prejuízos advindos de tal exposição.

  • Rogério Neto diz: 14 de julho de 2012

    Corajoso, David! Independente, David! Por isso que te admiro: não tens medo de dar a tua opinião, mesmo que reme contra a voz sonante de uma maioria cínica e hipócrita, que jamais admitiria que alguém desconfiasse quanto ganha por mês. Essa lei é covarde, acintosa e estéril. O único efeito que produzirá é a perda da privacidade e intimidade das pessoas por ela atingidas. Sou funcionário público, presto um serviço de altíssima qualidade, tenho duas pós-graduações, faço cursos de aperfeiçoamento periodicamente, submeto-me a análises periódicas de desempenho funcional, sou fiscalizado por corregedorias, tribunal de contas e receita federal. Por que preciso ter meu nome divulgado? Qual o sentido disso? Ora, tenho número de matrícula. Por que não divulgam meu salário vinculado à minha matrícula? Por que divulgar o nome? Isso é demagogia, hipocrisia, pão e circo! Quem deveria ser fiscalizado, políticos e CCs, devem estar dando barrigadas de tanto rir. Esses não se importam em terem seus salários divulgados, pois são ínfimos perto da parcela que auferem da corrupção. E a população adorando ver os contracheques dos funcionários. Estou há SEIS anos SEM QUALQUER REAJUSTE (0%), perdemos direito à paridade, licença prêmio, não temos FGTS, etc. E agora essa!! Penso seriamente se realmente vale a pena todo o meu esforço e dedicação!!

  • Diego/SM diz: 14 de julho de 2012

    Concordo em partes.
    Também não concordo com a publicação do nome do funcionário especificamente…
    Mas a divulgação dos salário dos cargos acredito seja uma mudança muito positiva (já adotada há tempos em alguns países mais desenvolvidos e teoricamente menos corruptos).
    Mas quanto à divulgação do nome, como disse acima, não concordo (por sinal, de sacanagem mandei um sms para um amigo, “Aí, hein, tá bem?? 6 pau… hahahahahah”, ao ver o salário dele publicado na ZH dia desses hehehe… foi brincadeira, mas serve bem para ilustrar a excessiva exposição à qual estão submetidos esses servidores).

  • Alexandre diz: 15 de julho de 2012

    Parabéns David, pelo texto mais lúcido sobre esse tema publicado até agora na imprensa brasileira!

    E aos paladinos da “moralidade”, verdeiros bisbilhoteiros da vida alheia que têm criticado tua coluna, fiquem tranquilos…a maioria dos servidores públicos não é contra a divulgação dos salários, mas sim contra a FORMA que está sendo imposta, nominalmente. Se a divulgação fosse, por exemplo, com base na matrícula do servidor, não haveria problema algum…qual o interesse público em saber que o “Fulaninho de Tal”, CPF tal, especificamente, ganha X ou Y? Só o ódio irracional ao servidor público para alguém ser a favor dessa estapafúrdia medida!

    Mas, se essa divulgação se mantiver, então temos que exigir transparência total no que tange aos recursos públicos. Por exemplo, as grandes empresas de comunicação, que são concessionárias de um bem público, deverão, necessariamente e por coerência, divulgar os salários e pró-labores de seus acionistas e executivos, nominalmente e com CPF, bem como de seus mais festejados comunicadores! Sugiro que a RBS dê o exemplo e, por coerência, inicie esse processo!

    Ah, não iam gostar né? “Pimenta nos olhos dos outros é colírio”.

    Se é para termos transparência dessa forma, que valha para todos os que lidam com bens e recursos públicos, inclusive empresas e seus empregados!

  • ana flowers diz: 15 de julho de 2012

    Bom eu sou o melhor do melhor que posso ser,sou Servidora Pública e sei que faço o meu melhor e estou sempre melhorando e amo o que faço por isso faço bem, então acho justo que mostrem que trabalho 31 horas, fora reuniões e formações,que faço educação continuada pois um Professor não pode se dar ao luxo de parar de estudar ou pesquisar e acho bom porque quem vai se constranger com o meu salário de R$821,32 onde não aparecem os $372 de um consignado do Banrisul é o Governos e a sociedade inteira…Mas não precisa ter pena a injustiça e a desigualdade já era assunto do Karl Marx e a gente sabe que nosso sistema repele a igualdade e a fraternidade e coisas assim…Então só posso sentir pelo constrangimento causado e dizer que eu ainda serei a melhor das melhores de qualquer forma!

  • Eduardo diz: 15 de julho de 2012

    A corrupção nao passa pelo contracheque do servidor publico, se o pais exige essa transparência, que se publique a declaração do IR em conjunto com a movimentação bancaria por CPF, aí sim descobriremos politicos, servidores públicos e cidadãos comuns sonegadores de impostos, corruptores e corruptos que sao os grandes criminosos e responsáveis pelas mazelas desse pais. Essa lei para mim e mais uma atitude hipócrita da elite política da nossa grande republica das bananas! Sempre desviando o foco do que realmente importa!! Quem sabe um dia o futuro chegue e nos tornamos realmente um pais serio!!!

  • HugoFloripa diz: 15 de julho de 2012

    Davi, gosto muito dos teus posts, mas este ta muito fraco. Argumentos rasos e de pouca relevância frente a um dos maiores problemas do país. Eu sou funcionário publico, e não teria problema nenhum com a divulgação do meu salário. Ah, esqueci de mencionar que sou professor de escola publica e gostaria muito que todos pudessem ver que o “público” realmente se auto valoriza através de acordos de cumpadres. Judiciario exige reajuste senão vai olhar com os olhos abertos o legislativo e executivo e recebe o reajuste exigido, sem falar no legislativo que vota seu próprio salario. Me responda uma pergunta: por que um médico, policial e professor qualificado não recebe o mesmo salario de desembargador, senador ou governador. Com certeza devem ser cargos com muito menos importância para o crescimento da população, estas preocupações colocadas por você acredito que seriam a solução. Espero que os famigerados sequestradores deem uma olhada carinhosa nesta lista de salarios e iniciem uma mudança neste pais. Pois senador ter assessores ganhando 4000,00 a 15000,00, e dizer que o orçamento pra saude,educação e segurança ja estão estourados é ridiculo. Desembargador ter regalias a vida inteira, e depois voltar a advogar recebendo a sua aposentadoria de mais de 20000,00 é ridiculo.

  • Machiavellirs diz: 15 de julho de 2012

    A MULHER DE CESAR

    Conhecemos um ditado popular que é um verdadeiro sofisma.

    É aquele que diz que “a mulher de Cesar não basta ser honesta: precisa PARECER que é honesta”.

    Esse ditado é um sofisma porque ele tem somente a aparência de verdade. Na realidade é um engodo, uma verdadeira mentira.

    Para esse ditado não ser um sofisma ele deveria ser assim: a mulher de Cesar não basta ser honesta: precisa MOSTRAR que é honesta. É desse jeito que o ditado deve ser aplicado ao funcionalismo público, ou seja, o funcionário público não basta ser honesto: precisa MOSTRAR que é honesto.

    E essa honestidade só será possível no momento em que a população – que paga o seu salário – saber quanto, de fato, ele ganha no fim do mês.

    Essa história de publicar a matrícula do funcionário e o seu respectivo salário não prova absolutamente nada.

    Vejam por exemplo, o caso dessa funcionária que ganha mais do que R$ 24.000,00 por mês e que a ZH flagrou gazeando o serviço. Caso aparecessem somente a matrícula dela e o seu salário de R$ 24.000,00 no Portal da Transparência, ninguém ficaria sabendo que ela é a tal recepcionista que não vai ao serviço e que ganha para não ir ao serviço, não é verdade?

    Agora não! Agora todo mundo ficou sabendo o nome da digníssima que ganha mais do que R$ 24.000,00 para não fazer nada ou, se quiserem, fazer muito pouco.

    E existem milhares de funcionários públicos nessa condição. É por causa disso que a população precisa conhecer os seus nomes e salários para fiscalizá-los.

    Na realidade a população precisa conhecer o que existe dentro da “caixa preta” que rege o setor público. É ali, dentro dessa “caixa preta” que se escondem as falcatruas e o dinheiro que deveria servir para melhorar a nossa educação, a nossa saúde e a nossa segurança, sem contar, por óbvio, a melhoria de nossas estradas e aeroportos.

    Há muito dinheiro desperdiçado no ralo da “caixa preta” apadrinhado por políticos inescrupulosos que – faz mais de 500 anos – vêm administrando o dinheiro público somente visando os seus interesses maquiavélicos.

  • Carolina Von Mühlen diz: 15 de julho de 2012

    Realidade bem dita, simplesmente ótima redação e perfeita participação do pessoal nos comentários, parabéns.

  • Alessandro Araldi Marcona diz: 15 de julho de 2012

    O texto do David reflete o que muitos servidores pensam, mas não têm possibilidade ou meios de expressar. A questão que está posta não trata de esconder ou divulgar números. O que se está a discutir é o direito a intimidade de alguns (servidores públicos) em contraposição ao direito que o povo tem de conhecer a informação, seja ela qual for. Parece bastante razoável afirmar que a publicação dos salários de um individuo causa um constrangimento. Nesse sentido, a pergunta que se coloca é se esse constrangimento é necessário. Se tal medida solucionará os problemas de transparência do Brasil. Nesse caso os fins justificarão os meios. A partir desse raciocínio poderemos avançar para outras questões. Não pareceria desarrazoado uma lei que previsse tranparência para todos os cidadaos inseridos na vida civil. Para aprimorar a ideia, poderiamos conceber uma lei que obrigasse a divulgação da declaração de imposto de renda dos profissionais liberais para saber se estão pagando o imposto devido, ou ainda publicar os balanços dos estabelecimentos que frequentamos, a final eles também são mantidos pelo dinheiro do povo. É uma bela indagação que se tratada de maneira séria e e aprofundada poderá contribuir muito para uma sociedade mais evoluida.
    Parabéns pelo texto, David.

  • Machiavellirs diz: 15 de julho de 2012

    O SUBTEXTO, O CHINELÃO, SOMETHING E A NONA SINFONIA

    Para os que não sabem o que é subtexto, explico: subtexto é aquele texto que acontece somente no cérebro do escritor. Ou seja, é um texto que o escritor pensa porém não o deixa materializado numa folha A4. Para isso o escritor corta daqui, corta dali, diz “isso aqui que estou pensando é a realidade mas não vou escrever”, e também diz “hoje eu quero ser mais soft, menos agudo”. E também pensa: “vou ser bastante irônico e espero que não surja nenhum Machiavellirs para aporrinhar o meu saco…”.

    Por exemplo, quando o David fala naquele funcionário público chinelão que ganha R$ 950,00 por mês e que convidou uma gostosa para beber um vinho na sua casa para depois comê-la ao som do “Something” no sofá da sua sala, em frente da lareira de latão abronzeado, na realidade o David tá sabendo que o cara fatura bem mais do que R$ 950,00 por causa dos penduricalhos tipo licença-prêmio, abono disso, abono daquilo, diferenças da URV, diferenças do Plano Real, etc., etc., e que o vinho que ele vai oferecer não é vinho de garrafão… no mínimo é um vinho argentino de qualidade igual aos vinhos de Buenos Aires que serviram para amaciar minhas glândulas salivares quando estive por lá recentemente.

    Outro exemplo é quando o David cita o caso da reunião do condomínio. Ora, é evidente que aí o David atingiu o suprasumo da ironia. Ele sabe perfeitamente que o valor do condomínio não é calculado em função do salário de R$ 10.974,00 que o funcionário público fatura mensalmente. Ou seja, o David sabe que o valor do condomínio é quantificado pela metragem quadrada de cada unidade habitacional. Assim, mesmo que alguém ganhe R$ 100.000,00 por mês, ele jamais pagará um valor condominial maior do que os demais condôminos se o seu apartamento for o menor do conjunto residencial. Então o David pensou: “tudo bem, vou deixar assim mesmo só pra dar uma gozadinha. Porém acho que alguém vai perceber o meu lance. Tudo bem!”

    Lógico que não vou ficar cansando a beleza de vocês com o resto do subtexto do David. Vou encerrar o assunto por aqui mesmo.

    Mas antes de encerrar o assunto, quero observar que bem no final do texto dele, tem uma frase que me obrigo a referir. Diz o David: “Mas não com constrangimento”. Ora, é evidente que o David sabe muito bem que o constrangimento serve, muitas vezes, para colocar as coisas em ordem. Se uma garota não está a fim de você, certamente quando você for abordá-la ela vai adotar uma fala, ou uma palavra que deverá deixá-lo constrangido, como, por exemplo: sai prá lá seu chinelão, não gosto de homens carecas! É evidente que você depois dessa vai pegar o seu rumo e sumir, não é verdade!

