Antes da Olimpíada, Hope Solo, a goleira de olhos verdes da seleção de futebol americana, deu uma entrevista contando o que acontece entre lençóis na Vila Olímpica. Disse, Hope Solo, que o intercâmbio sexual entre os atletas é muito livre, muito fácil. Pudera: em geral ali estão jovens disponíveis, com corpos saudáveis e bem formados, e que, naquele ambiente, só precisam perguntar “de onde você é?” para abordar um eventual parceiro do sexo oposto.
As revelações de Hope Solo fizeram com que as pessoas olhassem para a Vila Olímpica como se o lugar fosse uma espécie de cidade irmã de Gomorra. Os jornalistas vivem fazendo comentários maliciosos quando passam de ônibus pela Vila. E, outro dia, vi torcedores enrolados na bandeira da Grã-Bretanha, tirando fotos dos prédios ao longe e comentando:
– Ah, se eu estivesse lá...
Bruxinha boa
A imprensa inglesa está encantada com um
fenômeno social que eles chamam de “Efeito Hermione”. Hermione é aquela bruxinha do Harry Potter interpretada por Emma Watson (foto). Ocorre que, como Hermione, os jovens britânicos estão se comportando com maior responsabilidade em relação à própria saúde. Pesquisas (os ingleses adoram uma pesquisa) demonstraram que o número de jovens entre 11 e 15 anos que experimentaram drogas, álcool e cigarro vem caindo alegremente nos últimos 10 anos. Os dados:
Que experimentaram drogas: de 29% para 17%.
Que beberam álcool na última semana: de 26% para 12%.
Que fumaram um cigarro na última semana: de um entre 10 para um entre 20 jovens.
Bem que os brasileiros podiam imitar o Velho Mundo nesse particular.
DEUS SALVE A RAINHA
Isso da família real é um charme. Decidi que, se for realizado novo plebiscito para escolher o sistema de governo no Brasil, vou votar na monarquia.
Mas tem que ser essa rainha daqui. Outra, não aceito.
Mulher sem defeitos
Ela era uma mulher tão espetacular, que até de poncho enlouquecia os homens. Lu. Esguia, mas de corpo sinuoso, olhos brilhantes que não eram azuis, mas deveriam ser. Sorridente. Meiga. E, para arrematar, inteligente. Mestre em Física. Uma cientista!
– A Lu tem que ter um defeito – dizia Mariano para os amigos. – Um só!
Parecia não ter. Mariano nem acreditou, no dia em que ela se interessou por ele. Quando começaram a namorar, pensou: agora vou descobrir o defeito dela. Mas os defeitos não apareciam. Na cama, Lu era uma Messalina; nos encontros sociais, uma Lady Di; no trabalho, uma Angela Merkel; com os necessitados, uma Madre Tereza. Lu não reclamava quando ele saía com os amigos, cuidava dele quando ele voltava de porre, jamais levantava a voz, não sentia ciúme, não se atrasava, gostava dos mesmos filmes, das mesmas comidas e do mesmo time que ele. Era perfeita! Mariano repetia isso nos bares, para os amigos:
– Ela é perfeita demais, certinha demais. Não tem um único defeito. Tem algo errado nisso!
Aquela perfeição toda passou a incomodá-lo. Ele a provocava para irritá-la, chegava tarde, bebia em demasia, e nada a abalava. Ela não se queixava, ela se mantinha impávida e tranquila. Era terrível.
Uma madrugada, quando Mariano estava com os amigos numa churrascaria, ele engoliu 200 mililitros de chope de um único gole e anunciou:
– Vou me separar!
Ficaram todos cristalizados entre picanhas e linguiças com pimenta. Mas por quê?, gritaram. Por quê? Por quê???
– Ela é perfeita demais! – Mariano balançava a cabeça. – Ela não tem um único defeito! Todos vocês podem se queixar da suas mulheres. Todos vocês podem sair por aí, jogar bola com os amigos, beber, farrear e até assediar outras mulheres sem culpa. Eu não! Eu estou preso, porque a minha mulher não tem defeitos. É horrível isso! Horrível!
E estava a ponto de chorar, quando Eduardo pôs a mão em seu ombro:
– Mas o defeito dela é justamente esse, amigo.
Mariano levantou a cabeça, sem entender nada, e Eduardo prosseguiu:
– Ela não tem defeitos, é uma mulher perfeita. Você pode se queixar disso todos os dias, e nós não!
Mariano então sorriu. Abraçou o amigo. Seu casamento estava salvo! Finalmente ele havia descoberto o defeito de Lu!
O QUE LER
No tempo da Rainha Vitoria, a Inglaterra era “o império onde o sol nunca se põe”. A Ilha dominava 25% da população mundial, e foi a partir dessa dominação que o inglês se transformou na língua mais internacional do planeta. Se os portugueses tivessem sido mais competentes no século 16, nós não teríamos que gastar tanto em cursos de inglês e os britânicos é que teriam de aprender as sutilezas da mais bela flor do Lácio.