    Então o David, também muito ironicamente, disse que o assunto tem que ser tratado com transparência, “mas não com constrangimento”. Lógico que para o David, nessa tal de transparência, deve constar o nome e o salário do funcionário público…

    Então, agora terminando mesmo, lembro uma frase – já referida aqui no blog — que o Lênin fez numa carta escrita para um amigo durante a Revolução Russa. Diz Lênin: “Amigo, quando ouço a nona sinfonia de Beethoven sinto ânsias de afagar cabeças enquanto que o meu dever é cortá-las!”

    É, para resolver o problema do Brasil, certamente que teremos que cortar as benesses do funcionalismo público nem que seja necessário utilizar o constrangimento para tal ainda que sob o som do Something, ou melhor, da Nona Sinfonia.

  • rogerio diz: 15 de julho de 2012

    Realmente, eu não havia pensado em todas essas coisas. Ótimo artigo. A solução esta, portanto, na divulgação do numero cadastral e função de cada funcionário, sem dar dados como nome e CPF. Alias, se realmente continuarem divulgando todos os dados inclusive CPFs, vai haver facilidades de aberturas de crediaros falsos por ai e com certeza, os funcionários envolvidos nesses problemas nao prestarão seus serviços adequadamente até resolverem os problemas. Tem q se achar uma solução. Parabéns por colocar o problema.

  • paulo diz: 15 de julho de 2012

    Aos curiosos só digo uma coisa, ESTUDEM E PASSEM EM UM CONCURSO PÚBLICO, a inveja é uma merda!!!a maioria nem paga imposto de renda! a culpa nao é minha é sua que não estudou e fica ai de birra com funcionário público!

  • Func. Público diz: 15 de julho de 2012

    Algumas pessoas se confundem, isso é normal. O fato de eu ser um funcionário público não dá o direito a que qualquer um venha fuçar no meu contra-cheque. Meu salário é o povo que paga, mas no momento em que vira contra-cheque, é parte da minha intimidade.
    Não sou marajá. Na verdade sou bem mal remunerado. E um dos maiores motivos pelo qual sou contra essa idéia, é que tenho vergonha do que ganho, e não gostaria que outras pessoas soubessem. E o poder público simplesmente escancara pra todos a minha miséria, e alguns desajustados ficam berrando: É funcionário público, é vagabundo, tem que dizer quanto ganha!! Como se fosse uma caça às bruxas.
    Vou ver nos olhos irônicos dos meus vizinhos, na síndica, nos amigos, principalmente nos inimigos, nos descontentes, naqueles que guardam rancor, todos vão saber o número da minha miséria, pra que um bando de ignorantes se satisfaçam, felizes por arrombar meu contra-cheque, rasgá-lo, esfregá-lo na minha cara. Eu vou ficar apenas um pouco mais triste com a minha condição, mas muitos vão ficar felizes. Afinal, é o povo quem me paga, e eu tenho mais é que ficar quieto, deixar que devassem minha intimidade. Há anos sem reajuste salarial, daqui a pouco estarei ganhando salário mínimo. Que fiquem felizes com esse último tapa na cara que o poder público deu nos funcionarios públicos, todos os que nunca conseguiram passar em um concurso.

  • Juliana diz: 16 de julho de 2012

    É simples, o fato é que a Constituição assegura o direito à igualdade e a inviolabilidade da intimidade de qualquer cidadão. Funcionário público ou não. É notório também que a classe está sendo usada como “boi-de-piranha” para dar publicidade à pseudo-moralização alardeada aos quatro cantos pelo governo. E se tornassem as declarações de imposto de renda de todos os cidadãos públicas? É óbvio que os salário, assim como TODOS os gastos públicos provêm dos impostos e por conseguinte, pagos por todo cidadão. Os orçamentos são abertos. Os valores dos salários de cada cargo público sempre estiveram acessíveis a quem quiser pesquisar nos sites oficiais. Nominar é um abuso. Ponto.

  • Peixe diz: 16 de julho de 2012

    Machiavellirs resumiu perfeitamente o pensamento dos que defendem a divulgação dos salários: TODO SERVIDOR PÚBLICO É DESONESTO ATÉ PROVA EM CONTRÁRIO.
    É com base nesse preconceito que as pessoas querem a “transparência”. É essa perversão do princípio da presunção da inocência que “justifica” a lei.

    Por que não colocas na Internet a tua declaração de imposto de renda para todos vermos se não está sonegando nada? Por que não digitalizas o extrato da tua conta bancária para nos assegurarmos que não és laranja, nem estás cometendo alguma fraude? Simples: porque o OUTRO é o problema. “A mulher de César” é sempre o OUTRO. A bola da vez são os servidores públicos.

    E alguém disse que “na próxima vida, quero ser servidor público”.
    Por que na próxima? Não sabes que tem concurso aberto nesta aqui??

  • Gisele Vilarino diz: 16 de julho de 2012

    Atė que enfim, alguëm da imprensa falou algo com o que eu concordo a respeito da divulgação dos salários dos servidores públicos! Toda essa celeuma seria evitada se fossem divulgados apenas os salários, sem a divulgação dos nomes. Mas o servidor público foi eleito o culpado pelas mazelas do Brasil, então, tudo para puni-los. Quem mandou estudar e passar num concurso? Bem feito!

  • João diz: 16 de julho de 2012

    O direito à privacidade, à intimidade e ao sigilo fiscal estão previstos na Constituição. Decidiu-se desrespeitá-los, supostamente em nome de um interesse público maior.
    Atendamos, então, de modo pleno a esse interesse maior e façamos divulgar tudo, público ou privado, nominalmente: todos os salários recebidos, os impostos pagos, todas as declarações de bens, os benefícios estatais recebidos (bolsa-escola, bolsa-família e tantas outras ‘bolsas” por aí, benefícios previdenciários, etc.).
    Afinal, é do interesse público e deve ser verificado (“bisbilhotado”) por todos se o que alguém (do setor público ou privado) paga de impostos corresponde aos seus sinais de riqueza externa.
    Lembremos que a sonegação existe especialmente no setor privado, pois o servidor público recolhe IR na fonte. Assim, não só verificaríamos se o dinheiro de todos está sendo bem aplicado, mas também se todos estão pagando o que devem para a promoção do bem comum.
    Além disso, deveriam também ser divulgadas listas nominais de isenções fiscais, com os respectivos valores e também listas nominais, com valores, dos contratantes de publicidade de cada veículo de comunicação, pois também é do interesse público controlar o possível comprometimento das informações veiculadas na imprensa.
    Balanços de empresas, com divulgação dos pro-labores. Listas nominais de saldos e depósitos em conta-corrente (ou o controle do sistema financeiro e do montante de depósitos bancários não é de interesse público?). Enfim, devassemos tudo, listemos tudo. Transparência total e irrestrita, como agora se impõe aos servidores públicos, já que a porta da privacidade e da intimidade foi aberta.
    Afinal, se vale para o servidor público, tem que valer para todos, pelo princípio da isonomia (“todos são iguais perante a lei, sem distinção de sexo, raça, cor, etc…”).
    Talvez esteja faltando às pessoas, sobretudo do setor privado e que hoje aplaudem essa vergonha, a consciência de que fazemos todos parte do mesmo “povo” e, portanto, cedo ou tarde, a iniquidade hoje praticada com as do setor público as atingirá.
    Aliás, está um passo mais próxima. E que não se iludam, pois, quando o processo de acovardamento e controle absoluto dos servidores públicos terminar (não falta muito), o foco vai mudar para o privado e não haverá mais onde se socorrer, já que os servidores públicos (entre eles vários que deveriam ter sua independência garantida para prestarem bons serviços públicos, como auditores da Receita, fiscais da Fazenda, juízes, promotores, e outros) estarão já todos de joelhos, rezando pela cartilha que lhes foi imposta sob o aplauso de muitos. Para quem duvida, há exemplos históricos disso, inclusive recentes e no mesmo continente.

  • francisco diz: 16 de julho de 2012

    Para quem ácha que estabilidade é um mal, e que deva a pessoa no serviço público ingressar por VOCAÇÃO, eu digo: TEU SONHO É PASSAR NUM CONCURSO? Faça que nem eu, estude. Vagabundo é a mãe. Inveja é triste. Iniciativa Privada é…uma palavra composta, e segunda parte lembra algo…

  • Ricardo diz: 16 de julho de 2012

    O texto está excelente. Gostaria de chamar a atenção para alguns dos comentários:
    COLORADA, ótima ideia. Sou funcionario publico. Muitos colegas não vêem o dia em que serão divulgados os salários para bisbilhotar os demais. É só para isso que a divulgação irá servir. MIGUEL, não espere a próxima vida. Estude e passe em um concurso. Afinal, se todos os servidores são uns incompetentes, vc não terá nenhum obstáculo para ser aprovado em primeiro lugar. LUXEMBURGO, vamos acabar com o TCU/TCE já que eles não servem para nada? GILBERTO, bem lembrado. Quem sonega impostos também deve para o povo. ARLETE e GENIVAL existe uma ideia de que funcionario publico passa o dia tomando cafezinho. Isso não se sustenta, mas é o que demagogicamente justifica absurdos como a divulgação dos salários. CRISTIANO, muito bem obsrvado. Propina não aparece no contracheque.

  • José Paulo diz: 16 de julho de 2012

    David.
    O salário-base de todos os servidores já era público e ainda o é nos editais de concursos. Mesmo antes desta lei, é fácil ter uma ideia bem próxima de quanto ganha um servidor público. Então, a divulgação da remuneração real só vai ser novidade para aqueles que recebem vencimentos desproporcionais com os demais.
    Eu fui servidor público municipal por quase 10 anos e sempre achava estranho que alguns colegas já temiam esta “exposição”… não vejo nada de errado nisso, conforme já relatei antes.
    Aliás, isto vai ser muito bom para desmascarar, por exemplo, alguns professores que foram contra o plano da Yeda Crusius de estabelecer o piso nacional e tirar os penduricalhos (difícil acesso, etc., etc.), que fazem com que professores com 10 anos cheguem a receber mais de R$ 4 mil por uma jornada de 40 horas ou muito mais por de 60 horas, ao contrário de um iniciante, que vai ganhar R$ 700,00 pelas mesmas 40 horas, sem os penduricos.
    Ou seja, esses professores “muito preocupados” com toda a classe, ao perceberem que poderiam perder os penduricos, em prol de todos ganharem um salário minimamente digno, roeram a corda. Eles queriam aumentar o básico e manter os penduricos proporcionais, fazendo com que muitos ganhassem mais de R$ 10 mil e outros só uns mil e poucos reais. A justiça continuaria a existir.
    Este é só um exemplo, mas existem vários outros, que devem acabar.
    Como disse antes, já fui funcionário público, inclusive recebi gratificação de função e não era nem um pouco difícil para qualquer um saber o quanto ganhava, bastando ter uma calculadora e o estatuto do servidor na mesa.
    Ainda que não fosse assim, acho justo todos saberem quanto eu ganhava e nunca escondi isto de ninguém.

  • Guilherme B diz: 16 de julho de 2012

    Pelos comentários pode-se ver que só quem defende que não se exponha os salários são os próprios servidores com medo de que todos vejam seus ganhos disparatados. O David, os servidores e quem mais quiser podem vir com o argumento que for, mas é a vontade da maioria da população e é lei divulgar, espero que seja o primeiro passo para acabar com o mundo de fantasia que vive o setor público. Na hora de falar de Brasília todo mundo enche a boca, mas na hora de olhar no espelho fazem de conta que não é com eles. Moral relativa não existe.

  • Orcil Colorado diz: 16 de julho de 2012

    O que mais me irrita neste País é a burrice desse povo (de uma graaaande maioria). Pensar que divulgar salário de Servidor vai adiantar alguma coisa é ser muito burro e simplista. É muito fácil falar mal de Servidor Público, principalment da parte daqueles que fazem parte do “bando” (não todos, nunca) dos preguiçosos, que só querem saber de “tomar uma geladinha” e ir pra “Balada” enquanto os “sem-vergonhas”, os ‘safados” dos Servidores estavam estudando.

    Não confunda Servidor Público CONCURSADO com o vagabundo que você VOTOU sem pensar nas consequências!

    Bando de vagabundos!

    Vão estudar! Ahh, mas isso vocês não querem, né? Cadê a transparência?

  • Machiavellirs diz: 16 de julho de 2012

    A PARÁBOLA DO AQUÁRIO

    Nota do autor: esta parábola é do tempo em que as plantas e os bichos falavam.

    Era uma vez um peixinho.

    Ele vivia nadando entre aguapés, juncos, ararutas e ninfeias na beira de rios e lagoas bastante poluídos. A vida lhe era estressante. Seu habitat era selvagem demais para ele porque traíras dentuças e jundiás escorregadios gostavam de comer peixinhos nadadores.

    Um belo dia, nadando perto da margem, o peixinho ouviu vozes. Aguçou o ouvidinho e percebeu um humano dizer para outro:

    - Preciso pegar uns peixinhos para o meu novo aquário.

    O peixinho estremeceu de medo e tratou de botar sebo nas nadadeiras e se mandou pra bem longe dali, pensando:

    - Pô, não bastam traíras e jundiás! Agora até os humanos estão a fim de me fazer. Vida cruel essa! Aquário?! O quê é isso? Será que é alguma frigideira eletrônica para me torrar em 30 segundos?

    Passaram dois fins de semana e veio a chuva. No início, fraquinha, depois forte. O rio subiu. Juncos pediam socorro; ararutas e ninfeias perguntavam o que seria delas.

    E o nosso peixinho, nem aí. Afinal, água não era problema para ele. E ela subia, subia. Agora já estava acima de barrancos, árvores e casas.
    Finalmente a chuva cessou e o rio voltou ao normal.

    Nadando pelas redondezas para descontrair um pouco o peixinho encontrou outro peixinho que nunca vira antes e perguntou-lhe:

    - Forasteiro?

    - É!

    - De onde vens?

    - Venho de um aquário que caiu de cima da mesa e quebrou. Ainda bem que havia a água da enchente pelo chão da sala e eu consegui me salvar…

    - Aquário? O quê é isso?

    - É um negócio de vidro transparente que tem água dentro e que os humanos gostam de botar a gente ali dentro para ficar olhando a gente nadando pra lá e pra cá…

    - É bom isso?

    - Muito bom. A gente não precisa trabalhar. É só ficar mexendo a boquinha e fazer borbulhinhas de ar para o nosso dono nos dar muita comida…

    - E o quê a gente tem que fazer para entrar num aquário?

    - Você tem que fazer um concurso ou conseguir um padrinho…

    - O concurso é difícil?

    - Bem, no meu caso foi. Tive que decorar que o sujeito de uma oração não pode vir regido por preposição e saber o que é um anacoluto…

    - Anacoluto? O quê é isso?

    - Ah, não vou te explicar porque é muito difícil para um peixe saber o que é um anacoluto…

    E o peixinho saiu dali com o firme propósito de conseguir um padrinho para ingressar no aquário.

  • Func. Público diz: 16 de julho de 2012

    Guilherme B, cara tu é muito ignorante! QUem tem ganhos disparatados? Tu deve ser daqueles incompetentes que passou a vida tentando estudar para passar em um concurso e nunca conseguiu… Ganhos disparatados sao os dos políticos que tu vota, que ganham uma fábula e nao trabalham. Tu deve ser flanelinha no Centro, pra achar que um cara assalariado, concursado, com esse governo de m… ganha um disparate. Só sendo muito ignorante.

  • Gustavo diz: 16 de julho de 2012

    Um, se não o único artigo postado (com o perdão da franqueza, David) em que vi seriedade. A sanha atual é: saber quanto cada um dos N servidores públicos ganha. Nada mais. Mas eu também gostaria de saber quanto a Sra. Rosana de Oliveira ganha, o Sr. Presidente do Grupo RBS ganha, o Sr. Lauro Quadros; a arrogante da Cristina Ranzolin; o Sr. Pablo (tenho ojeriza quem usa a terceira pessoa – Paulo Santana – O Senil); Lasier Martins e Cia. Ltda., vez que, embora seja uma empresa – ou conglomerado -trata-se de uma concessão pública, portanto sujeita a Lei de Transparência. Enfim… pimenta nos olhos dos outros é refresco. Não sou partidário da omissão ou ocultação, mas essa campanha pela “transparência” é quase uma luta pela intitulação de: “todo o funcionário público é servo do povo e objeto de devassa”.

  • francisco diz: 16 de julho de 2012

    A Cultura da Inveja

    Merlinton João Braff*

    Os invejosos, quando fustigados pela cobiça, não se esmeram, não se preparam, não se aprontam, “não plantam nem colhem”, mas pretendem participar do banquete. Eles não envidam esforços em assimilar as virtudes e qualidades que capacitariam a satisfazer os desejos legalmente. Simplesmente almejam o ‘prato feito’. Querem vantagens e direitos sem a contrapartida dos deveres e obrigações. Os invejosos não se inserem adequadamente no moderno contexto social que atualmente não admite privilégios como os que existiam no tempo em que o amigo do rei podia receber a posse de uma capitania e explorar um título de nobreza; o bajulador do governador ganhava ou comprava um título de coronel e exercia a sua incompetência autoritária. Agora, nestes novos tempos de capitalismo democrático é um ‘salve-se quem’… quiser, contanto que seja pelos próprios méritos.

    Os invejosos são egoístas, são avessos à solidariedade, à cooperação, à participação, ao compromisso, à disciplina. A sobrevivência dos invejosos é uma prova de que a natureza humana ainda é tolerante e até agora não perdeu a esperança; por enquanto espera o desenvolvimento que falta a certos tipos com desvio de comportamento, para a inclusão social desses indivíduos.

    A Humanidade continua procurando congregar aqueles que não se enquadram em padrões aceitáveis pelas regras de convivência comunitária. Enquanto isso, um invejoso é um criminoso em potencial. Ele não sabe apreciar nada que seja ótimo ou excelente e que não lhe pertença, porque o seu egoísmo não permite. Visto que não desenvolve habilidades virtuosas, só lhe resta usurpar, furtar e roubar para obter. Quando não consegue possuir, deseja destruir o quê ou quem lhe causa tanto desgosto. Uma inveja assim pode resultar em ódio dedicado a pessoas de bem. É uma inveja compulsiva que leva a inventar calúnias requintadas porque sendo peçonhento, esse invejoso é estimulado pela energia maligna de seu próprio veneno.

    Os invejosos e cobiçosos querem ser “salvos pela graça”, porém ‘exigem’ perdão sem o respectivo arrependimento. Ainda não perceberam que só pela fé, sem as obras não há salvação.

    Verdadeiramente todos somos iguais perante o Estado, mas apenas nos primeiros dias de vida. Depois, cada indivíduo vai assumindo a responsabilidade pelos seus atos. Geralmente as pessoas passam a infância sob a tutela dos pais; muitos continuam sob as asas durante a adolescência e alguns acostumam tanto que procuram uma maneira de permanecerem tutelados, mesmo a contra gosto da sociedade. Então vem o governo e garante função gratificada, sem concurso público, a troco de bajulação.

    Os cobiçosos podem ser comparados com os adeptos de um socialismo do século passado, que ainda tenta se reabilitar, como se ainda fosse possível preceituar: – ‘Se alguém tiver duas casas, uma deve ser invadida pelos “sem teto”; se for proprietário competente de fazenda, deve entrega-la para divisão, porque com os sem-terra ela será mais bem administrada’. De resto uma quimera demagógica: ‘Se alguém cometeu crime, foi por culpa da sociedade burguesa, porque a Classe Dominante mal intencionada permitiu uma educação desvirtuada’…

    Pela ótica dos invejosos, existiria um ‘bode-espiatório’, imaginam uma elite inteligente, privilegiada e dissimulada por trás de todo o mal que acontece. Assim eles sentem-se no direito de burlar os ‘desígnios maquiavélicos’ dessa odiosa elite. Seria muito interessante e inconveniente essa extrema eficiência, mas o Governo não é uma entidade independente, ele é constituído de Executivo, Legislativo e Judiciário, que já de ‘per se’ poderia funcionar com regulação harmoniosa e auto-sustentável, mas nós contamos igualmente com a vigilância do jornalismo, das ONGs e da religião. Além de tudo isso, paira sobre a política o necessário respeito pela opinião pública do eleitorado. As elites (parte mais inteligente da sociedade), que também poderiam ser consideradas MAQUIAVÉLICAS, não formam uma sociedade secreta e organizada para explorar as ditas ‘classes dominadas’. Elas são constituídas de pessoas como você e eu que estamos muito ocupados, cada qual com a sua própria salvação, já que o Judiciário, para agir com justiça, sempre dá preferência pela defesa dos fracos e oprimidos, mas deve ‘pegar leve’. Algumas vezes os que aparentam mais fraqueza são trapaceiros, e sem elite não há nação.

    A Nação é a somatória dos cidadãos. Se cada um de nós fizer a sua parte com esforço, altruísmo e ética, sem divinizar um dos poderes políticos, a ponto de atribuir-lhe as honras ou os opróbrios correspondentes a todo e qualquer fato ou circunstância que nos afete, haverá menos transgressões porque os culpados serão os próprios transgressores; se cada um de nós estiver do lado da Lei e da ordem colaborando na construção do país que almejamos, sem exigir privilégios imerecidos, certamente esse objetivo será alcançado.

    Estou convencido de que enquanto o Brasil não se desvencilhar da cultura da inveja, será muito triste a comparação com qualquer outro país.

    A inveja deve ser substituída pela admiração.

    *Agente tributário estadual aposentado.

    Merlinton é autor dos livros:

    Em Busca da Cidadania;

    Arte, Ciência e Mistério;

    Neoletria.

  • francisco diz: 16 de julho de 2012

    Sr. Maquiavélicus, seja lá qual for seu nome… dou risada com a tua mistura de orgulho (nossa! leiam meu comentário, eu sou demais!) com drama esquizofrênico paranóico anti-funcionalismo psicótico brasileiro midiático cabeça-fraca (danem-se os servidores públicos, vagabundos!, imprestáveis!, eu tenho família, mas se eles têm, não quero nem saber!).

  • Alex diz: 17 de julho de 2012

    Os servidores públicos já tem TANTAS vantagens…algumas delas até desproporcionais.

    Oq custa ter pelo menos UMA desvantagem, q seria a divulgação do seu salário? se alguém acha isso ruim, então q não se candidate a nenhum cargo público e fique com o seu salário no anonimato.

    Eu, se tivesse todas as vantagens q tem um cargo público, estaria pouco ligando se divulgassem o meu salário.

    E outra: em teoria, o funcionalismo público teria q ser composto pelos melhores. mas na prática, sabemos q não é assim. além daqueles q são aprovados por vias ilegais, existem aqueles q estão há 30 anos acomodados no serviço público e q jamais passaram em um concurso, sendo apadrinhados por alguém.

    Sim, existem os honestos e os bons. mas pra esses, vale oq eu disse no começo do texto.

  • Beatriz diz: 17 de julho de 2012

    Sou servidora pública e não tenho reajuste a 5 anos, com a desculpa da crise na Europa Dilma não negocia reajuste. Quando houve o último reajuste meu salário ficou muito bom sim por um ou dois anos. Mas durante todo esse periodo a escola da minha filha teve reajuste todo o ano, a passagem de onibus também, o salário minimo, o arroz o feijão….vida servidor público principalmente quem entrou nos últimos anos que não goza de benefícios que mais antigos tem não é fácil enganam-se os que dizem o contrário.

  • jair diz: 17 de julho de 2012

    meu caro David, será que no seu texto nãp poderia ser menos machista e apontar os malandros e pilantras de plantão, aplicando o golpe cinderela
    no sexo frágil, principalmente investindo e selecionando aquelas com melhores salários.

  • Machiavellirs diz: 17 de julho de 2012

    APENAS UM EXEMPLO, PRA NÃO MALTRATAR DEMAIS!

    Vejam o caso da funcionária pública Beatriz.

    Ela diz: “Sou servidora pública e não tenho reajuste a 5 anos, com a desculpa da crise na Europa Dilma não negocia reajuste. Quando houve o último reajuste meu salário ficou muito bom sim por um ou dois anos. Mas durante todo esse periodo a escola da minha filha teve reajuste todo o ano…”.

    É, é isso aí mesmo. A filha da Beatriz, uma honesta funcionária pública, estuda em escola particular.

    Diante disso, como faria Sócrates, cabe a seguinte pergunta: Beatriz por que você não tira sua filha do Colégio Farroupilha e a coloca numa escola pública, atendida por professores, públicos iguais a você?