Bem. Mas não foi o que aconteceu. O que aconteceu foi um império britânico de 300 anos, que só se esfarelou com as guerras mundiais. Niall Ferguson conta essa história no ótimo livro Império – como os britânicos fizeram o mundo moderno, da editora Planeta. É uma excelente obra para se conhecerem os métodos civilizadores ingleses, como os que eles empregaram no chamado Continente Negro. Leia esse trecho para saber com quem está lidando:
“Em toda a África, a história se





Vila Olímpica como se o lugar fosse uma espécie de cidade irmã de Gomorra
David, este comentário parece quando passam na frente do PROJAC da Globo e da RBS em Poa. KKKKK
tirando fotos dos prédios ao longe e comentando:
– Ah, se eu estivesse lá...
É só ver as garotas do Blog Clube da Bolinha e a Debora de Oliveira,....
OS FIASCOS BRASILEIROS E O VEJA BEM
Pois enquanto o David assiste ao fiasco que o esporte brasileiro imprime no quadro de medalhas dos jogos olímpicos de Londres o Machi aqui, junto com os botões da braguilha de sua calça Diesel, assiste ao fiasco que a corrupção imprime na política brasileira...
- Primeiro B, ouvistes o Ministro Joaquim Barbosa chamar o Ministro Ricardo Lewandowski de desleal pelo fato de somente agora ele se manifestar sobre o desmembramento do Mensalão?
- Eu e o Brasil inteiro ouvimos! - disse o Primeiro B – e, em seguida, emendou:
- Sabe Machi, para mim esse julgamento do Mensalão é jogada ensaiada...
- Como assim, Primeiro?
- Veja bem, Machi!
- Iiiiiiiih, Primeiro B, quando tu vens com esse tal de “veja bem” sinto que vais querer me enrolar. Sabes muito bem que desconfio de quem utiliza o “veja bem” para tentar explicar alguma coisa, né?
- Sei, sei, Machi, porém estou sentindo que o Mensalão vai ser o caso mais típico para o uso do “VEJA BEM”, típico assim:
- VEJA BEM Excelência essas provas contra o Zé Dirceu, o Zé Genuíno, o Zé Janene, o Zé Borba, o Zé Alves, o Jacinto Lamas – nome sugestivo esse Lamas, heim, Machi, ironiza o Primeiro B – e o resto todo não são o que parecem ser...
- VEJA BEM Excelência que não está anexada ao processo nenhuma fotografia desses réus metendo a mão no dinheiro... e VEJA BEM, Excelência que mesmo que existisse uma fotografia dos réus metendo a mão no dinheiro essa fotografia não provaria nada porque poderia ser uma montagem, não é verdade? – e o Primeiro B, para desespero do Machi, insiste no tal de VEJA BEM...
- Veja bem, Machi, esse julgamento é uma jogada ensaiada porque o STF é composto, como você sabe, por onze Ministros... e não são Ministros comuns... – sei, sei, concorda o Machi...
- Veja bem, Machi, que os Ministros do STF são escolhidos à dedo pelo Presidente da República, ou seja, só são escolhidos para Ministros do STF pessoas da mais alta confiança do Presidente da República... o tal saber jurídico é relativo. Veja bem que o Ministro Toffoli participou de dois concursos para ingressar na carreira da magistratura e não conseguiu nada...
- Logo, por serem pessoas da mais alta confiança do Presidente da República -- queiram ou não queiram os politicamente corretos e os que gostam do “veja bem” -- são pessoas que ficarão devendo obrigação, até o fim de seus dias, para o Presidente. Em razão disso, na condição de Ministros, julgarão seus processos de forma que não contrarie os interesses políticos do Presidente da República, entende? – E o Primeiro B, encerra:
- Veja bem, Machi... veja, por exemplo, o caso do Ministro Toffoli... – Pô, Primeiro B, o Toffoli de novo?
- Ora, Machi, o Toffoli foi advogado do PT, trabalhou juntinho com o Zé Dirceu e era assimassim com o Lula. Pergunto, Machi:
- Você acha que ele vai julgar alguma coisa que contrarie o interesse do Lula que disse que o Mensalão nunca existiu? Veja bem, Machi, que os entendidos em direito até dizem que o Toffoli deveria se considerar impedido para julgar o feito. Qual o motivo disso? – e o Primeiro B insiste, insiste..
- E o Ministro Lewandowski, então, que teve a intenção de jogar Mensalão pras cucuias com um voto que foi uma verdadeira bola nas costas e que obrigou o Barbosa a chamá-lo de desleal? - e o Primeiro B conclui:
- Veja bem, Machi!!!
- CHEGA, CHEGA, seu botão chato e pessimista! Tu acabas de me convencer de que o julgamento do Mensalão vai ser mesmo um fiasco do tamanho desse de Londres... e do tamanho do rombo que vai haver no orçamento público brasileiro com o Campeonato Mundial de 2014 e com as Olimpíadas de 2016!
Em tempo 1: o Primeiro B entende que esse julgamento histórico do Mensalão é mais importante do que a dupla Grenal e as Olimpíadas. Aliás ele acha que os jogadores do Grêmio estão falando demais e que continuam dizendo só bobagens. Ele acha também que jornalistas e formadores de opinião – tipo o pessoal do Sala de Redação – devem destinar uma pequena parte de seus preciosos espaços na crítica desses acontecimentos que tratam das práticas corruptas que costumeiramente acontecem no Brasil.
Em tempo 2: o Primeiro B é o primeiro botão da braguilha, de cima para baixo, da calça Diesel do Machi.
Mas sem poder beber, fumar, etc... o que a juventude vai fazer para fugir da angustia de existir nessa m**** de mundo?