    - Escola Pública?! Você endoideceu Machi!

    E a Beatriz fazendo como um sofista faria, perguntaria para mim:

    - Machi, você sabe como funciona uma escola pública? Tenho certeza de que não! Na escola pública os professores são mal remunerados, não fazem cursos de especialização. Na escola pública tem papel higiênico dia sim, dia não. Deus me livre colocar minha rica filhinha numa escola pública…

    Pois é! Como disse no comentário “O subtexto, o Chinelão, something e a nona sinfonia”, existe uma fábula de dinheiro que vai para o ralo da “caixa preta” do serviço público. Lá ele desaparece em licenças-prêmios de 1, 2, 3, 4, 5 anos ou mais; 13º disso, 14º daquilo; diárias disso, diárias daquilo; vantagens adicionais disso e daquilo e por aí afora.

    E é por causa desse desperdício que falta dinheiro para a escola pública. É por causa disso que a Beatriz coloca sua rica filhinha no Farroupilha. É por causa disso que este país de merda, como diria o Lula, não sai deste atraso existencial de mais de 500 anos.

    Enquanto a população não ficar conhecendo onde se esconde o dinheiro dos impostos que ela paga para uma Assembleia repassar a importância de R$ 24.000,00 para uma funcionária pública, flagrada pela ZH, não fazendo nada, este Brasil continuará atrasado do jeito que está.

  • francisco diz: 17 de julho de 2012

    Alex, não se trata de desvantagem, mas de uma violação de privacidade, já que para saber quanto o cargo público X ganha basta saber fazer conta e acessar o edital do respectivo concurso e ver a remuneração, para a serguir para deduzir os impostos ( que a gente não sonega, ao contrário da iniciativa privada, já que vem descontado em folha ). Transparência, ok, mas válida para todos, e sem abuso da Lei de Acesso à Informação. Válida para a iniciativa privada, e para os meios de comunicação (que por lei são considerados SERVIÇO PÚBLICO eis que é caso de concessão). Cara, na boa, o sol nasce para todos, não generalize, estude se quer ser servidor público. Mas concordo com sua indignação, como a minha, com alguns casos de exagero de vantagens.

  • Paulo César diz: 17 de julho de 2012

    E aí Machiavellirs, dá pra vc postar seu contracheque pra gente ver????

  • francisco diz: 17 de julho de 2012

    Máscara do Maquiavel, não seja rancoroso com pessoas normais como você só porque tiveram a opção, feliz na minha opinião, de não ser da iniciativa privada. Radicalismo é burrice. Inveja é triste.

  • Orcil Colorado diz: 17 de julho de 2012

    Sr. Machiavellis, você só pode ser um dos preguiçosos que não quis estudar e nem trabalhar. Quer apenas tomar umas geladinhas nos finais de tarde, ir pro parkão nos domingos e ficar morrendo de inveja dos que trabalham, estudam e fazem alguma coisa, senão pelo Pais, ao menos por si.

    Se você é um pobre (de espírito) dum imbecíl que não consegue colocar seu filho numa escola de qualidade, posso compreender sua inveja em relação à Servidora Beatriz. Talvez um dia teus filhos agradeçam por você te-los deixado estudando em escolas inferiores. Talvez ai você entenda a diferença entre estudar, trabalhar e “conquistar” uma vida melhor pelo seu próprio esforço, do que ficar INVEJANDO o que os outros conquistaram.

    Se NÃO TENS CAPACIDADE, trabalhe, não fique apenas jogando pedras por ódio ou INVEJA de quem é mais capaz que você.

    A questão é que está havendo uma verdadeira campanha anti-servidor público, da parte do Governo Federal, e pessoas “burras”, como você, não se informam e saem jogando palavras ao vento.

    É a prática do “desviar a atenção, o foco”, pra que o povo não olhe pra verdadeira sacanagem que está rolando, que são os CACHOEIRAS da vida, que o PT e seus aliados protegem.

    Abraço! Vá estudar!

  • Machiavellirs diz: 17 de julho de 2012

    SÓ PODE SER FALA DE COLORADO BURRO MESMO!

    Pelo jeito tu és daqueles iguais àquela funcionária pública que a Zero Hora flagrou passeando com o cachorrinho dela no horário de expediente. Pois eu te digo que nem que tu trabalhes a vida inteira no serviço público ganhando todos os penduricalhos possíveis (licença-prêmio, horas-extras, licença-maternidade,14º salário, auxílio alimentação, auxílio creche, avanço disso, avanço daquilo e o raio que o parta), em termos materiais, jamais chegarás ao nível do meu calcanhar.

    Só pra te deixar bem recalcado informo-te que minha formação superior foi realizada numa universidade pública, na UFRGS. E te informo que o meu curso não é desses cursinhos vagabundos que andam por aí, tipo…tipo… bem, deixa pra lá. Então, também, na parte intelectual, tu vais ter que rebolar muito o eu quero tchu, eu quero tcha, para chegar aos meus pés.

    O fato é que essa tua ideia de que alguns servidores públicos têm que meter a mão no dinheiro público sem dó nem piedade por questões corporativas ou políticas está chegando no final.

    Os médicos do serviço público, os professores públicos, os policiais, enfim, esses que ganham muito pouco se comparado aos demais estão descontentes com essa diferença brutal entre as categorias.

    Um médico estuda 6 anos só pra se formar. E tem que estudar a vida inteira esteja ou não no serviço público. Olha o salário dessa funcionária pública que a ZH flagrou – que deve ser um salário igual ao teu – e compara-o com o salário de um médico, de um professor universitário ou de um policial. Existe uma diferença muito grande entre eles. E a sociedade precisa saber de quanto é essa diferença.

    Então, colorado burro, trata de mostrar os teus rendimentos e não reclama.

    Estaremos de olho!

  • PATRÍCIA BERESFORD diz: 17 de julho de 2012

    David, sou obrigada a dizer que nem sempre concordo com tuas posições no Pretinho Básico, mas SINCERAMNETE FIQUEI MUITO FELIZ EM LER ISSO. Finalmente alguém lido e respeitado manifestou a preocupaçãode todosnós, simples operários da máquina pública.

  • Machiavellirs diz: 18 de julho de 2012

    JOÃOZINHO DO PASSO CERTO

    Por todo o Brasil as instituições públicas estão divulgando o nome e o salário de seus servidores obedecendo a Lei da Transparência.

    Segundo últimas notícias, o Senado Federal vai adotar a medida a partir de agosto/2012.

    Acontece que o RS revolucionário aqui — que, aliás, nunca se vitoriou nas revoluções em que foi protagonista e que continua num atraso histórico no seu desenvolvimento graças à falta de visão de seus dirigentes – insiste em não divulgar o nome e o salário dos seus servidores numa tentativa, por certo, de esconder as mazelas que existem nas folhas de pagamento, como foi o caso da funcionária pública que ganha mais do que R$ 24.000,00 por mês e que Zero Hora flagrou passeando com a sua cadelinha no horário de expediente.

    Mas podem ir botando as barbas farroupilhas de molho porque a coisa vai pegar. Vocês vão saltar pra lá e pra cá, iguais sardinhas no aquário, mas não vai adiantar nada porque a frigideira eletrônica já está acesa.

    E eu não quero ficar igual a marido traído. Quero saber onde está indo o dinheiro que pago no IPI, ICMS, IPTU, IR, IOF, etc., etc.

  • Juliana diz: 18 de julho de 2012

    Isso aí Machiavellirs!! Com certeza a transparência na divulgação dos salários não será para julgar os bons funcionários que realmente fazem a parte deles onde estão atuando, mas sim para ficarmos de olho nas inúmeras “Beatrizes” da vida que são muito bem remuneradas para simplesmente enriquecerem às nossas custas… cargos de comissão, apadrinhados, “colocados” em concursos públicos fraudados… Se irá resolver… duvido… mas quem sabe, causando um pouco de indignação, poderemos ter mais iniciativas como as denúncias feitas em 2010 no Paraná, onde foram investigados e denunciados os casos de laranjas e funcionários fantasmas na Assembléia Legislativa: algumas pessoas recebiam de R$ 600 a R$ 800 por mês, embora estivessem contratadas por vencimentos que chegavam a cerca de R$ 30 mil, enquanto outras recebiam muito bem e nunca apareciam para trabalhar, algumas destas encontradas residindo bem longe da capital Curitiba.

  • Machiavellirs diz: 18 de julho de 2012

    O CHEQUE MATE

    Um dos maiores problemas brasileiros – só perde para a ignorância do povo – é que o Poder Público, ano após ano, vive dando xeque-mate nos recursos públicos para beneficiar certas castas do funcionalismo público.

    Então são feitas leis para justificar o XEQUE-MATE. E assim, de repente, surge uma lei que autoriza a incorporação ao salário do servidor do, por exemplo, auxílio paletó.

    Pronto! Todo mundo que não é ignorante sabe que isso é um assalto que o Poder Público faz no bolso do contribuinte, daquele contribuinte que, como eu, como você, paga aquele monte de impostos que, maioria das vezes, nem sabemos o nome. E todo mundo que não é ignorante sabe que o novo auxílio paletó é uma verdadeira imoralidade.

    Só que aí os defensores dessa imoralidade dizem que ela é legal, ou seja, tentam convencer os idiotas aqui que o auxílio paletó não é imoralidade porque tem uma lei que o ampara…

    Bem, se tudo terminasse por aqui até que eu e a torcida do Grêmio ficaríamos contentes porque agora parece que o Grêmio engrenou. Só que essa tal de coisa imoral e legal ao mesmo tempo – os ossos do Aristóteles, se ainda existem, devem estar pulando de brabos em cima do Ética a Nicômaco — não termina por aqui porque vem os servidores públicos que entendem do assunto dizer que o auxílio paletó tem que ser estendido para todos os servidores públicos em razão da tal isonomia que a Constituição Cidadã defende no seu artigo 5º.

    Ou seja, existe um ritual maquiavélico na administração pública para justificar todas as imoralidades nela existentes.

    Aqui no sul, se a gente não se cuidar, é bem provável que surja o CHEQUE MATE (não vou desenhar o trocadilho, ok!) que será um novo auxílio para o servidor sorver o seu mate amigo, sem gastar um puto tostão, nas horas de folga durante o expediente, não é verdade?

  • Fábio Colorado, Também, mas não Otário diz: 18 de julho de 2012

    Machiavellirs

    Cara, tu só pode ser uma baita Otário Recalcado.

    Falar que tu tens Diploma Superior da UFRGS, báh, isso só demonstra que tu pode ser um outro mamador (nem todo mundo que estudou na UFRGS o é), pois quem pagou teu curso foi o povo brasileiro. E o que tu tens feito por esse povo que pagou tua facul? Nada além de ficar escondido atrás dum nick batendo boca com quem tu nem sabe quem. Pra tu saber Otário, estudei durante 3 anos pra chegar no cargo que estou há 5 e meu salário não chega nem perto da metade dos tais 24.000. E, se tu ganhas mais do que isso, PARABÉNS meu velho, não vou ficar INVEJANDO teus ganhos. Quando eu achar que preciso mais, vou à luta sem precisar pisar em ninguém.

    Se tu é tão macho e bom assim como tu “te acha” mostra teu contra-cheque e já me da teu endereço por que ficar de papo-furado escondidinho atrás de um computador é pra muleque do teu tipo.

    Só pra tu perceber quão otário tu és, tenho inúmeros amigos GREMISTAS Servidores Públicos e não Servidores também, que dariam tudo pra “debater” frente a frente com um imbecil do teu tipo, só pra te deixar caladinho. E não é o fato de ser COLORADO ou GREMISTA que faz alguém burro, mas atitudes imbecis iguais as tuas.

    Procura te informar sobre “quem”‘ tu vais criticar e só depois faz alguma acusação, caso contrário teus argumentos serão sempre repudiados. E é disso que o Sr. Davi Coimbra está escrevendo, a contrariedade com a “generalização” das coisas, pois alguém culto como ele vai atrás da informação correta e critica pontualmente quem estiver realmente errado. Pessoalmente não pactuo com a situação da CC (cargo de Confiança) da Assembléia que “ganha” (literalmente ganha, pois não trabalha) os R$ 24mil, pois tenho meu emprego que consegui com muito estudo e não com regalias, as quais repudio igualmente como qualquer brasileiro.

    Mas, na certa tu deve ser um pobre dum coitado (de espírito) que não tem onde cair morto, ou um filhinho de papai que não precisou trabalhar aos 12 anos, muito menos esudou em escola pública pra chegar numa UFRGS. Eu estudei toda a minha vida em escola pública, seu babaca, e fiz faculdade “particular”, enquanto que gente do teu tipo deve ter sido o contrário. E se acha no direito de reclamar.

    Babaca, nada mais do que isso!

  • Douglas diz: 18 de julho de 2012

    Medroso, se você está tão tranquilo com o seu salário, por que está tão revoltado, manifestando-se sem parar aqui nestes comentários? Talvez esteja sem nada para fazer. Talvez tenha algum recalque ou algum problema sério de sexualidade, ou de falta de amizades, ou de inferno na família. Talvez ninguém o queira, apesar do grande salário que diz ter.

    Certamente não é feliz. Você não ficará satisfeito com resolução alguma da vida econômica da população. Cuidado com a úlcera. E saiba que servidor público não recebe hora-extra (apesar de fazer muitas, todos os dias), e que servidor público federal não recebe licença-prêmio, depois de alterações feitas pelo Fernando Henrique.

    Quanto à licença-maternidade, está sugerindo que as mulheres não engravidem ou que devem depositar o recém-nascido no hospital e voltar às máquinas? Se isso acontecesse, talvez o mundo teria mais habitantes com alma (?) semelhante à sua.

    E daqui a pouco muitos vão querer que nós, servidores públicos, prestemos conta de como, quando e onde gastamos o nosso salário, porque o nosso salário veio do público? O dinheiro público que ganhamos se transforma no serviço que prestamos todos os dias, no esgotamento com que chegamos em casa todos os dias. E somos servidores, pessoas, não somos parte da ferragem de uma máquina de dinheiro. Sim, porque o país não é uma máquina de dinheiro, é um coletivo de seres humanos, além de um pedaço de um ecossistema.

  • Henrique Tolotti Ennes diz: 18 de julho de 2012

    Oi David, fico feliz em saber tua posição sobre o assunto e principalmente ao constatar que nem toda a imprensa está contra nós, servidores públicos. Concordo com o que disseste que os servidores públicos recebem salários compatíveis com suas funções (com exceções, é claro). Sei também que alguns servidores não prestam serviços com a qualidade que deveriam e isso deve ser corrigido. Mas a divulgação de salários com os nomes dos servidores não significa transparência, mas sim invasão de privacidade e quebra de sigilo. Enquanto a corrupção rola solta por baixo dos panos em todas as esferas do poder, o governo quer fazer transparência com seus servidores que, mais uma vez, servirão de bode expiatório para a sociedade, desviando o foco das CPIs dos verdadeiros ladrões do povo. Obrigado pelo apoio. Abração.

  • francisco diz: 18 de julho de 2012

    Oh colorado, o gremista aqui vai te dar um toque: deixa o maquiavélico odioso na dele, deve ganhar muito bem mesmo como um autônomo de renomado sucesso mundial em porto alegre para achar a quantia de R$ 24MIL, justa ou não, tão provocante ao seu espírito…kkkkkkk
    Deve ser um baita recalcado. Faz parte, até na família a gente tem que suportar clones das falácias medíocres dele. Para eles todo funcionário público é um sortudo, ganha muito e não faz p nenhuma, aliás, só debocha como aquela funcionária da AL gaúcha. Acontece que os generalizadores (cabeça-fracas / rede globo / carinha feia do willliam bonner quando anuncia que os professores federais não aceitaram os quase 45%) são uns medíocres marias vão com as outras. Há honestos e desonestos em todo o campo. Isso, sejam marionetes do PT. São tão burros que nunca ouviram falar que para acessar a remuneração de qualquer cargo público federal basta acessar: http://www.servidor.gov.br/publicacao/tabela_remuneracao/bol_remuneracao.htm.
    Ora, para quem é curioso o suficiente ou invejoso do vizinho funcionário público que estudou e é honesto, já era tempo de saber…afinal ninguém aqui que comentou é um “afastado” do mundo virtual a tal ponto.
    Maquiavélica, enfia essa tua ideologia fraquinha (citando sócrates, putão, aristóido) lá no teu.

  • francisco diz: 18 de julho de 2012

    Ainda por cima rancoroso quanto ao povo gaúcho. Vc não gosta de comer bem, mulher bonita (só as égua – quem é galo sabe do que to dizendo), tem uma capital com um baita por do sol, tem 02 campeões mundiais e 02 bi-campeões da libertadores, churrasco e pizzaria AFÚUUUU. De qual planeta vc é? Veio parar aqui porque? Temos a serra, a campanha, a região central, o litoral, o sul, etc. Pode não ser o litoral mais “nordestino” mas possui uma boa estrutura. Sou f.Público e GAÚCHO! Sou a favor da Lei de Acesso à Informação, fim dos abusos de direitos (tanto públicos quanto PRIVADOS) e sou heterosexual.

  • João diz: 18 de julho de 2012

    Bastante curioso que alguém cobre de modo tão virulento a devassa da privacidade e intimidade dos servidores públicos, como o tal Machiavellirs, e ao mesmo tempo se esconda sob um pseudônimo. Como tantos outros que estão a defender essa canalhice, enquanto não o fizer colocando seu nome completo, fonte pagadora e declaração de renda ao final da opinião pretensamente inteligente e democrática que emite, é apenas mais um pulha.
    E se cursou a UFRGS como afirma – não tenho por que duvidar – talvez queira saber de mais um “segredo”, em prol da bisbilhotice que tanto defende: sua faculdade foi paga por mim, pela Beatriz (que foi por ele pisada por preocupar-se com a mensalidade do colégio da filha) e todos os outros funcionários públicos que se manifestaram neste blog. Aliás, excelente razão para acrescentar à identificação completa e declaração de renda os certificados de freqüência e aproveitamento.

  • Celino Foresti Júnior diz: 19 de julho de 2012

    É ridiculo um texto criticando a iniciativa do governo de transparência, os benefícios superam em muito os malefícios.

    Que nível de pessoa escolhe as amizades pelo tamanho do salário?
    Os operadores de marketing já não tem uma base do nosso salário para ofertar serviços?
    Devemos omitir informações, fortalecendo quem desvia verbas do governo, para que os funcionários públicos fiquem protegidos de sequestradores? Não seria este um problema de segurança?

    O povo silenciou após a ditadura militar. A divulgação dos salários é uma forma de despertar a população, para que ela perceba a injustiça que é praticada pelo governo, utilizando-se dos impostos para pagar salários de até R$ 25.000,00 por funções semelhantes a um auxiliar administrativo, que recebe menos de R$ 1.000,00.

    Para quem deseja juntar forças para enfrentar o governo, este artigo é desprezivel.

  • Marcus Sampaio diz: 19 de julho de 2012

    Quero pedir licença para bater nos argumentos utilizados pelo caro jornalista David Coimbra.
    1o. Argumento: os servidores públicos (homens), como cidadãos comuns, podem ser alvo de interesse de mulheres interesseiras.

    - O argumento já começa enviesado e com um lapso grave, por ser machista. Será que os homens também não podem preferir mulheres servidoras que ganham bem? Esse argumento é muito pobre por se amparar em aspectos pessoais. A escolha ou não de um parceiro(a) (interesseiro ou não), depende de vários aspectos inerentes a cada um de nós. Não fazendo sentido generalizar desta forma (existem aspectos culturais, religiosos, sociais, educacionais, familiares, de gosto, convivência, etc.). Ademais, dá pra saber quando alguém se apresenta pra nós com esse tipo de interesse.

    E se alguém quiser saber quanto em média você (servidor público) ganha, vai prestar atenção muito mais na sua maneira de vestir, lugares que frequenta, nível das suas amizades, sua capacidade de consumo em bens de uso corrente e duráveis, etc. Mas, caso determinada pessoa que se apresente a nós ou conviva, seja dominada pela ambição de interesses financeiros/econômicos. Aí sim, ela poderia hipoteticamente pesquisar mais sobre sua vida, poderá consultar a lei que rege sua carreira, quanto em média você ganha já está no sitehttp://www.planalto.gov.br (vide lei a lei da sua carreira). As nomeações que você teve, já são públicas, vide o site da impressa nacional, http://www.in.gov.br .

    Não acredito que pessoas normais levem a sério esse tipo de preocupação. Esse argumento pode ser útil talvez, quando sua ex-mulher contratar um advogado para requerer 30% da sua renda bruta, mas ela o fará por meio de advogado.

    A lei de informação facilita a informação, mas ela já é pública.

    2o. Argumento: todos irão querer cobrar ou se aproveitar mais de você, pois sabem o quanto você ganha.

    - argumento perfeitamente fraco, já que, primeiro, quanto alguém ganha não fica escrito na testa; segundo, e mesmo que soubessem isto, não necessariamente, aumenta o poder de barganha (persuasão) de quem quer que seja para auferir mais de quem tem mais. Mesmo se todos ao seu redor dispusessem de informações perfeitas sobre você, aliás, nós servidores públicos. Os preços que você paga, para qualquer bem ou serviço, obedecem às leis de mercado (oferta e procura) e a Lei do Consumidor. Então, eu jamais seria obrigado a consumir ou pagar mais (de forma diferenciada), seja ao condomínio ou a minha empregada, por considerarem que eu ganho acima da média ou, simplesmente, porque descobriram quanto eu ganho. Desculpa a franqueza, mas só sendo muito bobo pra acreditar nisso.
    Quanto ao “efeito aborrecimento” gerado por operadoras de telemarketing, vendedores e eventuais golpistas, existe a palavrinha NÃO! Caso a palavrinha NÃO, não resolva, existem os órgãos de defesa do consumidor. Estes devem servir pra alguma coisa.!!

    Meu(inha) caro(a), desliga o telefone, muda o chip, fica invisível no facebook – os interesseiros irão sumir!

    3o. Argumento: MEU DEUS, SEREMOS TODOS VÍTIMAS DE SEQUESTRO RELÂMPAGO, ROUBOS E FURTOS!!!

    Esse argumento, igualmente cansativo e tolo, remete a hipocrisia da nossa sociedade. Esta em que fomos educados, na qual somos arquitetos vãos na construção de “muros e grades”. Quando muito mais precisamos de pontes (de debates, de discussões e principalmente de soluções). E se de repente alguém, lá fora, adquire o poder de enxergar através dos nossos muros e grades. Nossa!! Estamos à mercê do perigo total.

    O risco tanto de sequestro, quanto da própria vida, é nato. A responsabilidade da segurança é diária, bem como os cuidados com a sua saúde física e mental são inteiramente seus.
    Não é porque fulano é mais rico, ou sabem quanto ele ganha, que de imediato ele se transformará num alvo, extremamente potencial.
    Agora, o simples fato de um servidor ocupar uma função hierárquica superior, isto naturalmente o expõem a diversos riscos. Então, se este é o caso, cuide-se mais !

    Mas não faz sentido generalizar para o conjunto dos servidores como um todo. O risco de qualquer um ser sequestrado e amanhecer com a boca cheia de formigas taí. Mas esse tipo de correlação e causalidade, não faz o menor sentido para o conjunto!!

    4o. Argumento: meritocracia não combina com constrangimento, aliás, transparência é quase-sinônimo de constragimento!

    A transparência e a publicização por si só não resolvem a questão da corrupção no país. É preciso somar a isto a possibilidade de maior controle social, inclusive por parte dos agentes públicos. O controle social é um requisito para democracia, e contra a hipocrisia. Assim, eu gostaria muito de ver publicizado, em larga escala neste país, os casos de determinados cidadãos públicos (entre eles, servidores), que por exibirem um patrimônio e hábitos de consumo acima da média dos seus pares, enfiaram os pés pelas mãos em atos de improbidade administrativa. Assim, o “mérito financeiro” não pode servir para confundir à sociedade. Mas deverá servir como uma PISTA concreta para que os sistemas de fiscalização e controle ponham as mãos em espertalhões.

    Desta forma, podemos concluir que com a lei de informação a sociedade deva começar a fazer melhor determinadas correlações, do tipo “renda mensal x evolução patrimonial”, pra descobrir onde estão os mágicos. Nisso não há constrangimento algum, botar na cadeia ladrões.

    Constrangimento maior é viver num país que sequer conseguiu englobar a maioria das reformas civilizatórias e políticas, entre elas, um sistema educacional de qualidade de universalizado, estruturas de classes menos díspares, acesso a bens públicos essenciais, um corpo de políticos mais íntegro e com sentimentos fiéis sobre a coisa pública e progressistas, entre tantos mais…

  • Machiavellirs diz: 19 de julho de 2012

    XEQUE MATE

    Marcus Sampaio, assino embaixo do seu comentário. Você deu o XEQUE MATE no corporativismo.

    Parabéns!!!

  • Paulo César diz: 19 de julho de 2012

    E aí Machiavellirs, vai mostrar o contracheque ou não vai????

  • Machiavellirs diz: 19 de julho de 2012

    QUEIMAR O FILME

    Tem um monte de gente querendo que eu mostre o meu contracheque.

    Acontece que eu não mostro o contracheque por dois motivos: o primeiro é porque não tenho contracheque e o segundo é que não posso mostrar o meu faturamento pelos seguintes motivos:

    1º) minha atividade profissional não é pública e sim privada;

    2º) essa atividade privada depende de clientes. E clientes, para mim, são muito importantes porque são eles os responsáveis pelo meu faturamento. E, entre esses clientes, se encontram funcionários públicos. Logo, não posso queimar o meu filme junto a eles.

    Raciocinem comigo.

    Imaginemos, por exemplo, que eu seja um empresário dedicado ao ramo da construção civil e que, trabalhando honestamente, fature uma média de R$ 100.000,00 por mês. Pergunto: será que algum funcionário público iria comprar a casa ou apartamento que construo no momento em que souber que eu sou aquele cara que bateu, bateu, bateu nele até dizer chega no blog do David? Lógico que não! Esse funcionário público, só por vingança, iria comprar um apartamento na empresa do meu concorrente, não é verdade?

    Continuem raciocinando.

    Também imaginem que eu seja um médico formado na UFRGS e que só atenda particularmente ou através de planos de saúde que paguem bem a minha hora de trabalho. No momento em que vocês aí souberem que o Machi aqui é um médico será que na condição de pacientes iriam continuar sob meus cuidados e pagando o preço da minha consulta que é de R$ 300,00? Evidente que não. A vingança e o recalque falariam mais alto. Falariam assim: NÃO VOU DAR MEU RICO DINHEIRINHO PARA AQUELE PUTO DO MACHI FICAR MILHIONÁRIO E ENCHER O MEU SACO NO BLOG DO DAVID! Não é verdade?

    Por favor, continuem raciocinando.

    Agora imaginem que eu seja um advogado conhecido. Sabem aquele advogado que desfila com uma BMW/2012? Pois é, esse sou eu! Imaginem agora um processo meu chegando no Tribunal de Justiça. O quê vocês acham que os Desembargadores iriam fazer comigo? Lógico que eles iriam me ralar de cabo à rabo! Com aquele risinho maquiavélico de canto de boca balbuciariam: deu pra ti Machi!

    E aí o Machi aqui, para sobreviver, teria que começar vendendo, em primeiro lugar, a sua BMW. E, aí, adeus mulherio! E vocês sabem, vocês que ganham auxílio paletó e estão de olho no cheque mate, sabem muito bem – e o David também sabe disso – que o mulherio adora uma grana preta, não é verdade? E, para continuar me refestelando nas suas coxas longas e com penugens loiras, só tendo dinheiro para gastar, de início, nos melhores restaurantes da Padre Chagas e arredores para depois conseguir tirar suas calcinhas rendadas na cama redonda da minha cobertura na Bela Vista. Em razão disso, tenho que me manter incólume, não é verdade?

    Então, não vou queimar o meu filme junto aos Desembargadores do Tribunal de Justiça, podem crer!

    Agora, vocês não!

    Pergunto: o quê de ruim iria acontecer para vocês no momento em que começarem a mostrar os seus rendimentos no Portal da Transparência. Como foi claro o Marcus Sampaio aí em cima, nada, absolutamente nada iria acontecer com vocês. Seus rendimentos mensais não iriam sofrer nenhum baque por causa disso.

    Em contrapartida, nós aqui, na planície, teríamos condições de saber onde está sendo enfiado o dinheiro que deveria contribuir para melhorar nossa educação, nossa segurança e nossa saúde.

    A propósito, hoje o Bom Dia Brasil da Rede Globo apresentou uma reportagem que mostrou a morte de uma mulher por falta de atendimento médico num hospital público. Vocês aí que são espertinhos me respondam: quanto vale uma vida pra vocês? Será que a situação no Brasil tem que ficar do jeito horrível que está por falta do dinheiro que é desviado para atender só a classe dos funcionários públicos? Será?

    E aí? Ainda querem que eu queime o meu filme?

  • francisco diz: 19 de julho de 2012

    E aí maquiavélica, tá estudando muito para realizar teu sonho de entrar para o corporativismo?

  • LUCIANO ROBERTO diz: 19 de julho de 2012

    BOBAGEM.. Isso tudo é pra aparecer para a população, com essa falsa idéia de transparência… Qualquer um sabe o quanto um servidor público ganha, ao menos aproximadamente,, Tudo é divulgado por ocasião dos editais de concurso…. ESSA HISTÓRIA DE TRANSPARÊNCIA É FALACIA DO GOVERNO, MANOBRA POLÍTICA PARA APARECER PARA A POPULAÇÃO….
    .. Sou servidor público federal e garanto.. todos já sabe ou mais ou menos imaginam quanto eu ganho, mesmo sem essa abertura..

  • Paulo César diz: 19 de julho de 2012

    E aí Machi!! (posso chamar assim??)

    Taí! Concordo com você!!
    Se você for o tal empresário do ramo da construção civil, provavelmente nem vai me dar muita atenção porque saberá exatamente quanto ganho e que vou ficar o resto da minha vida pagando meu quarto e sala e jamais poderia comprar um AP seu!
    Se for médico, ah!! só pelo plano de saúde (que tá pesando no orçamento… a gente paga, tá! não temos de graça não!!). Pagar R$ 300,00 numa consulta!! Só se for aquela servidora aí que vcs estão comentando (afinal ela é exceção meu amigo, não é regra!!)
    Do advogado nem vou comentar!!! rsrs
    Se eu fosse um desses da elite do serviço público, aí também me daria mal com você: com certeza vc aumentaria um pouco o valor do imóvel já que acha que ganho meu dinheiro mole e portanto tenho que me f. (lembra que vc saberia exatamente quanto ganho!!!!).
    Se fosse o médico, com certeza arranjaria uns procedimentos caros pra eu fazer naquela sua clínica, etc.
    Se fosse advogado, iria raspar minhas economias….(heheh desculpem os colegas…)
    Cara, não generalize para não ser injusto! Posso generalizar também e dizer que você é um empreiteiro desses que levam vantagem em obras públicas, por isso não quer mostra seus rendimentos. Não é essa a visão que se tem dos empreiteiros??!!
    Ou um desses médicos que, infelizmente, “rasgaram o diploma” e fazem plásticas sem ter a devida especialização, etc.
    Ou, ainda, um advogado que não honra o juramento que fez e nos faz, às vezes, ficar envergonhados da profissão!
    Cara, é isso aí! Em todo lugar tem gente boa e gente ruim, gente que rala e gente que embroma…. Criou-se essa imagem negativa do serviço público, aquele ranço do cara que deixa o paletó na cadeira e some ou da mulher que fica lixando unha…. É isso aí, tem gente que ainda tem essa imagem. É difícil mudar isso. É uma herança de um período que os servidores eram apadrinhados, colocados lá por critérios políticos. Não é mais assim, agora vc tem que passar num concurso, estudar muito, se qualificar.
    Há distorções? Claro que há! Mas como disse, não generalize.
    Ninguém tá defendendo a ocultação dos gastos, pode divulgar um a um os salários pra que se tenha exatamente noção. Se houve uma disparidade, seja você o primeiro a fazer uma representação no MP para que se investigue!!
    O que se defende é a privacidade. Você não que mostrar seus rendimentos para não perder seu padrão de vida! Não quero que vc saiba os meus pra não querer levar vantagem com isso! Basta!!
    Vou começar a campanha a internet: ” Mostra seus rendimentos Machi!!”

  • RODRIGO MÉRCIO diz: 19 de julho de 2012

    “Será que a situação no Brasil tem que ficar do jeito horrível que está por falta do dinheiro que é desviado para atender só a classe dos funcionários públicos? Será?” Meu deus do Céu tem gente que acredita que a culpa do Crise é dos Servidores Públicos? Será que ele sabe a diferença entre Servidor Público e Político de ocasião que ganha Cargos de Confiança? Sem falar que a regra não é os servidores ganharem muito. Casos como desta recepcionista da Assembleia é exceção.Este Machi não deve ter lido o Príncipe de Machiavel e nem o seu melhor livro Tratados Políticos Senão não falaria tanta imbecilidades. Transparência sim.Invasão de privacidade não.Podem divulgar quando custa as viagens da Dilma a Porto Alegre para ver o netinho dela? Isto não está no site que divulga o salário dela nem as roupinhas que ela usa. Transparência para todos os gastos e não só para salários. E divulgar o nome dos servidores é o fim da picada.

  • Machiavellirs diz: 19 de julho de 2012

    PC

    Paulo Cezar, essa providência que você e outros querem que é a de divulgar somente a matrícula e o salário do servidor público não vai resolver o problema da fiscalização que o povo tem que ter sobre o destino dos impostos que ele paga.

    Ninguém do povo vai querer saber por que a matrícula X ganhou no mês passado R$ 2.100,00 e este mês R$ 2.150,00.

    Aliás, você e a torcida do Inter acham que o Machi aqui vai se interessar por descobrir quem é o dono da tal matrícula? Evidente que não! Agora se o nome dessa matrícula for revelado, o Machi aqui poderá dizer: pô, o Zé que trabalha na Assembleia ganha só R$ 2.150,00 e anda de BMW! Ué, acho que tem coisa errada aí! O dinheiro dele deve ser macho e fêmea e deve dar cria, não é verdade?

    Só pra chatear, fiz uma pesquisa no site http://www.trf2.jus.br/Paginas/SJRJ.aspx?menu=Resolu%C3%A7%C3%A3o%20n%C2%BA%20102/CNJ&js=1., do TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DO RIO DE JANEIRO.

    Sabes o quê percebi?

    Percebi que eles não divulgam nem a matrícula. Divulgam somente o cargo e a remuneração do servidor. Tem servidor que ganha R$ 22.911,74 por mês de remuneração paradigma (paradigma?! Gostei do nome!) mas que ganha também “Auxílios” e “Vantagens eventuais” (Vantagens Eventuais? O quê é isso? Isso explica alguma coisa? Acho que tem coisa aí!), dando um montante de R$ 46.638,94, importância essa, s.m.j. – como diria você, advogado que é –, bem acima do teto constitucional, não é verdade?

    Lógico que não fiquei furungando pelo site para descobrir outras coisas de duvidosa procedência – até porque já enchi o saco e pretendo terminar meus comentários por aqui, afinal tenho que labutar no meu negócio para ganhar a minha grana — que, pelo menos aparentemente, não combinem com a clareza que deve ser dada ao dinheiro decorrente dos impostos que o povo paga.

    Mas o fato é que existe uma CAIXA PRETA nisso tudo aí que precisa ser aberta para que possa ser esclarecido, timtimportimtim, o destino dos impostos que pagamos.

    Aliás, nofundonofundo, estou tentando defender o direito que o professor público, o policial e o médico do setor público têm de serem melhor remunerados. Há muita coisa na CAIXA PRETA que precisa ser investigada. Quando isso acontecer por certo sobrará mais dinheiro para eles, não é verdade?

    Afinal, a educação pública, a segurança pública e a saúde pública, atualmente, estão uma merda – como diria o Lula – e precisam ser melhoradas, não é verdade?

  • francisco diz: 20 de julho de 2012

    Machi, transforma essa energia negativa do teu ódio/inveja dos servidores públicos fomentado pela mídia que manipula cabeças-fracas como vc (mas há esperança) em energia positiva, faça algo por vc ao invés de se sentir tão rancoroso com quem só quis uma vida profissional, embora ganhando pouco, estável. Sei que vc é tão perturbado que não vai aceitar não ser o último a comentar por aqui, mas sei lá cara, porque se ofender tanto? eu mesmo sou funcionário público e não tenho nada contra transparência, mas ocorre que do jeito que está sendo feito (constrangimento) é pura manobra governamental para jogar a opinião pública contra os servidores (vide a cara de bunda do william bonner quando anunciou que os professores das federais não aceitaram o aumento de 45%). Ou se quiser tb pode seguir a carreira literária já que tem tanta imaginação e escreve bem, embora seja merda atrás de merda. Faça algo por vc e nos deixe em paz. Ou vai se tratar.
    Caso esteja na merda e por isso tanto rancor, te recomendo a leitura deste artigo: http://www.pciconcursos.com.br/comopassar/quais-sao-os-sete-pecados-capitais-que-o-concurseiro-nao-deve-cometer

  • francisco diz: 20 de julho de 2012

    Machi, caso saiba de alguma irregularidade no serviço público fique sabendo que todo órgão possui uma ouvidoria, onde pode fazer denúncias. Pode tb ir no Ministério Público estadual ou federal, dependendo da esfera governamental do órgão. Fará um grande serviço para a Nação. Saiba que há órgãos onde até mesmo um servidor fez a denúncia. Há total segurança, não precisa se acovardar e se esconder atrás de um teclado, usando a língua portuguesa e toda hora vir aqui para ver se alguém te respondeu no fórum. Haja, seja homem, faça algo por vc, pelo País. Eu sou funcionário Público honesto, pago todos meus impostos, ganho pouco mesmo, e não sou contra a Lei de Acesso à Informação, SOU CONTRA O CONSTRANGIMENTO, SEJA DE QUE TIPO FOR. VC COLOCARIA SEU CONTRACHEQUE AQUI? OU DARIA SUA IDENTIDADE? NÃO NÉ, ENTÃO. ISSO SE CHAMA HIPOCRISIA.

  • Fábio Colorado, Também, mas não Otário diz: 20 de julho de 2012

    O Salvador da Pátria Machiavellrs, ainda continua se achando. Esse deve ser daquele tipo que se o chamarem pra marcha Gay, pra Marcha a Favor da Maconha, ele estará lá, apoiando, mas ao ser chamado pra marcha Anti-corrupção, vai fica escondidinho atrás do Nickzinho pra não queimar o filme, como a grande maioria dos brasileiros.

    Estão confundindo Servidor Concursado com Político de Voto “DADO”, sem critério, sem escolha, sem compromisso. Desses ai, e também daqueles que eles colocam como CC’s, é que “todos” precisamos da Transparência e não de Servidores CONCURSADOS. É isso que gente burra igual ese imbecil Machiavellrs, jamais irão entender.

    Não tenho nada contra a marcha Gay, nada contra os baseadeiros, mas o povo brasileiro é um pouco o retrato desse falastrão Machiavellrs, que não vai às ruas pra lutar pelos seus dieritos e fica escondidinho pra não queimar o filme. Estes mesmo, adorariam ver os outros queimando na fogueira, pois querem mais é ficar tomando umas cervejinhas, discutindo os noticiários do Futebol e Big Brother, enquanto os futuros servidores públicos estão estudando, pra depois terem sua privacidade aberta ao povo EM NOME DA DESCÊNCIA DA DILMA e seus pares corruptos.

    Baita Otário, isso que tu é. Cagão!

  • Machiavellirs diz: 20 de julho de 2012

    ESTOU NA ÁREA

    Gente, não fugi do debate. Agora estou no post “Sentir orgulho” um pouco mais acima. Se o David não me botar para escanteio – acho que não porque ele é um cara democrático, suponho — estarei de plantão no fim de semana só pra me dedicar exclusivamente a vocês. Aguardo-os, ok!

  • Paulo diz: 21 de julho de 2012

    TEM QUE DIVULGAR TUDO SIM!!! E os motivos apresentados por tal jornalista aqui pra que isso não ocorra é simplesmente ridículo: conversa entre mulheres? relação empregada/patrão!! Sequestro? Só poderia trabalhar na RBS mesmo!

  • Deise Antunes de Oliveira diz: 21 de julho de 2012

    Após ler todos os comentários, alguns hilários até, cheguei à seguinte conclusão: não só podem, como devem publicar o salário dos servidores públicos, pois só assim: a população, talvez, se convença, de uma vez por todas, que a maioria do funcionalismo público é mais uma vítima de tantos desgovernos, e não destile tanta raiva, tanto ódio em cima de uma classe que vem sendo achacada há tantos anos; o Governo, talvez, pare de usar o servidor público como cortina de fumaça para desviar a atenção do que realmente precisa ser investigado e publicado; o Governo não poderá mais usar o servidor público como bode expiatório. Se pensarmos bem, com essa medida, o Governo está dando um tiro no próprio pé, pois não terá mais em quem colocar a culpa e terá que achar uma outra categoria para promover uma caça às bruxas.

  • Marcelo diz: 22 de julho de 2012

    Sou servidor público. Entendo que é justo divulgar salário, mas não precisa divulgar o nome do servidor. Para que haja transparência e fiscalização, bastaria indicar que o servidor matricula x, ocupante de tal cargo, ganha tanto. Se a população entender que tem alguma ilegalidade nisso, com essa informações ela já poderia denunciar ao Ministério Público ou ao Tribunal de Contas. E para os órgãos de fiscalização sim deveria ser prestadas todas as informações, inclusive o nome do servidor, se for necessário.

  • Rejane diz: 22 de julho de 2012

    Ótimo artigo. E para lembrar, quem é servidor público prestou concurso público, forma isonomica de seleção. Não foi eleito pelo povo, ou seja, não está representando o povo, está prestando um serviço para o povo. Quem represente o povo, é óbviamente que deve prestar contas, quem está trabalhando para servir o povo, e foi selecionado de forma isonomica, acessível a quem interesse tiver, em nada deve ter a sua vida privada exposta a quem queira saber de sua intimidade. Se assim o for, então que sejam divulgados os salários de todos os trabalhadores brasileiros. Sim, porque servidor público nada mais é do que um trabalhador brasileiro. Correto é divulgar a soma da folha de pagamento de cada órgão público, agora, a intimidade da pessoa servidor é pura invasão de privacidade.
    Quem quer ser servidor público, basta estudar para isso. Não é o caso de pessoas eleitas para nos representar. Gente, servidor é trabalhador. Todos tem direito a privacidade, isso é garantia constitucional.

  • Alcides diz: 24 de julho de 2012

    Divulguem! Façam a alegria de uns bisbilhoteiros. Quem sabe, encontrem uma razão que justifique seu fracasso: Não ter estudado mais. Ficar vadiando pela vida à toa.

  • lafa diz: 26 de julho de 2012

    compatível com o resto do mercado? me diz então onde eu posso ser contratado como garagista pra ganhar 10 mil reais, ou analista pra ganhar 15,20 como em alguns órgãos? textinho típico de quem se sente mordido pq sabe que a realidade do serviço público é EXATAMENTE essa: grande parte dos funcionários encostados, gente incompetente que acha que pelo fato de ter feito uma prova é 500x melhor que os outros (vide os comentários aí falando de cargos comissionados – diga-se de passagem os que de fato trabalham) e mimimi. além do mais meu camarada, se vc sai com mulheres que buscam saber o salário dos caras antes de sair com ele, o problema não é a transparência de mostrar o salário dos servidores e sim o tipo de gente que vc se relaciona. e pra quem acha que quem não é concursado é um fracassado na vida, fracassados são vcs que se prenderam nesse mundinho bitolado de sonhos e ilusões achando que serviço público é o centro do universo

  • Davi diz: 27 de julho de 2012

    A questão é o seguinte: na verdade, para a população não importa o nome da pessoa, a administração pública, por ser guiada pelo princípio da Impessoalidade não poderia divulgar o nome dos seus funcionários, deveria apenas divulgar a matrícula SIAPE e o cargo e o salário.
    Por exemplo secretária 24524 10.000,00 – estes são os dados importantes, não importa a população saber se a secretária que ganha dez mil é a Rosicleide ou a Joana, os nomes das pessoas não deveria aparecer, isso não é relevante para a comparação dos cargos e salários, talvez até a descrição das atribuições dos cargos seja importante.
    Deste jeito, o governo contrariou a própria Constituição Federal, pois a Administração Pública somente pode dar publicidade a coisas impessoais e morais (art. 37, caput, CF/88), o que não foi o caso.
    Portanto é possível sim, divulgar informações salariais de modo correto, BASTA OCULTAR O NOME, e colocar a matrícula do funcinário, e divulgar as atribuições do cargo com todos os detalhes – inclusive de deixar mais explícito a diferença dos cargos comissionados dos concursados.

  • Maurício diz: 28 de julho de 2012

    “Qual a sugestão para ser transparente sem divulgar os salários, nesse caso?”

    Simples: divulgar os salários dos CARGOS ocupados no órgão, sem divulgar os nomes dos servidores.

  • LidianyCS diz: 2 de agosto de 2012

    Eu prefiro estudar e ser uma Servidora Pública Federal do que ir pro bar discutir salário de macho. Tenho o meu e pago todas as minhas contas, não preciso da golpe em ninguém não. Opinião vazia, machista e preconceituosa!

  • Bernadete diz: 2 de agosto de 2012

    TRANSPARENCIA OU MARKETING?

    ISSO NAO PASSA DE MARKETING PRA DILMA SER REELEITA. .. ALGUEM REPAROU QUE A DIVULGACAO DOS SALARIOS NAO MOSTRAM AS RUBRICAS MAS APENAS O VALOR LIQUIDO E BRUTO?

    DAQUI A POUCO OS SALARIOS DOS EMPREGADOS PRIVADOS TAMBEM PODERÃO SER DIVULGADOS POIS CONSTAM NA BASE DE DADOS DE VARIOS ORGAOS DO GOVERNO E ISSO INTERESSA ESPECIALMENTE PARA A RECEITA FEDERAL…

    TRANSPARENCIA POR TRANSPARENCIA O IMPORTANTE É A RECEITA FEDERAL ARRECADAR DIREITINHO DE TODOS, SEJAM SERVIDORES PUBLICOS OU FUNCIONARIOS DE EMPRESAS PARTICULARES…

  • jose paulo diz: 28 de outubro de 2012

    Grande Davi concordo plenamente com teus comentários. Por favor não esqueça dos funcionários publicos que trabalham para as pessoas do meio rural que são gente tão importante quanto os das cidades. Lembra dos que estão no interior do estado e das cidades. Alimentação sadia e abundante para todos também é dever das pessoas que trabalham na agricultura e os que os orientam. Cumprimentos e grato pela lembrança.

  • Leandro POA diz: 31 de outubro de 2012

    E eu quero ver a declaração de imposto de renda de todo mundo, pessoa física e jurídica! Afinal, dinheiro de tributos é “dinheiro do povo”! Não quero saber os bens da declaração, só os valores declarados, pois se há sonegação, é sonegação de dinheiro público, não é?! Cada teoria que me aparece… É bisbilhotagem, sim… se querem saber quanto ganha o detentor de um cargo público, leiam o edital do concurso e a lei que rege a remuneração da categoria; simples! Querer acessar dados pessoais de cada um é tão-somente bisbilhotagem. E pra quem acha que é uma barbada ser servidor, faça concurso público! É aberto a todos, é só PASSAR! Depois vem trabalhar e me conta se é barbada (tsc).

  • Homepage diz: 7 de dezembro de 2012

    … [Trackback]…

    [...] Read More Infos here: wp.clicrbs.com.br/davidcoimbra/2012/07/13/o-salario-publico-dos-servidores/ [...]…

  • marvin williams diz: 6 de janeiro de 2013

    Meu nome é Marvin Williams.I sou um emprestador empréstimo privado. Estou certificada e acreditada pelo Better Business Bureau (BBB), nos Estados Unidos.

    Necessidade de financiamento para pagar suas enormes dívidas e viver livre na sociedade? Quer expandir seu negócio? Quer comprar mais ativos? O que você exigência financeira, podemos ajudá-lo com o financiamento que você precisa. Nós fornecemos assistência financeira total que você precisa com a melhor taxa já 3% ao ano.

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  • Flávia diz: 23 de abril de 2013

    Quem se interessa faz as contas: é tudo definido em lei e a lei é pública. O resto é demagogia para poupar neurônio de preguiçoso. Querem divulgar nomes, que divulguem os titulares das distorções porque a grande maioria recebe estritamente o que a lei prevê.

  • Rainsa Soares diz: 28 de julho de 2013

    David, finalmente vejo alguém entendendo a situação constrangedora aos funcionários públicos quanto a referida publicação. Bastaria colocarem a matrícula e o salário sem os nomes. É uma forma de fingir que vão fazer alguma limpa nas distorções quando se sabe que os órgãos fiscalizadores não precisam de tais publicações, eles podem acessar dados e se o governo quisesse resolveria os erros ou ilegalidades encontrados. Isso é coisa desse governo PT para “mostrar serviço” ao invés de fazer a fiscalização diretamente através das instituições legalmente competentes para tal. E tb. é uma forma de expor a privacidade de cada funcionário que deveria ser tratado com mais respeito, vez que ingressou no serviço público por concurso e estudou muito pra passar!! O jeito é não dizer as pessoas onde se trabalha e nem dizer o nome completo quando isso for possível… Até que entre um governo mais sensato e acabe com essa publicação inútil que só serve para os fuxiqueiros de carteirinha cuidarem porque estes não vão resolver nada. Em uma sociedade saudável, as pessoas deviam ser estimuladas a conviver com respeito aos direitos do próximo e não a sentir inveja. Não me parece justo o governo colocar as pessoas contra o servidor público. Só os invejosos ficam contra os servidores. Os funcionários públicos concursados são controlados, fiscalizados e cobrados e trabalham muito para fazer o melhor que podem e na maioria das vezes recebem pouco. Se alguém tem algum privilégio em termos de trabalho são somente as chefias e estas são minoria e necessárias. E também os CC (cargos em comissão) pois estes não fazem concurso, são apadrinhados. Infelizmente tem gente que fica feliz em saber do constrangimento dos servidores com tal medida, pois não percebem que hoje atingem os servidores….mas amanhã quem sabe vem outra lei que poderá atingir outros grupos sociais de modo diferente ou semelhante! É a nossa liberdade de viver com privacidade que está sendo atingida e isso é grave!!! E agora, agradeço ao David pela seu texto, muito bom!

  • stanlley diz: 14 de novembro de 2014

    Conheço pessoas que não se sentem motivadas e sim desvalorizadas em questão salarial que é o caso do auxiliar administrativo que devia ter sido um dos beneficiados junto a campanha salarial dos agentes de saúde, pois hoje estão bem assistidos e merecidos com cerca de R$ 1.500,00 reais mensal(R$1.014,00+insalubridade+incentivo+abono pra quem tem filhos), além de gratificação anual e recesso. Porque o auxiliar adm. não é remunerado da mesma forma? Os deputados que votam o piso desse profissionais deviam ganhar o mesmo tanto e sem regalias, aí sim, eles iriam valoriza-los

  • Franco diz: 23 de janeiro de 2015

    Glaucio Missioneiro diz:
    13 de julho de 2012
    O correto seria divulgar apenas salários de parlamentares e de cargos em comissão (ou ccs, como prefiram), divulgar salários de servidores que foram aprovados em concursos públicos e lutaram, muitas vezes se privando de muitas coisas pra chegar lá é um absurdo.

    Glaucio Missioneiro resumiu exatamente o que eu penso. Uma vez que os concursos são públicos e os salários vêm discriminados nos respectivos editais, qualquer pessoa HONESTA pode fazer uma boa idéia de quanto ganha cada categoria de servidor. Requerendo um mínimo de alfabetização e inteligência, a pequena dificuldade em obter esses dados já elimina 90% dos eventuais bandidos pés-de-chinelo interessados neste tipo de informação. E os grandes bandidos têm alvos muito maiores, afinal, muitos deles são políticos ou então comissionados/indicados para cargos “de confiança”. (Aliás, o que significa ser servidor de confiança de um notório bandido, como tantos que circulam pelos corredores do congresso? Resposta óbvia: significa, no melhor dos casos, ser um inocente útil de inteligência reduzida [o laranja]; no caso geral, fazer vista grossa às falcatruas de seu protetor [o cúmplice]; e, no pior dos casos, ser tão bandido quanto ele [o capanga]). Nesse caso, como servidor concursado, não sou contra a divulgação ampla de uma lista periodicamente atualizada contendo os salários inicial e final de TODAS AS CATEGORIAS de servidores em cada esfera de governo, sejam efetivos, temporários, CLT ou comissionados, sem citar nomes. Isto é o mínimo de transparência que qualquer estado democrático deveria proporcionar. Inclusive para que os contribuintes pudessem se indignar com os absurdos e discrepâncias entre a importância da função exercida e sua respectiva remuneração. Afinal, manter esse tipo de informação escondida já diz muito sobre o duvidoso caráter do estado brasileiro. Chega a ser ridículo vociferar contra esse tipo de iniciativa por demasiado óbvio seu INTERESSE PÚBLICO. Alguma dúvida sobre o direito do cidadão comum, que trabalha feito burro-de-carga, saber o quanto do seu esforço é desperdiçado apenas para pagar milhares de parasitas minúsculos em cargos “de confiança” com nomes quilométricos? Alguma objeção ao direito do cidadão saber que, em geral, essas funções “essenciais” se resumem, na melhor das hipóteses, em fazer absolutamente nada, e, na pior, em dar ordens esdrúxulas aos servidores que EFETIVAMENTE trabalham? Muito faz quem não atrapalha. Mais do que em qualquer outra atividade, no serviço público esta deveria ser a REGRA. As funções “de confiança” deveriam ficar restritas aos assessores diretos dos agentes políticos, longe, portanto, da esfera técnica da administração pública. Mas, assim como a “impunidade para lamentar”, cujo objetivo e alcance iniciais eram claramente definidos, foi estendida para acobertar bandidos e colocá-los fora do alcance da lei, da mesma forma, as funções de confiança foram estendidas para “aparelhar” e infiltrar a administração pública com laranjas, cúmplices e capangas daqueles mesmos bandidos. Isso não é coincidência, é um sistema. Os contribuintes, que sabem vagamente de tudo isso por ouvir dizer, ficariam chocados, indignados e raivosos caso tivessem acesso às evidências mais escabrosas de que são continua e sistematicamente lesados, ou seja, de que a máquina não é ineficiente por acaso, mas de caso pensado e mediante decisões deliberadas vindas “de cima”. Teria também a oportunidade de distinguir claramente entre os “cérebros” por trás dos erros crassos e das grandes negociatas, diferenciando-os dos braços que meramente os executam. Mas “o que os olhos não vêem o coração não sente”, sabem todos os políticos brasileiros. Por isso fazem segredo de estado das coisas mais comezinhas do cotidiano administrativo e, com isso, matam dois coelhos: escamoteiam sua frequente ignorância, desonestidade e/ou incompetência, ao mesmo tempo em que inflacionam artificialmente a própria importância aos olhos do público. Constroem para si blindagem protetora e máscara de capacidade a partir de segredos de polichinelo.
    Tenho certeza de que em países menos boçais este tipo de informação sempre esteve disponível a todos. Talvez por isso eles tenham qualidade de vida infinitamente superior à nossa?
    Concordo inteiramente com a sugestão de publicar sim os nomes de POLÍTICOS e SERVIDORES POR ELES INDICADOS ao lado de seus respectivos subsídios. Uma vez que essas funções não são preenchidas por concurso público, cujo exercício é permanente e cujo interesse está restrito ao respectivo órgão, mas mediante outro tipo de concurso (as eleições) onde é consultada toda a população, nada mais justo que esta última seja informada dos custos envolvidos na manutenção dos representantes eventualmente escolhidos para exercer, em seu nome e no seu interesse, atividades específicas por tempo determinado. E mais, o valor informado deveria ser calculado com base em todos os benefícios e adicionais previstos em cada nível, espelhando o total efetivamente pago pelo erário, ou seja, a remuneração real, aquela que cai na conta corrente. Esta única iniciativa (simples, fácil, óbvia, democrática e republicana) poderia causar revoltas e manifestações muito maiores do que as que temos visto ultimamente. Serviria para separar o joio político do trigo administrativo existente no serviço público, tornando claras as respectivas diferenças de natureza, objetivo e caráter entre estes dois grupos que, aos olhos do leigo, aparecem indiscerníveis sob a rubrica geral “funcionário público”.
    A condição atual só beneficia os parasitas.
    Não, funcionário público não é tudo igual. Em todas as esferas, há sempre um corpo de servidores de carreira altamente qualificados, competentes e honestos, cuja ascensão deveria se dar por mérito próprio para benefício das respectivas instituiçoes e, é claro, para satisfação profissional do servidor que, com esse estímulo, teria o incentivo necessário para aperfeiçoar seu desempenho. No entanto, eles geralmente estão subordinados a agentes políticos de capacidade inferior, indicados por outros agentes políticos de hierarquia mais alta e capacidade ainda menor, cujos interesses minúsculos estão à altura de seu limitado conhecimento, pequena inteligência e baixa estatura. O estado brasileiro é opaco tanto em seus fins quanto em seus meios e esta opacidade só interessa à pequena parcela de parasitas sanguessugas que vivem em relação simbiótica com as grandes ratazanas que todos conhecem. Ratos e pulgas formam um único e repelente ecossistema. Sem esse exército de puxas-sacos regiamente pagos pelo contribuinte, infiltrados em todos os órgãos da administração pública para obedecer, apoiar e blindar seus respectivos padrinhos, estes últimos jamais teriam o controle que têm sobre a máquina. Ficariam confinados ao seu círculo de (in)competência, onde os resultados desastrosos de suas decisões estapafúrdias não poderiam ser atribuídos a ninguém mais além de si próprios. Suas manobras escusas e tenebrosas transações seriam prontamente descobertas (e denunciadas) por servidores cuja carreira e ascensão profissionais estariam imunes à manipulação, pressão e/ou chantagem políticas. Uma separação rigorosa entre os níveis de competência, colocando de um lado as decisões sobre diretrizes de natureza ampla, geral e irrestrita (que são a verdadeira função dos políticos) e, do outro, o planejamento, administração e execução dessas diretrizes mediante instrumentos de caráter específico, preciso e limitado (que deveriam ser de competencia exclusiva de administradores e técnicos de carreira), seria o efetivo ponta-pé para uma reforma política verdadeira. Isso eliminaria essa zona cinzenta e pantanosa onde um perfeito canalha pode dizer de maneira crível para os incautos que “não sabia de nada”. Ele é pago para saber. Se não sabe, pede pra sair e desocupa a moita. O resto é retórica.
    Problemas complexos (como saúde, educação e segurança públicas) devem ter diretrizes estabelecidas através do processo político, entretanto, as decisões técnicas a elas relativas (como construção de hospitais, escolas e presídios) não podem ficar à mercê do arbítrio de agentes políticos com interesses eleitoreiros. Chega de inaugurar viadutos inacabados, hospitais sem equipamentos e escolas sem professores às vésperas de eleições apenas para sair bem na foto. Se o agente político quiser MESMO promover alguma dessas iniciativas, vai ter que calcular os custos, determinar a origem dos recursos e votar em tempo hábil. Caso contrário, deve abster-se de fazer propostas esdrúxulas. Não terá o recurso de culpar a administração. O administrador, por seu turno, não deve estar submetido à agenda política de quem quer seja. Por isso NÃO PODE E NÃO DEVE SER “INDICADO” POR NINGUÉM! Sua carreira deve seguir um caminho inteiramente apartado de pressões eleitorais. Sua função não é “agradar” seu padrinho (porque não deve haver padrinhos) mas simplesmente executar, segundo prioridades estabelecidas e condições técnicas, a decisão ou diretriz a ser implementada. A política deveria acabar onde começa a execução. Se isso não acontece, tanto pior para os cidadãos que sofrem há décadas as consequencias da administração pública baseada em “favores”. É bom deixar claro a competência de cada instância. Sem essa de capitalizar os ganhos e socializar os prejuízos. Cada um no seu quadrado. Políticos votam e dão diretrizes, administradores planejam e executam o que foi decidido, ponto.
    No Brasil, o serviço público é um tipo de casta. Todos falam mal até serem admitidos, é um verdadeiro forró: “Olha, isso aqui tá muito bom! Isso aqui tá bom demais! Olha, quem tá fora quer entrar mas quem tá dentro não sai!”. Aquele mesmo indivíduo que berrava contra a incompetência dos funcionários públicos quando era simples cidadão imediatamente muda de opinião assim que consegue um carguinho, geralmente “de confiança”. Isso é mais que simples hipocrisia individual: faz parte da cultura brasileira e se desenvolveu lado a lado com o sistema político do país. É uma condição estrutural. Não admira que qualquer menção a este problema produza as mais explosivas e violentas reações por parte de pessoas que gostariam de permanecer nas sombras, sussurrando pelos corredores enquanto se beneficiam individualmente de decisões estúpidas e/ou desonestas que prejudicam a todos. Cabe aos servidores de carreira fazer-se distinguir da canalha oportunista. Se não o fazem, merecem sofrer as consequencias: permanecer subordinados aos “indicados”; ser obrigados a puxar saco para subir na carreira; acatar ordens estúpidas e dividir o ônus de suas consequencias; ser confundidos com os parasitas e colocados no mesmo saco onde todos os gatos são pardos. Nada mais justo.

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